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terça-feira, julho 14, 2026
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Proposta regula propriedade compartilhada de bicho de estimação

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Com cerca de 168 milhões de animais domésticos, é crescente no Brasil o número de famílias que tem um bicho em casa, na contramão da diminuição do número de filhos. Essa realidade tem aumentado inclusive os litígios judiciais, em razão de divórcios, pela posse dos animais de estimação. Para sanar essa situação, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) apresentou projeto de lei que disciplina a declaração de compropriedade sobre animal de estimação. O PL 206/2024 modifica o Código Civil (Lei 10.406, de 2002) e a Lei dos Concubinos (Lei 9.278, de 1996). O projeto ainda aguarda definição da Mesa quanto às comissões em que tramitará.

“Em 2013, concluiu-se que o Brasil contava, já àquela época, com a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais do mundo, sendo o quarto país em população total de animais de estimação. Esses números fazem um contraponto aos índices descendentes de natalidade em todo o país. Isso nos leva a refletir sobre o fenômeno da crescente ocupação, pelos bichos domésticos, de um certo limbo emocional de que se ressente a família brasileira, cada vez mais carente de suficientes destinatários a quem devotar o amor e a afetividade que lhe são imanentes, a amalgamam e lhe conferem um pleno sentido”, afirma Carlos Viana.

Por essa realidade, destaca Viana, surgem os conflitos típicos dessas novas circunstâncias, atinentes ao direito de família.

Por isso, a proposição insere subtítulo no Direito Patrimonial do Código Civil para definir que “a compropriedade sobre animal de estimação será declarada quando se fizer necessário solucionar judicialmente conflitos de que sejam partes cônjuges em processo de dissolução da sociedade conjugal e que digam respeito à posse sobre animais domésticos ou domesticados, sem finalidade econômica e relacionados à família por afetividade”.

Dessa forma, quando não houver acordo entre as partes, caberá ao juiz definir a quem caberá a posse a partir da demonstração de capacidade para fazê-lo. Para isso, serão levados em consideração atributos e condições de natureza material e emocional, de forma a garantir a saúde e o bem-estar do animal.

A posse poderá ser unilateral ou compartilhada. No primeiro caso, a outra parte poderá ter direito a visitas e, nesse caso, deverá contribuir com os custos para a criação do animal.

No caso de ambas as partes renunciarem à propriedade do animal, os atuais proprietários do animal deverão cumprir com os deveres relacionados a ele até que o pet seja transferido gratuitamente a um terceiro interessado.

STF começa a debater alcance de decisão sobre vínculo do trabalhador com apps

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O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar, nesta sexta-feira (23), se há repercussão geral na discussão sobre a existência ou não de vínculo de emprego entre motoristas de aplicativo e as plataformas que prestam serviços.

A existência de vínculo vem sendo debatida, porém ainda não há decisão sobre o assunto (leia mais abaixo). Na prática, se for aceita repercussão geral ao tema, a Corte vai elaborar uma espécie de guia para orientar disputas de casos semelhantes que tramitam em instâncias inferiores da Justiça.

Com isso, o STF terá a chance de pacificar a questão — conhecida como “uberização” — para todo o Poder Judiciário. Se der esse primeiro passo, a Corte ainda marcará uma data para discutir o conteúdo (mérito) do processo.

O julgamento, que começou na madrugada, ocorre em plenário virtual. Relator do caso, o ministro Édson Fachin, votou a favor da repercussão geral.

Antes disso ocorrer, o relator do caso pode, por exemplo, realizar audiências públicas, ouvir interessados e suspender processos com tema semelhante em todo o país.

  • O julgamento em plenário virtual é um formato de deliberação em que os ministros apresentam seus votos em uma página eletrônica do tribunal, sem a necessidade de discussão em sessão presencial.

É preciso maioria absoluta dos ministros para que seja reconhecido que há questão constitucional a ser decidida. Só cumprido esse requisito, passa-se à análise da repercussão geral, que só pode ser negada com o voto de dois terços dos ministros, ou seja, oito magistrados.

