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domingo, julho 19, 2026
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Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 8 milhões; veja dezenas sorteadas

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O sorteio do concurso 2.603 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira, 21, no Espaço da Sorte, em São Paulo. Não houve ganhadores.

O prêmio acumulou e para o próximo concurso, no sábado, 24, é estimado em R$ 8 milhões. As dezenas sorteadas foram: 03 – 07 – 13 – 29 – 52 – 56.

A quina registrou 62 apostas vencedoras. Cada uma vai pagar prêmio de R$ 31.200,44. Já a quadra teve 4.432 ganhadores, cabendo a cada acertador R$ 623,52.

Quina de São João

As apostas para a Quina de São João, que este ano está em sua 13ª edição, já podem ser feitas nas lotéricas e pela internet, em volantes específicos do concurso especial. O prêmio – estimado em R$ 180 milhões – não acumula. O sorteio do concurso 6.172 será realizado no dia 24 de junho, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

A aposta simples custa R$ 2,50. Para jogar na Quina, basta marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante. O apostador também pode deixar para o sistema escolher os números, opção conhecida como Surpresinha. Ganham prêmios os acertadores de dois, três, quatro ou cinco números.

Como apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5.

Probabilidades de vencer a Mega-Sena

A probabilidade de acertar as seis dezenas com uma aposta simples de R$ 5,00 é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa Econômica Federal.

Valores para jogar na Mega-Sena

Quantidade de nº jogadosValor de apostaProbabilidade de acerto (1 em)
SenaQuinaQuadra
65,0050.063.860154.5182.332
735,007.151.98044.9811.038
8140,001.787.99517.192539
9420,00595.9987.791312
101.050,00238.3993.973195
112.310,00108.3632.211129
124.620,0054.1821.31790
138.580,0029.17582865
1415.015,0016.67154448
1525.025,0010.00337037
1640.040,006.25226029
1761.880,004.04518823
1892.820,002.69713919
19135.660,001.84510516
20193.800,001.2928113​

 

Como fazer um bolão da Mega-Sena

Para aumentar as chances de ganhar, muitos jogadores optam por adquirir cotas dos bolões, já que concorrem com uma maior quantidade de jogos e de números em uma aposta, gastando menos.

Para realizar o bolão, basta formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar em qualquer uma das 13 mil lotéricas do país. Ao ser registrada no sistema, a aposta gera um recibo de cota para cada participante que, em caso de premiação, poderá resgatar o prêmio individualmente.

Canabidiol encontrado em planta nativa do Brasil

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O canabidiol ou CBD é um dos compostos encontrados na Cannabis e pode ser usado como tratamento para epilepsia, dores crônicas, ansiedade e na redução dos efeitos colaterais da quimioterapia. E agora, pesquisadores brasileiros descobriram a substância em uma planta muito comum no Brasil, podendo potencializar sua produção.

A substância foi encontrada nas frutas e flores da Trema micrantha, planta nativa do México, América Central, América do Sul tropical, Ilhas Virgens, Jamaica, Cuba, São Domingos, Porto Rico e sul da Flórida. Ela é considerada uma erva daninha e no Brasil é popularmente conhecida como pau pólvora. 

O uso do canabidiol é muito estigmatizado por ser encontrado na mesma planta que dá origem a maconha, tendo sido liberado somente em 2015 no Brasil. No entanto, diferente da Cannabis, no pau pólvora não é encontrado o tetrahidrocanabinol, ou THC, o composto que dá o efeito da maconha.

A eficácia do CBD encontrado na Trema micrantha como tratamento médico ainda se encontra em pesquisa, mas caso os resultados sejam positivos, a planta pode ser uma alternativa de acesso à substância, sem que seja necessário enfrentar os mesmo obstáculos legais e regulatórios que a Cannabis.

”É uma alternativa legal ao uso de maconha. Essa é uma planta que cresce em todo o Brasil. Seria uma fonte de canabidiol mais simples e barata.”

Além da Cannabis, e agora do pau pólvora, o CBD também já havia sido encontrado em uma planta na Tailândia.

Continuidade da pesquisa

Os resultados da pesquisa ainda não foram publicados, e de acordo com Neto, a pesquisa agora encontra-se na etapa de encontrar o melhor método de extração do canabidiol da Trema micrantha e sua eficácia no tratamento de pacientes que atualmente utilizam o CBD da Cannabis.

Recentemente a pesquisa recebeu uma bolsa do governo no valor de 500 mil reais para financiar a pesquisa que levará em torno de 5 anos para ser concluída. Atualmente o comércio de canabidiol representa uma fatia de 5 bilhões de dólares do mercado global, e um estudo da Vantagem Market Research, estimou que esse valor chegar a 47 bilhões de dólares até 2028.

Anvisa suspende venda de uma popular marca de leite por falta de higiene

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e do uso de leites da marca Natville.

Os produtos proibidos de circular foram fabricados entre janeiro e maio de 2023pela Laticínios Santa Maria Ltda. A sede do município é em Nossa Senhora da Glória, Sergipe.

A determinação, motivada por falta de higiene, serve para o leite integral e o desnatado, em embalagem de um litro, além do soro de leite em pó, vendido em embalagens de 25 quilos.

