O contato com a água tem um impacto positivo na vida humana, a conclusão está em vários estudos da psicologia e biologia. Mas a referência é o biólogo Wallace J. Nichols, que a partir de vários experimentos, concluiu: viver perto do mar e da água, em geral, maior aumenta a chance de felicidade, é a chamada “blue mind”.
Esse fenômeno foi batizado “mente azul” e faz alusão aos diversos estados de espírito pelos quais passam os humanos. No livro “Blue Mind: a ciência surpreendente e mostra como estar perto, dentro, dentro ou debaixo d’água pode tornar uma pessoa feliz, saudável, mais conectada e melhor no que faz”, o biólogo fala sobre sua experiência.
Segundo Nichols, estar perto da água, seja no mar, nos rios, nos lagos, nas cachoeiras ou nas piscinas equilibra traz calma, proporciona mais saúde, incentivo à criatividade, estímulo à eficiência e, bem-estar pessoal. Isso sem falar da energia da água.
O que proporciona o contato com a água
Produção de hormônios positivos, como dopamina, serotonina e oxitocina
Redução do cortisol, um hormônio associado ao estresse e à ansiedade
Recuperação da fadiga mental
Melhor qualidade de sono
Benefícios para problemas respiratórios, como asma ou alergias
Menos tendência a sofrer de doenças crônicas
Melhor saúde mental e menos risco de depressão
Melhora os processos criativos e de introspecção
Menos doenças e melhor sono
Passando para o lado físico da questão, Nichols aborda como viver perto da água também está associado à melhoria da saúde física.
Mente Azul, Mente Vermelha
Bem-humorado, o biólogo chama este estado de espírito, da “mente azul” ou “blue mind”, de tranquilidade e equilíbrio. Já, em contrapartida o oposto, de “mente vermelha”.
Segundo Nichols, a “mente vermelha” representa o estado de estresse crônico , superestimulação e hiperatividade típico da vida moderna que, no longo prazo, leva à ansiedade, fadiga mental e desconexão emocional.
Cientificamente, o biólogo diz que os ambientes aquáticos, por meio da exposição a estímulos sensoriais suaves e repetitivos como o som das ondas, desencadeiam respostas neuroquímicas que ativam a produção de hormônios, como dopamina, serotonina e ocitocina – associadas ao prazer, relaxamento e calma, segundo o La Nación.
Só para lembrar, o corpo humano é composto de cerca de 60% a 70% de água.
O ministro da Educação, Camilo Santana, homologou novas diretrizes para a educação de crianças com autismo. Para ser usado como referência em escolas públicas e privadas de todo o país, o texto defende um estudo de caso para cada estudante com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
Votado na 4ª feira (13.nov.2024), o parecer é uma adaptação de um texto que já havia sido aprovado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) em abril. Depois de passar por críticas e não ser homologado, um acordo com o MEC (Ministério da Educação) foi feito e o texto foi editado. O novo documento foi reduzido de 69 para 22 páginas e trechos considerados polêmicos foram retirados.
O novo manual, que propõe um estudo de caso para cada estudante com transtorno do espectro autista, sugere a criação de um PAEE (Plano de Atendimento Educacional Especializado) e um PEI (Plano de Educação Individualizado). Os documentos são novidade no país e devem ser utilizados de forma consultiva.
De acordo com o parecer, o PAEE é um registro obrigatório que deverá conter: “1) registro do estudo de caso; 2) definição de materiais e recursos para eliminar ou minimizar as barreiras no contexto educacional; 3) avaliação da necessidade e disponibilização de recursos de tecnologia assistiva e comunicação aumentativa e alternativa; 4) avaliação da necessidade de oferta de profissionais de apoio escolar, intérpretes de Língua Brasileira de Sinais e guias-intérpretes; 5) demandas para a rede de proteção social e articulação intersetorial.”
Para o PEI, as recomendações sugerem: “1) um plano de acessibilização curricular, considerando as atividades desenvolvidas na sala de recursos multifuncionais e a articulação com o professor regente e demais profissionais da unidade escolar, nos diferentes espaços; 2) medidas individualizadas de acesso ao currículo para os estudantes autistas”.