O julgamento vai ocorrer pelo período de seis dias úteis.

Outros casos

Antes desse caso, em decisões individuais, os ministros já vinham rejeitando a existência de relação de emprego entre os apps e os trabalhadores.

Nessa linha, em dezembro do ano passado, a Primeira Turma do STF rejeitou a ligação entre as empresas e seus prestadores de serviço — a definição foi feita pela primeira vez por um colegiado do Supremo.

Na ocasião, a Turma também decidiu enviar uma outra ação sobre o mesmo tema para a avaliação de todos os ministros.

O caso que foi enviado ao plenário envolvia o aplicativo de entregas Rappi e um motociclista. A ação chegou a ser pautada para julgamento no começo de fevereiro deste ano, mas não foi analisada.

‘Uberização’

Se decidir pela repercussão geral, a Corte discutirá, em plenário, a chamada “uberização”, ou seja, a legalidade do modelo de trabalho operado por meio dessas empresas.

Apesar dos entendimentos adotados até agora individualmente pelos ministros e pela Primeira Turma, decisões na Justiça do Trabalho têm reconhecido o vínculo de emprego.

Quando isso ocorre, as empresas são obrigadas a arcar com direitos trabalhistas previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — salário, férias, décimo-terceiro, contribuições previdenciárias e ao FGTS.

Governo Federal anuncia primeiro hospital indígena em Roraima

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anunciou novas ações de caráter permanente para os mais de 30,4 mil habitantes que vivem no território indígena Yanomami. O investimento federal para a região em 2024 contará com R$ 1,2 bilhão em crédito extraordinário. Entre os anúncios, está prevista a construção do primeiro hospital indígena em Boa Vista, para serviços de atenção especializada de média e alta complexidade.

A intenção é assinar um protocolo de intenções com a Universidade Federal de Roraima e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para iniciar as obras da unidade hospitalar ainda este ano.

Em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (22/02), no Palácio do Planalto, a ministra afirmou que uma comitiva irá à capital de Roraima na próxima semana para continuar dialogando com a comunidade, atendendo às necessidades dos povos locais.

“Saímos do estado de ações emergenciais para ações permanentes a partir da instalação da Casa de Governo em Boa Vista (RR). Serão 13 órgãos de governo que estarão presentes ali para acompanhar e garantir a implementação das ações necessárias pelo território”, disse a ministra dos Povos Indígenas.

“Já temos um protocolo de entrada, e agora precisamos pensar em um modelo de assistência diferenciado, de redários, buscando diálogo com a população para conseguir assegurar as particularidades na assistência à população Yanomami e povos indígenas de Roraima”, destacou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

Outras medidas previstas de atenção à saúde Yanomami são a construção e reforma de mais 22 unidades básicas de saúde indígena, reforma completa da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) de Boa Vista, além da construção do centro de referência contra desnutrição na região do Surucucu. “Nós estamos pensando em uma nova política de saúde indígena, que seja uma política arrojada e resolutiva, e garanta o cuidado integral da população indígena”, afirmou Tapeba.

PRIORIDADE INTERNACIONAL – Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou resolução apresentada pelo governo brasileiro, que assegura o desenvolvimento de pacto internacional em defesa da saúde dos povos indígenas. O documento inclui a saúde dos povos originários como uma questão prioritária na pauta da organização, no sentido de avançar em sistemas que promovam ações específicas para essa população. Seguindo essa pactuação, o Ministério da Saúde está elaborando uma nova Política de Saúde Indígena, a partir de oficinas nacionais e regionais.

CASA DE GOVERNO – A Casa de Governo deve ser oficializada no início de março. Será habilitado um espaço físico, uma coordenadoria local da União em Roraima, que vai gerenciar presencialmente e de maneira constante ações envolvendo órgãos federais, como Polícia Federal, Funai e Ibama, e terá também a presença de representantes de ministérios, como Educação e Direitos Humanos. Com a Casa de Governo, a ideia é garantir a retomada plena do modo de vida indígena, e combater ações ilegais, como desmatamento e mineração.