Os problemas com os produtos, sem higiene e controle de qualidade, foram descobertos depois de uma vistoria feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

“Também foi constatado que esses alimentos foram produzidos sem as devidas condições de higiene e sem a realização de controles que garantam sua qualidade e segurança”, informou a Anvisa.

A empresa não tem autorização do ministério para produção, enquanto as embalagens informavam, de forma incorreta, que os produtos teriam sido fabricados por uma filial.

Empresa deve recolher os produtos

A decisão determinou, ainda, o recolhimento voluntário dos produtos, tarefa de responsabilidade da empresa produtora do alimento. A Natville já iniciou esse processo.

Os consumidores que tiverem um dos produtos em casa devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber o ressarcimento.

Vídeo: Lei que garante medicamento a base de canabidiol em unidades de saúde é promulgada pela ALE-RO

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Foi promulgada no final da última semana pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) a Lei 5.557, que garante o fornecimento gratuito de medicamentos a base de canabidiol nas unidades de saúde do estado.

A lei publicada em Diário Oficial fala sobre a importância da distribuição do medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a pessoas com epilepsia, Alzheimer, Mal de Parkinson, dentre outras doenças.

O texto ainda determina que o medicamento:

  • Pode ser de procedência nacional ou importado;
  • Formulado à base de derivado vegetal, industrializado e tecnicamente elaborado;
  • Deve estar nos termos das normas elaboradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • Possui em sua formulação o canabidiol em associação com outros canabinoides, dentre eles o tetrahidrocanabidiol;
  • Deve ser prescrito por profissional legalmente habilitado para tratamento de saúde, acompanhado do devido laudo das razões de prescrição.
  • O texto é de autoria do deputado estadual Dr. Luís do Hospital (MDB), com a coautoria do deputado estadual Alan Queiroz (Pode) e teve como relator o deputado Lucas Torres (PP)

Programa Peixe Saudável aplica boas práticas de manejo para avançar no desenvolvimento da piscicultura

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Para manter Rondônia no posto de um dos maiores produtores de peixes em cativeiro, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri, criou o Programa Peixe Saudável, ferramenta utilizada pelos técnicos para aplicar as Boas Práticas de Manejo – BPM, nas propriedades rurais. O projeto tem por objetivo, a capacitação continuada de técnicos dos escritórios locais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia – Emater/RO e dos piscicultores atendidos diretamente pelo programa, além de realizar levantamento sanitário, custos e receitas de produção do Tambaqui com laboratórios móveis nas microrregiões Central, Vale do Jamari e Madeira-Mamoré.

Até o final de 2022, foram atendidos pelo Peixe Saudável, 1.876 piscicultores e realizadas 1.069 análises nos tanques de Tambaqui, nos polos Madeira-Mamoré, Central, Vale do Jamari, Cone Sul, Rio Machado, Zona da Mata e Vale do Guaporé.

Segundo o relatório de prestação de contas do convênio firmado entre a Seagri e Emater, a ação de gestão do empreendimento piscícola tem alcançado excelentes resultados, tendo em vista que, o levantamento dos índices zootécnicos dos animais estocados, custos e receitas da produção têm permitido a identificação das falhas no manejo da atividade, cuja correção refletiu de forma objetiva nos resultados.

De modo geral, o serviço de acompanhamento detalhado das unidades de observação implantadas pelo programa, resultou na redução direta do custo de produção e permitiu uma venda mais consciente dos piscicultores envolvidos, de modo que estavam cientes dos valores mínimos que poderia efetuar a venda sem colocar em risco sua atividade.

Para o governador Marcos Rocha, a ação do programa é mais um dos pilares de desenvolvimento da cadeia produtiva de Rondônia. “Os números só crescem na agricultura, graças aos técnicos que estão empenhados na aplicação das boas práticas nas propriedades rurais. O Governo de Rondônia vem trabalhando no incentivo quanto aos investimentos neste segmento que resultam em resultados positivos ao Estado”, explicou.

O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo enaltece a parceria com a Emater para levar mais ações aos piscicultores em Rondônia. “Esse alinhamento é fundamental para nosso crescimento”, afirmou.

O produtor Valtair Francisco de Souza, que possui 4,7 hectares de lâmina d’água em sua propriedade, localizada na BR-364, entre Ouro Preto e Ji-Paraná, é um dos escolhidos pela Emater para as ações do Programa Peixe Saudável. Valtair Francisco diz que, os técnicos fazem inspeções constantes para garantir a qualidade do peixe e da água, através de testes laboratoriais. Ele espera reduzir os custos de produção com as planilhas de gestão entregues pela Emater. O piscicultor investiu na criação de Tambaqui, Pirarucu e Jatuarana. São dois tanques e um berçário.

Programa Peixe Saudável foi criado pela Seagri para atender à Instrução Normativa nº 4 do Ministério da Pesca, que institui o Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo – Aquicultura Sanidade. Pela normativa, todos os produtores devem estar cadastrados e atendidos pelo programa.

Neste ano, o Programa Peixe Saudável continua com as capacitações junto às unidades de observação, a realização dos exames laboratoriais e gestão das propriedades.