Além disso, o parecer também orienta sobre a presença de um acompanhante nas escolas. O texto aprovado em abril sugeria que estudantes com autismo deveriam ser acompanhados por um profissional especializado; trecho que foi retirado pela preocupação de que um acompanhamento especializado pudesse isolar o aluno. O novo parecer aprovado sugere apenas a manutenção de um profissional de apoio escolar sem práticas pedagógicas.
Segundo o MEC, há pelo menos 634.875 alunos diagnosticados com TEA em escolas regulares brasileiras, um número que cresceu mais de 1,4 mil% em 10 anos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) está sendo evacuado neste momento após terem sido ouvidas explosões, pro volta das 19h30, na Praça dos Três Poderes. Há informação de que uma pessoa morreu. O acesso à Esplanada dos Ministério foi fechada e a segurança foi reforçada no Palácio do Planalto.
O presidente Lula já havia saído do Palácio do Planalto no momento das explosões. O Palácio fica no lado oposto ao STF. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deu início a uma varredura no local, por “risco de novas explosões”. As vias N2 e S2 da Esplanada foram interditadas, assim como a Praça dos Três Poderes e a própria Suprema Corte.
Em nota
O STF informou que “dois fortes estrondos foram ouvidos ao final da sessão, e os ministros foram retirados do prédio com segurança”. Servidores e colaboradores também foram evacuados como medida de precaução. O público que assistia à sessão foi retirado às pressas. As explosões foram ouvidas após o encerramento da sessão.
quem é o homem que se explodiu na frente do STF
O homem que causou explosões na frente do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta quarta-feira (13/11), é Francisco Wanderley Luiz, 59 anos. Ele morreu durante o ocorrido.
Francisco Wanderley Luiz usava o codinome Tiu França nas redes sociais. Ele morava em Rio do Sul (SC) e foi candidato a vereador pelo município catarinense em 2020. Com 98 votos, não conseguiu se eleger.
Nas redes sociais, Francisco escreveu mensagens sugerindo um ataque com bombas contra alvos políticos que ele chama de “comunistas de merda”.
CORPO DESFIGURADO
O corpo de Francisco ficou completamente desfigurado. O lado direito da cabeça e a mão direita do homem parecem ter sido atingidos pela explosão. Restos mortais dele foram arremessados a metros do corpo.
Ele chegou a divulgar prints que mandava a si próprio com várias ameaças. “Vocês poderão comemorar a verdadeira proclamação da República”, diz uma das mensagens. No post, ele alegou que o “jogo só acaba 16/11/2024”.
PROVIDÊNCIAS
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que já iniciou “as primeiras providências investigativas e a perícia foi acionada ao local”. A segurança foi reforçada no Palácio do Planalto, que fica no lado oposto ao STF, na Praça dos Três Poderes.
VARREDURA
Policiais militares fazem uma varredura na Praça dos Três Poderes após duas explosões terem ocorrido na noite dessa quarta (13). A perícia também está no local. A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, esteve na Praça dos Três Poderes e conversou com os policiais.
O ensino itinerante tem uma importante função na democratização da qualificação da mão de obra em Rondônia. Nesse sentindo, o Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional de Rondônia (Idep) lança mais um cronograma de cursos na Escola Móvel de Mecânica de Motocicletas, no município de Ji-Paraná. As inscrições podem ser realizadas até o dia 22 de novembro, por meio do link https://rondonia.ro.gov.br/publicacao/escola-movel-de-motocicleta-jiparana-ro-inscricoes-ate-22-11/.
A capacitação na unidade flexível itinerante de Mecânica de Motocicletas abre novas oportunidades aos concluintes, que saem credenciado para conseguir uma vaga de emprego ou abrir o próprio negócio. O profissional da área é habilitado para planejar atividades dentro de um plano de manutenção preventiva e corretiva, entre outros conhecimentos necessários para construção de uma carreira de sucesso.
NOVAS OPORTUNIDADES
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a ampliação da oferta de cursos profissionalizantes está motivando jovens em início de carreira e trabalhadores já na ativa, na busca de novas oportunidades, contribuindo para o fortalecimento do empreendedorismo local e da economia rondoniense, com empresas que contam com trabalhadores qualificados.
Raiane Nascimento Figueiredo Ribeiro, 19 anos, que mora no Bairro Nova Esperança, em Porto Velho, sonha com a faculdade de Direito ou Farmácia, mas está fazendo o Curso Técnico em Marketing, por se tratar de uma área moderna, cujo conhecimento pode ser utilizado em diversas áreas. “Entre os conhecimentos que adquiri, destaco o conteúdo sobre informática em mídias digitais, por ser um assunto muito atual”, enfatizou.