POLOS-BASE – Fechados até 2022, seis polos-base foram reativados pelo Governo Federal no ano passado. Essas estruturas dão assistência a mais de 5 mil indígenas em mais de 75 aldeias no território Yanomami.

PRODUÇÃO AGRÍCOLA – Desde o início de 2023 até fevereiro deste ano, o governo forneceu uma série de incentivos para que os indígenas possam retomar as atividades de cultivo dentro do território. Foram entregues às comunidades 739 kits de ferramentas; 184 equipamentos casas de farinha, e formados novos roçados para o plantio de alimentos. Em paralelo, foram fornecidas mais de 6 mil cestas básicas somente no início de janeiro.

HISTÓRICO – No primeiro ano de ações, foram realizados mais de 21 mil atendimentos médicos por 960 profissionais. Houve crescimento de nove para 28 no número de integrantes do Mais Médicos, recuperação nutricional de mais de 400 crianças, realização de 140 mil testes em massa para detecção de malária. Mais de 4,7 milhões de unidades de medicamentos e insumos foram enviados e o Ministério da Saúde garantiu a aplicação de 59 mil doses de vacinas. No lado da segurança alimentar, foram distribuídas 59 mil cestas de alimentos.

Na face da segurança, 13 operações da Polícia Federal resultaram em 175 prisões em flagrante e R$ 589 milhões em bens apreendidos, além de 310 operações de fiscalização.

Pouso histórico marcou chegada da primeira espaçonave comercial à Lua

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O módulo IM-1 da Intuitive Machines, também chamado de Odysseus ou “Odie”, está na superfície lunar após enfrentar problemas inesperados horas antes do pouso.

“Eu sei que isso foi de tirar o fôlego, mas estamos na superfície e estamos transmitindo”, anunciou o CEO da Intuitive Machines, Steve Altemus, em uma transmissão ao vivo na internet. “Bem-vindo à Lua.”

A empresa conseguiu confirmar que o controle da missão recebeu sinais da superfície lunar logo após o pouso. Mas só duas horas depois é que a Intuitive Machines compartilhou que a espaçonave estava “em pé e começando a enviar dados”, de acordo com uma atualização da empresa no X, anteriormente conhecido como Twitter.

O pouso é histórico, marcando a primeira espaçonave comercial a pousar suavemente na Lua e o primeiro veículo feito nos EUA a pousar na superfície lunar desde o fim do programa Apollo, há mais de cinco décadas. Esta missão é de grande interesse para o principal cliente da Intuitive Machines, a Nasa, que busca explorar a Lua usando exploradores robóticos desenvolvidos por empreiteiras privadas antes de enviar astronautas lá mais tarde nesta década por meio de seu programa Artemis.

“Hoje, pela primeira vez em mais de meio século, os EUA voltaram à lua”, disse o administrador da Nasa, Bill Nelson. “Hoje é um dia que mostra o poder e a promessa das parcerias comerciais da Nasa. Parabéns a todos os envolvidos nesta grande e audaciosa missão.”

Odysseus pousou às 20h24 (horário de Brasília) de quinta-feira (22) depois de usar seu motor a bordo alimentado a metano para se dirigir à superfície craterada e reduzir rapidamente sua velocidade em 4.000 milhas por hora (1.800 metros por segundo).

Algumas horas antes do pouso, um problema aparente com os sistemas de navegação de Odysseus forçou o módulo a depender de tecnologia experimental, resultando em uma “situação dinâmica”, de acordo com Gary Jordan, gerente de comunicações da Nasa.

“A Intuitive Machines tomou a decisão de reatribuir os sensores de navegação primários de Odysseus para usar os sensores do Lidar Doppler de Navegação da Nasa (ou NDL)”, de acordo com a transmissão na web.