Em sabatina, Zanin diz que é defensor fervoroso da Constituição

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Com uma fala inicial de 26 minutos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado Cristiano Zanin, se apresentou na manhã desta quarta-feira (21) aos parlamentares da CCJ, responsáveis por sabatinar e aprovar, ou não, a sua indicação para a mais alta corte do país. Cerca de 30 senadores se inscreveram para fazer perguntas ao indicado.

Aos parlamentares, Zanin disse que se sente seguro e com a experiência necessária para atuar no STF e “julgar temas relevantes e de extremo impacto à nossa sociedade, pois sempre nas minhas atuações no Direito segui as premissas análogas a de um juiz, ao me manter em equilíbrio emocional e intelectual, mesmo nas horas de grandes desafios, ter senso de justiça sem nunca desacreditar nas leis e nas instituições brasileiras e seguir com independência de atuação para garantir justiça num país com pilares democráticos sólidos, como é o Brasil”.

Ao iniciar a apresentação, Zanin citou a própria família e a origem italiana dos seus antepassados. Citou a mãe, professora e diretora de escola pública, e o pai advogado. “Foi com o meu pai, hoje aposentado e com 87 anos, que aflorou a minha paixão pelo Direito”, afirmou.

Logo em seguida, ele debateu críticas que de seria um “advogado pessoal”, por ter atuado em casos individuais, ou um “advogado de luxo”, porque defendeu causas empresariais de grupos econômicos importantes. “Procurei desempenhar minha função com maestria, acreditando no que é mais caro para qualquer profissional do Direito: a justiça”, ponderou.

Zanin fez um breve resumo da própria carreira, citou os escritórios em que trabalhou e concluiu que se considera “um defensor fervoroso da Constituição brasileira e um crítico atento às violações de direitos e garantias fundamentais”. Lembrou também que, nos 25 anos como advogado, liderou mais de 100 processos julgados no STF e mais de 550 julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Defesa de Lula

Ainda na apresentação inicial, Zanin destacou sua atuação na defesa do presidente Lula nos processos da operação Lava Jato. “Embora tenha uma carreira marcada basicamente no direito empresarial, fui co-autor do habeas corpus que resultou na anulação das condenações do hoje Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também de defesas técnicas que foram apreciadas nos mais diversos tribunais do país”, afirmou.

Zanin lembrou que foi um dos “autores do primeiro comunicado feito por um cidadão brasileiro perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU”. Nesse processo, Zanin conseguiu que o órgão da ONU reconhecesse as violações cometidas contra o presidente Lula nos processos da Lava Jato.

Advogado e ministro do STF

Zanin ainda destacou que conhece “a distinção dos papéis entre um advogado e um ministro do Supremo Tribunal Federal”. E destacou que sua atuação na iniciativa privada seguiu “rigorosamente as leis brasileiras, sob a ótica da lisura e do fazer justiça, defender a democracia e o Estado democrático de direito”.

Zanin acrescentou ainda que não deve mudar de lado, “pois o meu lado sempre foi o mesmo, o lado da Constituição, o das garantias, o do amplo direito de defesa, do devido processo legal. Para mim, só existe um lado; o outro é barbárie, é abuso de poder”.

Defesa da democracia

O advogado Cristiano Zanin destacou ainda, na apresentação inicial à CCJ, a questão da defesa democracia. “Não permitirei investidas insurgentes e perturbadoras à solidez da República”, afirmou. Em seguida, enfatizou a importância da liberdade de expressão. Segundo ele, “se trata de um dos princípios fundamentais em uma sociedade democrática, como a brasileira. Ela garante o direito de cada indivíduo expressar suas opiniões, ideias e crenças livremente, sem medo de represálias ou censura governamental. Sempre com responsabilidade”.

Ruídos foram capturados novamente nesta quarta-feira, diz Guarda Costeira

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O capitão Jaime Frederick, da Guarda Costeira dos EUA, afirmou que os ruídos que podem ser do submarino que sumiu no domingo foram capturados por dois dias seguidos: na terça-feira (20) e novamente nesta quarta-feira (21).

Foram aviões canadenses que detectaram os ruídos. As buscas pelo submarino desaparecido perto do naufrágio do Titanic se concentram justamente onde esses barulhos foram capturados, embora os oficiais tenham dito que ainda não se pode dizer com certeza que os sons são do submarino que sumiu.

Os responsáveis pelas buscas afirmam, no entanto, que que não se sabe qual é a origem dos ruídos e afirmaram também não saber onde está o submarino.

“Não sabemos onde eles estão, para ser sincero. A operação é incrivelmente complexa”, afirmou o capitão. 

Na entrevista, autoridades da Guarda Costeira disseram também que as equipes ainda não conseguiram encontrar nada na área onde os ruídos que se assemelham a batidas foram detectados, mas confirmou que a operação está focada nessa área.

“O oceano é um lugar cheio de ruídos, é difícil detectar de onde são. Mas todos esses ruídos estão sendo analisados, e decisões serão feitas”, afirmou um porta-voz da Guarda Costeira.

Frederick disse ainda que mais navios ainda chegarão ao longo desta quarta-feira ao local das buscas.

Até a manhã desta quarta, mais oito navios e novas sondas chegaram à zona de buscas no Oceano Atlântico, a cerca de 600 quilômetros da costa do Canadá.

