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quarta-feira, abril 22, 2026
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JOICE É CONDENADA POR DANOS MORAIS POR LIVRO DA LAVA JATO; VÍTIMA QUER R$ 2 MILHÕES

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A deputada Joice Hasselmann, do PSL de São Paulo, foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos morais a um empresário, o primeiro denunciante da Lava Jato, por tê-lo citado como um delator em um livro sobre a Lava Jato.

A decisão é do juiz André Augusto Salvador Bezerra, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em março de 2018, o empresário Hermes Freitas Magnus processou Joice Hasselmann, à época pré-candidata a deputada, e a editora Universo dos Livros, alegando que o livro Delatores — ascensão e queda dos investigados na Lava Jato , lançado no fim de 2017, causou-lhe “humilhação pública” e “grande sofrimento”, por ter aparecido na obra como “denunciante” do esquema, e não “delator”.

“Basta ler o livro para se verificar o cunho pejorativo, denegridor e diminuto que se deu à conduta” de Magnus, escreveu a defesa, que disse que “a honra pessoal, cívica, patriótica, profissional e o equilíbrio psíquico” do empresário foram “espancados” por Joice Hasselmann.

O empresário disse que está em “sérias dificuldades econômicas”, “asilado em outro país, vivendo atualmente com ajuda de parentes, amigos e do governo estrangeiro”.

Ele se considera “o primeiro denunciante” da Lava Jato, e anexou aos autos uma declaração assinada pelo procurador Januário Paludo, da força-tarefa de Curitiba, que conta que ele “noticiou uma série de delitos de lavagem de dinheiro e crimes de organização criminosa” em 2008 e 2009.

“Os depoimentos prestados por Hermes Magnus foram essenciais para o desencadeamento de uma das maiores operações de investigação e persecução de lavagem de dinheiro e crime organizado em curso no Brasil, denominada ‘Lava Jato'”, escreveu Paludo em um documento do fim de 2015.

A colaboração do empresário forneceu elementos para a condenação, pelo então juiz Sergio Moro, do doleiro Alberto Youssef e de Carlos Habib Chater — o dono do posto de gasolina em Brasília que deu origem e nome à Lava Jato, e também o primeiro preso da operação.

Magnus informou à Justiça que, na verdade, o livro Delatores não foi escrito por Hasselmann, mas por um ghost writer , e que o real escritor, o jornalista Pedro Zabarda, admitiu o fato.

Zabarda foi questionado por Magnum sobre “as afirmações falsas” no livro. Ele respondeu, segundo o empresário, “que a autora legal do livro, Joice Hasselmann, foi a responsável pela revisão”.

Além de alegar ter sofrido danos morais, Magnus pediu que os livros fossem apreendidos e proibidos, até que Hasselmann e a editora corrigissem as afirmações contra ele.

Outro pedido foi que Hasselmann fizesse uma retratação pública sobre ele, em todas as suas redes sociais.

Ele também solicitou uma indenização de R$ 2 milhões, “o mínimo razoável”, com “função pedagógica” para evitar que Joice Hasselmann voltasse a “adotar condutas de desprezo aos direitos de terceiros e práticas abusivas contra a liberdade de imprensa”.

Magnus juntou ao processo publicações de Hasselmann em redes sociais, ostentando “carros de luxo” e “inúmeras viagens ao exterior”. Uma das fotos traz Jair Bolsonaro recomendando o livro.

Joice Hasselmann afirmou ao TJ-SP, em fevereiro deste ano — já deputada federal e líder do governo Bolsonaro no Congresso —, que Magnus fez uma “interpretação distorcida do texto” do livro, e que a indenização de R$ 2 milhões seria “estratosférica” e fora de seu orçamento.

O juiz André Augusto Salvador Bezerra, em sentença de junho, só concordou com o pedido de condenação por danos morais, e fixou a indenização em R$ 20 mil.

