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terça-feira, julho 21, 2026
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Governo implementa funcionalidade de solução biométrica integrada ao Sistema Prato Fácil

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O Governo de Rondônia por meio da Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação – Setic e a Secretaria Estadual da Assistência e do Desenvolvimento Social – Seas, deu início na segunda-feira (3), ao cadastramento dos beneficiários no sistema biométrico do Programa Prato Fácil, em Porto Velho.

Essa nova funcionalidade de solução biométrica foi integrada ao Sistema Prato Fácil, com o objetivo de agilizar o atendimento nas filas. Agora, o acesso para liberação das refeições será realizado por meio da biometria digital, o que reduzirá as falhas e riscos de fraudes.

O projeto piloto foi implementado em um restaurante credenciado ao Programa Prato Fácil em Vilhena, onde são ofertadas, diariamente, 300 refeições, de segunda a sexta-feira. O cadastramento dos beneficiários foi realizado entre os dias 5 e 19 de junho, no estabelecimento credenciado, e agora continua na sede da Gerência Regional da Seas, do município.

CADASTRAMENTO EM PORTO VELHO

Na Capital, o prazo para cadastramento será de 3 a 20 de julho, inicialmente em 28 restaurantes habilitados para atender ao programa. O governador Marcos Rocha salientou que, “nossa proposta com o sistema biométrico é tornar mais rápido o atendimento ao público e atender um maior número de pessoas”. Acrescentou que, as pessoas não precisam se preocupar com este cadastro, pois ele será feito no próprio estabelecimento, onde diariamente se alimentam ou buscam suas refeições.

Através do Sistema Prato Fácil, lançado em dezembro de 2020, é possível distribuir uma refeição a cada 5,32 segundos em média. Em dois anos de funcionamento, a Seas já ofereceu mais de 1,6 milhão de refeições nutritivas em 38 estabelecimentos em todo o Estado, a um custo de R$ 2 para as pessoas do CadÚnico.

Ataque a tiros em aldeia yanomami mata criança e deixa cinco feridos

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Uma criança morreu e cinco indígenas ficaram feridos durante um ataque a tiros a uma aldeia yanomami na região de Parima, em Roraima. Um helicóptero foi enviado de Boa Vista para auxiliar no atendimento às vítimas. 

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) não informou quem foram os responsáveis pelo ataque, mas disse que eles fugiram do local. Servidores do MPI se deslocaram para a aldeia, junto com policiais federais, militares e agentes da Força Nacional de Segurança. 

“O MPI reforça que segue trabalhando com as demais esferas de governo buscando a completa retirada dos garimpeiros das terras indígenas. Essa atividade degrada não só o meio ambiente, mas ataca o modo de vida e toda a organização social dos povos indígenas”, informa a nota do ministério.

Justiça de Rondônia fez mais de 240 audiências com ribeirinhos e indígenas no Vale do Guaporé

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O Poder Judiciário do Estado de Rondônia concluiu o atendimento às comunidades indígenas e ribeirinhas no Vale do Guaporé, na área do município de Guajará-Mirim, com cerca de 247 audiências de conciliação realizadas a bordo do Barco Walter Bártolo, da Secretaria Estadual de Saúde. A parceria possibilitou que os(as) cidadãos(ãs) da região, além de passarem por consultas médicas, odontológicas, de enfermagem e exames laboratoriais, tivessem acesso a direitos básicos como a emissão da Certidão de Nascimento, a conversão de uniões estáveis em casamentos civis, cobrança, regularização de visitas, reconhecimento de paternidade, curatela e até adoção.

Para o juiz coordenador da Operação Justiça Rápida Itinerante, Audarzean Santana da Silva, o saldo da missão é positivo, na medida em que os serviços do Tribunal de Justiça chegaram às pessoas mais vulneráveis e que residem em localidades afastadas da cidade. Sete comunidades foram atendidas, seis delas aldeias indígenas, além do distrito de Surpresa, última parada do Walter Bártolo antes do retorno a Porto Velho. “Rondônia é um estado com mais de 56 etnias indígenas e em cada uma delas com as quais tivemos contato, pudemos perceber traços únicos culturais e de costumes”, afirmou o magistrado.

Para o juiz de direito, a presença do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado foi essencial para a resolução dos casos como a regularização da adoção de uma criança indígena, que desde os quatro meses de idade foi criada pelos tios. “Essa realidade fática foi resolvida graças à presença da Justiça”, explicou. Os pais biológicos, que moravam noutra localidade foram chamados à aldeia Sotério e participaram da audiência, que contou com atuação do promotor de justiça Júlio Tarrafa e da defensora pública Liliana Torres Amaral.

Jornada pela cidadania

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O barco da Sesau partiu de Guajará-Mirim no dia 17 de junho. Horas de navegação até a primeira parada, na comunidade de Deolinda, no domingo (18). Recebidos pelo cacique Antônio Macurap, as equipes de saúde e da Justiça realizaram atendimentos muito aguardados pela população. No dia seguinte, a caravana fluvial de cidadania e inclusão aportou em Barranquilha. Muitos casamentos realizados na localidade. Os(as) servidores(as) da Justiça e da Saúde participaram de um momento de interação com a comunidade, que reuniu os recém-casados na casa do cacique Leonel Canoé e da esposa Maristela Oro Nao. Um bolo marcou a data histórica para as famílias e uma oração selou o agradecimento pelo serviço realizado.

