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domingo, maio 17, 2026
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Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 16 de abril

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As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 11h15 desta quinta-feira (16), 29.165 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 1.764 mortes.

Nesta manhã, Minas Gerais atualizou os dados para 33 mortes e 958 casos confirmados, o Ceará já soma 2.386 infectados e mantém o número de 124 mortes, e o Acre confirmou a 5ª morte do estado. Mariano Neto, de 35 anos, era motorista de aplicativo e morreu na terça-feira (14) com diagnóstico de pneumonia. Exame confirmou hoje que a causa da morte foi a Covid-19.

No início da madrugada de quinta, o Pará divulgou 103 novos casos e chegou a 487 infectados. O estado não confirmou novas mortes.

O balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (15), aponta 28.320 casos confirmados 1.736 mortes.

Entenda nova proposta do Butantan para tratamento com anticorpos de pacientes curados

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Uma equipe de cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve em laboratório anticorpos para um novo tratamento de pacientes com a Covid-19. Assim como na terapia de plasma, a técnica executada pelo centro de pesquisa tem como base amostras de sangue cedidas por pacientes curados.

A técnica em execução no Butantan tem o nome de “anticorpos monoclonais neutralizantes”. Entenda a seguir a diferença entre as duas:

Plasma x anticorpos monoclonais

Plasma: O plasma é a parte líquida do sangue, onde ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater as doenças. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. No entanto, cada amostra terá uma quantidade e uma composição diferente de anticorpos, pois depende do organismo do doador.

Anticorpos monoclonais neutralizantes: Os cientistas isolam apenas o anticorpo que consegue neutralizar o coronavírus, especificamente. Assim, com o uso do gene, células são criadas em laboratório. O produto será um frasquinho apenas com o anticorpo contra a doença específica, enquanto o plasma contém todos os anticorpos, variando em composição de pessoa para pessoa.

Solução que exige tempo

De acordo com a pesquisadora Ana Maria Moro, coordenadora do projeto, o plasma é uma solução que deve ser usada em um momento de emergência como o que vivemos com a pandemia, quando pessoas precisam de um tratamento urgente. O projeto de anticorpos monoclonais é uma versão mais precisa e direcionada, mas que demanda mais tempo.

“Nós isolamos as células B (linfócitos) que estão produzindo os anticorpos contra o vírus. Isolamos os genes e a partir deles criamos os anticorpos em laboratório. Não compete com o plasma, porque precisa de mais estudos e o plasma pode ser utilizado agora”, explicou a cientista.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com diferentes instituições, como a Universidade de São Paulo (USP). O desenvolvimento da plataforma começou em 2012, quando o grupo identificou uma composição de três anticorpos que neutralizam a toxina do tétano.

Mais tarde, em um acordo com a Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, a pesquisa seguiu para gerar linhagens celulares contra o vírus da zika durante a epidemia da doença, em 2015.

Ana Maria explica que existem diversos produtos monoclonais aprovados para uso clínico, usados em tratamentos para doenças autoimunes, alguns casos de câncer e até contra o ebola. A primeira parte do projeto contra o coronavírus deverá recrutar voluntários curados para coleta de sangue e, assim, começar a pesquisa em busca de uma nova forma de tratamento contra o Sars-CoV-2.

Caixa começa a pagar nesta quinta Auxílio Emergencial para beneficiários do Bolsa Família e cadastrados via app e site; veja calendário

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A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta quinta-feira (16) a primeira parcela do Auxílio Emergencial para os beneficiários do Bolsa Família e para os trabalhadores que se inscreveram no programa emergencial por meio do aplicativo e do site.

Até as 17h da quarta-feira, já haviam sido pagos cerca de R$ 3,2 bilhões a 4,9 milhões de pessoas. Trabalhadores inscritos no Cadastro Único e que não recebem o Bolsa Família já começaram a receber o benefício – na semana passada, foram creditados os recursos para os que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa e, na terça-feira, tiveram início os créditos para os que vão receber via poupança digital da Caixa.