“As rés ofenderam injustificadamente direitos constitucionais de igual nível hierárquico da sua liberdade de informar e opinar, por completamente destituída de prova e por afetar a honra” de Magnus, afirmou o magistrado.

“Não há, na presente decisão, qualquer caráter de intimidação ou de censura à nobre atividade intelectual na publicação de obras literárias”, seguiu o juiz, que considerou que uma retratação pública imposta a Joice Hasselmann e à editora “apenas fomentaria o grau de litigiosidade”.

A despeito da decisão favorável, Magnus recorreu. Quer receber os R$ 2 milhões de indenização — cem vezes mais do que os atuais R$ 20 mil.

Em julho, afirmou à corte que Hasselmann poderia bancar os R$ 2 milhões “sem o mínimo esforço financeiro”, e inflamou a disputa: citou “impropérios” dela contra ele, em um vídeo.

“Canalhão”, “envolvidinho na Lava Jato” e “pilantra de quinta categoria” foram alguns, em um vídeo de Joice em seu canal oficial. Ela sugeriu que ele pedisse “2 milhões” para “qualquer um do Congresso Nacional”, “para o raio que o parta”.

O caso aguarda o julgamento na segunda instância, também no TJ-SP.

Procurada, a deputada Joice Hasselmann afirmou que se manifestou sobre o assunto em um vídeo, e que mantém seu posicionamento. Perguntada sobre qual vídeo seria esse, ela não respondeu.

Para especialistas, critérios para pensão a crianças com microcefalia são restritivos Fonte: Agência Senado

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Pesquisadores e especialistas ouvidos nesta terça-feira (8) pela comissão mista que analisa a Medida Provisória 894/2019 aprovaram a pensão especial vitalícia para crianças com microcefalia decorrente do Zika Vírus, mas consideraram restritivos os critérios para a concessão do benefício. Durante a audiência pública, convidados e parlamentares também chamaram atenção para o vínculo entre a pobreza e a disseminação da síndrome causadora da microcefalia.

Darcy Neves dos Santos, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), pediu maior atenção aos primeiros anos de vida das crianças com microcefalia, quando as capacidades cognitivas e emocionais estão sendo formadas. Segundo os números que apresentou, há dificuldade de proporcionar estímulos de qualidade às crianças diante das carências sociais das famílias envolvidas.

— É pela estimulação que a criança consegue levantar melhor seus pilares de desenvolvimento — afirmou, lembrando que a depressão atinge 36% das mães de portadores da síndrome do Zika Vírus.

Também da UFBA, a pós-doutoranda Silvia de Oliveira Pereira mostrou números sobre o impacto financeiro de longo prazo da síndrome, incluindo fatores como a perda de produtividade no trabalho, e sublinhou o impacto desproporcional do Zika Vírus sobre as regiões mais pobres. Ela entende a medida provisória como uma reparação do Estado que, no entanto, não é capaz de tirar as famílias da condição de vulnerabilidade.

— O Estado tem que reparar essas famílias por um dano grave, mas a mera transferência do BPC [Benefício de Prestação Continuada] para uma renda mensal vitalícia, a partir do ponto de corte de renda per capita inferior a um quarto de salário mínimo, não resolve a questão — declarou, citando os critérios de concessão do benefício.

Carlos Brito, professor da Universidade Federal de Pernambuco, citou a falta de perspectiva a curto prazo para o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor do Zika Vírus e de outras doenças: segundo ele, a epidemia de Zika registrada entre 2015 e 2016 pode se repetir junto com outras chamadas arboviroses.

— O Zika Vírus continua circulando. Segundo o Ministério da Saúde, temos 449 gestantes confirmadas com zika — informou.

Pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Silvana Matos classificou o BPC como muito restritivo por dificultar a reintegração da mãe ao mercado de trabalho e não poder ser acumulado com pensão alimentícia.

— Essas mães ficam esgotadas física e mentalmente tentando fechar as contas — lamentou.