De lá, a operação partiu ao rio Negro Sotério, para atendimento às aldeias localizadas na região, em dois dias de atendimento, com grande movimentação. De volta ao rio Mamoré, a embarcação seguiu pelo rio Guaporé, até chegar na Aldeia Sagarana, na Terra Indígena de mesmo nome. A outra comunidade atendida também no Guaporé, próximo ao Real Forte Príncipe da Beira, foi a aldeia indígena Baía da Onça. Já fazendo o caminho de volta, a Operação parou por dois dias na Terra Indígena Rio Guaporé, na aldeia Ricardo Franco, para atender, também, às aldeias vizinhas.

Surpresa foi a última parada. Com uma população estimada em cerca de mil a mil e quinhentas pessoas, é a única localidade atendida que não está em terra indígena. A maior localidade da região é um distrito de Guajará-Mirim, no rio Guaporé, região de fronteira com a Bolívia. A comunidade participou dos atendimentos durante os três dias em que o barco ficou ancorado no porto local. Juiz, promotor e servidores(as) participaram, ainda, de palestra sobre direitos e deveres para os alunos e uma oficina de mediação com os professores da escola pública da comunidade.

Parceria

A ação no Vale do Guaporé ocorreu por conta da parceria firmada com a Sesau, que cedeu espaço no barco Walter Bártolo para a realização de audiências judiciais. A atuação conjunta, com a missão das equipes da Saúde e da Justiça, proporcionou ainda mais atenção à população.

Veja imagens da Lua dos Cervos, primeira Superlua de 2023

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Nesta segunda-feira (3), teve início a lua cheia de julho, também chamada de Lua dos Cervos (clique aqui para entender o motivo desse nome e saber as designações que o astro recebe em sua fase completa nos demais meses do ano). Assim que o Sol se pôs, esta que é a primeira Superlua de 2023 pôde ser vista imensa e brilhante no céu.

Segundo o guia de observações astronômicas In-The-Sky.org, as próximas Superluas do ano acontecem nos dias 1º e 30 de agosto, com a última em 29 de setembro.

Mas, o que é uma Superlua?

De forma bem simples e resumida, uma Superlua ocorre quando o nosso satélite natural chega à fase completa quase ao mesmo tempo em que faz sua aproximação máxima com a Terra (ponto chamado de perigeu).

“Mas, sem saber o quão perto a lua cheia precisa estar da Terra, não dá para cravar se esta ou aquela lua cheia é uma Superlua”, explica o colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, que é presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON).

Segundo Zurita, até existem algumas tentativas de criar uma definição científica, completa e definitiva para o termo, mas é difícil chegar a um consenso, e talvez isso tenha algo a ver com ele vir da astrologia. “Na astronomia, sua utilização é recente e tem se mostrado uma boa forma de popularizar a ciência, mas muita gente ainda ‘torce o nariz’ para o termo, por considerá-lo um nome mercadológico para ‘vender’ a Lua Cheia no perigeu, que, na prática, não tem nada de super, nem representa nenhum fenômeno de interesse científico”.

Talvez por isso a União Astronômica Internacional (IAU) não demonstrou, até hoje, nenhum interesse em normatizar o termo. “Tudo que temos são as definições informais para a Superlua”, explica o astrônomo.

Pela definição do astrólogo Richard Nolle, “pai” do termo, pode-se chamar de Superlua quando a lua cheia está perto (dentro de 90%) de sua maior aproximação da Terra em uma determinada órbita (que, neste mês, é de 360.149 km). Assim, como a lua cheia desta segunda-feira estava a cerca de 361 mil km do nosso planeta, sim, enquadra-se como uma Superlua.

No entanto, Zurita explica que, no meio científico, os astrônomos preferem o termo “perigeu-sizígia” ou simplesmente “Lua Cheia no Perigeu”, adotado para quando a Lua entra na fase cheia a menos de 24 horas do perigeu. “E neste critério, esta lua cheia não é uma Superlua, já que ela chegou a essa fase pouco mais de 35 horas antes de atingir seu perigeu” – que será nesta terça-feira (4), às 19h25.

Imagens da Superlua dos Cervos inundam a internet

Para ver a Superlua na noite passada, um observador baseado em São Paulo, por exemplo, só precisava, ao cair da noite, olhar para a direção leste, que é o lado oposto ao pôr-do-sol. A primeira hora após a aparição, que foi por volta das 17h40 (pelo horário de Brasília) seria o momento mais propício para observá-la, pois ela estava maior, podendo apresentar belas variações de tonalidade (amarelada, alaranjada e até avermelhada), devido à interação com a atmosfera. 

Conforme foi ficando mais alta no céu, ela continuou igualmente ou até mais brilhante, mas já aparecia menor e bem branca. 

Se você não conseguiu ver a Superlua dos Cervos, não se preocupe, pois registros belíssimos de todas as partes do mundo não faltaram nas redes sociais.

Juros altos no Brasil podem custar até R$ 182 bilhões a mais por ano ao país

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A manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano custa bilhões ao Brasil, que poderia utilizar o montante em setores que carecem de investimento.

