Um homem foi preso após reagir a um assalto na manhã desta quarta-feira (28), em Curitiba, e acabar matando um dos assaltantes. As informações são do G1.
Nas imagens, registradas por uma câmera de segurança, é possível ver três pessoas, dois homens e uma mulher, próximas a um carro, quando são abordados por dois homens que tentam roubar o veículo.
Ao entrarem no carro, um dos homens que havia se escondido atrás de um post começa a disparar contra os assaltantes, que saem do carro correndo enquanto o homem atira. De acordo com a Polícia Civil, um dos assaltantes também teria atirado.
Um dos suspeitos foi baleado e acabou morrendo no local. O outro homem conseguiu fugir, de acordo com as investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o homem que atirou foi levado para a delegacia e deve responder por porte ilegal de arma de fogo, porém, para a polícia, ele agiu em legítima defesa. Após sua prisão, o homem passou mal e foi levado para o hospital.
Revista Veja
Matéria: Ex- ministro da Justiça Sérgio Moro, concede entrevista a revista Veja, após, saída do governo Bo.sonaro.
Personagem: Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça.
Foto: Cristiano Mariz
Data: 29/04/2020
Local: Asa Sul - Brasília - DF
O hacker Thiago Eliezer dos Santos, responsável pela invasão do celular de autoridades públicas, como o ex-ministro Sergio Moro, espera fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. As informações são do O Globo.
Thiago disse ter diversas conversas inéditas de integrantes da Lava Jato. Segundo as investigações da Operação Spoofing, o hacker foi denunciado pelo Ministério Público Federal pela interceptação ilegal de conversas telefônicas e invasão de celulares. Ele era chamado de “professor” e orientava Walter Delgatti Neto em como invadir o aplicativo Telegram.
French members of the elite tactical police unit RAID enter to search the Basilica of Notre-Dame de Nice as forensics officers wait after a knife attack in Nice on October 29, 2020. - France's national anti-terror prosecutors said Thursday they have opened a murder inquiry after a man killed three people at a basilica in central Nice and wounded several others. The city's mayor, Christian Estrosi, told journalists at the scene that the assailant, detained shortly afterwards by police, "kept repeating 'Allahu Akbar' (God is Greater) even while under medication." He added that President Emmanuel Macron would be arriving shortly in Nice. (Photo by Valery HACHE / AFP)
Um ataque a faca deixou três mortos e vários feridos na manhã desta quinta-feira (29) na Basílica Notre-Dame de Nice e arredores, na França.
O prefeito da cidade, Christian Estrosi, afirmou que um suspeito foi baleado e preso, classificou o ataque como terrorismo islâmico e disse que o homem gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande).
Segundo a imprensa local, uma vítima foi decapitada e o suspeito está internado em estado grave.
Forças de segurança em área isolada em frente à Basílica de Notre-Dame de Nice, na França, após ataque a faca — Foto: Eric Gaillard/Reuters
Forças de segurança no local de ataque a faca que deixou mortos e feridos na Basílica de Notre-Dame de Nice, na França — Foto: Eric Gaillard/Reuters
Onda de ataques
Poucas horas depois, a polícia francesa matou um homem que ameaçou pessoas com uma arma em Montfavet, perto da cidade de Avignon, no sul do país. Ele também gritou “Allahu Akbar”, segundo uma rádio.
Na Arábia Saudita, a televisão estatal noticiou que um suspeito foi preso na cidade de Jeddah após atacar e ferir um guarda do consulado francês.
A embaixada francesa no país disse que o consulado foi alvo de um “ataque a faca contra um guarda” e informou que a vítima foi levada ao hospital e não corre perigo de vida.
A França tem sofrido uma onda de ataques desde a morte de Samuel Paty, professor que mostrou uma charge de Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão (veja mais abaixo).
Manifestante exibe foto do professor Samuel Paty, decapitado nos subúrbios de Paris, na França — Foto: François Lo Presti/AFP
Após o incidente em Nice, a Assembleia Nacional da França interrompeu uma sessão que discutia medidas para combater a Covid e fez um minuto de silêncio pelas vítimas.
O prefeito de Nice afirmou que “é hora de a França se exonerar das leis da paz para erradicar definitivamente o islamo-fascismo de nosso território“.
A Procuradoria antiterrorismo do país abriu uma investigação sobre o incidente, que ocorreu por volta das 9 horas (6 horas no horário de Brasília).
O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, anunciou uma reunião de crise com a presença do presidente Emmanuel Macron, que depois deve ir para a cidade.
O prefeito de Nice, Christian Estrosi, conversa com a polícia municipal no local do ataque a faca — Foto: Reprodução/Twitter
Ataques na França
A basílica fica no coração da cidade da Riviera Francesa, que já tinha sido alvo de um ataque terrorista com 84 mortos em 2016.
