O Idep amplia o acesso à qualificação profissional em todos os municípios rondonienses com cursos remotos gratuitos.
A educação profissional em Rondônia ganhou mais uma oportunidade de acesso gratuito e digital. O Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) está com inscrições abertas até 9 de novembro para cursos profissionalizantes remotos, que contemplam moradores de todos os 52 municípios do estado. Com isso, o governo reforça sua meta de ampliar a inclusão digital e o desenvolvimento humano.
Essas formações fazem parte da estratégia do Governo de Rondônia para democratizar o ensino técnico e fortalecer a qualificação da mão de obra local, contribuindo, assim, para o desenvolvimento socioeconômico da região.
Ensino acessível e certificado garantido
As aulas ocorrerão em formato híbrido, com duas horas remotas e duas horas de atividades online em uma plataforma gratuita. Além disso, os participantes receberão certificado após a conclusão das tarefas e avaliações propostas. A escolaridade mínima exigida é ensino fundamental incompleto, o que amplia o alcance da iniciativa.
De acordo com o governador Marcos Rocha, o ensino online é peça fundamental na expansão do conhecimento e da empregabilidade.
“O governo investe em capacitação para que a população tenha novas oportunidades em todos os municípios de Rondônia”, destacou.
A estudante Ângely Cristine Coelho, de 16 anos, é exemplo desse avanço. Ela concluiu o curso de Psicologia e Comportamento Organizacional e reforça o impacto do aprendizado remoto:
“Quero ser psicóloga para ajudar as pessoas. Esse curso me motivou a seguir essa profissão”, contou.
Essa história mostra que, além de promover a inclusão, a educação online tem o poder de transformar trajetórias pessoais e profissionais.
Interiorização e inovação
A presidente do Idep, Adir Josefa de Oliveira, ressalta que o projeto é parte de uma política de interiorização da educação profissional.
“Estamos levando formação de qualidade até o estudante, com inovação e equidade”, afirmou.
Desse modo, a proposta busca reduzir desigualdades e garantir acesso à formação técnica mesmo em regiões mais afastadas. Entre as opções disponíveis estão cursos como E-commerce, Relações Interpessoais, Empreendedorismo, Logística Reversa, Gestão de Pessoas, Automaquiagem e Planejamento e Orçamento de Obras, entre outros.
Por fim, o Idep reforça que as vagas são limitadas e que as inscrições seguem abertas até o dia 9 de novembro. Portanto, quem deseja ampliar o currículo e se preparar melhor para o mercado de trabalho deve se inscrever o quanto antes.
A Receita Federal libera novo lote da malha fina do Imposto de Renda 2025, beneficiando 249 mil contribuintes com R$ 602,9 milhões em restituições.
A Receita Federal iniciou nesta sexta-feira (31 de outubro) o pagamento do novo lote da malha fina do Imposto de Renda 2025. O repasse soma R$ 602,96 milhões e alcança 248.894 contribuintes que regularizaram pendências com o Fisco.
Desse valor, R$ 349,31 milhões foram destinados a pessoas com prioridade legal, como idosos, professores e cidadãos com deficiência. Além disso, o lote inclui restituições residuais de anos anteriores, o que reforça a continuidade do cronograma de pagamentos.
Quem recebe primeiro
A Receita organizou as restituições conforme a ordem de prioridade. Assim, recebem primeiro:
6.627 contribuintes com mais de 80 anos;
36.714 pessoas entre 60 e 79 anos;
5.040 com deficiência física, mental ou doença grave;
10.871 professores;
158.775 contribuintes que escolheram a declaração pré-preenchida ou o Pix como forma de recebimento.
Por fim, 30.867 contribuintes sem prioridade também receberam neste lote, o que amplia o alcance da restituição.
Como consultar a restituição
O contribuinte pode verificar se está no lote pelo site da Receita Federal. Para isso, basta acessar “Meu Imposto de Renda” e clicar em “Consultar Restituição”. O mesmo serviço está disponível no aplicativo da Receita Federal, que facilita o acesso por celular ou tablet.
O crédito cai diretamente na conta bancária informada na declaração ou na chave Pix do tipo CPF. Assim, o processo se torna mais rápido, seguro e sem burocracia.