São três calendários de pagamento diferentes:

  1. um para os beneficiários que recebem o Bolsa Família;
  2. um segundo para os inscritos no Cadastro Único que não recebem o Bolsa Família e mulheres chefes de família;
  3. e um terceiro para quem se inscreveu para receber o Auxílio Emergencial através do aplicativo ou do site do programa.

Para quem receber via poupança digital da Caixa, os saques em dinheiro começarão a ser liberados a partir do dia 27. Antes disso, no entanto, os recursos poderão ser movimentados digitalmente (veja o calendário ao final desta reportagem).

VEJA OS CALENDÁRIOS DE PAGAMENTO DESTA SEMANA:

1. Beneficiários do Bolsa Família

Quem recebe o Bolsa Família e tem direito ao pagamento vai receber o crédito do auxílio automaticamente, no mesmo calendário e da mesma forma do benefício regular. Entre o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial, será creditado o benefício de maior valor, para todos que tiverem direito.

Nesta semana receberão 2.719.810 beneficiários do Bolsa Família, conforme calendário:

  • Quinta-feira (16):
    – 1.360.024 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 1.
  • Sexta-feira (17):
    – 1.359.786 beneficiários do Bolsa Família cujo último dígito do NIS é igual a 2.

2. Inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família

Recebem a partir de terça-feira inscritos no Cadastro Único até 20 de março último, que não recebem Bolsa Família e que tiveram os critérios de elegibilidade verificados pela Dataprev, incluindo o grupo de mulheres chefes de família, que poderão ter direito a R$ 1,2 mil.

  • Terça-feira (14):
    – 273.178 pessoas que possuem conta no Banco do Brasil
    – 557.835 pessoas nascidas em janeiro, que receberão pela poupança digital da Caixa (a partir das 12h)
  • Quarta-feira (15):
    – 1.635.291 pessoas nascidas em fevereiro, março e abril, que receberão via poupança digital da Caixa
  • Quinta-feira (16):
    – 2.282.321 pessoas nascidas em maio, junho, julho e agosto, que receberão pela poupança digital da Caixa
  • Sexta-feira (17):
    – 1.958.268 pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro, que receberão via poupança digital da Caixa

3. Cadastrados no app e site

Para os trabalhadores que se cadastraram pelo aplicativo e pelo site do Auxílio Emergencial, e que cumprirem com os critérios para recebimento do benefício, os valores começarão a ser pagos nesta quinta-feira (16), na conta indicada ou em poupança digital na Caixa Econômica Federal.

Até às 17h de quarta-feira (15), o volume dos que se cadastraram por estes canais superava 36,3 milhões de pessoas.

A Caixa abrirá automaticamente as contas de poupança digitais para os beneficiários considerados aptos a receber o auxílio emergencial e que não tenham outra conta bancária. Apenas nesta semana estão sendo abertas mais de 6,6 milhões de poupanças digitais.

Conta poupança digital

A Caixa abrirá automaticamente as contas de poupança digitais para os beneficiários considerados aptos a receber o auxílio emergencial e que não tenham outra conta bancária nem sejam beneficiários do Bolsa Família.

Os que receberem o crédito por meio da conta digital poderão efetuar transferências ilimitadas entre contas da Caixa ou realizar gratuitamente até três transferências para outros bancos a cada mês, pelos próximos 90 dias. Além disso, podem pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras. A conta é isenta de tarifas.

O acesso à conta é feito pelo aplicativo CAIXA Tem, que pode ser baixado na loja de aplicativos dos smartphones neste link.