A professora da UnB Lenise Garcia espera que a lei resultante da MP inclua as crianças portadoras da síndrome do Zika Vírus que não tenham claramente a microcefalia. Ela apresentou a hipótese de que a baixa cobertura de vacinação contra febre amarela no Nordeste tenha contribuído para a maior proporção de casos de microcefalia na região.

— Há a hipótese de que a vacina sirva como protetora para o feto: quando a pessoa que foi vacinada contra a febre amarela, mesmo tendo zika, o vírus não tende a afetar a criança — disse Lenise.

Ladyane Souza, pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), apontou a disseminação do vírus como espelho da desigualdade social e regional e chamou o critério de concessão de pensão pelo BPC de “crueldade”. Segundo ela, além de fornecer reparação aos portadores da síndrome, o Estado deve prevenir novas crises.

— Muitas mães são solteiras têm menos de 18 anos e têm dificuldade de acesso a programas sociais do governo — afirmou.

Raphael Câmara, coordenador no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, manifestou o apoio da entidade à medida provisória, entendendo que o governo “abandonou” as mães que se viram diante de um tratamento de custo elevado.

O relator da MP, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), explicou aos parlamentares o “desafio” de ampliar o alcance da medida:

— Se colocarmos qualquer coisa além do que está aqui, tem impacto financeiro. Aí temos a obrigação de apontar de onde vem o recurso — ressaltou.

Fonte: Agência Senado

Caixa libera saque do FGTS para os nascidos entre setembro e dezembro

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São Paulo –  O pagamento de até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começa amanhã (9) para os trabalhadores nascidos em setembro, outubro e dezembro com poupança na Caixa Econômica Federal.

A Caixa iniciou no mês passado o depósito automático para os correntistas, seguindo calendário de mês de nascimento. Essa é a terceira etapa de pagamentos e segundo o banco, mais de R$ 15 bilhões serão sido liberados para quase 37 milhões de trabalhadores.

O crédito ocorrerá automaticamente no dia 9 de outubro nas contas poupança da Caixa abertas até 24 de julho de 2019, data de edição da Medida Provisória 889/2019. No caso de não desejar retirar os recursos, o cidadão deve comunicar sua decisão por meio dos canais do banco para que os procedimentos necessários sejam tomados e os valores não sacados retornem à conta vinculada ao FGTS.

Para facilitar o atendimento aos clientes, as agências da Caixa terão o horário estendido em uma hora nesta quarta-feira. Dessa maneira, os trabalhadores poderão solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir senha do Cartão Cidadão. A relação completa das agências com horário ampliado está disponível no site fgts.caixa.gov.br.

Não sou correntista da Caixa

Para aqueles que não têm conta na Caixa, o calendário do saque do FGTS começa no dia 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro. Conforme tabela abaixo:

Nova versão de projeto de licenciamento ambiental divide opiniões

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Deputados criticaram a nova versão do projeto (PL 3729/04) que cria a Lei Geral de Licenciamento Ambiental, apresentada nesta terça-feira (8) em audiência pública do grupo de trabalho que analisa o texto. A terceira versão da proposta (substitutivo) que tramita na Câmara há 15 anos já tinha alcançado o consenso entre os deputados, mas a quarta versão, feita pelo coordenador do grupo, deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), foi criticada por supostamente afrouxar as regras para o licenciamento de obras.

O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, foi convidado a falar sobre o licenciamento ambiental para rodovias e ferrovias. Ele reconheceu que há espaço para o aperfeiçoamento da legislação e sugeriu algumas medidas, como o fortalecimento do órgão licenciador, maior clareza nas regras e a diminuição da burocracia.

“Intervenções simples, com baixo potencial degradador, em ambientes resilientes, deveriam ter processos de licenciamento mais simplificados. Emprendimentos com maior potencial degradador, em ambientes mais sensíveis, obviamente vão ter um processo onde vai ser necessário uma maior quantidade de estudo, enfim, vai ser um processo muito mais elaborado, muito mais sofisticado”, disse.