“Apesar dessas dificuldades, estamos sendo capazes de fazer as buscas. E vamos continuar a trabalhar o máximo que pudermos para encontrá-los”, declarou. “Sabemos que é um momento extremamente difícil para a família e amigos”.

As guardas costeiras dos EUA e do Canadá participam conjuntamente da operação, que teve auxílio também da França – país de origem de um dos cinco passageiros.

Vídeo 01 – Lei Seca no Brasil completa 15 anos de proteção à vida e tolerância zero à mistura álcool e direção

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Vídeo 05 – Lei Seca no Brasil completa 15 anos de proteção à vida e tolerância zero à mistura álcool e direção

O Brasil celebra os 15 anos de criação da lei que incluiu no Código de Trânsito Brasileiro a tolerância zero à mistura álcool e direção e outras substâncias capazes de alterar a forma de condução dos veículos.

Popularmente conhecida como Lei Seca, a mudança eliminou a tolerância que, até então, não previa punição a motoristas que dirigissem após o consumo de pequenas quantidades de álcool. A partir da mudança, conduzir veículos em via pública com qualquer teor de álcool no organismo passou a caracterizar infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por 12 meses.

Testes e autuações feitas pela PRF (2011 a 2022):

AnoTestes realizadosAutuações por consumo de álcool
201193.9223.963
2012648.29125.051
20131.515.16533.593
20141.017.71620.820
20151.999.60421.776
20161.939.93716.284
2017896.75717.640
20181.708.79716.661
20192.482.43917.157
2020893.1079.108
2021420.5028.186
20222.889.99211.750

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Os números retratam o esforço da Polícia Rodoviária Federal na ampliação da fiscalização nos últimos 12 anos. No ano de 2022, a PRF registrou o maior número de testes de alcoolemia feitos nas rodovias desde 2011 – primeiro ano de utilização regulamentada do etilômetro, equipamento utilizado na aferição da quantidade de álcool presente no organismo do indivíduo. O número de testes no ano passado, 2022, foi mais de 30 vezes maior que a quantidade de aferições computadas no ano de inauguração da medição pelo equipamento.

O número de autuações por consumo de álcool – quando o motorista aceita fazer o teste após ter ingerido bebida alcoólica – apresentou consideráveis oscilações nos últimos 11 anos. No ano de inauguração dos testes com o etilômetro, foram realizadas apenas 3.963 autuações. Já em 2012, ano seguinte, foram mais de 25 mil ocorrências. Em 2022, esse número foi de 11.750 autuações, menos da metade dos flagrantes registrados em 2012. Entre os motivos prováveis para a queda neste índice estão a presença da PRF nas rodovias com o aumento da fiscalização e uma possível mudança no comportamento dos motoristas no sentido de uma maior conscientização quanto aos riscos de ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir. A PRF entende que a sensação de aplicação da legislação com maior frequência e veemência por parte do poder público, por si só, já inibe o comportamento infrator.

Evolução da lei

A responsabilização do motorista flagrado ao dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas pode, ainda, ultrapassar a esfera administrativa e a conduta ser considerada crime de trânsito. Desde 2012, o artigo 306 do CTB define como conduta criminosa conduzir veículo com mais de 0,3 mg de álcool por litro de ar alveolar ou 6 dg de álcool por litro de sangue, ou com a capacidade psicomotora alterada por outra substância psicoativa.

O motorista abordado nessa situação é preso em flagrante e encaminhado à polícia judiciária. As sanções administrativas são mantidas e o condutor pode responder a processo na justiça. As penalidades para o crime de “embriaguez” ao volante são de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Outro significativo avanço relacionado ao tema foi o endurecimento punitivo para dois crimes de trânsito, quando cometidos sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas que possam gerar dependência. Com a aprovação da lei 13.546 de 2017, a pena para quem provocar homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando embriagado, passou de 2 a 4 anos de detenção, para 5 a 8 anos de reclusão, além da suspensão da CNH. Para o crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, se praticado sob o efeito de álcool ou outro entorpecente, a pena também é de reclusão. No entanto, pelo período de 2 a 5 anos, caso as lesões resultantes sejam de natureza grave ou gravíssima, além da suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

 Prisões por embriaguez feitas pela PRF (2008 a 2022):

Ano

Prisões

2008

5.987

2009

9.037

2010

9.929

2011

8.501

2012

8.159

2013

10.204

2014

5.497

2015

4.345

2016

6.959

2017

2.745

2018

5.803

2019

6.260

2020

5.863

2021

4.808

2022

5.640

Fonte: Diretoria de Operações de PRF

As prisões por embriaguez efetuadas pela PRF desde o ano de 2008, apresentaram oscilação considerável dentro do período. Ainda no início da série, entre os anos de 2009 e 2013, estão as maiores quantidades, variando entre 8.159 prisões, em 2009, e 10.204, no ano de 2013, maior quantidade observada em todo o intervalo temporal considerado. A partir daí, o número de ocorrências dessa natureza apresentou queda e se manteve entre a casa das 4 mil e das 6 mil prisões por ano, com exceção do ano de 2017, em que foram efetuadas somente 2.745 prisões por embriaguez ao volante.