Saques da poupança digital

Para evitar aglomerações nas agências, a Caixa estabeleceu um calendário para os beneficiários que quiserem sacar em dinheiro o valor depositado nas poupanças digitais abertas para os trabalhadores:

  • 27 de abril – nascidos em janeiro e fevereiro
  • 28 de abril – nascidos em março e abril
  • 29 de abril – nascidos em maio e junho
  • 30 de abril – nascidos julho e agosto
  • 4 de maio – nascidos em setembro e outubro
  • 5 de maio – nascidos em novembro e dezembro

Calendário geral

O auxílio emergencial será pago para trabalhadores informais, desempregados, contribuintes individuais do INSS e MEIs. Veja como deve ser o calendário de pagamento para todos os trabalhadores que têm direito ao auxílio:

Calendário da primeira parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa Econômica Federal: quinta-feira (9);
  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família, com conta poupança digital na Caixa ou conta no Banco do Brasil, incluindo neste grupo as mulheres chefes de família: a partir de terça-feira (14 de abril);
  • Trabalhadores informais que não estão no Cadastro Único: em 5 cinco dias úteis após inscrição no programa de auxílio emergencial via app e site;
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de abril (iniciando no dia 16), seguindo o calendário regular do programa.

Segunda parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores informais inscritos no programa de auxílio emergencial via app e site: entre 27 e 30 de abril
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de maio, seguindo o calendário regular do programa

Terceira parcela

  • Pessoas que estão no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família e trabalhadores inscritos no programa de auxílio emergencial via app e site: entre 26 e 29 de maio;
  • Beneficiários do Bolsa Família: últimos 10 dias úteis de junho, seguindo o calendário regular do programa

Quem tem direito?

Durante três meses, será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos:

  • ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado;
  • não ter emprego formal;
  • não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família;
  • ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135);
  • que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. O trabalhador deve exercer atividade na condição de:

  • microempreendedor individual (MEI);
  • contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria;
  • trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado
  • intermitente inativo
  • estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), até 20 de março de 2020
  • ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima, desde que faça uma autodeclaração pelo site do governo.

O programa estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa.

A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês.

Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele não deixará de receber o auxílio.

Como pedir o auxílio

Os trabalhadores podem pedir das seguintes formas:

O aplicativo e o site devem ser usados pelos trabalhadores que forem Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS.

Aqueles que já recebem o Bolsa Família ou que estão inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) não precisam se inscrever pelo aplicativo ou site. O pagamento será feito automaticamente. (Clique aqui para ver como saber se você está no Cadastro Único).

Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, apenas para as pessoas que não tenham acesso à internet, será possível também fazer o registro em agências da Caixa ou lotéricas. O cadastro presencial será uma exceção, apenas em último caso.

A Caixa reforça a orientação para que sejam apenas utilizados os aplicativos oficiais do banco e o único site disponível para solicitar o benefício.

Noiva se casa em hospital de SP para pai poder acompanhar cerimônia em seu último dia de vida

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A cama de hospital onde estava o piloto de avião Glauco Palheta, de 56 anos, foi escoltada por enfermeiros pelos corredores do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Dessa vez, o trajeto não era para realizar algum exame de emergência. Ao lado da cama, estava a filha de Glauco, a estudante Gabriela, de 22 anos, de vestido branco e com um buquê na mão.

Assim, pai e filha entraram na cerimônia de casamento que ocorreu num quarto do hospital no último dia 5 de abril. A cerimônia original estava marcada para o final de maio, mas teve de ser adiantada para que Glauco, que estava em estágio terminal de câncer, pudesse participar da celebração. Ele morreu na manhã seguinte ao casamento.

“Eu sei que ele estava esperando só isso para descansar”, disse Gabriela.

Em abril do ano passado, o piloto de avião Glauco Palheta, descobriu um câncer de próstata. Em menos de dois meses, o quadro evolui para uma metástase. “ A gente fez todo o tratamento, quimioterapia, radioterapia, fez tudo, a gente tinha muita esperança”, contou a jovem.

No início de fevereiro, o câncer foi também para o fígado e o pâncreas, e o quadro se complicou. Há cerca de um mês, a família de Gabriela foi informada de que não havia mais tratamento possível. “Há umas três, quatro semanas, começamos a ser acompanhados pela equipe do paliativo, para casos terminais”.

