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domingo, maio 17, 2026
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Após teste em laboratório, Ministério da Ciência diz que analisará ação de medicamento em pacientes com coronavírus

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O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou nesta quarta-feira (15) que uma pesquisa vai testar, em pacientes, se um medicamento já disponível no Brasil pode ser eficaz contra a Covid-19.

Em Brasília, o ministro Marcos Pontes disse que a droga teve resultados positivos em testes de laboratório conduzidos por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM). Segundo Pontes, o nome do medicamento não será divulgado durante a fase de pesquisa.

O medicamento faz parte de um estudo que analisou mais de 2 mil moléculas já conhecidas na produção de remédios. Segundo o CNPEM, a droga se mostrou capaz de reduzir em até 94% a carga viral nos ensaios celulares.

Agora, depois dos resultados com células infectadas em laboratório, o fármaco será analisado em uma fase de testes clínicos: ele será aplicado em um grupo de 500 pacientes. A expectativa é que esta fase dure ao menos um mês.

Os testes em humanos para tratamento da Covid-19 foram aprovados pelo pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e serão realizados em sete hospitais no Brasil.

Os pacientes que serão selecionados para os testes precisam ter a confirmação de que estão com Covid-19. Só serão escolhidas pessoas acima de 18 anos. Todos os envolvidos terão de assinar um termo de consentimento. Por causa do protocolo adotado no trabalho científico, nem paciente nem médico terão acesso ao nome do medicamento administrado.

De acordo com o CNPEM, o nome do fármaco, que tem baixo custo e ampla distribuição no território nacional, será mantido em sigilo até que os resultados de testes clínicos sejam concluídos.

“Temos boas perspectivas que os resultados dessa pesquisa possam ser positivos e assim poderemos ajudar não só o Brasil, como outros países no combate à Covid-19”, disse o ministro do MCTIC, Marcos Pontes, durante entrevista coletiva.

Representação da ação do composto ativo do fármaco interagindo com a proteína do coronavírus — Foto: CNPEM/Divulgação

Como será o teste

De acordo com o ministro, o medicamento será administrado por cinco dias seguidos e depois o paciente será observado por mais nove dias. Durante todo o período serão realizadas avaliações e coletas de dados clínicos e laboratoriais.

Uma das perguntas que os pesquisadores tentam responder com os testes clínicos é se a droga terá eficácia no combate à replicação do vírus no organismo. Por isso, será importante analisar no grupo de testes qual a carga viral diariamente, para saber se o medicamente terá, no corpo, o mesmo efeito demonstrado nos ensaios in vitro.

De acordo com o MCTIC, o medicamento é “economicamente acessível”, é “bem tolerado em geral” e é já é atualmente “usado por pessoas de diversos perfis”.

06/04: Ministro Marcos Pontes no CNPEM, em Campinas. — Foto: Helen Sacconi/EPTV

Histórico dos testes

Em 6 de abril, a pesquisa desenvolvida pelo CNPEM chegou a dois medicamentos com resultados eficazes para início dos testes in vitro. O anúncio foi feito na presença de Marcos Pontes. Apesar do avanço, os pesquisadores do CNPEM permanecerão analisando e procurando novos usos e reposicionamentos entre as moléculas de medicamentos já conhecidos.

O esforço dos pesquisadores ocorre mesmo com restrições de movimentação no CNPEM por conta da epidemia. Em março, o centro anunciou a suspensão de pesquisas externas, o cancelamento de eventos e revezamento de turnos para restringir a circulação nas instalações.

Instalado em Campinas, o CNPEM opera quatro Laboratórios Nacionais: de luz síncrotron, que inclui o superlaboratório Sirius, maior projeto científico brasileiro; de biotecnologia; de biorrenováveis, e de nanotecnologia.

‘Sairemos do ministério juntos’, afirma Mandetta, que diz não aceitar demissão de secretário

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O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante a coletiva de imprensa sobre à infecção pelo novo coronavírus

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na tarde desta quarta-feira (15) que ele e os secretários que o auxiliam entraram juntos no ministério e sairão juntos.

Mandetta fez a afirmação durante entrevista coletiva ao lado do secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, e do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Mais cedo, nesta quarta, Wanderson de Oliveira pediu demissão em razão da provável saída de Mandetta do ministério devido às divergências com o presidente Jair Bolsonaro sobre o isolamento social como forma de conter a epidemia de coronavírus – Mandetta defende um isolamento amplo; Bolsonaro discorda e quer a retomada das atividades econômicas.