Na ocasião, um caminhão atropelou diversas pessoas que assistiam à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, o Dia da Bastilha.
O Passeio dos Ingleses, onde ocorreu o ataque de 2016, fica a cerca de 1 quilômetro da basílica.
Mapa da cidade de Nice, na França, mostra os locais de dois atentados, o de 2016 e o de 2020 — Foto: G1
O ataque desta quinta ocorre 13 dias após a decapitação de Samuel Paty, mas ainda no está claro se há conexão entre ambos.
A charge mostrada por Paty era da revista satírica “Charlie Hebdo”, que também foi alvo de um atentado terrorista em 2015. Por questões de segurança, a redação do periódico mudou para um local não informado após o atentado.
Em setembro de 2020, um outro atentado terrorista deixou duas pessoas gravemente feridas perto do local onde funcionava a antiga redação do “Charlie Hebdo”. O ataque ocorreu na época do julgamento de 14 acusados de cumplicidade pelo atentado de 2015.
Caricaturas do profeta Maomé são considerados blasfêmia pelos muçulmanos.
A morte de Paty causou comoção em toda a França. Milhares saíram às ruas em Paris para homenagear o professor, que recebeu a maior honraria do governo francês, a “Legion d’Honneur”. No funeral, Macron afirmou que “não renunciaremos às caricaturas”.
“Nós continuaremos, professor. Nós defenderemos a liberdade que você ensinava tão bem e nós levaremos a laicidade. Nós não renunciaremos às caricaturas e aos desenhos”, afirmou Macron.
Manifestantes se reúnem na Praça da República, em Paris, neste domingo (18) para marchar em homenagem ao professor de história decapitado em um ataque extremista — Foto: Michel Euler/AP
Reação muçulmana
A dura resposta da França, no entanto, levou a reações contrárias em diversos países de maioria muçulmana.
No fim de semana, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou duramente Macron e afirmou que o líder francês precisava de um exame de saúde mental. Em retaliação, a França convocou seu embaixador em Ancara.
Na segunda-feira (26), o presidente turco pediu um boicote aos produtos franceses. Macron rebateu dizendo que redobraria os esforços para impedir que as crenças islâmicas conservadoras subvertessem os valores franceses.
A declaração irritou muçulmanos, e diversos países registraram protestos contra a França.
Na quarta-feira (28), Erdogan afirmou que os países ocidentais que atacam o islamismo querem “relançar as cruzadas” e que permanecer contra os ataques a Maomé era “uma questão de honra para nós”.
O presidente do Egito, Abdel-Fattah al-Sisi, afirmou que a liberdade de expressão deveria parar de ofender mais de 1,5 bilhão de pessoas, mas ressaltou que rejeitava qualquer forma de violência ou terrorismo, de qualquer pessoa, em nome da defesa da religião, de símbolos religiosos ou de ícones.
Defesa à França
Em meio à escalada de tensão, o chanceler da Grã-Bretanha, Dominic Raab, pediu aos aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que se posicionem do lado dos valores da tolerância e da liberdade de expressão.
A declaração foi uma repreensão velada à Turquia, que é membro da Otan. “O Reino Unido se solidariza com a França e o povo francês após o terrível assassinato de Samuel Paty”, disse Raab em um comunicado. “O terrorismo nunca pode e nunca deve ser justificado.”
“Os aliados da Otan e a comunidade internacional em geral devem estar ombro a ombro com os valores fundamentais da tolerância e da liberdade de expressão, e nunca devemos dar aos terroristas o presente de nos dividir”, afirmou Raab.
Nesta quinta-feira (29), o presidente do Parlamento europeu, David Sassoli, disse estar “profundamente comovido” com o ataque em Nice, afirmou que “a dor é sentida por todos na Europa” e pediu unidade “contra a violência e quem incita e propaga o ódio”.
‘Respeito mútuo’
Já o Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, o espanhol Miguel Ángel Moratinos, fez um apelo na quarta-feira (28) “respeito mútuo por todas as religiões e crenças”.
Em comunicado, a agência da ONU disse que Moratinos “acompanha com grande preocupação as crescentes tensões e casos de intolerância desencadeados pela publicação de caricaturas satíricas do profeta Maomé, que os muçulmanos consideram um insulto e profundamente ofensivo”.
“Insultar religiões e símbolos religiosos sagrados provocam ódio e extremismo violento, levando à polarização e fragmentação da sociedade”, afirmou Moratinos, que já foi ministro de Relações Exteriores da Espanha.
Estamos cercados por antenas, dispositivos bluetooth e telefones celulares que emitem radiação todos os dias. Sem falar na telefonia 5G que, aparentemente, acabará com a vida na Terra. Tanta radiação não pode ser boa!