A carga útil Lidar é uma tecnologia experimental que visava testar como futuros módulos fariam pousos mais precisos na Lua. Ele é projetado para disparar feixes de laser para o solo para fornecer medições exatas de velocidade e direção do voo, de acordo com Farzin Amzajerdian, investigador principal da Nasa para o instrumento.

Mudar rapidamente de direção permitiu que a missão avançasse, desafiando as probabilidades.

A missão IM-1 ocorre em meio a uma renovada corrida internacional pela superfície lunar. Desde o fim da corrida espacial sino-americana do século 20, China, Índia e Japão já pousaram espaçonaves na Lua – sendo que as duas últimas fizeram seus primeiros pousos nos últimos seis meses.

O módulo do tamanho de uma cabine telefônica passou a última semana no espaço, viajando cerca de 620.370 milhas (1 milhão de quilômetros) pelo vazio antes de se colocar em órbita lunar na quarta-feira de manhã. Um modelo da espaçonave é visto abaixo.

O que Odysseus está levando para a Lua

A Intuitive Machines pretendia pousar Odysseus perto de Malapert A, uma cratera de impacto perto do polo sul da lua – uma área caracterizada por terreno traiçoeiro e rochoso.

Malapert A é uma região relativamente plana em comparação com seus arredores, segundo a Nasa. E a localização é estratégica: o polo sul é de amplo interesse internacional porque se suspeita que abrigue reservas de gelo de água, que poderiam ser convertidas em água potável ou até mesmo combustível de foguete para missões futuras.

A bordo de Odysseus estão seis cargas úteis científicas projetadas em vários laboratórios da Nasa que devem operar por até sete dias na superfície lunar.

“As cargas úteis da Nasa se concentrarão em demonstrar tecnologias de comunicação, navegação e pouso de precisão, e reunir dados científicos sobre plumas de foguetes e interações com a superfície lunar, bem como condições climáticas espaciais e interações com a superfície lunar que afetam a radioastronomia”, de acordo com a agência espacial.

O instrumento Lidar Doppler de Navegação que salvou o pouso de Odysseus foi uma dessas cargas úteis.

Arte e tecnologia do setor comercial também estão a bordo. Eles incluem material de isolamento desenvolvido pela Columbia Sportswear, projetado para proteger Odysseus das temperaturas severas na Lua, e cargas úteis comemorativas, como uma escultura das fases da Lua projetada em consulta com o artista Jeff Koons.

Além disso, há uma câmera a bordo desenvolvida por estudantes da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle em Daytona Beach, Flórida. O dispositivo foi configurado para se soltar do aterrizador e capturar um selfie de Odysseus. As imagens da câmera não estavam imediatamente disponíveis após o pouso.

Após uma semana, a noite lunar cobrirá a zona de pouso na escuridão, mergulhando a espaçonave em um frio congelante. A oscilação dramática de temperaturas será difícil – provavelmente deixando o veículo inoperante.

As chances de sucesso

Esta missão vem após outro parceiro comercial da Nasa, a Astrobotic Technology, cancelar sua tentativa de pousar na Lua horas após o início de sua missão no mês passado. Um vazamento crítico de combustível deixou o aterrizador Peregrine sem gás suficiente para alcançar a superfície.

“Estamos indo 1.000 vezes mais longe (no espaço) do que a Estação Espacial Internacional”, disse Altemus. “Depois estamos voando para um corpo orbitante que não tem atmosfera para desacelerar (a espaçonave). Tudo isso tem que ser feito com um sistema de propulsão. E estamos fazendo isso de forma autônoma ou robótica, sem intervenção humana.”

Os EUA estão ansiosos para recuperar uma presença na Lua, já que a Nasa visa realizar missões científicas robóticas, buscando aprender mais sobre o ambiente lunar por meio de parceiros privados, enquanto se concentra em se preparar para pousar astronautas na lua. A agência espacial tem como alvo 2026 para a primeira missão tripulada de volta à superfície.