Viabilizar cursos focados na atualidade é uma das metas do Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional, segundo a presidente da instituição, Adir Josefa de Oliveira. “Quanto mais capacitado o trabalhador estiver, mais chances terá de vencer os desafios que surgem a cada dia, com as rápidas transformações verificadas diante do avanço tecnológico e agilidade da informação”, acentuou.
Uma mobilização nas redes sociais em torno da jornada de trabalho está provocando uma discussão para alterar direitos dos trabalhadores previstos na Constituição.
Alguns internautas estão fazendo campanha para que deputados apoiem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) que reduziria a jornada de trabalho legal no Brasil para 36 horas por semana. Um abaixo-assinado coordenado por um movimento fundado por um ex-balconista de farmácia já atraiu mais de 2 milhões de assinaturas.
Com a pressão, a deputada anunciou na terça-feira (13/11), que conseguiu reunir as 171 assinaturas necessárias para protocolar a PEC, “graças à mobilização da sociedade”.
A discussão começou depois de uma campanha mobilizar trabalhadores contra a chamada “escala 6×1”, em que se trabalha seis dias por semana para uma folga.
“Se você ainda não sabe o que é essa tal de escala 6×1, ela é uma escala de trabalho permitida pela nossa legislação na qual se trabalha 6 dias seguidos, e se folga apenas um dia por semana”, diz Hilton em uma postagem no X.
“Isso tira do trabalhador o direito de passar tempo com sua família, de cuidar de si, de se divertir, de procurar outro emprego ou até mesmo se qualificar para um emprego melhor. A escala 6×1 é uma prisão, e é incompatível com a dignidade do trabalhador.”
A redução da jornada de trabalho proposta por Hilton promoveria no Brasil uma escala do tipo 4×3 — ou seja, com trabalho em quatro dias por semana para três dias de folga. A parlamentar defende que isso seja feito sem redução salarial. No entanto, parlamentares e entidades empresariais criticam a proposta, e dizem que ela acarretaria em prejuízos econômicos, aumento de custos e desemprego.
Entenda abaixo a discussão.
No comércio, escala com 6 dias de trabalho e 1 de folga é comum
O que é a escala 6×1?
No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que funcionários não podem trabalhar mais de 8 horas por dia ou 44 horas por semana — com possibilidade de duas horas extras por dia, mediante acordo trabalhista.
A escala de trabalho — ou seja, como essas horas são divididas por dia de trabalho — não é estipulada pela lei.
Assim, as empresas podem definir a escala como quiserem. A escala mais comum é a 5×2 — de cinco dias trabalhados, com dois de folga.
Mas no comércio, por exemplo, uma das escalas mais comuns é a 6×1 — com seis dias de trabalho para um dia de folga.
Há dois tipos de escala mais comuns dentro da 6×1:
7 horas e 20 minutos por dia
ou 8 horas diárias com alguns dias mais curtos, para compensar
Uma das reclamações dos trabalhadores é sobre o dia de descanso — que deveria ser preferencialmente tirado no domingo, para coincidir com o de familiares e amigos, mas muitas vezes é tirado no meio da semana.
Quem é Rick Azevedo, que começou esse movimento?
O fim da escala 6×1 é a principal meta de um movimento chamado “Pela Vida Além do Trabalho” (VAT), fundado por Rick Azevedo, um ex-balconista de farmácia que se elegeu vereador pelo PSOL no Rio de Janeiro na eleição passada.
Azevedo trabalhava na farmácia em 2023 quando gravou um vídeo que viralizou no TikTok.
O vídeo foi gravado pouco depois de sua chefe ligar para ele em sua folga e pedir que ele entrasse mais cedo no trabalho no dia seguinte.
“Quando é que nós da classe trabalhadora iremos fazer uma revolução nesse país contra essa escala 6×1? Gente, é uma escravidão moderna. Moderna não: ultrapassada”, diz Azevedo no vídeo.
“Eu que não tenho filho, que não tenho nada, que sou sozinho, não dá para fazer as coisas. Imagina quem tem filho, quem tem marido, quem tem casa para cuidar”.