O que fazer em caso de erro
Caso o valor não seja creditado, o contribuinte pode resgatar o montante no Banco do Brasil por até um ano. Nesse caso, é possível agendar o crédito no Portal BB ou ligar para 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos).
Se o prazo expirar, o contribuinte deve acessar o Portal e-CAC, entrar em “Declarações e Demonstrativos → Meu Imposto de Renda → Solicitar Restituição Não Resgatada” e fazer a nova solicitação. Dessa forma, ele garante o recebimento completo da restituição.
Consulta e prevenção
Como os lotes são liberados mensalmente, é importante acompanhar as consultas com regularidade. Isso permite corrigir erros a tempo e evitar retenções futuras na malha fina.
Além disso, manter os dados bancários atualizados evita devoluções e garante que o pagamento aconteça dentro do prazo estabelecido.
Transparência e orientação
O novo lote integra o calendário de restituições residuais de 2025, que segue até dezembro. Com essa liberação, a Receita reforça a importância da organização fiscal e incentiva o uso dos canais digitais, como o aplicativo e o e-CAC, para agilizar atendimentos e evitar deslocamentos.
Dessa forma, o órgão melhora a eficiência do processo e assegura que mais brasileiros recebam suas restituições sem atrasos.
Descoberta científica inaugura nova era para aplicações médicas e nanotecnológicas
Uma descoberta que muda tudo
Pesquisadores criaram o primeiro líquido magnético permanente do mundo. O material é capaz de se mover, dividir e se recompor sem perder suas propriedades. Além disso, ele marca um avanço histórico na física e na biotecnologia médica.
Até agora, o magnetismo era algo exclusivo de materiais sólidos, como ferro e níquel. No entanto, essa descoberta mostra que o magnetismo também pode existir em um estado líquido estável, abrindo espaço para aplicações médicas totalmente novas.
Como o líquido foi criado
A equipe da Universidade da Califórnia, em Berkeley, usou nanopartículas de óxido de ferro misturadas em uma solução líquida. Essa solução continha tensoativos, substâncias que evitam a aglomeração das partículas.
Depois, os cientistas aplicaram um campo magnético e observaram algo surpreendente. O líquido reagiu como um ímã vivo, mantendo o magnetismo mesmo após o campo ser desligado. Assim, nasceu o primeiro material líquido com comportamento magnético permanente.
“Ver um fluido reagir de forma permanente a um campo magnético é como assistir o impossível acontecer”, afirmou o professor Thomas Russell, um dos líderes da pesquisa.
Aplicações médicas que impressionam
Essa descoberta promete revolucionar a medicina moderna. O líquido magnético pode, por exemplo, transportar medicamentos até tumores de forma precisa e controlada. Além disso, ele pode guiar nanorrobôs pelo sistema circulatório, permitindo procedimentos menos invasivos.
Com o uso de campos magnéticos externos, os médicos poderão controlar o movimento do líquido dentro do corpo humano. Dessa maneira, será possível tratar doenças com maior eficiência e causar menos efeitos colaterais.
O material também poderá ajudar na criação de órgãos artificiais adaptáveis, que respondem a estímulos magnéticos. Como resultado, cirurgias e terapias regenerativas terão mais precisão e segurança.
Além da medicina, um novo horizonte
Embora o impacto na saúde seja o mais evidente, o potencial desse líquido vai ainda mais longe. Ele poderá ser usado em robótica flexível, armazenamento de dados e engenharia de materiais inteligentes.
Além disso, o controle magnético em estruturas líquidas cria novas possibilidades para a indústria tecnológica. Essa versatilidade faz do líquido magnético um dos maiores marcos científicos das últimas décadas.
O futuro dos materiais inteligentes
A criação do líquido magnético estável marca o início da era dos “ferrofluidos inteligentes”. Eles combinam o comportamento adaptável dos líquidos com o controle dos campos magnéticos, resultando em algo totalmente novo.
De acordo com os cientistas, será possível programar esses líquidos para executar tarefas dentro do corpo humano. Por exemplo, um dia eles poderão atuar na reconstrução de tecidos ou na remoção de células doentes.