O programa Artemis já enfrentou atrasos. Altemus disse que imagina que empresas como a Intuitive Machines – operando sob a iniciativa Lunar de Cargas Úteis Comerciais da NASA, ou CLPS – poderiam reforçar os esforços lunares dos EUA se as missões tripuladas enfrentarem mais atrasos no cronograma, especialmente com a concorrência da China.

Museu da Memória Rondoniense promove dia de Diversão e Cultura para a população, neste domingo

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O Museu da Memória Rondoniense (Mero) promove no domingo (25), gratuitamente, à população, apresentação de ações do evento “Bloquinho do Museu”, que vai contar com diversas atividades para crianças de 5 a 12 anos, incluindo jogos, brincadeiras, oficina de máscaras e um concurso de melhor fantasia infantil, das 9h às 12h . A animação será proporcionada pelo apoio da Bateria Pura Raça da escola de samba Asfaltão. Além disso, está programada a exposição dos bonecos gigantes de Carnaval, elaborados pelos artesãos Ismael Barreto e Young Blood.

As atividades são promovidas pela Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer), e conta com o apoio da Biblioteca Pública Dr. José Pontes Pintos e da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (Procea/Unir).

PARTICIPAÇÃO 

O Administrador do Mero, Sian Gadelha ressaltou que, a iniciativa visa proporcionar um dia de diversão e cultura para a comunidade, incentivando a participação das famílias no Museu da Memória Rondoniense.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha enfatizou que, “o ‘Bloquinho do Museu’ será um sucesso em sua primeira edição, proporcionando momentos de alegria e diversão para as crianças. É importante destacar o  evento como uma iniciativa que fortalece os laços culturais e promove a participação ativa das famílias, no Museu da Memória Rondoniense”, salientou.

O presidente da Funcer, Rogério Metran evidenciou que, o trabalho realizado no Museu com eventos culturais e práticas educativas, vem crescendo gradativamente, deliberando a participação da população nos eventos culturais de Rondônia.

O Museu da Memória Rondoniense fica localizado na antiga sede do Governo do Estado, na Avenida Presidente Dutra, n° 608, Centro, em Porto Velho.

Isenção de IPVA para carros com mais de 20 anos vai ao Plenário

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (21) a proposta de emenda à Constituição (PEC) 72/2023, que concede imunidade do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) a veículos terrestres de passageiros com mais de 20 anos de fabricação. O texto do senador Cleitinho (Republicanos-MG) recebeu relatório favorável do senador Marcos Rogério (PL-RO) e segue para o Plenário.

Para Cleitinho, apesar do avanço obtido pela recente reforma tributária, que aumentou o campo de incidência do IPVA para os veículos aquáticos e aéreos, a legislação deixou de tratar da crescente frota de veículos terrestres com muitos anos de fabricação. Segundo pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a frota de veículos em circulação no Brasil é a mais velha desde 1995. De 2020 a 2021, veículos com mais de 20 anos passaram de 2,5 milhões para 3,6 milhões.

Ainda para o senador, esse cenário se deveu, principalmente, à pandemia da covid-19, que ocasionou um aumento considerável no preço dos veículos, inclusive em relação aos usados, e à queda do poder aquisitivo da população. “Diante disso, os princípios da justiça fiscal e o da capacidade econômica requerem deste Congresso a tomada de medidas para assegurar a esses brasileiros a manutenção da propriedade de seus veículos”, argumenta Cleitinho.

Segundo o relator, a PEC pode gerar perda de arrecadação apenas nos estados de Minas Gerais, Pernambuco e Santa Catarina, pois em todos os outros há a previsão de isenção do imposto para os veículos com mais de 20 anos, sendo em alguns casos concedida até para os com mais de 10 anos. “Considerando-se que, em regra, os proprietários de veículos mais antigos integram as camadas sociais menos abastadas, as despesas com IPVA consomem parcela relevante de sua renda. Com a aprovação da PEC ora em análise, serão atendidos concomitantemente os princípios da justiça fiscal e da capacidade econômica”, argumenta Marcos Rogério.