Foi justamente neste período, entre 2016 e 2017, que uma importante mudança na legislação de trânsito contribuiu para o fortalecimento do trabalho de fiscalização da PRF: a recusa em se submeter ao teste do etilômetro se tornou, a partir de então, infração administrativa. No momento da abordagem, os policiais perguntam se o motorista aceita fazer o teste e, em caso de recusa, a penalização é a mesma prevista para o condutor que faz o teste e que tem constatada a infração administrativa por embriaguez – multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir.

                                                                                        Recusa aos testes do etilômetro:

Ano

Testes recusados

2016

1.760

2017

19.961

2018

21.196

2019

35.769

2020

25.885

2021

21.372

2022

46.015

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Além disso, mesmo diante da recusa de realização do teste, o motorista pode ser preso em flagrante caso sejam constatados, por parte do agente público, sinais de embriaguez e alteração de sua capacidade psicomotora. Exemplos destes sinais são olhos vermelhos, dificuldade no equilíbrio, fala alterada, agressividade e desorientação, entre outros.

Investimentos em fiscalização e educação

Os investimentos da PRF em fiscalização e ações educativas são constantes no combate à mistura álcool e direção. Desde 2011, a PRF utiliza aparelhos de última geração para verificar se os condutores estão alcoolizados ao se deslocarem pelas rodovias e estradas federais.

Com o aparelho, desenvolvido nos Estados Unidos, em poucos segundos os policiais conseguem constatar, de forma prévia, a presença de álcool no ar expelido pelos pulmões dos condutores, sem que haja a necessidade do uso do bocal para soprar o etilômetro. Em seguida, caso o motorista aceite, é feito o teste que define o teor alcoólico presente no organismo do motorista.

As ações educativas também ajudam na prevenção de acidentes causados pelo consumo de álcool. Por meio do cinema rodoviário e de palestras, os policiais apresentam à sociedade boas práticas na hora de dirigir o veículo e as consequências da direção sob efeito de álcool.

Queda no número de acidentes

O aumento das abordagens e dos testes de alcoolemia têm impacto direto em um dos principais índices de monitoramento estabelecidos pela PRF em relação à segurança viária: o número de acidentes provocados pelo consumo de álcool.

Ano

Acidentes provocados pelo

consumo de álcool

2017

6.448

2018

5.205

2019

5.420

2020

5.078

2021

4.533

2022

3.651

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Comparado a 2017, o ano passado teve redução de 43,38% no número de acidentes em que a causa principal foi a direção após consumo de bebidas alcoólicas. Pressupõe-se que o reflexo no número de acidentes seja consequência da intensificação do trabalho da PRF nas rodovias, especialmente no combate à “embriaguez” ao volante, e dos esforços de educação e conscientização empreendidos pelo órgão em parceria com outras entidades.

Esforço conjunto

Para a PRF, todo e qualquer avanço ocorrido no enfrentamento à mistura álcool e direção, uma das principais causas de acidentes nas rodovias, se deve ao trabalho desenvolvido em variadas frentes de ação, e aos esforços conjuntos envolvendo entidades públicas e a sociedade.

Desde a resposta dada pelo Congresso Nacional por meio do endurecimento da legislação, até o empenho das forças de segurança pública no investimento em equipamentos, treinamento, fiscalização e campanhas de educação e conscientização, o poder público procura atender aos anseios da sociedade pela maior repressão ao comportamento de embriaguez ao volante. No entanto, para o Diretor de Operações da PRF, Marcus Vinícius Almeida, ainda é necessário mudar a cultura do motorista brasileiro. “Apesar de todo esse esforço empreendido pelo poder público, os números ainda mostram que ainda vivemos em um país onde a cultura de “beber e dirigir” ainda é muito forte, infelizmente”, afirma.

Justiça e Segurança

Vídeo 02 – Lei Seca no Brasil completa 15 anos de proteção à vida e tolerância zero à mistura álcool e direção

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Vídeo 05 – Lei Seca no Brasil completa 15 anos de proteção à vida e tolerância zero à mistura álcool e direção

O Brasil celebra os 15 anos de criação da lei que incluiu no Código de Trânsito Brasileiro a tolerância zero à mistura álcool e direção e outras substâncias capazes de alterar a forma de condução dos veículos.

Popularmente conhecida como Lei Seca, a mudança eliminou a tolerância que, até então, não previa punição a motoristas que dirigissem após o consumo de pequenas quantidades de álcool. A partir da mudança, conduzir veículos em via pública com qualquer teor de álcool no organismo passou a caracterizar infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por 12 meses.

Testes e autuações feitas pela PRF (2011 a 2022):

AnoTestes realizadosAutuações por consumo de álcool
201193.9223.963
2012648.29125.051
20131.515.16533.593
20141.017.71620.820
20151.999.60421.776
20161.939.93716.284
2017896.75717.640
20181.708.79716.661
20192.482.43917.157
2020893.1079.108
2021420.5028.186
20222.889.99211.750

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Os números retratam o esforço da Polícia Rodoviária Federal na ampliação da fiscalização nos últimos 12 anos. No ano de 2022, a PRF registrou o maior número de testes de alcoolemia feitos nas rodovias desde 2011 – primeiro ano de utilização regulamentada do etilômetro, equipamento utilizado na aferição da quantidade de álcool presente no organismo do indivíduo. O número de testes no ano passado, 2022, foi mais de 30 vezes maior que a quantidade de aferições computadas no ano de inauguração da medição pelo equipamento.