O ministro da Infraestrutura ressaltou que é possível harmonizar desenvolvimento e sustentabilidade ambiental. Mas foi cobrado por se posicionar favoravelmente à quarta versão do projeto e negou essa preferência. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), autora do convite para a participação dele no debate, afirmou que a nova versão do texto ameaça a preservação ambiental, criando, na prática, o “auto-licenciamento”.

“Cria a figura do licenciamento por exceção e não como regra, porque ele na verdade cria a figura do licenciamento por adesão e compromisso. Não mitiga, não analisa, não obriga a ter estudo de impacto em vários casos; permite, na prática, que os impactos indiretos não sejam contabilizados no licenciamento de rodovias e obras de infraestrutura, o que obviamente tem muito impacto”, reclamou Melchionna.

Também presente à audiência pública, o deputado Kim Kataguiri negou que a nova versão seja menos rigorosa com as exigências ambientais.

“Na verdade, as regras ficam objetivas naquele empreendimento que você já conhece o impacto, você conhece a localidade onde ele vai ser colocado, você sabe quais são os condicionantes a serem exibidos pelo empreendedor”, rebateu. E explicou: “Depois de todas essas condições atingidas – e mais, o empreendimento não pode ter significativo impacto ambiental – aí sim você pode conceder uma licença por adesão e compromisso, que é a licença que você já começa a operar, já começa a construir, já começa a empreender, gerar renda, gerar emprego e aí, a posteriori, é feita a fiscalização.”

O presidente da Comissão do Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), lembrou que são necessárias regras de licenciamento ambiental que tragam também segurança jurídica tanto para quem quer empreender quanto para garantir a proteção ambiental.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Ana Chalub

Bolsonaro veta projeto que exigia psicologia e assistência social em escolas públicas

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O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente projeto de lei que tornava obrigatória a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica. O veto está publicado no Diário Oficial da União (DOU) e se dá, segundo explica o governo, porque cria despesas ao Poder Executivo sem indicar uma fonte de receita.

“A propositura legislativa, ao estabelecer a obrigatoriedade de que as redes públicas de educação básica disponham de serviços de psicologia e de serviço social, por meio de equipes multiprofissionais, cria despesas obrigatórias ao Poder Executivo, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio, ausentes ainda os demonstrativos dos respectivos impactos orçamentários e financeiros, violando assim as regras do art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, bem como dos arts. 16 e 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal e ainda do art. 114 da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019 (Lei nº 13.707, de 2018)”, argumenta a Presidência da República, que ouviu os ministérios da Educação e da Saúde para decidir pelo veto à matéria.

ZOONOSES | Semusa realiza vacinação de cães e gatos no bairro Floresta

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As unidades itinerantes de vigilância e controle de zoonoses, inauguradas recentemente pelo prefeito Hildon Chaves para ampliar a vacinação antirrábica em Porto Velho, começaram atender na segunda-feira (7), no bairro Floresta, onde permanecem até o próximo dia 18.

Durante duas semanas, os donos de cães e gatos da região podem procurar as unidades de saúde da família dos bairros Caladinho e Areal da Floresta, onde os trailers estão realizando as vacinas das 8h30 às 17h30 de segunda a sexta-feira. A vacinação é destinada a animais a partir dos três meses.

Segundo a secretária de Saúde do Município, Eliana Pasini, quem tem cães e gatos não precisa mais aguardar campanhas de vacinação nem ter que se locomover até a Divisão de Controle de Zoonoses, localizada na avenida Mamoré, bairro Cascalheira para vacinar seus animais.

“Desta vez, nossa ação conta com o apoio da Associação de Moradores do Bairro Floresta”, observou ela.

Governo pretende entregar 1.790 títulos definitivos para moradores dos bairros Costa e Silva e Pedrinhas até final do ano

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O Governo de Rondônia tem o objetivo de titular, até final do ano, 1.790 lotes do bairro Costa e Silva e Pedrinhas, na área do Milagres, segundo informou nesta terça-feira (8), a técnica Hannyellen Bragado Alecrim, gerente de Regularização Fundiária da Superintendência Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat).