“A pessoa tem que se doar para a empresa seis dias na semana e só um dia para folgar. E isso por salário mínimo. Gente, não dá.”
O vídeo explodiu em visualizações e Rick passou a fazer campanha pelas redes sociais pelo fim da escala 6×1.
Foi criado então o movimento “Pela Vida Além do Trabalho”, com um abaixo-assinado na internet apoiado por mais de 2 milhões de pessoas.
“A gente tem uma ilusão que a CLT protege. Mas a CLT está defasada desde a última reforma trabalhista. Tem trabalhadores sendo explorados”, disse Azevedo à BBC News Brasil em maio.
O movimento propõe a “revisão da escala de trabalho 6×1 e a implementação de alternativas que promovam uma jornada de trabalho mais equilibrada, permitindo que os trabalhadores desfrutem de tempo para suas vidas pessoais e familiares”.
A proposta ganhou engajamento nas redes sociais, com opiniões contra e a favor da redução da escala.
“É óbvio que eu quero o fim da escala 6 por 1”, disse a atriz Luana Piovani para seus 5,4 milhões de seguidores no Instagram. “Não é possível que as pessoas não tenham consciência de classe, não tenham generosidade, empatia, sororidade, dororidade, compaixão.”
Já o influenciador Léo Picon chamou a proposta de “ideia populista”.
“Sabe o que daria mais tempo para o trabalhador do que tirar o 6º dia da escala de trabalho de 44 horas semanais? Ficar menos de 2h no trânsito todos os dias, creches e escolas em período integral, não sufocar salários em impostos que não retornam, diminuir a taxa de juros, educação pública que contribua para o crescimento profissional…”, escreveu em sua conta no X, onde tem 1,1 milhão de seguidores.
O Congresso vai acabar com a escala 6×1?
A ideia de Rick Azevedo foi levada adiante pela deputada federal Erika Hilton, que em 1º de maio deste ano apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
A deputada afirma ter coletado as 171 assinaturas mínimas dos parlamentares para iniciar a tramitação no Congresso.
A mudança proposta pela PEC não fala especificamente sobre a escala. Ela trata da redução da jornada de trabalho semanal.
Hilton quer mudar o artigo 7º da Constituição Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores. Hoje a lei diz que o horário normal de trabalho não deve ser maior que oito horas diárias e 44 horas semanais.
A PEC propõe mudar a jornada de trabalho para 36 horas semanais.
“O momento é o de transformar as garantias conquistadas por determinadas categorias profissionais em direito para todos os trabalhadores brasileiros, especialmente, requerendo o fim da escala 6×1 e adoção da jornada de 4 dias no Brasil”, diz o texto da PEC, em sua justificativa.
O texto afirma que a redução da jornada de trabalho deve ser implementada sem redução de salário.
Uma redução de oito horas semanais na jornada de trabalho — de 44 horas para 36 horas — implicaria na adoção de uma escala 4×3 para a maioria das empresas.
O que diz o governo Lula?
Na segunda-feira (11/11), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que a redução da jornada de trabalho deveria ser tratada por convenções e acordos coletivos de trabalho.
“O Ministério do Trabalho entende que a questão da escala de trabalho 6×1 deve ser tratada em convenções e acordos coletivos de trabalho. A pasta considera, contudo, que a redução da jornada para 40 horas semanais é plenamente possível e saudável, quando resulte de decisão coletiva.”
A reação do ministro foi criticada por defensores do fim da escala 6×1 — que pedem apoio direto do governo de Luiz Inácio Lula da Silva à causa.
Com o crescimento do debate, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (12/11) que a redução da jornada é um tema global, mas que cabe à sociedade e ao Congresso fazer essa discussão.
“Isso não foi ainda discutido, mas acho que é uma tendência no mundo inteiro. À medida que a tecnologia avança, você pode fazer mais com menos pessoas, você ter uma jornada melhor. Esse é um debate que cabe à sociedade ao parlamento a sua discussão”, afirmou Alckmin.
O que é a escala 4×3?
O texto cita algumas experiências já feitas com a escala 4×3, como um projeto-piloto realizado em setembro do ano passado pelas entidades Reconnect Happiness at Work, 4 Day Week Global e Boston College.
“Cerca de 22 empresas com até 250 colaboradores aderiram à iniciativa (…) É possível observar menor número de faltas dos empregados e produtividade em alta”, defende o texto da deputada.