Voto contrário

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou a matéria. Para ele, o Estado deveria estimular a renovação da frota de veículos.

— Existem países, como Japão, onde a tendência é o contrário: quanto mais antigo o carro, maior é o imposto. Porque esses carros mais antigos são os que mais poluem, e há um incentivo à renovação da frota. O que se dá é benefício para que ele venda o carro velho e compre um novo, com tecnologia mais moderna que polua menos. Nós não estaríamos fazendo isso — afirmou.

Prefeitura conta com ajuda de câmeras de monitoramento para flagrar descarte ilegal de lixo e entulhos em Porto Velho

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A Prefeitura intensifica as fiscalizações com objetivo de coibir o descarte ilegal de lixo em Porto Velho. Com auxílio de câmeras de monitoramento, fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes (Semtran) flagraram dois veículos descartando resíduos sólidos em Áreas de Proteção Ambiental.

“Os flagrantes ocorreram em horários diferentes e tiveram a contribuição de moradores que denunciaram os infratores. Somente neste mês de fevereiro, esta é a quinta ação com aplicação de multa realizada pela equipe de Fiscalização Municipal de Meio Ambiente”, informou o secretário da Sema, Robson Damasceno.

Damasceno alerta que as multas para quem faz descarte irregular são pesadas, e que o responsável por um dos veículos flagrados praticando crime ambiental foi multado em quase R$ 5 mil.

LEGISLAÇÃO

“As multas variam e dependem do grau e volume de poluição causada pelo descarte dos resíduos. Em sua maioria, os acusados estão sendo enquadrados de acordo com o artigo 277, inciso XXV do Código Municipal de Meio Ambiente, que é a Lei Municipal nº 138/01”, explicou o secretário.

A Sema realiza o monitoramento do descarte irregular de lixo nas áreas sinalizadas

O artigo, conforme o titular da Sema, penaliza quem causar poluição ou degradação de qualquer natureza, como danos à saúde humana, mortandade de animais ou a destruição significativa da flora. Também pune os que lançam resíduos sólidos, líquidos, gasosos ou detritos, além de óleo ou substâncias oleosas em desacordo com a legislação, regulamentos ou ainda provenientes de terminais fluviais de qualquer natureza.

As penas das multas estão sendo classificadas entre 50 a 2 milhões de Unidades Padrão Fiscal do Município, o que representa uma multa inicial de R$ 4.947,50 até R$ 197,9 milhões.

DOENÇAS

“Depositar lixo ou entulhos em terrenos baldios causa mau cheiro e serve como atrativo para ratos, cobras, baratas, moscas, mosquitos, formigas e escorpiões, entre outros, podendo transmitir doenças como diarréias infecciosas, parasitoses e amebíase. Pode ainda permitir o desenvolvimento de larvas de mosquitos vetores de doenças como a dengue e a leishmaniose. Vamos cuidar uns dos outros”, enfatiza Robson Damasceno.

Nesse sentido, o secretário solicita que a população ajude a cuidar da cidade, e deixa claro que as Áreas de Proteção Ambiental e Terrenos baldios não são lixeiras. Placas de advertência foram instaladas nessas áreas alertando sobre a proibição do descarte. Qualquer morador pode denunciar o descarte irregular através do número: (69) 98423-4092 via Whatsapp.

Placas indicam áreas de interesse ambiental e advertem sobre descarte ilegal de lixo

PARCERIA

Ainda conforme o secretário, a ação da Prefeitura, por meio da Sema, conta com um trabalho de inteligência por meio da Secretaria de Segurança Pública, Defesa e Cidadania do Estado, que através do sistema de monitoramento por câmeras instaladas em diversos pontos da cidade, envia para a equipe de fiscalização municipal as imagens de veículos transportando lixos e entulhos. Com isso, é possível detectar onde o condutor descartou o material.