Ela explicou que integram esta primeira etapa do Programa de Regularização Fundiária do Governo Estadual o bairro Costa e Silva e parte do bairro Pedrinhas, que têm a documentação mais adiantada do setor Milagres. A área da antiga Fazenda Milagres engloba, também, os bairros São João Bosco, Liberdade, São Sebastião e Nacional.

Segundo a gerente da Sepat, a Superintendência está concluindo o trabalho de cadastramento e levantamento socioeconômico de todas as famílias residentes na primeira etapa, cujas informações e dados vão subsidiar a formalização dos processos de titulação, que ainda dependem de aprovação da Prefeitura da Capital e dos atos cartorários.

Terminada esta fase com a regularização dos 1.790 lotes dos bairros Costa e Silva e Pedrinhas, a Sepat inicia o trabalho de cadastramento e levantamento socioeconômico das famílias de parte dos bairros São João Bosco e Liberdade (segunda etapa do programa), ficando por último, na terceira etapa, o processo de regularização dos bairros São Sebastião e Nacional, cuja área, diferentemente dos demais, está contemplada totalmente no perímetro da Fazenda Milagres, toda de domínio legal do Estado de Rondônia.

Nasa realiza evento internacional em RO; veja como participar

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Porto Velho recebe nos dias 18,19 e 20 de outubro​ o Space Apps Challenge, um evento da Agência Espacial Americana (Nasa). As pré-inscrições são gratuitas, e podem ser feitas no site do evento.

Segundo a organização, o Space Apps Challenge é para criativos apaixonados por tecnologia. A competição internacional acontece simultaneamente em várias cidades do mundo com o objetivo de criar soluções inovadoras para desafios da terra e do espaço.

O evento quer reunir pessoas com diferentes habilidades entre as áreas das artes, cultura, educação, negócios, engenharia, saúde, ciência de dados, meio ambiente, entre outros.

Clique aqui e confira todas as cidades brasileiras que participarão do Space Apps Challenge 2019.

‘Esquece o PSL’, recomenda Bolsonaro a eleitor; assista

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Com um pé fora do PSL, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu na manhã desta terça-feira, 8, mais um sinal de que deve deixar o partido pelo qual se elegeu.  Ao sair do Palácio da Alvorada, ele pediu a um apoiador que esquecesse o partido e disse que o deputado Luciano Bivar (PE), presidente da sigla, está “queimado pra caramba”.

Um rapaz se apresentou a Bolsonaro como pré-candidato no Recife pelo PSL. Logo em seguida o presidente cochichou em seu ouvido: “Esquece o PSL”. Mesmo assim, ele gravou um vídeo com o presidente ao seu lado dizendo “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife”.

O presidente pediu que ele não divulgasse a gravação. “Ó cara, não divulga isso, não. O cara Bivar está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”. Após ser repreendido, o rapaz fez uma nova gravação: “Viva o Recife, eu e Bolsonaro”.

Toda conversa foi divulgada no canal de YouTube de um apoiador, que gravou a passagem de Bolsonaro pela portaria do Palácio da Alvorada. Conforme adiantou o blog Radar, o presidente deve se reunir nos próximos dias com Bivar para selar sua decisão de sair ou não do partido.

O humor do presidente com o cacique pernambucano é péssimo. A contabilidade do partido segue nas mãos de Bivar e Antônio Rueda, que não divulga como gasta o dinheiro do partido e impede que aliados do presidente façam parte do comando da legenda.

Assista abaixo, a partir de 5min45seg

Resistência à indicação de Eduardo Bolsonaro persiste

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Quase três meses depois de ter sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos, ainda não oficializada pelo Executivo, está longe de ter os votos necessários para ser aprovada no Senado. Uma atualização de levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostra que, mesmo depois de fazer “campanha” na Casa, o filho “03” do presidente tem apenas 15 dos 41 votos necessários – mesmo número registrado em agosto.