“Entramos no ministério juntos, estamos no ministério juntos e sairemos do ministério juntos”, disse.

Embora o secretário tenha oficializado a demissão, Mandetta afirmou que não aceita, conforme havia antecipado o Blog do Camarotti.

“Hoje teve muito ruído por conta do Wanderson. Já falei que não aceito. Wanderson continua, está aqui. Acabou esse assunto. Vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos do Ministério da Saúde”, declarou.

“O Wanderson mandou um papel lá. Do jeito que chegou, voltou pra trás. Entramos juntos e sairemos juntos”, repetiu em outro momento.

Em mensagem enviada aos servidores da secretaria, Wanderson de Oliveira disse que a gestão de Mandetta “acabou”, segundo informou o Blog de Andréia Sadi.

De acordo com o Blog do Valdo Cruz, a ala “moderada” do governo tenta convencer Bolsonaro a escolher um nome de perfil técnico para substituir Mandetta no ministério.

Na entrevista, Mandetta afirmou que deixará o ministério em três situações:

  • “Uma, quando o presidente não quiser mais o meu trabalho”;
  • “Segundo, se eventualmente, imagine que eu pegue uma gripe dessa e tenha que ser afastado por forças alheias”;
  • “Terceira, quando eu sentir que o trabalho feito já não é mais necessário porque de alguma maneira passamos por esse estresse.”

Segundo o ministro, todas as alternativas continuam válidas.

“Claramente, isso não é desconhecido. Claramente há um descompasso entre o Ministério da Saúde. E isso daí, a gente colocou, deixa muito claro, que a gente vai trabalhar até 100% do limite das nossas possibilidades. Nada muda. Enquanto eu estiver no Ministério da Saúde, podem ter certeza que o povo está trabalhando”, afirmou.

Durante a entrevista, Mandetta admitiu que sairá. Segundo ele, “isso é uma coisa pública”. De acordo com o ministro, “ninguém é dono da verdade” e existem “visões diferentes” entre ele e Bolsonaro.

“O importante é que, seja lá quem o presidente colocar no Ministério da Saúde, que ele confie e que ele dê as condições para que a pessoa possa trabalhar baseada na ciência, nos números, na transparência dos casos. Para que a sociedade possa, junto com seus governadores e seus prefeitos, tomar suas melhores decisões.”

Hospital de campanha no estádio Canarinho já recebe pacientes e auxilia saúde de RR no combate à Covid-19

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Dois estádios de futebol Brasil afora viraram hospital de campanha para atender casos do novo coronavírus, como o Pacaembu, em São Paulo, e o Presidente Vargas, em Fortaleza, mas em Roraima, a unidade hospitalar instalada no estádio Canarinho recebe apenas apenas casos de baixa complexidade, pré e pós-operatório estáveis. Atualmente, o local já atende 30 pacientes e tem mais de 50 leitos à disposição, conforme informou o Governo do Estado.

O hospital de campanha no Estádio Canarinho é uma unidade de retaguarda para o Hospital Geral de Roraima (HGR), o maior do estado, com o intuito de desafogar o fluxo de pacientes do HGR, que é tido como referência para o tratamento de pacientes graves infectados pelo novo coronavírus.

Leitos em hospital de campanha no Estádio Canarinho — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima

A Secretaria de Saúde (Sesau-RR) informou que o estádio Canarinho recebe pacientes desde a última sexta-feira (10) e tem, atualmente, 58 leitos disponíveis, sendo 10 com gases medicinais e suporte de cilindro de gás oxigênio.

Ainda de acordo com a Sesau-RR, a equipe que atua no hospital de campanha do estádio Canarinho é composta por profissionais de especialidades clínicas como, clínica geral, ortopedia, neurologia, entre outras. Até a noite dessa segunda-feira (14), a unidade estava com 30 pacientes estáveis, todos encaminhados pelo Hospital Geral de Roraima e Hospital das Clínicas.

Estádio sem previsão de entrega em definitivo

Estádio Canarinho deve ter mais de 80 leitos de internação — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Roraima

O estádio Canarinho estava em obras há mais de 10 anos e foi prometido para ser entregue antes da Copa do Mundo de 2014 como uma Sub-Sede, na prática, um Centro de Treinamento, o que não ocorreu.