APREENSÃO

Com relação ao lançamento dos Autos de Apreensão, os fiscais utilizarão o disposto no artigo 263 da Lei nº 138/01. Segundo Damasceno, o artigo especifica que, “a pessoa física ou jurídica de direito público ou privado que infringir qualquer dispositivo da lei municipal, seus regulamentos e demais normas pertinentes, fica sujeita à sanção de penalidades como a apreensão de produtos e subprodutos da fauna e flora silvestre, instrumentos, petrechos e equipamentos de qualquer natureza, utilizados na infração”.

E com base nesse artigo que a Sema aprenderá os veículos e outros pertencentes a empresas que atuam em Porto Velho, todos flagrados pelas câmeras que monitoram a cidade. “O município vai empreender novas ações em diversas empresas e residências que tiveram seus veículos flagrados pelas câmeras, que já estão sendo consideradas os olhos amigos do meio ambiente”, disse o diretor de fiscalização da Sema, Rainey Viana.

Governador Marcos Rocha debate na Agência Nacional de Águas impactos causados pela crise hídrica

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Em meio à crise hídrica que teve início no ano passado e atinge várias regiões do Brasil, especialmente a região Amazônica e o estado de Rondônia, o governador Marcos Rocha, reforça a união de esforços visando minimizar os impactos causados pelo problema que ainda afeta a região. Dessa forma, foi mantida uma reunião na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), onde se discutiu o cenário preocupante, bem como recursos para garantir o acesso à água potável aos moradores das áreas mais afetadas.

O governador do Estado, Marcos Rocha, se reuniu com a diretora-presidente interina da Agência, Ana Carolina Argolo e os demais diretores, e enfatizou a necessidade de medidas preventivas para que municípios afetados não sofram com o desabastecimento de água, a exemplo de Espigão do Oeste.

“Desde o início da crise hídrica que castigou a região, o Governo de Rondônia tem se mobilizado para ações que pudessem minimizar esse impacto. Desta forma, foi criado o Comitê de Crise Hídrica, composto por representantes de diversos órgãos do Governo do Estado, Defesa Civil, planejamento, economia, agropecuária, meio ambiente; vigilância em saúde, comunicação a distribuição de água, ou seja, reunimos todos os esforços para ações conjuntas, disse Marcos Rocha, reforçando ser essencial que “trabalhemos em conjunto, unindo esforços do Governo Estadual, Municipal e Federal, para trazer melhorias significativas e preservar a qualidade de vida dos moradores de Rondônia”.

Além da reunião, Marcos Rocha teve a oportunidade de conhecer a sala de situação da ANA, onde são realizados monitoramentos em tempo real do nível dos rios, chuvas e barragens em todo o Brasil. O governador pôde compreender melhor como está o cenário atual e as previsões feitas para Rondônia e o restante do país.

Texto e fotos: Assessoria

Daniel Alves é condenado a 4 anos e meio de prisão por estupro

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O jogador Daniel Alves foi condenado, na manhã desta quinta-feira (22/2), a 4 anos e seis meses de prisão por estupro. O jogador ainda terá de pagar 150 mil euros à vítima. A agressão sexual foi cometida em dezembro de 2022, em Barcelona, na Espanha.

O atleta brasileiro ainda pode recorrer ao Tribunal Superior, mas deve aguardar o novo processo preso.

A juíza do caso convocou Daniel e as partes do julgamento na quarta-feira (21/2) para uma audiência nesta quinta. O julgamento ocorreu entre 5 e 7 de fevereiro e a sentença pode ser proferida até 7 de março, mas a leitura foi antecipada.

No julgamento, Daniel Alves negou a agressão sexual e alegou que a relação com a vítima foi consensual.

Ao longo do processo de investigação do caso, Daniel Alves trocou cinco vezes de versão sobre o ocorrido em 30 de dezembro de 2022. Em janeiro do ano seguinte, ele negou que teve relações sexuais com a vítima e que nem a conhecia, quando questionado por um programa de TV da Espanha.