Mas quem controla os níveis de exposição e os possíveis efeitos para a saúde?
Percepção de risco
Os campos eletromagnéticos estão presentes na natureza desde antes do aparecimento do homem. Luz solar, raios cósmicos, tempestades e radiação terrestre natural são algumas dessas fontes.
Em meados da década de 1990, as redes de antenas de telefonia móvel começaram a ser implantadas. Embora tenham sido construídas seguindo padrões técnicos internacionais, que já levavam em conta a proteção da população, não nos foram oferecidas informações suficientes a respeito de seus efeitos para nossa saúde.
Por isso, apesar de uma resposta rápida de organizações, operadoras e especialistas, o pânico se instalou na cabeça de muitas pessoas.
Isso gerou um paradigma. Se, por um lado, a rejeição a essas estruturas virou um fenômeno global, por outro, a busca universal pelo serviço de telefonia era crescente.
Esclarecimento
Tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) como a União Europeia tinham consciência, no início dos anos 2000, desta deficiência e da necessidade de responder a uma preocupação e percepção social do risco associadas à telefonia móvel.
Mesmo que essa percepção e preocupação fossem superdimensionadas.
Apesar dos esforços para informar e tranquilizar a população, a OMS reconheceu em 2006 que “algumas pessoas consideram provável que a exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência acarrete riscos e que estes podem até ser graves”.
Na revisão de 2014, a OMS garantiu que “até o momento não foi confirmado que o uso de telefones celulares tenha efeitos nocivos à saúde”.
Em outro documento publicado no início deste 2020 sobre 5G, o organismo internacional insiste que nas últimas décadas não houve estudos científicos que demonstrassem uma relação causal que pudesse levantar preocupações sobre os efeitos na saúde.
“O aquecimento dos tecidos é o principal mecanismo de interação entre os campos eletromagnéticos de radiofrequência e o corpo humano.”
Esse possível efeito, em níveis de exposição normais, é insignificante. Por isso, é importante que os níveis sejam mantidos abaixo dos limites estabelecidos por agências internacionais independentes.
Quem e como os limites de exposição são definidos
Em 1992, foi estabelecida na Alemanha a Comissão Internacional para Proteção contra Radiação Não Ionizante (ICNIRP, na sigla em inglês). Essa organização científica independente e sem fins lucrativos analisa periódica e sistematicamente evidências para determinar os níveis em que ocorrem os efeitos biológicos.
Não apenas de campos eletromagnéticos de radiofrequência, mas também de outras radiações eletromagnéticas, como luz visível, infravermelha e ultravioleta, que, acima de certos níveis, também podem ser muito perigosas.
É por isso que os níveis de segurança são definidos e, por isso, não devemos nos preocupar com a radiação emitida pelo controle remoto da nossa TV. Nem o roteador wi-fi em nossa casa ou nosso telefone sem fio.
O processo de revisão é aberto e sua publicação é feita em periódico científico após processo de revisão por pares.
Assim, uma vez estabelecidos os níveis nos quais os efeitos são observados para cada frequência, é aplicado um fator de precaução ou segurança de 50.
Esses valores são aceitos pela maioria dos países ocidentais há décadas e são adotados na legislação correspondente.
Além disso, existem outras agências ou órgãos que conduzem uma revisão semelhante. Por exemplo, o Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos (IEEE) e a Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA, a Anvisa americana).
Nos últimos meses, essas três organizações, coincidindo com a implantação do 5G, revisaram e publicaram suas diretrizes para limites seguros de exposição humana.
A mão da indústria
Que a indústria está por trás de todas essas regulamentações e instituições é um argumento reiterado pelos movimentos antiantenas — agora anti-5G — que parecem abraçar todos os tipos de crenças conspiratórias em relação, também, a máscaras, vacinas e covid-19.
De fato, a indústria e os profissionais do setor têm se mostrado os mais interessados em garantir que a radiação emitida pelas antenas seja segura e que os níveis de potência estejam dentro dos limites permitidos.
Os reais riscos para a saúde
Dizer que os campos eletromagnéticos de radiofrequência são inofensivos é falso se não for acompanhado pela frase “em níveis normais de exposição”.
Esses níveis estão dezenas ou centenas de milhares de vezes abaixo dos níveis de segurança definidos pela ICNIRP.
Isso é o que vários estudos e revisões sistemáticas de exposição pessoal em condições reais têm mostrado.
Mas existem efeitos estabelecidos derivados do uso de dispositivos e que não são consequência da radiação que emitem.
Assim, está demonstrado que seu uso pode causar dependência, problemas musculares, má postura e que condicionam nossas relações pessoais e hábitos saudáveis.
Esses efeitos, no entanto, não são denunciados pelos movimentos contra essas tecnologias.
Negar as evidências, com que propósito?