Segundo dados do Banco Central (BC), a cada 1 ponto percentual na Selic mantido por 12 meses, o país gasta cerca de R$ 43 bilhões a mais com a dívida bruta — que abrange o total dos passivos de responsabilidade do governo federal, além de estados e municípios.

Por isso, caso a Selic já fosse de 9,5% ao ano, conforme prevê projeção do Boletim Focus do BC para 2024, o Brasil iria economizar cerca de R$ 182 bilhões ao ano só com o pagamento de juros da dívida, uma conta que desconsidera o impacto da inflação e câmbio.

É por meio da dívida contraída pelo Tesouro Nacional por meio da emissão de títulos públicos que o governo consegue financiar o déficit orçamentário.

Nele conta o refinanciamento da própria dívida, bem como os débitos contraídos para realizar operações com finalidades específicas, como investimentos em infraestrutura, gastos com a Previdência, repasses a estados e municípios, entre outros.

De acordo com Felipe Salto, economista-chefe da Warren, o gasto é reflexo de um percentual elevado da dívida pública indexada diretamente à própria Selic.

No mês passado, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que um terço da dívida pública, que chegou a R$ 5,9 trilhões em maio, está atrelado à Selic.

Além do impacto direto, o economista da Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Flávio Tonelli Vaz, destaca que o custo dos juros vai além e avança em tamanho quando comparado a tudo que o Brasil produz.

“Entre 2018 e 2020, os juros nominais de dívida ficaram em média em R$ 353 bilhões, segundo dados do BC. Em 2021, quando a Selic começou a subir, a conta de juros passou para R$ 448 bilhões. Já em 2022, com os juros em 13,75%, já foi R$ 586 bilhões”, afirmou.

“Em termos de PIB, no primeiro triênio ele representou 4,83% do PIB, passando para 5% no ano seguinte e para 6% do PIB no ano passado. Então os juros impactam muito mais do que somente os títulos que estão indexados na Selic”.

Por isso, de acordo com Felipe Salto, uma redução da Selic traria um alívio considerável nas contas públicas, permitindo que o governo controlasse melhor o Orçamento e contribuindo para o cenário econômico.

“Além do efeito direto sobre o gasto com juro, há ainda os efeitos ao longo do tempo no sentido de facilitar o equilíbrio da dívida em relação ao PIB, porque, com juros menores, a dívida cresce com menos força e, com uma mesma taxa de crescimento econômico prevista para a economia, fica mais fácil estabilizar a relação dívida/PIB”, disse.

Dúvida pública chegou a 58% do PIB

Em junho, o BC divulgou que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 50,2 bilhões em maio, ante déficit de R$ 33 bilhões no mesmo mês de 2022.

Os dados englobam as contas do governo federal, estados e municípios e empresas estatais — exceto Petrobras, Eletrobras e bancos.

A dívida líquida do setor público chegou a 57,8% do PIB, ou R$ 5,9 trilhões, em maio, alta de 0,8 ponto do PIB no mês.

Já a dívida bruta — que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais — atingiu 73,6% do PIB, ou R$ 7,6 trilhões, com elevação de 0,7 ponto em relação ao mês anterior.

Para Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, o resultado das contas públicas divulgado em junho mostra um cenário desafiador para o governo.

“O resultado fiscal segue desafiador para o governo. Sem crescimento adicional de receitas no segundo semestre, o déficit em 2023 deve ficar próximo de 1% do PIB e as despesas com juros devem ultrapassar R$ 700 bilhões, levando a dívida bruta a 75% do PIB, mesmo com o crescimento maior da economia”, disse.

Segundo ela, um ajuste fiscal mais rápido pode fazer com que a Selic finalmente caia e, assim, reduzir as despesas com juros das contas.

“Por outro lado, um ajuste fiscal mais célere e com maior credibilidade, pode reduzir a percepção de risco do mercado, e resultar em importante queda dos juros e consequentemente das despesas nominais, contribuindo para reduzir o crescimento da dívida pública projetado pelo mercado para os próximos anos”, completou.

De acordo com Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da entidade Auditoria Cidadã da Dívida, o crescimento da dívida pública baseado na alta dos juros é um problema.

Para a especialista, o movimento tem crescido e servido apenas para “alimentar os mecanismos financeiros que geram dívida sem contrapartida, em especial os elevadíssimos juros sobre os juros da própria dívida, sem limite”.

“O mais grave é que não existe teto, limite ou controle algum para esse gasto com juros da dívida pública, tendo em vista que, se os recursos disponíveis no Orçamento ou na conta única do Tesouro não forem suficientes para esse pagamento, o governo emite mais títulos públicos e paga, aumentando continuamente o estoque da dívida pública, sobre o qual, no mês seguinte, incidirá mais juros em cascata”, afirmou.

200 vezes mais doce que o açúcar e descoberto por acaso: o que é e onde é usado o aspartame

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Surgido pelo acaso, o aspartame foi descoberto pelo químico James Schlatter. A história em torno da revelação aconteceu em 1961, quando o pesquisador estava tentando desenvolver um remédio para úlcera. Em seu laboratório, durante os testes, a mistura que formaria o medicamento espirrou em suas mãos.