O número de autuações por consumo de álcool – quando o motorista aceita fazer o teste após ter ingerido bebida alcoólica – apresentou consideráveis oscilações nos últimos 11 anos. No ano de inauguração dos testes com o etilômetro, foram realizadas apenas 3.963 autuações. Já em 2012, ano seguinte, foram mais de 25 mil ocorrências. Em 2022, esse número foi de 11.750 autuações, menos da metade dos flagrantes registrados em 2012. Entre os motivos prováveis para a queda neste índice estão a presença da PRF nas rodovias com o aumento da fiscalização e uma possível mudança no comportamento dos motoristas no sentido de uma maior conscientização quanto aos riscos de ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir. A PRF entende que a sensação de aplicação da legislação com maior frequência e veemência por parte do poder público, por si só, já inibe o comportamento infrator.

Evolução da lei

A responsabilização do motorista flagrado ao dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas pode, ainda, ultrapassar a esfera administrativa e a conduta ser considerada crime de trânsito. Desde 2012, o artigo 306 do CTB define como conduta criminosa conduzir veículo com mais de 0,3 mg de álcool por litro de ar alveolar ou 6 dg de álcool por litro de sangue, ou com a capacidade psicomotora alterada por outra substância psicoativa.

O motorista abordado nessa situação é preso em flagrante e encaminhado à polícia judiciária. As sanções administrativas são mantidas e o condutor pode responder a processo na justiça. As penalidades para o crime de “embriaguez” ao volante são de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Outro significativo avanço relacionado ao tema foi o endurecimento punitivo para dois crimes de trânsito, quando cometidos sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas que possam gerar dependência. Com a aprovação da lei 13.546 de 2017, a pena para quem provocar homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando embriagado, passou de 2 a 4 anos de detenção, para 5 a 8 anos de reclusão, além da suspensão da CNH. Para o crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, se praticado sob o efeito de álcool ou outro entorpecente, a pena também é de reclusão. No entanto, pelo período de 2 a 5 anos, caso as lesões resultantes sejam de natureza grave ou gravíssima, além da suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

 Prisões por embriaguez feitas pela PRF (2008 a 2022):

Ano

Prisões

2008

5.987

2009

9.037

2010

9.929

2011

8.501

2012

8.159

2013

10.204

2014

5.497

2015

4.345

2016

6.959

2017

2.745

2018

5.803

2019

6.260

2020

5.863

2021

4.808

2022

5.640

Fonte: Diretoria de Operações de PRF

As prisões por embriaguez efetuadas pela PRF desde o ano de 2008, apresentaram oscilação considerável dentro do período. Ainda no início da série, entre os anos de 2009 e 2013, estão as maiores quantidades, variando entre 8.159 prisões, em 2009, e 10.204, no ano de 2013, maior quantidade observada em todo o intervalo temporal considerado. A partir daí, o número de ocorrências dessa natureza apresentou queda e se manteve entre a casa das 4 mil e das 6 mil prisões por ano, com exceção do ano de 2017, em que foram efetuadas somente 2.745 prisões por embriaguez ao volante.

Foi justamente neste período, entre 2016 e 2017, que uma importante mudança na legislação de trânsito contribuiu para o fortalecimento do trabalho de fiscalização da PRF: a recusa em se submeter ao teste do etilômetro se tornou, a partir de então, infração administrativa. No momento da abordagem, os policiais perguntam se o motorista aceita fazer o teste e, em caso de recusa, a penalização é a mesma prevista para o condutor que faz o teste e que tem constatada a infração administrativa por embriaguez – multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir.

                                                                                        Recusa aos testes do etilômetro:

Ano

Testes recusados

2016

1.760

2017

19.961

2018

21.196

2019

35.769

2020

25.885

2021

21.372

2022

46.015

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Além disso, mesmo diante da recusa de realização do teste, o motorista pode ser preso em flagrante caso sejam constatados, por parte do agente público, sinais de embriaguez e alteração de sua capacidade psicomotora. Exemplos destes sinais são olhos vermelhos, dificuldade no equilíbrio, fala alterada, agressividade e desorientação, entre outros.

Investimentos em fiscalização e educação

Os investimentos da PRF em fiscalização e ações educativas são constantes no combate à mistura álcool e direção. Desde 2011, a PRF utiliza aparelhos de última geração para verificar se os condutores estão alcoolizados ao se deslocarem pelas rodovias e estradas federais.

Com o aparelho, desenvolvido nos Estados Unidos, em poucos segundos os policiais conseguem constatar, de forma prévia, a presença de álcool no ar expelido pelos pulmões dos condutores, sem que haja a necessidade do uso do bocal para soprar o etilômetro. Em seguida, caso o motorista aceite, é feito o teste que define o teor alcoólico presente no organismo do motorista.

As ações educativas também ajudam na prevenção de acidentes causados pelo consumo de álcool. Por meio do cinema rodoviário e de palestras, os policiais apresentam à sociedade boas práticas na hora de dirigir o veículo e as consequências da direção sob efeito de álcool.