Canarinho foi reinaugurado no jogo Cruzeiro 2 x 2 São Raimundo, no dia 13 de fevereiro — Foto: Ivonisio Júnior

Como o estádio estava na fase final de reformas, a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf) abriu exceção para a realização do duelo entre São Raimundo e Cruzeiro, pela Copa do Brasil, em fevereiro e contou como “reabertura parcial”. Depois do jogo, o estádio voltou a ser fechado para o término das obras, em curso desde 2012 e que estavam previstas para acabar em abril deste ano.

Segundo informações obtidas em março, o governo de Roraima disse que “tão logo a situação de epidemia seja superada, os ajustes pontuais serão providenciados”.

Coronavírus em Roraima

Os casos confirmados de coronavírus chegaram a 114, em Roraima, conforme atualização do Governo do Estado através das redes sociais nesta terça-feira (14).

Três mortes já foram causadas pela doença no estado. Os dois primeiros eram homens idosos, de 60 e 84 anos, e o terceiro um indígena Yanomami, de 15 anos.

Além disso, 10 pacientes estão recuperados e outros seis receberam alta médica e estão em isolamento domiciliar para concluir o tratamento da doença.

Hospitais usam cubo acrílico para evitar contágio de equipe ao tratar pacientes graves de Covid-19

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Dois hospitais do Rio adotaram uma iniciativa, inspirada em ações na Ásia, para proteger os profissionais da saúde no combate ao novo coronavírus. Uma caixa de acrílico passou a ser usada no tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19 para reduzir os riscos de transmissão.

O equipamento tem 50 centímetros de altura e 60 de largura, custa menos de R$ 300 a unidade e faz uma espécie de isolamento dos pacientes.

“É um cubo que a gente coloca a cabeça do paciente ali dentro e a gente consegue acessar a cabeça por dois buraquinhos que a gente introduz o braço. Essa operação é um período crítico de contaminação. O cubo consegue diminuir muito essa contaminação de toda equipe”, disse o anestesiologista Thiago Guerreiro.

Uma empresa especializada em projetos importou a iniciativa. O protótipo está sendo testado em duas unidades: Hospital Central do Exército e no Hospital Federal de Ipanema.

O material foi doado aos hospitais. Depois de higienizadas, as caixas podem ser usadas várias vezes para entubar e desentubar pacientes nas UTIs.

“É uma ideia simples, barata e com potencial de proteção gigantesca de toda a equipe médica”, afirmou o chefe do serviço de anestesiologia, Cláudio Luís Fonseca.

Brasil tem 1.736 mortes e 28.320 casos de coronavírus, diz ministério

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Mortes por Covid-19 nos últimos 7 dias no Brasil  — Foto: Arte/G1

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (15) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil. Os principais dados são:

  • 1.736 mortes, eram 1.532 na terça, aumento de 13%
  • 28.320 casos confirmados, eram 25.262, aumento de 12%
  • São Paulo tem 778 mortes e 11.043 casos confirmados
  • Em 7 dias, total de mortes subiu 84%
  • 27% das vítimas tinham menos de 60 anos
  • 27% das vítimas não estavam nos grupos de risco

Mortes por Covid-19 no Brasil até 15/04 — Foto: Arte/G1

Coronavírus: casos e mortes em 15/04 — Foto: Arte/G1

Estados com mais mortes confirmadas são: São Paulo (778), Rio de Janeiro (265), Pernambuco (143), Ceará (116) e Amazonas (106).

Mapa dos casos de coronavírus no Brasil  — Foto: Arte/G1

Amazonas confirma 106 mortes, e número de casos de coronavírus sobe para 1.554

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O Amazonas registrou 16 novas mortes em 24 horas e o número de óbitos pelo novo coronavírus chegou a 106 no estado. No mesmo período, foram confirmados 70 novos casos da doença, conforme boletim divulgado, nesta quarta-feira (15), pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O número total de casos confirmados no Estado chegou a 1.554.

De acordo com a FVS-AM, a capital amazonense concentra 1.350 casos confirmados, totalizando 86% dos registros em todo o estado. O interior registra 204 casos, distribuídos em 18 municípios. No interior, a situação do município de Manacapuru preocupa as autoridades de saúde, por registrar 111 casos confirmados e seis óbitos.