Mais tarde, ao lamber a ponta dos dedos para pegar uma folha de papel, ele sentiu um sabor adocicado. Se perguntando quando foi a última vez que lavou as mãos, ele fez uma conexão entre os acontecimentos anteriores. Como o composto desenvolvido por Schlatter não era tóxico, ele provou diretamente o líquido e conclui que, de fato, era o mesmo que havia experimentado sem querer em seu dedo.

Com um poder adoçante 200 vezes maior do que o açúcar, basta uma pequena quantidade para a obtenção do mesmo efeito da sacarose.

Quais as funções do aspartame?

De acordo com a classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o aspartame é um aditivo alimentar que é usado com duas finalidades:

  • edulcorante: substância diferente dos açúcares que confere sabor doce ao alimento, e
  • realçador de sabor: substância que ressalta ou realça o sabor/aroma de um alimento.

No entanto, ele deve ser declarado como possível cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), que é ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Qual o limite de uso considerado seguro atualmente?

Segundo a regulamentação da agência norte americana reguladora de alimentos e medicamentos, a FDA, a quantidade máxima de aspartame que pode ser ingerida por dia é de 50mg/kg.

No Brasil, o limite máximo é de 750 mg/kg para alimentos e bebidas para dietas com ingestão controlada de açúcares. 

Quando se trata de alimentos e bebidas com alegações nutricionais com substituição total ou parcial de açúcares, os limites são diferentes:

  • 560 mg/kg para alimentos e bebidas com alegações nutricionais de substituição parcial de açúcares;
  • 750 mg/kg para alimentos e bebidas com alegações nutricionais de substituição total de açúcares, exceto gomas de mascar e micropastilhas de sabor intenso;
  • 10000 mg/kg para gomas de mascar com alegações nutricionais de substituição total de açúcares;
  • 6000 mg/kg para micropastilhas de sabor intenso com alegações nutricionais de substituição total de açúcares.

Está em quais tipos de alimentos?

O nutricionista Henrique Carreira explica que o aspartame é encontrado em alimentos em que há a inscrição “sem adição de açúcar” e também naqueles chamados de “diet”. Na prática, a diferença é apenas o direcionamento ao consumidor.

Os dietéticos são frequentemente indicados para pessoas com diabetes e estão associados a esse público. Já a classe dos “sem açúcar” tem como grupo-alvo aqueles que buscam alimentos mais saudáveis ou seguem uma dieta mais restrita.

O termo diet indica que há redução de açúcar — ao contrário dos produtos light, categoria que aponta a redução de qualquer componente considerado calórico. No entanto, nos casos dos produtos diet, também podem ser usados outros adoçantes, como xylitol e stevia. Para se certificar de quais produtos alimentícios contêm a substância, é preciso olhar o rótulo.

Em geral, é comum encontrar o aspartame em gomas de mascar e misturas em pó para preparo de cafés e capuccinos, adoçantes de mesa, sucos em pó, gelatinas, refrigerantes e até mesmo em comprimidos efervescentes de vitamina C.

No site da Coca-Cola, a empresa classifica como boato a informação de que o edulcorante é prejudicial para a saúde.

Novas pesquisas

Apesar de seu consumo ter sido considerado seguro até então, novos resultados de pesquisas o fizeram ser incluso na lista de prioridade para avaliação pelo IARC e pelo Comitê Misto FAO/OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA, na sigla em inglês).

Enquanto o IARC avalia o potencial carcinogênico, o JEFCA está atualizando a avaliação de risco, incluindo a revisão da Ingestão Diária Aceitável (IDA). Ambos os resultados devem ser divulgados em conjunto.

No Brasil, o uso de edulcorantes deve ser autorizado pela Anvisa, que realiza as avaliações de segurança, inclusive com a definição de limites máximos. Esta avaliação é realizada com base nas diretrizes do Comitê de Especialistas em Avaliação de Segurança de Aditivos Alimentares da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao g1, a agência informou que seguirá acompanhando atentamente os avanços da ciência a respeito do tema.

Vídeo: Prefeito Hildon Chaves anuncia pavimentação de 56 ruas no bairro Nova Esperança

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As primeiras ruas do bairro Nova Esperança começam a receber o asfalto após o anúncio feito pelo prefeito Hildon Chaves do programa de pavimentação, que atenderá 56 ruas de um dos bairros mais importantes de Porto Velho. A primeira a ser asfaltada nesta segunda-feira (3) é a rua Rio Jamari, entre a Rio Madeira e a Rio Nilo. A obra é de execução direta através da Secretaria Municipal de Obras (Semob).

Além da pavimentação, há previsão de construção de meio-fio e sarjeta

“Ao todo são mais de R$ 30 milhões investidos em recursos da Prefeitura de Porto Velho, no bairro que antes mesmo do anúncio da obra já era preparado para receber o asfalto. O diferencial desse trabalho é aumentar o número de possibilidades de acesso ao centro da cidade, melhorando o escoamento do trânsito na zona Norte da nossa capital”, explica o secretário de obras, Diego Lage.

Além da obra de pavimentação, há a previsão de construção de meio-fio e sarjeta, além do projeto de abertura de uma via que liga as avenidas Rio Madeira e Jorge Teixeira, com um quilômetro de extensão e 60 metros de largura.