O jogador foi preso preventivamente em 20 de janeiro de 2023, quando mudou de versão outra vez e declarou que de fato teria tido relações sexual com a vítima, de forma consensual, alegando que a mulher teria feito sexo oral nele. A justificativa para não dar essa versão em primeiro momento foi de que seria para proteger a vítima e a esposa dele.

A última versão tinha sido apresentada em abril de 2023, quando Daniel disse que houve uma relação sexual, com penetração e consensual. A mudança ocorreu após a perícia identificar DNA do jogador. Novamente alegou que a justificativa para não dar essa versão em primeiro momento foi de que seria para proteger a vítima e a esposa.

A pena máxima para o crime de estupro na Espanha é de 12 anos de prisão.

Decisão obtida pelo Governo de Rondônia avança no processo de Transposição de servidores

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Servidores beneficiados pela Emenda Constitucional nº 60/2009 ganham um reforço importante a partir de uma decisão obtida pelo Governo de Rondônia perante o Supremo Tribunal Federal (STF). O Supremo julgou procedente a ação da Procuradoria Geral do Estado de Rondônia (PGE/RO), e a União deverá arcar com valores que já foram pagos pelo Estado desde os pedidos administrativos feitos pelos servidores.

Segundo a PGE/RO, trata-se da Ação Cível Originária (ACO 3193), ajuizada em 2018 junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que transitou em julgado no último dia 20 de fevereiro de 2024. Confira a decisão na íntegra, de relatoria do Ministro Edson Fachin: https://pge.ro.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/decisao-ACO-3193.pdf.

De acordo com o procurador-geral, Thiago Denger Queiroz, a ação determina que a União efetue o pagamento ao Estado de Rondônia, de todos os valores pagos por este aos servidores transpostos e que vierem a ser transpostos. “Esse processo deve ocorrer desde a data do pedido de transposição protocolados por esses trabalhadores, até a inclusão destes em folha de pagamentos da União, acrescido de juros de mora, segundo o índice de remuneração da caderneta de poupança, a partir da citação. Além disso, ficou determinado que o prazo estabelecido para que a União conclua todos os pedidos de reenquadramento é de até 90 dias”, explicou.

Para o governador, Marcos Rocha, esse resultado representa uma conquista para os servidores e ao Estado. “Com essa decisão, Rondônia avança no processo da transposição, os servidores serão reenquadrados e o Estado vai recuperar valores que serão revertidos em benefícios da população”, salientou.

Conforme o procurador-geral do Estado, o próximo passo será o levantamento e apuração da quantia a ser devolvida pela União ao Estado, decorrentes das despesas que este teve com os mais de 6 mil servidores transpostos.

O titular da Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), Silvio Luiz Rodrigues pontuou que é de interesse do Governo atender todos esses servidores para que de fato possam ver a sua transposição concretizada.

Rogério Kiester participa do RuralCast sobre pecuária leiteira em Rondônia, assistência técnica e produção de mais de 300 litros de leite

Rogério Kiester conta como superou 300 litros de leite por dia

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Rogério Kiester mostra como assistência técnica, manejo e gestão mudaram a produção de leite da família em Cacoal.
Publicidade de apostas online terá alertas sobre perdas e dependência em Rondônia

Bets terão alertas sobre perdas e dependência em Rondônia

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Anúncios deverão avisar sobre perdas, dependência e falsa promessa de renda.
Vacinação contra gripe em Rondônia tem alerta para idosos na reta final da campanha

Idosos são foco na reta final da vacinação contra gripe em Rondônia

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Cobertura do grupo está em 32,30%, bem abaixo da meta de 90%.
Naegleria fowleri em Rondônia reforça cuidados com água doce entrando pelo nariz

Caso de Naegleria fowleri em Rondônia reforça cuidados em rios

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A infecção ocorre quando água contaminada entra pelas narinas.
Vacina Pneumo 20 em Porto Velho está disponível para crianças e grupos especiais

Vacina Pneumo 20 chega a Porto Velho para crianças e grupos especiais

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Aplicação começa aos 2 meses e depende da idade, do histórico vacinal e da condição clínica.