No site do movimento 4 Day Week Global, os organizadores dizem que o projeto-piloto teve dados coletados pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).
Segundo o movimento, “61,5% dos participantes observaram melhorias na execução de projetos, 44,4% relataram uma capacidade aumentada de cumprir prazos, 82,4% sentiram um aumento de energia para realizar tarefas e 62,7% experimentaram redução no estresse no trabalho”.
“Além disso, 85,4% notaram um incremento na colaboração entre colegas, enquanto 65% relataram uma redução na exaustão e 74% observaram uma melhoria na saúde física. Em termos financeiros, 72% das empresas participantes relataram um aumento na receita durante o período do piloto.”
Neste mês, o 4 Day Week Global começou outro projeto-piloto de seis meses no Reino Unido, em que 17 empresas vão experimentar o modelo de semana com quatro dias de trabalho.
Quem é contra a redução da jornada?
Alguns parlamentares conservadores — como Nikolas Ferreira (PL-MG) e José Medeiros (PL-MT) — e empresários são contra as mudanças propostas na lei.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) afirma que não é possível reduzir a jornada de trabalho sem reduzir o salário dos funcionários. A entidade representa mais de 4 milhões de empresas, responsáveis por 23,8 milhões de empregos diretos e formais.
“Embora entendamos e valorizemos as iniciativas que visam promover o bem-estar dos trabalhadores e ajustar o mercado às novas demandas sociais, destacamos que a imposição de uma redução da jornada de trabalho sem a correspondente redução de salários implicará diretamente no aumento dos custos operacionais das empresas”, diz uma nota da CNC divulgada na segunda-feira (11/11).
A entidade avalia que a PEC provocaria uma onda de demissões no país e possível aumento de preço para consumidores.
“O impacto econômico direto dessa mudança poderá resultar, para muitas empresas, na necessidade de reduzir o quadro de funcionários para adequar-se ao novo cenário de custos, diminuir os salários de novas contratações, fechar estabelecimento em dias específicos, o que diminui o desempenho do setor e aumenta o risco de repassar o desequilíbrio para o consumidor”, argumenta a CNC.
O impacto maior seria sentido pelos setores de comércio e serviços que “exigem uma flexibilidade que pode ser comprometida com a implementação da semana de quatro dias, dificultando o atendimento às demandas dos consumidores e comprometendo a competitividade do setor”.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também se manifestou contra a proposta.
“Qual a intenção do PT, do PSOL, do PCdoB? Como eles estão perdidos, desconectados do povo brasileiro, estão querendo voltar à origem. Como? Pegando muita gente desinformada que está lá na base do mercado de trabalho, ou está desempregado”, afirmou.
Como presidente rotativo do G20, o Brasil recebe neste mês, para a Cúpula de Líderes do grupo, os representantes das principais economias globais, dentre eles o presidente da China, Xi Jinping.
Em entrevista ao CNN Money, Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, afirmou que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chefe de estado chinês trará anúncios que serão benéficos para o agronegócio brasileiro.
“Nós estamos em uma relação muito promissora do Brasil com a China”, afirmou o ministro.
Segundo Fávaro, 43 novas plantas brasileiras frigoríficas foram habilitadas para compra pelos chineses, enquanto foram suspensos os embargos de outras 12 plantas.
“As expectativas são de que os anúncios sejam feitos nessa reunião bilateral entre o presidente Lula e o presidente Xi Jinping”, acrescentou.
Fávaro pontuou que os segmentos que terão destaque serão os de frutas, pulses, DDG – que são coprodutos originados no processamento do milho para obtenção de etanol -, gergelim, sorgo e miúdos suínos e bovinos.
“Nós temos boas perspectivas, temos protocolos sanitários completamente cumpridos em entendimentos entre as duas partes e também de nossa diplomacia por alguns produtos”, comentou.
O ministro pontuou que alguns acordos não devem ser divulgados de imediatos, para ainda serem trabalhados e anunciados com o decorrer do tempo.
Apenas 3,7% dos alunos na 3ª série do ensino médio da rede pública tiveram aprendizagem adequada em matemática em 2021, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024, publicado nesta quarta-feira (13). Essa é a menor taxa desde 2017.
Quando matemática e língua portuguesa são associados, o percentual desce para 3,2%, referente aos alunos da rede pública que tiveram aprendizagem adequada em sala de aula.