FRENTES DE TRABALHO

Esta é uma das mais de 30 frentes de trabalho da Prefeitura de Porto Velho, através de execução direta ou indireta pela Secretaria de Obras. O Nova Esperança se une aos bairros Cidade do Lobo e parte do Três Marias, que terão obras iniciadas de imediato, após a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Hildon Chaves.

Além dos bairros, há equipes de trabalho na Estrada dos Periquitos, no bairro Igarapé, construção de quatro praças avaliadas com investimento de mais de R$ 5 milhões, e construção de 269 unidades habitacionais com mais de R$ 10,5 milhões aplicados.

Texto: Larissa Vieira
Foto: Semob

Edital que destinará 170 mil reais a projetos sociais é publicado por vara da Justiça Federal em Rondônia

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A 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Ji-Paraná, vinculada à Justiça Federal de Rondônia, publicou o edital para chamamento de entidades públicas ou privadas. Os R$ 170 mil reais recolhidos pela unidade judiciária servirão para financiar projetos de interesse social, com prioridade àqueles que tenham relação com a segurança pública, prevenção da criminalidade e ressocialização de apenados, sem excluir os que, de outro modo, também possuam relevância social nas áreas da educação e saúde.

Os recursos provêm de acordos de não persecução penal, suspensão condicional do processo e transação penal, bem como de penas pecuniárias substitutivas da prisão em matéria ambiental. As quantias são depositadas em conta judicial e ficam à disposição do juízo criminal, que deve destiná-las a entidades públicas ou privadas com finalidade social. As determinações quanto às destinações estão previstas na Resolução nº 154, de 13 de julho de 2012, do CNJ, e na Resolução nº 295, de 4 de junho de 2014, do CJF.

Inscrições e cronograma

período de inscrição foi aberto nesta segunda-feira (3) e segue até o dia 7 de julho de 2023 (sexta-feira). O projeto e toda documentação necessária devem ser enviados, exclusivamente, para e-mail institucional 01vara.jip@trf1.jus.br, por meio do formulário anexado no edital. Conforme o cronograma proposto, a conclusão do procedimento está prevista para 17 de agosto de 2023, data em que ocorrerá a transferência dos valores às instituições cujos projetos forem contemplados.

Os municípios que poderão participar do processo seletivo, sob a jurisdição da Subseção de Ji-Paraná, são: Alta Floresta D’Oeste, Primavera de Rondônia, Alto Alegre dos Parecis, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Alvorada D’Oeste, Ministro Andreazza, Santa Luzia D’Oeste, Mirante da Serra, São Felipe D’Oeste, Cacoal, Nova União, São Francisco do Guaporé, Castanheiras, Novo Horizonte do Oeste, São Miguel do Guaporé, Ouro Preto do Oeste, Seringueiras, Parecis, Teixeirópolis, Urupá, Vale do Paraíso, Costa Marques, Presidente Médici e Nova Brasilândia D’Oeste.

Em caso de várias entidades interessadas e habilitadas, e sendo a soma dos valores necessários para financiar todos os projetos superiores ao valor disponível na data da validação do certame, terão preferência as que preencherem os requisitos objetivos especificados no edital.

 

Para acessar a íntegra do edital, clique aqui.

As medidas para evitar que El Niño provoque ‘hecatombe’ na Amazônia

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O El Niño pode causar uma “hecatombe ambiental” na Amazônia neste ano ou no início do próximo, afirma a bióloga brasileira Erika Berenguer, pesquisadora das universidades de Oxford e Lancaster, ambas no Reino Unido.

O fenômeno climático, que envolve um aquecimento incomum no Oceano Pacífico, deve ser bastante intenso neste ano e pode causar mudanças acentuadas em todo o mundo.

Recentemente, os climatologistas anunciaram que o fenômeno já se formou e irá se fortalecer entre o fim do ano e os primeiros meses de 2024.

Um dos temores de pesquisadores brasileiros são os problemas que isso pode causar na Amazônia.

Uma das principais dificuldades, apontam os especialistas, é a seca extrema causada pelo El Niño, o que pode culminar em grandes problemas em meio à devastação da Amazônia nos últimos anos, período em que o bioma enfrentou altos índices de desmatamento e incêndios.

“Isso (o desmatamento) só começou a cair principalmente a partir de abril deste ano. Se esse El Niño for realmente forte, o que há grande probabilidade, é uma grande preocupação porque vai aumentar o número de incêndios e destruir ainda mais a floresta, acelerando o processo de degradação”, diz Carlos Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

O cenário, dizem especialistas, pode ser pior do que o registrado entre o segundo semestre de 2015 e o início de 2016, período do El Niño mais recente.

Naquela época, o fenômeno causou efeitos devastadores em diferentes regiões do mundo.

Na Amazônia, houve redução de chuvas e intensa seca em uma mata que normalmente é úmida, cenário que favoreceu a disseminação do fogo causado por humanos.

“Eu passei meses na Amazônia em 2015 (no período de El Niño) e foi traumático olhar tudo aquilo”, diz Berenguer.

“Eram milhares e milhares de áreas de floresta queimando e isso dava uma sensação de impotência. Tenho muito medo porque se acontecer algo semelhante agora, após tanto desmatamento, o El Niño pode causar uma verdadeira hecatombe ambiental”, acrescenta a bióloga.

O governo federal disse à BBC News Brasil que tem acompanhado o avanço do El Niño e que tem se preparado para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno climático (leia mais abaixo).