“Estamos apenas no começo dessa jornada. O potencial desses materiais é praticamente ilimitado”, destacou Russell.
Um novo marco para a ciência moderna
A descoberta do líquido magnético estável é mais do que um avanço técnico — é uma revolução. Ela redefine o modo como entendemos a matéria e o funcionamento da medicina.
Com esse passo, a ciência entra em uma nova era, onde o magnetismo líquido poderá salvar vidas, melhorar tratamentos e transformar a tecnologia. Assim, a fronteira entre o impossível e o real torna-se cada vez mais fina.
Da pobreza em Londres à liderança mundial na nanociência, a nigeriana Ijeoma Uchegbu superou a adversidade e se tornou uma das cientistas mais respeitadas do Reino Unido.
Infância marcada por rupturas
Eles a chamaram de Ijeoma, nome que significa “tenha uma boa viagem”. O significado refletia o desejo dos pais de que tudo desse certo na nova vida da família, que havia deixado a Nigéria rumo ao Reino Unido, onde Ijeoma cresceria antes de se tornar uma mulher em abrigo e posteriormente cientista.
Naquele período, seus pais estudavam em Londres — a mãe cursava economia e o pai, engenharia elétrica. Por isso, deixaram a filha pequena sob os cuidados de uma família temporária.
‘Chegando do hospital após o meu nascimento (minha mãe tem as mãos nos bolsos e sou carregada nos braços por uma mulher que mais tarde se tornaria minha madrinha)’
Quando Ijeoma foi finalmente buscada, descobriu que a mulher com quem vivia era, na verdade, sua madrasta. “Foi a primeira vez que percebi que havia outra mãe por aí”, relembra. A descoberta, portanto, marcou profundamente sua infância e moldou sua forma de enxergar o mundo.
Entre duas mães e duas culturas
Aos 13 anos, Ijeoma conheceu sua mãe biológica. “Ela estava muito feliz, mas também nervosa. Tive medo de abraçá-la. Para mim, era uma estranha”, contou.
O reencontro, porém, trouxe novos desafios. Agora, ela vivia com seis irmãos e precisava se adaptar a uma nova rotina familiar. Além disso, a convivência exigia equilíbrio entre duas culturas — uma britânica, outra nigeriana.
Ijeoma Uchegbu brinca com as irmãs adotivas em Kent, na Inglaterra
Na escola, enfrentou o preconceito e o choque cultural. “Parecia uma vítima de queimaduras. Falava diferente, e diziam que só eu via as coisas erradas”, lembrou em entrevista à BBC.
Mesmo assim, Ijeoma decidiu não se deixar abater. Refugiou-se nos estudos e descobriu nas ciências e na matemática uma forma de compreender e transformar o mundo ao seu redor. A partir daí, a curiosidade científica se tornaria seu caminho para a liberdade.
Do abrigo ao amor
Aos 16 anos, ingressou na universidade para estudar Farmácia. Pouco tempo depois, casou-se e teve três filhas. A mulher, que enfrentaria diversos desafios, entre eles tempo em abrigo, seguiu adiante para se tornar uma cientista.
Um dos poucos dias que passou com a mãe biológica
“Fiquei por sete meses em um abrigo com minhas três filhas. Onze famílias dividiam um único banheiro”, relembra. Apesar das dificuldades, Ijeoma manteve a determinação. Assim, decidiu buscar um doutorado e mergulhou em uma área quase desconhecida: as partículas minúsculas capazes de transportar medicamentos — o que mais tarde seria reconhecido como nanotecnologia.
Durante esse período, participou de uma conferência científica e conheceu o dentista alemão Andreas Schätzlein. “Tivemos algumas conversas e, depois de quatro dias, estávamos perdidamente apaixonados.” Consequentemente, o encontro marcou o início de uma parceria pessoal e científica que mudaria o rumo da medicina moderna.
O enorme no diminuto
Ijeoma estudou Farmácia na Universidade de Benin, na Nigéria
Juntos, o casal desenvolveu nanopartículas capazes de levar medicamentos diretamente ao local da doença, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a eficácia dos tratamentos.