Com o agravamento do quadro clínico, Gabriela decidiu propor ao noivo, o designer gráfico Thalles Tonini, de 26 anos, que o casamento acontecesse no hospital mesmo. “Conversei com o noivo: ‘Você sabe que o que eu mais quero é ele presente no nosso casamento”.

Após a decisão, os preparativos foram feitos junto com a equipe do Oswaldo Cruz. Para além dos cuidados que a cerimônia dentro do hospital exigia, a pandemia de Covid-19 requereu cuidados redobrados.

O Hospital Oswaldo Cruz possui um programa de humanização chamado “Yes, we care”, que ajuda a realizar pedidos de pacientes internados, principalmente pacientes em tratamento de câncer ou paliativos, ou seja, em fase terminal. Pelo programa, o hospital já realizou outras cerimônias de casamento, e também pedidos mais simples, como um jantar romântico ou mesmo a “visita” do Papai Noel no Natal.

Os noivos Gabriela Palheta e Thalles Tonini no dia do casamento, 5 de abril, dentro do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo — Foto: Arquivo pessoal

No dia 5 de abril, eles reuniram em um quarto do hospital apenas os noivos, os pais dos noivos, um pastor que fez a celebração, e um dos padrinhos, que tocou a música de entrada da noiva. Todos usavam máscaras para se proteger.

Ao som da música “Pieces”, Gabriela entrou acompanhada do pai, que estava na cama do hospital, empurrada por uma enfermeira. Em poucos dias, ela improvisou o vestido, o buquê, e um cabeleireiro amigo da família fez seu penteado e maquiagem para o dia.

“Dois dias antes do meu casamento, meu pai teve um pico de lucidez que não acontecia há um tempo. Depois, ele falou que o casamento foi maravilhoso”.

No dia seguinte, 6 de abril, o piloto de avião não acordou mais. “Meu pai sempre disse que existe um propósito para tudo, e poder compartilhar isso [o casamento] é uma alegria para a gente”, disse Gabriela. “Para a gente, é uma alegria poder levar esperança e amor para as pessoas”.

Roraima chega a 142 casos confirmados de coronavírus

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O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus chegou a 142 em Roraima. A informação foi divulgada pelo governo do estado nas redes sociais na noite desta quarta-feira (15).

Mais 28 pessoas foram diagnosticadas com a doença. De acordo com o governo, oito pessoas estão internadas no Hospital Geral de Roraima (HGR), recebendo acompanhamento médico.

Além disso, nove pacientes receberam alta hospitalar e estão em isolamento domiciliar para finalizar a recuperação, e 10 pessoas estão recuperadas.

O estado registra três mortes causadas pela Covid-19. Os dois primeiros eram homens idosos, de 60 e 84 anos, e o terceiro um indígena Yanomami, de 15 anos.

Após o salto no número de confirmações, o governador Antonio Denarium (PSL) foi às redes sociais nesta terça (14) pedir para que a população fique em casa . No entanto, convocou servidores públicos para trabalho presencial.

AM implementará projeto-piloto do Ministério da Saúde para gerenciar recursos durante pandemia

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Um software que está sendo criado pelo Ministério da Saúde com o objetivo de otimizar a gestão de recursos durante a pandemia de Covid-19 começará a ser testado no Amazonas nos próximos dias. O estado apresenta um dos piores cenários da pandemia no País, com 1.554 casos confirmados e 106 mortes, de acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (15).

O projeto-piloto conta com alguns dos melhores desenvolvedores do Brasil e é liderado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês e a Fundação Itaú Unibanco, que acaba de doar R$ 1 bilhão para ações de enfrentamento ao novo coronavírus no país.

Uma equipe do Sírio-Libanês está em Manaus desde a última segunda-feira (13) para dar suporte à Secretaria de Saúde (Susam) na definição de estratégias para uma resposta rápida da rede estadual frente à pandemia. Entre os encaminhamentos realizados até agora estão ações de sensibilização das equipes, instalação de Gabinetes de Crise Hospitalar e o levantamento de informações que abastecerão o software que está sendo desenvolvido.