Amazônia em chamas

Desmatamento e fogo na Amazônia

A Amazônia enfrentou um período intenso de desmatamento e incêndios durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que costumava minimizar a gravidade desses fenômenos.

Na gestão Bolsonaro, eram recorrentes críticas de pesquisadores sobre a falta de fiscalização ambiental no país e o sucateamento de órgãos de fiscalização.

“No governo anterior houve muito desmatamento, mas, em relação às questões climáticas, como quando ocorreram os grandes incêndios na Amazônia em 2019, o clima não era tão seco”, comenta a bióloga Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e da Rede Amazônia Sustentável.

“Então, se a gente pode dizer assim, a sociedade brasileira teve sorte, porque o que foi ruim (nos anos anteriores) poderia ter sido muito pior se estivéssemos em um ano seco.”

No ano passado, o desmatamento na Amazônia bateu um novo recorde. Segundo monitoramento feito via satélite pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a cobertura vegetal da floresta perdeu 10.573 km², uma área semelhante a quase 3 mil campos de futebol por dia.

É o maior número anual, ao menos, desde 2008 – ano em que o Imazon começou a monitorar a região. De acordo com o levantamento, foi o quinto ano consecutivo de recorde de desmatamento desde o início do monitoramento.

Nos últimos quatro anos, segundo o Imazon, a perda florestal da Amazônia foi correspondente a 35.193 km² – área maior que os estados de Sergipe (21 mil km²) e Alagoas (27 mil km²).

Por diversas vezes, Bolsonaro minimizou os números sobre desmatamento e incêndios na Amazônia, mesmo com os dados oficiais mostrando alta nos indicadores.

“Os ataques que o Brasil sofre quando se fala em Amazônia não são justos. Lá, mais de 90% daquela área está preservada. Está exatamente igual quando foi descoberto no ano de 1.500”, disse Bolsonaro em novembro de 2021, durante uma reunião com investidores em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Em fevereiro deste ano, o desmatamento na Amazônia atingiu 322 km², número que equivale a aproximadamente o tamanho da cidade de Fortaleza (CE). O dado, divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é o recorde daquele mês desde 2015, quando esse levantamento começou a ser feito – o maior número até então no mesmo mês era de fevereiro de 2022, com 199 km².

“Não dá pra avaliar muito bem somente com o dado mensal. Existe o problema das nuvens. O ideal é analisar pelo menos três meses (juntos) para minimizar as incertezas. Por isso, não sugiro associar o desmatamento de um mês com ações de um governo”, diz o pesquisador Luiz Aragão, chefe da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática do Inpe.

Aragão frisa que ao analisar os primeiros meses do ano, é possível notar queda no desmatamento no bioma.

Segundo o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, o desmatamento na Amazônia caiu 31% no acumulado de janeiro a maio de 2023, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Erika Berenguer na Amazônia

Como atenuar os impactos do El Niño

Os pesquisadores acreditam que, entre as principais medidas para reduzir os danos do El Niño, estão a fiscalização intensa sobre o fogo na região, especialmente as consideradas menos úmidas, e alertas para a população sobre os riscos de incêndios no período de seca.

“Essas ações, caso implementadas, têm capacidade de prevenir e evitar essa grande catástrofe que pode acontecer se não houver nenhuma ação”, diz Ferreira.

Berenguer avalia que ainda há tempo para enfrentar o problema de uma forma que seja possível minimizar os impactos do fenômeno climático. “Não acho que ainda seja o fim do mundo. A gente ainda tem cerca de dois meses para se preparar e lidar com essa crise climática. Não está tudo perdido, mas o relógio está fazendo tic-tac”, afirma a bióloga.

O El Niño tem sido uma preocupação para o governo federal, afirma à BBC News Brasil o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.

“O El Niño, de fato, pode trazer um período de seca notadamente na região Norte do país e isso pode ter implicações no agravamento dos problemas dos incêndios florestais”, diz.

“A chegada do El Niño está sendo um processo bastante rápido e está sendo monitorada pelos técnicos do PrevFogo (Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais).”

Agostinho afirma que o Ibama tem mantido contato com as principais agências de meteorologia do país para acompanhar o avanço do fenômeno climático e se organizar para enfrentar os possíveis impactos.

Ele aponta que o orçamento do instituto aumentou 113%, em relação ao ano anterior. Recentemente, o órgão abriu edital para a contratação de brigadistas.

“A previsão é de um aumento de aproximadamente 18% de brigadistas em relação a 2022, com atuação de 2.101. Destes, 1.385 atuarão na Amazônia Legal (AM, AP, AC, RR, MT, RO, TO, MA), ou seja, um aumento de 15% do número de brigadistas previstos nos estados em comparação ao ano passado”, diz nota do instituto, que informa que 57% das brigadas serão compostas por indígenas e quilombolas.

Segundo o instituto, desde janeiro deste ano houve aumento das medidas aplicadas pela fiscalização federal para controlar o desmatamento na Amazônia.

O Ibama afirma que ocorreu um aumento de 179% dos autos de infração, 128% dos embargos, de 107% das apreensões e 203% das destruições de equipamentos usados em crimes ambientais, entre janeiro e maio, na comparação com a média para o mesmo período nos últimos quatro anos.