“Quando você toma um remédio, ele alcança todos os órgãos, até os que não precisam. As nanopartículas resolvem isso”, explica Ijeoma.
Com isso, a pesquisa abriu novas perspectivas para o tratamento de doenças graves, como câncer, dores crônicas e dependência de opioides. Por consequência, a nanotecnologia passou a ser vista como um divisor de águas na medicina.
Segundo a cientista, “esperamos transformar o futuro da medicina com essa tecnologia”. Dessa forma, Ijeoma consolidou seu papel como uma das pioneiras da nanociência farmacêutica.
Entre riscos e revoluções
Ijeoma Uchegbu dedicou a carreira ao estudo da nanociência farmacêutica, é defensora da igualdade racial e também revela talento para a comédia
Atualmente, Ijeoma Uchegbu é professora de Nanociência Farmacêutica na University College de Londres (UCL) e presidente do Wolfson College, da Universidade de Cambridge. Ela se tornou uma das cientistas negras mais respeitadas do Reino Unido, sua jornada de uma mulher que esteve em um abrigo se tornando uma cientista notável.
Além da pesquisa, Ijeoma descobriu uma forma criativa de ensinar. “Percebi que, quando eu fazia piadas, os alunos prestavam mais atenção. Fiz um curso de comédia e comecei a usar isso nas minhas palestras.”
Com isso, uniu humor e ciência, aproximando o público de temas complexos. Enquanto isso, continuou a lutar pela diversidade, pela igualdade racial e pela presença de mulheres na ciência. Sua trajetória, a de uma mulher em abrigo que virou cientista, mostra que a inteligência, aliada à coragem, pode transformar a dor em propósito.
Impacto e legado
Com o tempo, Ijeoma Uchegbu tornou-se uma voz influente pela inclusão e diversidade na academia. Por meio de sua liderança, ela participa de programas que incentivam minorias a ingressar nas ciências e remove barreiras raciais ainda existentes.
“Uma mulher me disse chorando: ‘Tenho uma deficiência e quero agradecer por tirar os nomes de eugenistas dos prédios’. Isso me tocou profundamente”, contou.
Hoje, ela resume sua jornada com simplicidade:
“Se você seguir sua paixão e fizer o que realmente gosta, ficará bem.”
Portanto, sua história é uma lição sobre resiliência e fé no conhecimento. Em síntese, Ijeoma Uchegbu prova que a ciência pode florescer mesmo em meio à escassez e que a determinação feminina tem o poder de mudar o mundo.
Débora Cristina Buziquia Fuzinato, de Rolim de Moura, conquista o 1º lugar no Concafé 2025 e leva o maior prêmio da história da cafeicultura rondoniense.
A cafeicultura rondoniense viveu um marco histórico com a realização do Concafé 2025, encerrado durante a 2ª Feira Tecnológica Robustas Amazônicos, em Cacoal. O evento distribuiu mais de R$ 400 mil em prêmios e reafirmou Rondônia como referência nacional no cultivo do café robusta amazônico.
Além disso, a edição deste ano reforçou a união entre produtores, técnicos e instituições públicas, fortalecendo o setor e promovendo a valorização do agricultor familiar.
Produtora de Rolim de Moura é a grande campeã
Grande campeã do Concafé é do município de Rolim de Moura
A grande campeã do concurso foi a cafeicultora Débora Cristina Buziquia Fuzinato, do município de Rolim de Moura. Ela conquistou 90,38 pontos entre mais de 250 inscritos, garantindo o primeiro lugar. Como resultado, recebeu um trator cabinado avaliado em R$ 220 mil e R$ 5 mil em dinheiro pela venda simbólica de uma saca de seu café.
Além disso, o técnico Marcelo Santos Lopes, que acompanhou o processo produtivo, também foi reconhecido. Ele ganhou R$ 7,5 mil para participar da Semana Internacional do Café 2025, em Minas Gerais. Assim, a premiação destacou não apenas a qualidade do café, mas também o papel essencial da assistência técnica no campo.