Ainda conforme o boletim, o número de pessoas fora do período de transmissão da Covid-19 saltou e chegou a 194 no estado.

Quanto aos dados de internação, até esta quarta-feira, 579 estavam internadas no Amazonas. Destas, 140 testaram positivo para o novo coronavírus. São 70 pessoas em leitos clínicos e 70 pessoas em UTI, em estado grave de saúde.

Letalidade

De acordo com a FVS, 132 mortes foram notificadas pelo estado. Até esta quarta-feira, 106 foram confirmadas, totalizando uma taxa de letalidade de 6,8%. Outras 17 foram descartados e nove estão em investigação.

Distribuição de casos

Dezoito cidades do interior do Amazonas já têm registro de casos. A distribuição pelos municípios é a seguinte:

  • Manacapuru : 111 e 6 mortes
  • Santo Antônio do Içá: 10
  • Itacoatiara: 15
  • Iranduba: 14 e 1 morte
  • Parintins: 11 casos e 3 mortes
  • São Paulo de Olivença: 9 casos
  • Tonantins: 9 casos
  • Presidente Figueiredo: 6
  • Tabatinga: 3
  • Anori: 3
  • Careiro Castanho: 2 casos e 1 morte
  • Careiro da Várzea: 2
  • Lábrea: 2
  • Novo Airão: 2 – 1 morte
  • Tefé: 2 – 1 morte
  • Anamã: 1
  • Boca do Acre: 1
  • Manicoré: 1 e 1 morte

Pesquisa aponta que menos de 40% dos acreanos cumprem isolamento social

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Baseada em dados de localização de celulares, uma pesquisa mostra que menos de 40% da população do Acre tem seguido as recomendações do governo do estado, que decretou calamidade pública e pediu o isolamento social para ajudar a conter a contaminação pelo novo coronavírus.

Os dados foram divulgados pelo professor de Teoria Geral do Estado e Ciência Política de uma universidade particular de Rio Branco, Charles Brasil. Além disso, Brasil também compõe o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O levantamento foi feito pela In Loco, empresa de tecnologia que usa dados enviados por aplicativos parceiros para aferir deslocamentos dos usuários.

Com os dados analisados, a equipe do pesquisador constatou que a segunda-feira (13) registrou o menor índice de isolamento no estado desde o anúncio dos primeiros casos da doença confirmados no Acre.

“No dia 13 de abril, temos um índice de isolamento de 39,7%, ou seja, o mais baixo depois do dia 17 de março, o que pode sugerir uma hipótese de que as pessoas já estão relaxando o isolamento social”, destaca o estudo.

Nesta primeira fase, o pesquisador diz que foram analisados os dados de todo o estado, mas que pretende depois fazer a análise em cada cidade.

“Em breve queremos poder também fazer essa análise em Rio Branco e em cada cidade do estado que tiver tendo o coronavírus. O levantamento é feito a cada dois dias, então a informação que temos é de segunda [13]. E vemos a queda abrupta desse índice e isso tem sido uma constante”, preocupa-se.

Acreanos têm seguido a rotina normalmente, segundo a pesquisa  — Foto: Marcos Vicentti/Secom-AC

Isolamento chegou em 69%

Porém, nem sempre foi assim. E março, com o anúncio dos primeiros casos, o estudo mostra que houve uma mudança comportamental. A partir do dia 17 de março, houve um aumento no índice de isolamento social, chegando a 69% no dia 22 de março.

A conclusão da pesquisa é que, mesmo com o decreto e a fiscalização, é possível comprovar que serviços não essenciais ainda interferem nesta movimentação.

“Durante os dias de segunda a sábado, mais da metade da população do Acre se encontra em risco eminente de contrair a doença e contaminar involuntariamente as pessoas por Covid-19”, pontua a pesquisa.

Pela análise, constata-se que grande parte da população continua seguindo uma rotina normal, o que pode interferir nos próximos dados da doença no estado.

“Em resumo, os acreanos estão levando uma vida normal, como se nada estivesse acontecendo e não estão cumprindo a determinação do governador do isolamento. A gente corre o risco de uma crescente no número de contaminação e, consequentemente, de mortos”, avalia.

Brasil destacou ainda que, com a falta de testes e vacinas contra a doença, o isolamento ainda é a medida mais eficaz contra a disseminação do vírus e diz que relaxar as medidas de isolamento é arriscado.