O presidente do instituto frisa à BBC News Brasil que uma das principais preocupações no atual período são as áreas da Amazônia que foram desmatadas nos últimos anos.

“De fato, elas podem sofrer bastante com os incêndios florestais”, diz Agostinho.

Fogo e desmatamento

O fogo costuma fazer parte de uma das etapas do processo de desmatamento no bioma. Isso porque a queima é considerada o meio mais rápido e barato para remover a biomassa que fica do material desmatado. Em alguns casos, o fogo se espalha de forma descontrolada, se tornando um incêndio florestal, avança pela mata e atinge grandes proporções.

Isso ocorre, segundo estudiosos, principalmente para a expansão da área de agropecuária por grandes propriedades.

A reportagem procurou setores do agronegócio para comentar sobre as ações de desmatamento no bioma, mas eles optaram por não comentar o caso.

Esses incêndios ocorrem principalmente no período de seca, que normalmente começa por volta de maio e se estende até outubro – o período exato varia conforme cada região.

No ano passado, os registros de focos de calor (que costumam representar incêndios) na Amazônia foram os maiores em mais de uma década, segundo dados do Inpe, que faz esse monitoramento via satélite desde 1998.

Em 2022, foram registrados 115 mil focos de calor na Amazônia, segundo o Inpe. O dado mais recente que atingiu marca superior a essa foi 2010, quando foram 134,6 mil focos de calor no bioma.

A diferença, apontam os pesquisadores, é que houve uma forte seca em 2010, que intensificou as queimadas. Já em 2022, segundo os especialistas, não foi considerado um período de seca no bioma.

Gráfico sobre mecanismos do El Niño

O efeito El Niño

Em meio a esses problemas dos últimos anos, a Amazônia encara o risco de enfrentar um El Niño intenso.

No começo de junho, cientistas americanos afirmaram que o fenômeno climático já havia começado a afetar o planeta.

Segundo especialistas do Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), esse fenômeno aumentará as temperaturas no mundo, que, nos últimos anos, já vem crescendo como resultado das mudanças climáticas.

Chefe de previsões de longo prazo da agência britânica de meteorologia, Adam Scaife disse no começo de junho que a previsão é de que a temperatura do planeta atinja um pico no final deste ano.

“Um novo recorde de temperatura global no próximo ano é definitivamente possível. Depende do tamanho do El Niño. Um El Niño em grande escala até o final deste ano confere uma alta probabilidade de que teremos um novo recorde global de temperatura em 2024”, afirmou Scaife.

Para especialistas, o período do El Niño deve causar diversos problemas na Amazônia.

O bioma sofre com os impactos das mudanças climáticas e, desde o início dos anos 2000, tem ficado mais seco e quente, segundo os estudos.

“Com o El Niño, a floresta perde ainda mais água e entra em um déficit hídrico. Só esse efeito já tende a matar muitas árvores da região, parte da biomassa daquela floresta morre só por esse efeito da seca intensa”, diz o pesquisador Luiz Aragão, do Inpe.

Com o cenário de seca, o fogo entra na floresta com mais intensidade. “De todos os incêndios na Amazônia, 95% são causados por humanos. Primeiro derrubam a floresta, como para fazer pastagem, normalmente esperam a madeira secar bastante e jogam fogo. Esse fogo normalmente pula para a floresta e mata as árvores. É um ciclo de degradação”, explica Nobre.

Fogo na Amazônia

A bióloga Erika Berenguer ressalta que é provável que parte do material derrubado durante o intenso desmatamento da Amazônia no ano passado ainda não tenha sido queimada.

“Esses últimos meses foram de chuva, então, não tinha como colocar fogo. Então, o que normalmente ocorre é que o produtor rural espera chegar a estação seca, deixa a biomassa da floresta derrubada pegando sol, espera por semanas ou meses até ficar bem seco e, aí, acende o fogo”, explica Berenguer.

As consequências

Há diversas consequências que podem ser causadas pelo El Niño na Amazônia. Uma delas é o duro impacto nas emissões de dióxido de carbono, em razão da possibilidade de inúmeras mortes de árvores, o que intensifica o efeito estufa.

“Os organismos decompositores dessas árvores liberam carbono para a atmosfera. Uma árvore que morre mesmo sem qualquer tipo de interferência, envelheceu e morreu, tem carbono contido em sua biomassa, que equivale a cerca de metade de seu peso, e que será emitido para a atmosfera por meio desse processo de decomposição”, explica Aragão.

Já o desmatamento causa a morte forçada das árvores, que são derrubadas pela ação humana. Só isso já emitiria carbono com a decomposição. E como o fogo também é usado nesse processo, para acabar com a biomassa que está na área desmatada, ocorre então a combustão do material, o que aumenta ainda mais a liberação de dióxido de carbono e outros gases como monóxido de carbono e metano.

Durante períodos de El Nino, o fogo, usado no desmatamento, pode sair do controle e penetrar nas florestas adjacentes. “Quando o fogo entra na floresta, adiciona emissões diretas de carbono, em relação ao emitido pelo desmatamento, porque vai queimar a matéria orgânica que está morta no solo, como pedaços de troncos, folhas e também algumas árvores”, detalha Aragão.

Esses processos contribuem para o aumento das emissões do CO², que intensificam as mudanças climáticas globais, intensificando eventos extremos de seca e chuva.