Competição acirrada e alto nível técnico
A disputa foi intensa e mostrou o quanto Rondônia tem se destacado em qualidade. O produtor Nilton Marques de Lima, de Alto Alegre dos Parecis, ficou em segundo lugar com 90,19 pontos. Ele recebeu um trator de 26 CV, avaliado em R$ 130 mil, e R$ 3,5 mil em dinheiro. Além dele, a técnica Cristina Lucimara Rosa, que prestou suporte, foi premiada com R$ 2 mil.
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, a pequena diferença entre as notas demonstra o avanço técnico da cafeicultura rondoniense.
“A diferença mínima comprova o padrão de excelência que estamos alcançando. Esse sucesso é fruto do trabalho conjunto entre Seagri, Emater, Idaron e o setor privado”, afirmou.
Rondônia se destaca no cenário nacional
O Concafé 2025, realizado pela Seagri, em parceria com a Emater-RO, a Idaron e outras instituições, reforçou o protagonismo de Rondônia na produção de café sustentável e tecnificado. Com recorde de público, o evento reuniu agricultores, técnicos e autoridades, demonstrando o orgulho e a prosperidade da cafeicultura regional.
Além disso, o concurso elevou ainda mais a imagem do café robusta amazônico no cenário nacional e internacional, ampliando as oportunidades de mercado e estimulando o turismo rural ligado à produção de café.
? Top 3 – Categoria Geral
Débora Cristina Buziquia Fuzinato – Rolim de Moura – 90,38 pontos
Nilton Marques de Lima – Alto Alegre dos Parecis – 90,19 pontos
Luan Mopib Gorten Suruí – Cacoal – 89,19 pontos
Orgulho e prosperidade da cafeicultura rondoniense
O Concafé 2025 reafirma o compromisso de Rondônia com a sustentabilidade, a inovação tecnológica e a valorização dos produtores. Graças a políticas públicas consistentes e parcerias entre governo e setor privado, o estado mantém seu protagonismo e segue fortalecendo o agronegócio.
Dessa forma, cada edição do evento representa não apenas uma competição, mas também a celebração da força e da tradição da cafeicultura rondoniense, que cresce com qualidade e reconhecimento.
Arte mostra Carla Zambelli armada durante perseguição em São Paulo, com texto informando decisão definitiva do STF.
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta quinta-feira (30), a condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) por perseguir um homem armado em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Com o trânsito em julgado, o Supremo encerrou todos os recursos e autorizou o início do cumprimento da pena de 5 anos e 3 meses de prisão.
STF encerra a disputa judicial
Os ministros mantiveram por unanimidade a condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. O relator, ministro Gilmar Mendes, afirmou que o episódio demonstrou “alto grau de reprovabilidade”, pois Zambelli sacou a pistola e perseguiu um homem negro após uma discussão política.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) destacou que a deputada excedeu o direito de porte de arma, já que agiu fora dos limites da legítima defesa. O vídeo da perseguição viralizou nas redes sociais e gerou forte repercussão nacional.
Segunda condenação confirmada pelo Supremo
Essa é a segunda condenação de Zambelli no STF. Em agosto, os ministros decidiram impor 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alterar documentos eletrônicos. Com as duas decisões, a parlamentar acumula 15 anos e 3 meses de pena.
O STF também determinou a cassação do mandato parlamentar, mas a Câmara dos Deputados ainda precisa decidir se confirma a perda do cargo.
Zambelli fugiu para a Itália
Após a primeira condenação, Zambelli fugiu para a Itália. Desde então, ela aguarda o resultado do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Com a nova decisão, o Ministério da Justiça deve reforçar o pedido e pressionar por uma resposta rápida das autoridades italianas.
Enquanto isso, a deputada permanece foragida e não se apresentou às autoridades. A situação reforça a imagem de desobediência judicial e agrava o cenário político em torno do caso.
Entenda o caso
O episódio ocorreu em um bairro nobre de São Paulo, em meio à tensão eleitoral de 2022. Zambelli, vestida com uma camiseta verde e amarela, discutiu com um jornalista apoiador de Lula e, em seguida, o perseguiu com a arma em punho. O ato foi interpretado como intimidação política e símbolo da radicalização vivida naquele período.
Por fim, a decisão do STF reforça a responsabilidade de agentes públicos armados e encerra um dos casos mais polêmicos da política recente.