“Hoje nós estamos trabalhando com a formação de profissionais dentro dos hospitais que vão mapear leitos disponíveis, os recursos que estão sendo utilizados e os disponíveis. Então, o nosso trabalho hoje continua com a sensibilização e começa com a aplicação ou levantamento dos dados para poder montar, abastecer o software de informações dos recursos que tem, pacientes internados, quantos leitos que tem e a logística que vai ser necessária para atender a isso”, explicou o médico Michel Cadenas, especialista em Medicina de Desastre e líder da equipe do Sírio-Libanês.

O médico Michel Cadenas, especialista em Medicina de Desastre e líder da equipe do Sírio-Libanês. — Foto: Michell Mello/Secom

Projeto Lean das Emergências

A equipe do Hospital Sírio-Libanês já vinha atuando no Amazonas há três meses na implantação do projeto Lean das Emergências, outra iniciativa do Ministério da Saúde. Em Manaus, a missão é otimizar a assistência em três prontos-socorros – HPS 28 de Agosto, HPS Platão Araújo e HPS João Lúcio.

Desde que o trabalho em conjunto com o Sírio-Libanês começou, o Governo do Amazonas informou que avançou no Plano de Resposta Estadual para a rede de saúde diante do crescente aumento de casos do novo coronavírus. Na terça-feira (14), foi realizada reunião de alinhamento com os gestores das unidades de urgência e emergência, da atenção básica do município e empresas médicas que prestam serviço ao Estado.

“Dentro dessa estrutura do plano de resposta, a proteção do hospital de alta complexidade é o ponto que nós julgamos fundamental. Uma vez que o paciente com Covid evolua mal, ele precisa de recursos de alta complexidade. Dessa forma, a rede precisa se reorganizar para que os pacientes mais graves tenham acesso às portas hospitalares e recebam o cuidado que é necessário para superar a infecção pelo Covid-19”, detalhou Cadenas.

De acordo com o especialista, a instalação dos Gabinetes de Crise Hospitalar também está em estágio avançado nas unidades que atuam diretamente no enfrentamento à pandemia.

Entre as medidas que estão sendo tomadas está a reorganização de fluxos, com a implantação de triagem externa nos serviços de urgência e emergência. Para Cadenas, o resultado será a melhor utilização dos recursos disponíveis e a qualificação do atendimento aos pacientes.

Governo do AM suspende alta dosagem de cloroquina em pacientes com Covid-19 após estudo apontar risco de morte

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Apenas uma baixa dosagem de cloroquina poderá ser usada em pacientes graves com o novo coronavírus no Amazonas, segundo informou o Governo do Estado. A medida foi divulgada em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (15), após um estudo pioneiro no Estado sobre o uso do medicamento apontar que alta dosagem é muito tóxica para pacientes com a Covid-19 em estado grave. O número de casos confirmados da doença no estado chegou a 1.553, com 106 mortes, nesta quarta-feira (15).

Segundo o médico da Fundação de Medicina Tropical e pesquisador da Fiocruz-AM, Marcus Lacerda, quando o protocolo para a pesquisa foi desenhado, há cerca de um mês, havia uma dúvida sobre qual dosagem de cloroquina teria uma maior eficácia no tratamento de pacientes.

“Como a doença começou na China, os chineses usaram uma quantidade alta, porque era a que poderia matar uma maior quantidade de vírus. Aqui no Brasil, a Fundação de Medicina Tropical auxiliou o Ministério da Saúde e a Secretaria de Ciência e Tecnologia a construir um guia de uso da cloroquina em pacientes graves”, disse Lacerda.

O estudo realizado no Amazonas também procurou entender a eficácia da dose maior que foi usada na China, segundo o médico da Fundação de Medicina Tropical. Um total de 81 pacientes foi dividido em dois grupos e os tipos de dosagens foram testadas neles.