“Se o governador abrandar o isolamento, corremos o risco desnecessário de aumentar ainda mais as contaminações e as mortes. Não se trata de alarde, muito menos de futurismo. É uma questão pragmática, baseada em dados. Como estamos em uma situação de contaminação comunitária, a lógica é: quanto mais pessoas se movimentando, mais pessoas infectadas e mais mortes acontecendo”, finaliza.

Números no Acre

Nos últimos dias, os casos confirmados do novo coronavírus têm aumentado consideravelmente no Acre, e, nesta terça-feira (14), chegou a 99 o número de pessoas diagnosticadas com Covid-19. Os dados são do boletim da Secretaria de Saúde.

O vírus já circulas em seis, das 22 cidades do estado e já matou três pessoas. De acordo com a Saúde, 48 pacientes não têm mais o vírus no organismo e são considerados recuperados, sendo assim, 51 pessoas seguem em tratamento. Do total de pacientes com a doença, apenas sete estão hospitalizados.

A Saúde informou que recebeu 1.008 casos suspeitos, descartou 814, confirmou 99 e mais 95 seguem em análise. Todos os casos confirmados estão sendo acompanhados de perto pela equipe da Vigilância Epidemiológica no âmbito estadual e municipal.

Com 5 policiais penais com Covid-19, Iapen reforça medidas de contenção à doença em presídios no AC

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O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) publicou no Diário Oficial, desta quarta-feira (15), um plano de contingência que tem como objetivo evitar que o novo coronavírus chegue as unidades penitenciárias do estado.

O Ministério Público do estado (MP-AC) havia recomendado uma algumas ações que deveriam ser tomadas pelo Iapen que já tinha adotado algumas medidas, conforme anunciou na época.

Entre as principais medidas adotadas pelo órgão, estão as de prevenção com orientações sobre a higienização, tanto dos presos quanto dos servidores e também a entrega de equipamento de proteção individual (EPI) para os servidores e instalação de barreira sanitária com uso de pias para que seja feita a higienização das mãos.

“O plano de contingência visa justamente fortalecer as medidas já adotadas, na forma de ações pontuais e coordenadas no âmbito prisional do estado, com o objetivo de traçar diretrizes e responsabilidades e o fortalecimentos das medidas”, disse o presidente do Iapen, Arlenilson Cunha.

Veja algumas medidas adotadas:

  • Manter os presos em suspeita da doença em alojamento separado até atendimento;
  • Realizar a limpeza e desinfecção das superfícies das celas, alojamentos e de outros ambientes utilizados por servidores e presos;
  • Suspensão de atendimento de advogados suspensas, a menos que seja comprovada a necessidade de urgência ou que envolvam prazos processuais;
  • Suspensão temporária de transferência interestadual de presos.

Além disso, dois pavilhões foram separados para receber os presos que derem entrada na unidade de Rio Branco durante o período de emergência, onde serão submetidos a isolamento e triagem. A mesma regra vale para o interior do estado.

As aulas estão suspensas dentro dos presídios e os trabalhos externos também, exceto as que são desenvolvidas na Unidade Penitenciária (UP-4), onde são feitos o trabalho de roçagem e manejo de hortaliças.

Covid-19 em policiais penais

O Iapen confirmou que cinco policiais testaram positivo para a Covid-19, sendo que um já está recuperado da doença. Outros 15 casos seguem em investigação. Quatro policiais fizeram exames e testaram negativo. Todos os casos da doença registrados são do Complexo Penitenciário Francisco D’oliveira Conde (FOC).

Mesmo sem caso confirmado do novo coronavírus em presídios do estado, o Instituto já havia suspendido as vistas por um período de 30 dias, a portaria foi publicada no dia 26 de março.

Em todo estado já foram registrados 99 casos de Covid-19, conforme o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) de terça-feira (14).

Secretaria confirma quarta morte por Covid-19 no Acre; idoso de 79 anos estava internado há 9 dias

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Subiu para quatro o número de mortes no Acre pela Covid-19. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde (Sesacre) no início da tarde desta quarta-feira (15) e se trata de um dos 10 pacientes diagnosticados com a doença em Plácido de Castro, mas que estava internado na UTI do pronto-socorro na capital.