MPRO participa do evento “Café com a Rede”, promovido pela Casa Família Rosetta, fortalecendo ações de apoio e inclusão social em Porto Velho.
Parceria em defesa da inclusão e do cuidado humano
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou, nesta quinta-feira (30), do evento “Café com a Rede”, promovido pela Associação Casa Família Rosetta, em Porto Velho. A iniciativa reuniu representantes da sociedade civil, empresas e órgãos públicos. O objetivo foi discutir novas formas de fortalecer o apoio à instituição, que atua há mais de 30 anos na reabilitação de pessoas com deficiência neurológica e dependência química.
A promotora de Justiça Daniela Nicolai de Oliveira Lima, titular da Promotoria da Pessoa com Deficiência, destacou a relevância do trabalho da Casa Família Rosetta. Segundo ela, é essencial garantir apoio financeiro do município para manter e ampliar os serviços prestados. Além disso, a promotora reforçou a importância de atender pessoas neurodivergentes e sem vínculos familiares, bem como aquelas em tratamento de novas formas de dependência, como o vício em jogos digitais.
O encontro visa fortalecer a rede de apoio que sustenta os serviços oferecidos pela associação
“A proposta da Casa Família Rosetta, de oferecer cuidados semelhantes aos de uma família, é fundamental. O apoio integral vai além da saúde e ampara pessoas em vulnerabilidade”, afirmou a promotora.
Atuação integrada do Ministério Público
O Analista em Serviço Social do MPRO, Carlos Henrique Gomes Souza, também participou do encontro. Ele representou o Grupo de Atuação Especial Cível e de Defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania, do Consumidor, das Crianças, Adolescentes e Jovens e da Saúde (Gaeciv). De acordo com ele, o grupo tem a missão de articular políticas públicas e orientar sobre direitos fundamentais, sempre respeitando a autonomia dos órgãos parceiros.
“Podemos colaborar oferecendo orientação jurídica e técnica. Além disso, promovemos espaços de diálogo e capacitação, e apoiamos a criação de protocolos entre as áreas envolvidas”, explicou Carlos. “Essa cooperação entre assistência social, saúde, direitos humanos e rede comunitária fortalece o atendimento e garante mais eficiência nas ações”, completou.
Assim, o Gaeciv busca integrar esforços e evitar a sobreposição de atendimentos, contribuindo para uma gestão mais humanizada e eficiente das políticas públicas.
Café com a Rede: união e cooperação social
O evento “Café com a Rede” tem como propósito aproximar instituições públicas e privadas. Dessa forma, a Casa Família Rosetta amplia sua rede de apoio e fortalece o relacionamento com parceiros que sustentam seus serviços. Durante o encontro, os participantes discutiram novas formas de colaboração e elaboraram propostas de projetos conjuntos voltados à manutenção e expansão das atividades da entidade.
Promotora de Justiça Daniela Nicolai e outros participantes do MPRO integram o evento Café com a Rede, promovido pela Casa Família Rosetta, em Porto Velho.
A Casa Família Rosetta, fundada em 1992, é uma organização sem fins lucrativos. Ela oferece atendimento a pessoas com deficiência física e motora, além de tratamento especializado para dependência química. Seus programas abrangem saúde, educação, cultura e convivência social. Por isso, a instituição é reconhecida pelo compromisso com a autonomia e a dignidade humana.
Além disso, a atuação da Casa Rosetta vai muito além do acolhimento. Ela promove reintegração familiar e social, incentivando cada pessoa atendida a retomar o protagonismo de sua própria vida.
Compromisso institucional com a dignidade humana
A presença do MPRO no evento reafirma o comprometimento da instituição com os direitos fundamentais. O Ministério Público atua para que todos tenham acesso à saúde, educação e assistência social, pilares essenciais da cidadania. Além disso, a instituição trabalha em parceria com órgãos públicos e entidades sociais para fortalecer políticas inclusivas e combater desigualdades.
O apoio à Casa Família Rosetta reforça o papel do MPRO como defensor da cidadania, da solidariedade e da dignidade humana. Dessa forma, a instituição reafirma seu compromisso com uma atuação ética, humanizada e transformadora.