“Nós diariamente monitorávamos pacientes que estavam usando as duas doses. Acontece que, essa dose maior que está sendo usada na China e ainda é usada em outros países, não se mostrou uma dose muito segura”, informou.

Ainda conforme Lacerda, a alta dosagem de cloroquina tem potencial de ser tóxica para o coração, especialmente quando é associada com azitromicina – um antibiótico que também pode dar arritimia cardíaca.

Dos 81 pacientes monitorados, 11 morreram. Sete deles foram submetidos à alta dosagem de cloroquina, segundo os dados preliminares da pesquisa.

Conforme Lacerda, após os resultados, a maior dosagem da cloroquina em pacientes graves de coronavírus foi suspensa, mas o estudo continua. “Nós continuamos estudando pessoas internadas no Delphina Aziz e acompanhando elas com a menor dose”, explicou o médico.

O resultado da pesquisa feita no Amazonas, segundo Lacerda, pôde mostrar que a dosagem baixa da cloroquina tem segurança e pode ser usada durante o tratamento em todo o país.

“Aqui no Brasil, felizmente, o Ministério tem um protocolo com uma dose mais baixa e o que mostramos em Manaus, pela primeira vez, é que essa dose baixa tem segurança. Caso algum profissional tenha o desejo de prescrever, ainda sem evidência, ele pode prescrever com segurança. Até então, essa informação não existia e vários países estavam prescrevendo doses muito altas que não recomendamos, baseados nesse estudo”, finalizou.

Médicos e enfermeiros do DF treinam profissionais que vão atuar em hospital de campanha em Manaus

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Voluntários da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) participaram de um treinamento de enfrentamento ao novo coronavírus no Hospital Universitário de Brasília (HUB), nesta quarta-feira (15).

Participaram da capacitação 14 enfermeiros e cinco médicos, de diferentes estados do Brasil, que irão atuar no Hospital de Campanha de Manaus, no estado do Amazonas. O grupo parte para o local nesta quinta-feira (16).

O curso foi ministrado por profissionais que atuam no HUB, além de professores da Universidade de Brasília (UnB). A equipe era composta por:

  • Um médico cardiologista
  • Um pneumologista
  • Dois anestesistas
  • Dois enfermeiros intensivistas

Profissionais de saúde participam de treinamento para enfrentamento ao novo coronavírus no Hospital Universitário de Brasília — Foto: HUB/Divulgação

Os profissionais foram divididos em três grupos e passaram por três estações de treinamento, com cenários reais de atendimento. Durante as seis horas de curso, aprenderam procedimentos como:

  • Colocação e remoção de equipamentos de proteção individual (EPIs)
  • Ventilação mecânica
  • Entubação de via aérea difícil
  • Parada cardiorrespiratória do paciente com Covid-19
  • Preparo do corpo após a morte

Segundo a gerente de ensino e pesquisa do HUB, Dayde Mendonça, o treinamento é necessário porque o tratamento de pacientes com Covid-19 exige procedimentos específicos.

“Esses profissionais aprendem a fazer procedimentos que eles já sabem, mas com os cuidados para que não se contaminem”, explica.

Indústria do AM testa protótipos e estuda produção de mil respiradores para distribuição em hospitais

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Na guerra contra o coronavírus, a indústria amazonense une forças com órgãos da saúde e está em fase de teste de pelo menos três protótipos de respiradores – equipamentos considerados essenciais no tratamento de pacientes da Covid-19. Após testes, mil respiradores serão produzidos, em parceria com o governo, o setor privado e universidades, para serem entregues gratuitamente aos hospitais em todo o Estado. Esses produtos também têm potencial para serem comercializados para todo o país, de acordo com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam).

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O número total de casos confirmados no Amazonas até 1.554. A capital amazonense concentra 1.350 casos confirmados, totalizando 86% dos registros em todo o estado. O interior registra 204 casos, distribuídos em 18 municípios.