Um terço (27) dos 81 senadores consultados pelo Estado disse que vai votar contra a indicação. Além destes, oito afirmaram estar indecisos e 31 optaram por não responder. Foi o caso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). A assessoria do senador – que tem trabalhado pela aprovação do deputado – afirmou que ele aguardará o resultado da sabatina para tomar sua decisão.

Na primeira edição do placar, no início do agosto, Alcolumbre informou que não iria votar, ainda que o regimento permita. Naquele momento, o levantamento do Estado apontava que havia 15 votos declarados a favor da indicação e 29 contra. Outros 36 senadores não revelaram como votariam – 29 não quiseram responder e 7 se declararam indecisos.

Os números dos dois levantamentos são semelhantes – além da posição de Alcolumbre, a única mudança foi a migração de dois senadores declaradamente contrários para o grupo dos que não revelam o voto.

Caso seja oficializada a indicação, Eduardo terá de ser sabatinado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Os membros da comissão então decidem, em votação secreta, se aprovam ou não a indicação. Uma vez aprovado, o nome do indicado é encaminhado para apreciação do plenário da Casa, também em votação secreta. São necessários ao menos 41 votos favoráveis.

O presidente Jair Bolsonaro disse, em entrevista ao Estado, que a indicação de Eduardo ainda não tem data para ser oficializada. “Deixa passar a votação da reforma da Previdência. Não tem pressa não”, disse. Em agosto, após a divulgação do levantamento do Estado, Bolsonaro afirmou que aguardaria o “momento certo” para oficializar a indicação. No sábado, 5, ele minimizou o fato de, hoje, não ter os votos suficientes. “Ele se prepara melhor para enfrentar a sabatina, caso ele mantenha a ideia de ir para lá. Pra mim seria interessante.”

Desde que foi anunciada, em 11 de julho – dois dias depois de Eduardo completar 35 anos, a idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior -, a indicação do filho do presidente para o cargo mais importante da diplomacia brasileira foi alvo de críticas de adversários, que a classificaram de nepotismo e questionaram a qualificação técnica do deputado. “A questão que deve ser posta é se ele está à altura de um posto que já foi ocupado por Joaquim Nabuco”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Eu acho que não está. Se ele não fosse filho do presidente, quem cogitaria nomeá-lo?”, questionou.

Hambúrguer

Policial federal licenciado, Eduardo está em seu segundo mandato na Câmara. Quando questionado, ainda em julho, sobre seus atributos para o cargo, ele destacou sua atuação na presidência da Comissão de Relações Exteriores da Casa e o fato de ter feito intercâmbio. “Não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos”, disse ele na ocasião.

No fim de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou considerar Eduardo “um jovem brilhante” e disse que está “muito feliz pela indicação”, o que foi visto por aliados como trunfo. Em agosto, a consultoria legislativa do Senado elaborou parecer afirmando que a indicação configuraria nepotismo. A Advocacia do Senado, no entanto, emitiu um parecer técnico contrário.

Em busca de votos, Eduardo está em “campanha”. Ele tem atravessado o Congresso para fazer um corpo a corpo em conversas privadas com os senadores e já viajou duas vezes aos Estados Unidos – em uma delas, para uma “reunião simbólica” com Trump.

O tema, entretanto, ainda é controverso. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), da base aliada, critica a ausência de uma articulação na Casa para aprovar a indicação. Segundo ele, Eduardo “vai com uma vontade indomável de fazer um grande trabalho para se projetar, inclusive, politicamente”. “É um posto de visibilidade muito forte.”

Já o senador Humberto Costa (PT-PE) critica o que chama de militância política em cargo institucional. “A alegação de que ele é amigo de Trump mostra uma visão completamente equivocada, até porque boa parte do que diz respeito à política externa norte americana passa pelo Congresso, que tem maioria democrata”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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