Por outro lado, o estudo do Todos Pela Educação aponta que os estudantes brasileiros tiveram uma melhor aprendizagem em língua portuguesa, chegando a 28,6%.
A 11ª edição do levantamento, que reúne os principais dados educacionais do país, também traz recortes por localidade e por renda.
Entre os estudantes do ensino médio em regiões rurais, os números são ainda mais graves, pois apenas 1,9% deles tiveram aprendizagem adequada em matemática em 2021. O número sobe para 3,8% entre os alunos urbanos.
A desigualdade também pode ser observada na comparação entre os 20% mais pobres e 20% mais ricos. Enquanto apenas 1,5% dos primeiros tiveram aprendizagem adequada em 2021, o número vai para 6,9% entre os mais ricos.
Apesar dos indicadores insatisfatórios de aprendizagem, o Anuário aponta que 81,2% dos jovens de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio em 2021, tanto na rede pública quanto na rede privada. É a maior taxa desde 2013, com uma alta consistente.
Além disso, o índice de distorção idade-série (dois ou mais anos de atraso na trajetória escolar) é a menor da série histórica, atingindo 21,6% dos jovens.
O abandono escolar é outro desafio do ensino médio para a educação brasileira. Mesmo assim, o índice caiu para 3,8% em 2023, ante 6,5% em 2022.
Ensino fundamental
O estudo ainda mostra que os indicadores aprendizagem caíram em todos os níveis de ensino. Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, apenas 15,3% dos estudantes do 9º da rede pública tiveram aprendizagem adequada em matemática.
O número caiu em relação a 2019, quando 18,4% dos alunos tiveram aprendizagem adequada na disciplina.
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024 é a primeira edição após a pandemia de Covid-19, por isso os resultados revelam o impacto da pandemia na educação brasileira, principalmente entre os estudantes mais vulneráveis.
O documento utiliza dados as pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do MEC (Ministério da Educação).
O presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta terça-feira (12), que o bilionário Elon Musk e o ex-candidato a indicação republicana Vivek Ramaswamy vão liderar o novo “Departamento de Eficiência do Governo.”
“Juntos, esses dois americanos maravilhosos abrirão o caminho para que meu governo desmantele a burocracia do governo, reduza os excessos de regulamentação, corte gastos desnecessários e reestruture as agências federais”, disse Trump em um comunicado.
O trabalho do departamento deve ser concluído até o dia 4 de julho de 2026, disse Trump no comunicado.
“Um governo menor, com mais eficiência e menos burocracia, será o presente perfeito para a América no 250º aniversário da Declaração de Independência. Estou confiante de que eles terão sucesso!”, disse o presidente eleito.
O anúncio de Ramaswamy e particularmente Musk, que lidera empresas com contratos governamentais existentes e lucrativos, levanta questões imediatas sobre potenciais conflitos de interesse. E não está imediatamente claro como o departamento, que Trump disse que “fornecerá conselhos e orientação de fora do governo”, vai funcionar.
Trump havia proposto a criação de uma comissão de eficiência do governo como parte de uma lista de novos planos econômicos que ele revelou no início de setembro. Na época, ele disse que Musk tinha concordado em liderar a pasta caso eleito.
A declaração de Trump na terça-feira à noite citou Musk dizendo que “isso vai enviar ondas de choque através do sistema, e qualquer pessoa envolvida no desperdício do governo, que é um monte de pessoas!”
Ramaswamy respondeu separadamente no X com um slogan que ele usou frequentemente durante sua campanha presidencial para pedir a eliminação de agências federais, escrevendo: “SHUT IT DOWN.”
Ramaswamy, que já desafiou Trump nas primárias presidenciais republicanas antes de endossá-lo em janeiro, fez da redução do desperdício nos gastos governamentais uma plataforma política fundamental para sua campanha.
No ano passado, Ramaswamy – que tinha prometido na campanha eliminar o FBI, o Departamento de Educação e a Comissão de Regulamentação Nuclear, que demitiria milhares de trabalhadores federais no processo – publicou um documento descrevendo um quadro legal que, segundo ele, permitiria ao presidente eliminar agências federais de sua escolha.
“Você está pronto para ser entretido?”. Essa é a frase usada em diversos materiais promocionais de “Gladiador 2”, fazendo alusão a uma cena do filme original. Pois bem, prepare-se para ser entretido.