Queda no número de acidentes

O aumento das abordagens e dos testes de alcoolemia têm impacto direto em um dos principais índices de monitoramento estabelecidos pela PRF em relação à segurança viária: o número de acidentes provocados pelo consumo de álcool.

Ano

Acidentes provocados pelo

consumo de álcool

2017

6.448

2018

5.205

2019

5.420

2020

5.078

2021

4.533

2022

3.651

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Comparado a 2017, o ano passado teve redução de 43,38% no número de acidentes em que a causa principal foi a direção após consumo de bebidas alcoólicas. Pressupõe-se que o reflexo no número de acidentes seja consequência da intensificação do trabalho da PRF nas rodovias, especialmente no combate à “embriaguez” ao volante, e dos esforços de educação e conscientização empreendidos pelo órgão em parceria com outras entidades.

Esforço conjunto

Para a PRF, todo e qualquer avanço ocorrido no enfrentamento à mistura álcool e direção, uma das principais causas de acidentes nas rodovias, se deve ao trabalho desenvolvido em variadas frentes de ação, e aos esforços conjuntos envolvendo entidades públicas e a sociedade.

Desde a resposta dada pelo Congresso Nacional por meio do endurecimento da legislação, até o empenho das forças de segurança pública no investimento em equipamentos, treinamento, fiscalização e campanhas de educação e conscientização, o poder público procura atender aos anseios da sociedade pela maior repressão ao comportamento de embriaguez ao volante. No entanto, para o Diretor de Operações da PRF, Marcus Vinícius Almeida, ainda é necessário mudar a cultura do motorista brasileiro. “Apesar de todo esse esforço empreendido pelo poder público, os números ainda mostram que ainda vivemos em um país onde a cultura de “beber e dirigir” ainda é muito forte, infelizmente”, afirma.

Justiça e Segurança

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Vídeo 05 – Lei Seca no Brasil completa 15 anos de proteção à vida e tolerância zero à mistura álcool e direção

O Brasil celebra os 15 anos de criação da lei que incluiu no Código de Trânsito Brasileiro a tolerância zero à mistura álcool e direção e outras substâncias capazes de alterar a forma de condução dos veículos.

Popularmente conhecida como Lei Seca, a mudança eliminou a tolerância que, até então, não previa punição a motoristas que dirigissem após o consumo de pequenas quantidades de álcool. A partir da mudança, conduzir veículos em via pública com qualquer teor de álcool no organismo passou a caracterizar infração de trânsito gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação por 12 meses.

Testes e autuações feitas pela PRF (2011 a 2022):

AnoTestes realizadosAutuações por consumo de álcool
201193.9223.963
2012648.29125.051
20131.515.16533.593
20141.017.71620.820
20151.999.60421.776
20161.939.93716.284
2017896.75717.640
20181.708.79716.661
20192.482.43917.157
2020893.1079.108
2021420.5028.186
20222.889.99211.750

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Os números retratam o esforço da Polícia Rodoviária Federal na ampliação da fiscalização nos últimos 12 anos. No ano de 2022, a PRF registrou o maior número de testes de alcoolemia feitos nas rodovias desde 2011 – primeiro ano de utilização regulamentada do etilômetro, equipamento utilizado na aferição da quantidade de álcool presente no organismo do indivíduo. O número de testes no ano passado, 2022, foi mais de 30 vezes maior que a quantidade de aferições computadas no ano de inauguração da medição pelo equipamento.

O número de autuações por consumo de álcool – quando o motorista aceita fazer o teste após ter ingerido bebida alcoólica – apresentou consideráveis oscilações nos últimos 11 anos. No ano de inauguração dos testes com o etilômetro, foram realizadas apenas 3.963 autuações. Já em 2012, ano seguinte, foram mais de 25 mil ocorrências. Em 2022, esse número foi de 11.750 autuações, menos da metade dos flagrantes registrados em 2012. Entre os motivos prováveis para a queda neste índice estão a presença da PRF nas rodovias com o aumento da fiscalização e uma possível mudança no comportamento dos motoristas no sentido de uma maior conscientização quanto aos riscos de ingerir bebidas alcoólicas antes de dirigir. A PRF entende que a sensação de aplicação da legislação com maior frequência e veemência por parte do poder público, por si só, já inibe o comportamento infrator.

Evolução da lei

A responsabilização do motorista flagrado ao dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas pode, ainda, ultrapassar a esfera administrativa e a conduta ser considerada crime de trânsito. Desde 2012, o artigo 306 do CTB define como conduta criminosa conduzir veículo com mais de 0,3 mg de álcool por litro de ar alveolar ou 6 dg de álcool por litro de sangue, ou com a capacidade psicomotora alterada por outra substância psicoativa.