Colocar ovos em água fria após o cozimento altera textura e sabor, dizem especialistas
Cozinhar ovos parece simples, mas até essa tarefa exige atenção a detalhes que influenciam o resultado final. Um dos erros mais comuns é mergulhar os ovos quentes diretamente em água fria para interromper o cozimento. Embora pareça prático, esse hábito pode alterar completamente a textura e o sabor do alimento.
O que acontece quando o ovo cozinha
Quando a água ferve, o calor desnatura as proteínas da clara e da gema, transformando a textura líquida em firme. O processo, porém, não termina assim que o fogo é desligado — o calor residual continua cozinhando o ovo por alguns minutos. É justamente nesse ponto que muitas pessoas recorrem à água fria, acreditando que isso “pararia” o cozimento imediatamente. Mas o choque térmico pode causar danos que vão além do ponto ideal da gema.
1. Risco de rachaduras e contaminação
Assim como um copo quente pode trincar ao entrar em contato com água gelada, a casca do ovo também pode sofrer microfissuras invisíveis. Essas rachaduras permitem a entrada de água e até de bactérias, reduzindo o tempo de conservação — um risco especialmente para quem guarda ovos cozidos na geladeira por vários dias.
2. Textura borrachuda e sabor alterado
O choque térmico afeta diretamente a qualidade da proteína. As claras tendem a ficar duras e emborrachadas, enquanto a gema perde a cremosidade, adquirindo textura granulada e sabor residual de enxofre. Para quem aprecia ovos cozidos macios e equilibrados, o resfriamento brusco é um inimigo silencioso.
3. Perda da proteção natural
Logo abaixo da casca existe uma membrana protetora que ajuda a preservar o ovo. Quando resfriado de forma abrupta, essa camada pode se soltar, acelerando o processo de deterioração. O resultado é um alimento que estraga mais rápido e perde suas propriedades nutricionais.
O jeito certo de resfriar ovos cozidos
Para garantir textura, sabor e segurança alimentar, siga este passo a passo simples:
Desligue o fogo e mantenha os ovos na panela tampada por 3 a 5 minutos.
Troque a água quente por morna e, depois, adicione um pouco de água fria até chegar à temperatura ambiente.
Deixe esfriar naturalmente antes de armazenar.
Se for consumir na hora, uma rápida passada em água fria pode facilitar ao descascar, mas sem deixar o ovo de molho.
Paciência é o segredo do ponto perfeito
Ovos cozidos com textura firme são resultado do cozimento e resfriamento corretos, sem o uso de água fria após o fogo.
A pressa de interromper o cozimento pode parecer prática, mas compromete o resultado final. Com alguns minutos de paciência e resfriamento gradual, é possível garantir ovos cremosos, seguros e saborosos — ideais para qualquer refeição.
Congresso Nacional realiza sessão conjunta para votar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que pode beneficiar 10 milhões de brasileiros.
O Congresso Nacional realiza nesta quinta-feira (30) uma sessão conjunta com um único item na pauta: o projeto de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda apresentado pelo governo federal. A proposta representa uma das principais mudanças fiscais para 2026 e promete aliviar o orçamento de milhões de famílias.
Ampliação da faixa de isenção
O texto amplia o limite de isenção do Imposto de Renda (IR) de R$ 2.824 para R$ 5 mil mensais, permitindo que trabalhadores com rendimentos até esse valor fiquem totalmente livres da cobrança. Com isso, a medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes em todo o país.
Além disso, haverá isenção parcial para rendas entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil, faixa que pagará alíquotas reduzidas. Esse novo formato foi definido após ajustes feitos pela Câmara dos Deputados, o que ampliou o alcance social da proposta.
Compensação e equilíbrio fiscal
Para compensar a queda na arrecadação, o governo propôs novas regras de taxação sobre contribuintes de alta renda. A mudança atinge, principalmente, quem recebe acima de R$ 50 mil por mês. As empresas terão tributação máxima de 34% sobre dividendos, enquanto instituições financeiras poderão chegar a 45%.