A sequência do épico de Ridley Scott chega aos cinemas nesta quinta-feira (14) e leva a audiência de volta ao Império Romano, mas 16 anos depois dos acontecimentos da primeira produção. O futuro do herdeiro do trono Lucius, que aparece ainda criança no original, é o centro da trama.
A CNN já assistiu ao filme e elenca abaixo os principais pontos de “Gladiador 2” e o que esperar da aguardada continuação do premiado título de 2000.
O que esperar de “Gladiador 2”?
Trama
“Gladiador 2” enriquece o universo criado por Ridley Scott anos atrás. A trama é ambientada 16 anos depois dos acontecimentos do primeiro filme e explora o futuro do jovem herdeiro Lucius (Paul Mescal), que tem um arco parecido com o de Maximus, mas consegue sair da sombra do herói, tendo sua própria história.
O protagonista é levado à força para Roma após a Numídia, onde foi levado escondido ainda criança, ser conquistada por um exército do Império Romano liderado por Marcus Acacius (Pedro Pascal). Ele chama atenção do mercenário Macrinus (Denzel Washington) e se torna a maior aposta do “senhor dos Gladiadores”, liderando um grupo nos jogos no Coliseu.
Na arena onde viu Maximus e Commodus morrer, Lucius, que mantém sua identidade em segredo e é conhecido como Hanno, tem uma grande revelação de seu passado enquanto luta para sobreviver. Do lado de fora, Lucilla, Marcus Acacius e os senadores planejam um golpe nos imperadores Geta e Caracalla. Quem também faz sua articulação dentro e fora do Coliseu, é Macrinus.
O filme explora mais histórias além da principal, diferentemente do primeiro filme, que foca exclusivamente na trama principal. Elas dão mais camadas à história e aos personagens.
Personagens
O segundo filme traz novos personagens – alguns tão interessantes quanto os do filme original. Apesar de Lucius aparecer em “Gladiador” (2000), é agora que conhecemos o herdeiro do trono. Mescal traz um protagonista sério e raivoso, mas diferente de Maximus.
O destaque em tela vai para Denzel Washington, que rouba a cena e tem tanta relevância quanto o personagem principal. Fazendo o papel do antagonista ambicioso e inteligente, ele vai além de um vilão caricato, com expressões faciais e humor marcantes. Além disso, Macrinus traz um passado curioso, que acaba não sendo completamente desvendado.
Pedro Pascal e Connie Nielsen tem sua função na trama, mas a segunda serve mais como um ponto de conexão com o primeiro filme do que relevância para a história.
Imersão
Tão impactante quanto o primeiro, mas agora com mais recursos, o universo de “Gladiador 2” cria uma imersão visual e sonora – que merece ser visto na maior tela possível.
O novo filme explora melhor a Roma Antiga e os mitos que acompanham esse período na história, adicionando um toque de ficção e espetacularização, tendo a ambientação como um dos protagonistas do filme.
Outro destaque são as cenas de ação e os elementos que as acompanham. O próprio diretor Ridley Scott ressaltou as possibilidades que teve ao fazer uma sequência com a ajuda de inteligência artificial.
Ligação com o primeiro filme
“Gladiador 2” busca conexões com a produção original no roteiro e no emocional. A ligação direta é o personagem do primeiro filme ser o protagonista da sequência e o retorno de Connie Nielsen como Lucilla. No entanto, o filme cria sua própria narrativa e conta sua própria história.
Uma conexão já teorizada e confirmada no filme de 2024 é a paternidade de Lucius. Maximus e Marcus Aurelius são sempre lembrados, constantemente citados na sequência, fazendo questão de lembrar o telespectador dos personagens.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai julgar ação que trata da autorização do cultivo de Cannabis medicinal nesta quarta-feira (13/11). A Primeira Seção da Corte incluiu na pauta a análise sobre a possibilidade de autorizar a importação de sementes e cultivo de Cannabis sativa com baixo teor de Tetrahidrocanabinol (THC), destinada à produção de medicamentos e outros subprodutos com fins exclusivamente medicinais, farmacêuticos ou industriais.