O motorista abordado nessa situação é preso em flagrante e encaminhado à polícia judiciária. As sanções administrativas são mantidas e o condutor pode responder a processo na justiça. As penalidades para o crime de “embriaguez” ao volante são de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

Outro significativo avanço relacionado ao tema foi o endurecimento punitivo para dois crimes de trânsito, quando cometidos sob influência de álcool ou outras substâncias psicoativas que possam gerar dependência. Com a aprovação da lei 13.546 de 2017, a pena para quem provocar homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando embriagado, passou de 2 a 4 anos de detenção, para 5 a 8 anos de reclusão, além da suspensão da CNH. Para o crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, se praticado sob o efeito de álcool ou outro entorpecente, a pena também é de reclusão. No entanto, pelo período de 2 a 5 anos, caso as lesões resultantes sejam de natureza grave ou gravíssima, além da suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

 Prisões por embriaguez feitas pela PRF (2008 a 2022):

Ano

Prisões

2008

5.987

2009

9.037

2010

9.929

2011

8.501

2012

8.159

2013

10.204

2014

5.497

2015

4.345

2016

6.959

2017

2.745

2018

5.803

2019

6.260

2020

5.863

2021

4.808

2022

5.640

Fonte: Diretoria de Operações de PRF

As prisões por embriaguez efetuadas pela PRF desde o ano de 2008, apresentaram oscilação considerável dentro do período. Ainda no início da série, entre os anos de 2009 e 2013, estão as maiores quantidades, variando entre 8.159 prisões, em 2009, e 10.204, no ano de 2013, maior quantidade observada em todo o intervalo temporal considerado. A partir daí, o número de ocorrências dessa natureza apresentou queda e se manteve entre a casa das 4 mil e das 6 mil prisões por ano, com exceção do ano de 2017, em que foram efetuadas somente 2.745 prisões por embriaguez ao volante.

Foi justamente neste período, entre 2016 e 2017, que uma importante mudança na legislação de trânsito contribuiu para o fortalecimento do trabalho de fiscalização da PRF: a recusa em se submeter ao teste do etilômetro se tornou, a partir de então, infração administrativa. No momento da abordagem, os policiais perguntam se o motorista aceita fazer o teste e, em caso de recusa, a penalização é a mesma prevista para o condutor que faz o teste e que tem constatada a infração administrativa por embriaguez – multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir.

                                                                                        Recusa aos testes do etilômetro:

Ano

Testes recusados

2016

1.760

2017

19.961

2018

21.196

2019

35.769

2020

25.885

2021

21.372

2022

46.015

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Além disso, mesmo diante da recusa de realização do teste, o motorista pode ser preso em flagrante caso sejam constatados, por parte do agente público, sinais de embriaguez e alteração de sua capacidade psicomotora. Exemplos destes sinais são olhos vermelhos, dificuldade no equilíbrio, fala alterada, agressividade e desorientação, entre outros.

Investimentos em fiscalização e educação

Os investimentos da PRF em fiscalização e ações educativas são constantes no combate à mistura álcool e direção. Desde 2011, a PRF utiliza aparelhos de última geração para verificar se os condutores estão alcoolizados ao se deslocarem pelas rodovias e estradas federais.

Com o aparelho, desenvolvido nos Estados Unidos, em poucos segundos os policiais conseguem constatar, de forma prévia, a presença de álcool no ar expelido pelos pulmões dos condutores, sem que haja a necessidade do uso do bocal para soprar o etilômetro. Em seguida, caso o motorista aceite, é feito o teste que define o teor alcoólico presente no organismo do motorista.

As ações educativas também ajudam na prevenção de acidentes causados pelo consumo de álcool. Por meio do cinema rodoviário e de palestras, os policiais apresentam à sociedade boas práticas na hora de dirigir o veículo e as consequências da direção sob efeito de álcool.

Queda no número de acidentes

O aumento das abordagens e dos testes de alcoolemia têm impacto direto em um dos principais índices de monitoramento estabelecidos pela PRF em relação à segurança viária: o número de acidentes provocados pelo consumo de álcool.

Ano

Acidentes provocados pelo

consumo de álcool

2017

6.448

2018

5.205

2019

5.420

2020

5.078

2021

4.533

2022

3.651

Fonte: Diretoria de Operações da PRF

Comparado a 2017, o ano passado teve redução de 43,38% no número de acidentes em que a causa principal foi a direção após consumo de bebidas alcoólicas. Pressupõe-se que o reflexo no número de acidentes seja consequência da intensificação do trabalho da PRF nas rodovias, especialmente no combate à “embriaguez” ao volante, e dos esforços de educação e conscientização empreendidos pelo órgão em parceria com outras entidades.

Esforço conjunto

Para a PRF, todo e qualquer avanço ocorrido no enfrentamento à mistura álcool e direção, uma das principais causas de acidentes nas rodovias, se deve ao trabalho desenvolvido em variadas frentes de ação, e aos esforços conjuntos envolvendo entidades públicas e a sociedade.

Desde a resposta dada pelo Congresso Nacional por meio do endurecimento da legislação, até o empenho das forças de segurança pública no investimento em equipamentos, treinamento, fiscalização e campanhas de educação e conscientização, o poder público procura atender aos anseios da sociedade pela maior repressão ao comportamento de embriaguez ao volante. No entanto, para o Diretor de Operações da PRF, Marcus Vinícius Almeida, ainda é necessário mudar a cultura do motorista brasileiro. “Apesar de todo esse esforço empreendido pelo poder público, os números ainda mostram que ainda vivemos em um país onde a cultura de “beber e dirigir” ainda é muito forte, infelizmente”, afirma.

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