A vítima é o aposentado João Faustino Gadelha, de 79 anos, que tinha histórico de doença cardiovascular crônica e hipertensão arterial. Ele estava internado na UTI Covid, em Rio Branco, desde o dia 6 de abril, quando havia dado entrada em estado grave na Sala Vermelha e respirava por aparelhos.

A sobrinha dele, Maria José Gadelha, conta que o tio se manteve em isolamento e a família não sabe como ele pode ter contraído a doença. Os sintomas, segundo ela, começaram há mais de três semanas, com tosse, febre e muita falta de ar.

“Ele foi primeiro na unidade de Plácido de Castro, porque começou como se fosse uma bronquite, falta de ar. Lá ele ficou alguns dias, viu que a falta de ar estava muito grande, febre piorando e foi pra UPA do Segundo Distrito e, quando chegou lá, resolveram mandar para o PS, porque ele já tava bem ruim”, conta.

A família recebeu, ainda na terça (14), a notícia de que o paciente havia tido uma melhora no pulmão, mas que os rins estavam parando.

“Os médicos fizeram de tudo, toda a atenção deram para ele, mas essa é uma doença imunda”, diz emocionada.

Agora, a família do idoso está em monitoramento. Maria José diz que uma nora dele está com os sintomas e deve fazer o teste para saber se é Covid-19. O aposentado tinha sete filhos e o corpo, seguindo as recomendações, deve ser levado para o enterro em Plácido de Castro.

Dados do Acre

Até a terça-feira (14), o Acre registrou 99 casos em seis cidades e três mortes. Antônia Holanda, de 79 anos, e Maria Lúcia Pismel de Paula, de 75, morreram na segunda (6) e terça-feira (9), respectivamente, por complicações após serem diagnosticadas com Covid-19.

Já Andre Avelino, de 82 anos, morreu no Lar Vicentino, em Rio Branco, no sábado (11), e o exame que comprovou a causa da morte saiu na noite de domingo (12).

No último boletim, a Saúde informou que recebeu 1.008 casos suspeitos, descartou 814, confirmou 99 e mais 95 seguem em análise.

Dos 99 casos, 74 são em Rio Branco; 11 em Acrelândia; um no Bujari; 10 em Plácido de Castro; um em Porto Acre e dois em Cruzeiro do Sul. Nesta última cidade, a segunda maior do estado, 19 pessoas estão sendo monitoradas depois de terem tido contato direto com o casal diagnosticado com a doença no domingo (12).

Idosa de 63 anos morre com suspeita de coronavírus em RO, diz secretaria municipal de Ji-Paraná

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Uma idosa de 63 anos morreu dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Móvel que seguia para Cacoal (RO) na noite de terça-feira (14). O caso é tratado como suspeita do novo coronavírus e H1N1, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná (RO).

A mulher estava internada desde 12 de abril na ala para pacientes com suspeita da Covid-19 do Hospital Municipal de Ji-Paraná (RO). A coleta da amostra para o exame foi realizada na última terça-feira (14), conforme a prefeitura.

A paciente trabalhava no TudoAqui de Ji-Paraná, mas estava afastada desde 17 de março, quando o estabelecimento foi fechado para atendimento ao público. O irmão da paciente de 60 anos está internando em Cacoal. Ele foi diagnosticado com o novo coronavírus nesta quarta-feira (15) pela Secretaria Municipal de Saúde de Cacoal.

Uma coletiva ministrada pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade está prevista para acontecer na tarde desta quarta.

Casos em Rondônia

O número de casos do novo coronavírus confirmados em Rondônia subiu de 42 para 69 em dois dias, de acordo com dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) divulgado no início da noite de terça-feira. O aumento percentual foi de mais de 60%. O estado ainda segue com duas mortes registradas por Covid-19.

Até o momento, a Sesau confirmou duas mortes por Covid-19. A última é de um taxista, de 66 anos, que foi encontrado morto dentro de casa em Porto Velho.

‘Disque Corona’

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) divulgou o “Disque Corona” com o objetivo de tirar dúvidas de moradores sobre a Covid-19 antes de procurarem as unidades de saúde de Rondônia.

Segundo a Sesau, profissionais de saúde são as pessoas que atendem a população do outro lado da linha e orientam o que é recomendado para cada caso.

Disque Corona dos municípios de Rondônia — Foto: Governo de RO/Divulgação

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