Os ministros analisarão o caso no Incidente de Assunção de Competência 16 (IAC 16), instaurado em 7 de março de 2023, que tem como relatora a ministra Regina Helena Costa. Ao aplicar um IAC, fixa um precedente, ou seja, casos parecidos deverão se basear na decisão desse caso. Até a solução da controvérsia, a Primeira Seção determinou a suspensão da tramitação de todos os processos semelhantes no país.
Em abril deste ano, o STJ promoveu audiência pública sobre o tema. Representantes de vários órgãos públicos e entidades privadas discutiram o assunto.
A relatora do caso afirmou, na ocasião, que a convocação da audiência pública se deu devido à relevância jurídica, econômica e social da matéria e teve o objetivo de subsidiar os membros da Primeira Seção com informações técnicas e científicas para o julgamento do IAC.
Preconceito contra Cannabis
Durante a audiência, o representante da empresa DNA Soluções em Biotecnologia Eireli, Arthur Ferrari Arsuffi, afirmou que esse tema enfrenta resistência em razão do desconhecimento e do preconceito. “O IAC trata da possibilidade de importação de sementes e de plantio de cânhamo industrial, que é uma variante da cannabis, mas que, diferentemente da planta usada como droga, somente tem potencial para uso farmacêutico, medicinal e industrial. Não se discute aqui a descriminalização das drogas”, frisou.
Arthur Ferrari Arsuffi sustentou que esses medicamentos têm se mostrado muito eficazes para o tratamento de várias doenças. Porém, o representante da empresa observou que, por conta da restrição regulatória, toda a matéria-prima precisa ser importada.
Legislação
Renata de Morais Souza, especialista da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fez um apanhado da legislação sobre o assunto. Ela abordou as convenções das Nações Unidas de 1961 e de 1971, ratificadas pelo Brasil, que estabeleceram a proibição do uso da cannabis, exceto para fins médicos e científicos, e lembrou que a Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) também permite o plantio para uso medicinal ou científico.
Também em nome da Anvisa, o gerente de medicamentos João Paulo Silvério Perfeito afirmou que é preciso mostrar que o uso medicinal e científico da cannabis é seguro, eficaz e de qualidade. “Hoje, há uma variedade enorme de produtos com composições diversas, usadas em apresentações diversas, para finalidade diversas, que nos coloca em uma posição desafiadora sobre as necessidades específicas de cada produto”, ressaltou.
Política criminal
O representante do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Bruno César Gonçalves da Silva, salientou durante a audiência que esse tema está dentro de uma questão mais ampla, que é a política de drogas.
Segundo ele, há um grupo de trabalho no conselho que aborda especificamente a questão da cannabis medicinal, em especial diante de casos de pessoas que enfrentam acusações criminais por cultivar a planta para fins medicinais. “Há pessoas com autorização para importar, mas não têm condições financeiras para isso nem conseguem pelo poder público o medicamento a tempo, e buscam a alternativa de cultivar, mas sofrem o risco de serem enquadradas na Lei de Drogas”, ponderou.
Importação
Representante do Ministério da Agricultura e Pecuária, Eduardo Porto Magalhães ressaltou que a pasta é a responsável pela fiscalização de qualquer importação de material vegetal, incluindo sementes. De acordo com as informações que prestou, atualmente não existe nenhum requisito para a importação das sementes de Cannabis sativa, o que configura a proibição de sua entrada no país.
O ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz destacou, na audiência, a importância de debater o tema com olhar cuidadoso, sem nenhum tipo de preconceito e pautado na ciência. “Já passou do tempo de deixarmos de tratar o assunto como política criminal, devemos tratá-lo como uma política de saúde pública. Não é mais possível ver tantos brasileiros sendo perseguidos criminalmente por estarem cuidando de sua saúde”, completou Schietti.
Diferença da análise do STJ para a do STF
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que descriminalizou o porte de maconha para consumo pessoal é totalmente diferente da análise no STJ. Em junho deste ano, colegiado diferenciou usuário de traficante e definiu que será presumido usuário quem adquirir, guardar, depositar ou transportar até 40 gramas de Cannabis sativa ou seis plantas fêmeas.
A maioria da Corte entendeu que o porte de maconha não é crime e deve ser caracterizado como infração administrativa, sem consequências penais. O que o STJ vai julgar nesta quarta-feira é a autorização do cultivo de cannabis medicinal e a possibilidade da importação de sementes e cultivo para produção de medicamentos.