No início de Abril, o Amazonas tinha 69 respiradores em seu hospital de referência disponíveis destinados ao uso exclusivo em pacientes diagnosticados com Covid-19. Na última terça-feira (14), o Governo anunciou a chegada de outros 20. Diante da necessidade de aumento do número de respiradores, as empresas Moto Honda da Amazônia, Instituto Transire de Tecnologia e Biotecnologia da Amazônia, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) já estão testando protótipos.

A ideia é que as indústrias ofereçam a mão-de-obra, e que a matéria-prima para produção seja custeada pelo governo do estado. O presidente da Cieam, Wilson Périco explicou que o objetivo é fabricar um produto 100% local para minimizar os impactos da pandemia em todo o mundo.

“Nós estamos trabalhando para ter o máximo possível de peças nacionais e de recursos que são nossos. Esses produtos, por exemplo, não têm nada de importado, tudo que a gente usou até agora é encontrado no mercado local”, contou.

Ainda de acordo com Périco, o respirador pneumático possui sistema de válvulas, entradas para oxigênio, e pode trabalhar de forma não invasiva (com máscara) ou invasiva (com uso de tubo respirador), além de servir de alternativa ao respirador convencional, caso haja escassez destes equipamentos no sistema de saúde.

“Estamos buscando fazer uma coisa barata para que possa ser produzida para atender nesse momento, então estamos trabalhando para produzir um produto que possa ser comercializado. No momento de guerra nós estamos trabalhando para salvar os feridos”, concluiu.

Colapso na rede de saúde

Com o aumento de casos, o Amazonas já chega a mais de 1.554 casos confirmados do novo coronavírus, com 106 mortes, e sofre com uma rede pública à beira de um colapso, com seu principal hospital já atuando na capacidade máxima operacional.

Em pronunciamento na tarde de domingo (12), o governador Wilson Lima anunciou que o Ministério da Saúde vai repassar R$ 15 milhões por mês para que o estado aumente a capacidade do hospital de referência em tratamento ao Covid-19 em Manaus.

Defensoria Pública pede suspensão de decreto que flexibiliza abertura de comércio em Porto Velho

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A Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO) entrou com ação civil pública solicitando a suspensão do decreto nº 16.629 publicado na quarta-feira (15) pela Prefeitura de Porto Velho. O decreto permite o funcionamento do comércio e dos prestadores de serviços a partir desta quinta-feira (16).

A defensoria argumenta que esse ato representa “risco iminente” e pode provocar “disseminação do novo coronavírus em velocidade muito maior, comprometendo a saúde coletiva e a segurança epidemiológica de todos”.

E portanto solicita a imediata suspensão dos efeitos do decreto até que o município disponha de:

  • Kits para exames massificados de detecção do COVID-19,
  • Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para as equipes de atendimento à população (médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, dentre outros),
  • Quantidade de leitos e UTI’s suficiente para atender a população,
  • Estruturação e coordenação das redes de saúde municipal.

A DPE-RO acrescenta que a melhor e essencial medida para combater o avanço da pandemia é adotar e preservar as medidas de isolamento social, para não sobrecarregar o sistema de saúde.

“É fato público que o nosso Município, apesar dos grandes esforços, não possui leitos de UTI para atender sequer a demanda ordinária em razão de outras doenças […] se as medidas de restrição não forem respeitadas neste momento para que a rede pública possa, ao menos, ter chance de suportar a demanda dos atendimentos, o sistema de saúde certamente ficará sobrecarregado e, provavelmente, um número maior de óbitos ocorrerá”, consta no texto.

Casos em Rondônia

Rondônia confirmou mais quatro casos do novo coronavírus e total passou para 73 diagnósticos na região, de acordo com dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) divulgado no início da noite desta quarta-feira (15). O estado ainda segue com duas mortes registradas por Covid-19.

No novo boletim da Sesau, as 73 confirmações estão divididas em:

  • 52 em Porto Velho;
  • 7 em Ariquemes;
  • 3 em Rolim de Moura;
  • 6 em Ouro Preto do Oeste;
  • 3 em Ji-Paraná,
  • 1 em Jaru e;
  • 1 em Vilhena.
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