No período do El Niño de 2015/2016, por exemplo, um estudo apontou que a intensa seca e os incêndios florestais mataram ao menos 2,5 bilhões de árvores e cipós apenas no Baixo Tapajós, uma parte da floresta que foi epicentro dos efeitos do fenômeno climático na Amazônia naquela época.

Os pesquisadores calcularam quanto carbono foi liberado na atmosfera em consequência da morte dessas bilhões de árvores: 495 milhões de toneladas de CO² — valor maior que o liberado pela floresta em um ano inteiro de desmatamento.

E descobriram ainda que as árvores continuaram a morrer e a liberar mais carbono na atmosfera por causa da seca provocada pelo El Niño anos depois do fenômeno climático.

Esse estudo, intitulado “Tracking the impacts of El Niño drought and fire in human-modified Amazonian forests” (monitorando os impactos da seca e incêndios do El Niño em florestas amazônicas com interferência humana), foi publicado no periódico científico PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America) em julho de 2021.

Berenguer foi a principal autora do estudo. Ela ressalta que os possíveis impactos do El Niño na Amazônia vão além da floresta e devem afetar milhões de pessoas.

“Não é só uma discussão ambiental sobre as emissões de CO2 com a floresta queimando e a perda de biodiversidade. É também um problema de saúde pública. Isso aumenta a busca por atendimento médico por problemas respiratórios. Muitas crianças são internadas, o que acaba tirando muitos pais de seus postos de trabalho”, diz Berenguer.

“Além disso, há aviões que enfrentam dificuldades para pousar em alguns lugares, a fumaça também vai para outras regiões do país, entre outros problemas.”

Floresta sendo queimada na Amazônia

5G no Brasil já tem velocidade próxima à banda larga, mas existem obstáculos

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O Brasil completou quase um ano desde o lançamento do 5G, uma nova geração de internet móvel que prometia velocidades mais rápidas em comparação a outros tipos de conexão.

  • O 5G é a nova geração de internet móvel que utiliza o espectro de rádio mais avançado e permite que mais dispositivos acessem a internet móvel simultaneamente.
  • Ele utiliza faixas de frequência mais altas, variando de 3,5 GHz a pelo menos 26 GHz.
  • Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 30% dos municípios brasileiros já possuem acesso à nova tecnologia, o que representa uma população de oito milhões de pessoas.
  • O Sindicato das Empresas de Telecomunicações e Conectividade (Conexis) destaca o rápido progresso do 5G em comparação com o 4G.
  • Em apenas nove meses, o 5G conquistou oito milhões de usuários, superando o tempo necessário para o 4G atingir sete milhões de usuários, que foi de um ano e meio.
  • A Anatel autorizou 1610 municípios brasileiros a adotarem a tecnologia 5G, sendo que 150 deles já possuem a conexão disponível.
  • As cidades que já possuem o 5G são aquelas com maior população, correspondendo a 43% do total de habitantes do Brasil, de acordo com a Conexis.
  • A capital, Brasília, liderou o processo e foi a primeira cidade a receber o 5G.

Uma pesquisa recente realizada pela OpenSignal, empresa especializada em avaliar a qualidade das redes móveis, revelou que as velocidades médias de download no 5G são pelo menos dez vezes superiores às do 4G, podendo chegar a até 18 vezes, como é o caso de Recife.

O estudo, divulgado em maio deste ano, também mostrou que a velocidade de download ultrapassa os 250 Mbps nas 27 capitais do país, mas chega a mais de 400 Mbps em três cidades: Porto Alegre, Teresina e Curitiba. Essas velocidades se aproximam do oferecido atualmente em pacotes mensais de internet banda larga.

Obstáculo para o 5G

No entanto, ainda existem obstáculos para o pleno funcionamento do 5G. Mesmo nas cidades onde a tecnologia está disponível, há relatos de usuários que não conseguem manter a conexão constantemente. Isso pode estar relacionado à compatibilidade do aparelho com a nova tecnologia e à necessidade de estar próximo a uma antena 5G.

antena 5g

A Anatel determinou que as empresas de telecomunicações devem instalar uma antena para cada 100 mil habitantes, e essa meta aumentará para uma antena a cada dez mil habitantes até 2025. No entanto, as legislações municipais têm impactado na velocidade de instalação desses equipamentos.

Essas faixas possuem uma capacidade maior, porém, devido aos seus comprimentos de onda menores, possuem um alcance mais limitado e são mais facilmente bloqueadas por objetos físicos.

  • Para garantir uma cobertura eficiente, o 5G utiliza cinco vezes mais antenas em comparação ao 4G, de acordo com Luciano Stutz, presidente da Abrintel (Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações), e Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis.
  • Segundo Ferrari, a burocracia municipal na aprovação de licenciamentos para as antenas de pequeno porte do 5G tem prejudicado a expansão da tecnologia.
  • Por sua vez, a Anatel considera o processo de implantação do 5G no Brasil um sucesso, destacando a antecipação no cumprimento das metas.
  • Moisés Moreira, conselheiro da Anatel, acredita que a rede 5G estará ainda mais avançada no próximo ano em termos de conectividade.
  • Atualmente, 126 modelos de smartphones estão homologados pela Anatel para se conectarem à rede de quinta geração.
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