Essas medidas integram o esforço da equipe econômica para manter o equilíbrio fiscal e reforçar o princípio da progressividade tributária — isto é, quem ganha mais, paga mais imposto. Assim, o governo busca garantir justiça fiscal e preservar os recursos públicos.
Validade ampliada das alíquotas
Outro ponto importante do projeto é a ampliação do prazo de validade das alíquotas. Atualmente, as mudanças têm duração máxima de cinco anos, conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Com a nova proposta, as reduções poderão ter validade indeterminada, oferecendo mais estabilidade e previsibilidade tanto para o contribuinte quanto para o governo.
Impacto social e político
A votação ocorre em um momento de pressão popular por mais justiça tributária. Por isso, a expectativa é de ampla aprovação nas duas Casas. O governo aposta no projeto como um gesto de alívio econômico para a classe média e um sinal de compromisso com os trabalhadores de menor renda.
Além do impacto direto no bolso da população, a medida também deve influenciar o debate político sobre a reforma tributária, que segue em tramitação no Congresso.
Congresso decide ampliação da isenção do Imposto de Renda
Se for aprovada, a nova faixa de isenção do Imposto de Renda representará um marco na política fiscal brasileira. A medida tende a fortalecer o poder de compra das famílias e a reduzir desigualdades sociais, reforçando o compromisso do Estado com uma tributação mais justa e equilibrada.
A Anvisa determinou a retirada de esmaltes em gel com compostos TPO e DMPT por risco de câncer e infertilidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (29), a proibição do uso de duas substâncias químicas presentes em esmaltes e produtos para unhas em gel. A decisão foi tomada após estudos indicarem risco de câncer e danos à fertilidade. Além disso, a medida segue padrões internacionais da União Europeia, reforçando o compromisso do Brasil com a segurança de consumidores e profissionais da beleza.
Substâncias vetadas pela Anvisa
A resolução veta o uso do TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e do DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). Esses compostos são utilizados para endurecer o esmalte em gel quando expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED — técnica bastante comum em salões de beleza. De acordo com a Anvisa, o DMPT é potencialmente cancerígeno, enquanto o TPO é tóxico para a reprodução, podendo afetar a fertilidade de quem tem contato frequente com esses produtos.
As substâncias banidas são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina). — Foto: Freepik
Por outro lado, a agência destacou que a exposição ocasional representa risco menor, mas a exposição prolongada — especialmente entre manicures e profissionais do setor — pode causar efeitos nocivos cumulativos.
Impacto para o setor de cosméticos
Com a nova resolução, estão proibidas imediatamente a fabricação, importação e o registro de produtos que contenham as substâncias vetadas. Empresas e salões terão até 90 dias para retirar os itens do mercado, conforme o cronograma definido pela agência. Durante esse período, será necessário revisar estoques, suspender o uso e adequar rótulos às novas normas.
“Ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos. Cabe ao Estado atuar preventivamente, evitando a perpetuação de risco sabidamente evitável”, afirmou Daniela Marreco, diretora da Anvisa e relatora do processo.
Portanto, após o prazo de 90 dias, a Anvisa cancelará todos os registros e notificações existentes, obrigando as empresas a recolher produtos ainda disponíveis no comércio.
Brasil segue tendência internacional
Com a decisão, o Brasil se alinha às normas da União Europeia, que já haviam banido o uso do TPO e do DMPT em cosméticos. Dessa forma, o país avança na harmonização de suas regras sanitárias e reforça o compromisso com padrões globais de segurança química. Além de proteger consumidores, a decisão estimula boas práticas no setor cosmético, que movimenta bilhões de reais por ano e emprega milhares de profissionais.
Orientação aos consumidores
A Anvisa recomenda que usuários evitem o uso de esmaltes em gel de origem desconhecida e fiquem atentos a rótulos e composições químicas. Além disso, salões de beleza devem revisar seus estoques e garantir que nenhum produto com TPO ou DMPT permaneça em uso. Assim, consumidores e profissionais estarão mais protegidos contra substâncias com risco comprovado à saúde.
Como resultado, a medida representa um passo importante na modernização das normas sanitárias brasileiras, aproximando o país das melhores práticas internacionais em cosméticos e higiene pessoal.