Talvez você possa pensar que haja alguma controvérsia científica sobre este assunto.
Afinal, já deve ter ouvido que “numerosos cientistas alertam para os efeitos” em apelos internacionais questionáveis ou alguns pseudorrelatórios como o Bioinitiative.
Todos eles têm em comum a falta de rigor, a definição arbitrária de limites ou a extrapolação inadequada de estudos em animais ou de laboratório sem levar em conta as condições reais. Em 30 anos, não foi publicada uma revisão sistemática ou meta-análise — os estudos com maior força da ciência — que demonstrassem predições alarmantes e perigos para a saúde (efeitos no sono, concentração, fisiologia, hipersensibilidade ou até câncer) .
Por outro lado, é muito clara a relação dos conspiracionistas com a proliferação de um certo “negócio do medo” baseado em dados distorcidos, errôneos e em nenhum caso amparados por evidências científicas.
E esse negócio que se baseia nesses dados afeta áreas como a saúde, com diagnósticos ou prescrições não baseadas no conhecimento médico, e a legal, com reclamações insustentáveis baseadas em opiniões de supostos especialistas, meios de informação sem credibilidade (sites pseudocientíficos) ou, ainda, empresas que oferecem dispositivos e dispositivos de proteção totalmente desnecessários.
Um negócio baseado no medo e na ignorância que continua a alimentar a falsa percepção de que vivemos no limite da radiação.
O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no Palácio da Alvorada
A possível privatização do SUS (Sistema Único de Saúde) causou alvoroço nas redes sociais nesta semana. Diante da repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro resolveu revogar o decreto que permita estudos para parcerias entre os setores privado e público para construção e administração de UBS (Unidades Básicas de Saúde).
Segundo informações do Uol, a medida foi criticada também por parlamentares e ex-ministros, que temiam uma privatização do SUS.
O decreto revogado hoje (28) foi assinado ontem por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Conforme o Uol, mais cedo, em nota, a Secretaria-Geral da Presidência explicou que o objetivo da medida não representava qualquer decisão prévia, uma vez que “os estudos técnicos podem oferecer opções variadas de tratamento da questão”.
A conta do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi excluída do Twitter na manhã de hoje. Ao acessar o perfil utilizado por Salles até ontem, fica visível uma mensagem “Essa conta não existe”, indicando a exclusão do perfil.
Ontem, Ricardo Salles chamou de “Nhonho” o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por meio de mensagem direcionada a ele no Twitter.
Porém, prints atribuídos a um post escrito por Salles antes de o perfil ser excluído indicam que o ministro alegou ter sido alvo de hackeamento. O UOL não teve acesso à mensagem enquanto ela esteve no ar.
“Fui avisado há pouco que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário junto a conta do Pres. da Câmara dos Deputados, com quem, apesar de diferenças de opinião sempre mantive relação cordial’, disse Salles, segundo prints gravador por veículos de comunicação como a emissora CNN.
O UOL tenta contato com o Twitter o ministério do Meio Ambiente para uma posição sobre a exclusão do perfil.
No início da semana, Rodrigo Maia e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) já haviam criticado publicamente Ricardo Salles, depois que ele pediu para que o ministro-chefe da secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, deixasse de lado a postura de “Maria Fofoca”, incendiando a disputa entre as alas ideológicas e militares do governo.
O recado foi dado após uma reportagem do jornal O Globo dizer que Salles estava “esticando a corda com ala militar do governo” e “testando a blindagem” com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao mandar suspender as ações de combate a incêndios por falta de recursos. A reportagem não fazia referência ao ministro-chefe da secretaria de Governo.
A publicação de Salles nas redes sociais ganhou apoio de seguidores e de aliados do presidente Bolsonaro, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Por outro lado, parlamentares do centrão saíram em apoio a Ramos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).
Após o mal-estar generalizado, Salles decidiu pedir desculpas ao ministro-chefe Luiz Ramos, pondo fim a mais uma disputa dentro do governo de Jair Bolsonaro.
“Conversei com o Ministro Luiz Ramos, apresentei as minhas desculpas pelo excesso e colocamos um ponto final nisso. Estamos juntos no governo, pelo presidente Bolsonaro e pelo Brasil. Bom domingo a todos”, escreveu, na ocasião.
Pouco depois, Ramos indicou, também nas redes sociais, ter aceito as desculpas de Salles. “Não tem briga nenhuma”, disse Ramos. “Olha, tem uma definição, briga é quando (tem) duas pessoas”, afirmou, em seguida dizendo que não está “brigando com ninguém”.
Um comentário nas redes sociais resultou em discussão entre policiais militares de Blumenau e um jovem, que teve os dados pessoais expostos por um dos agentes durante a briga virtual. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (27) em uma página do Facebook, mas as mensagens foram apagadas cerca de duas horas depois. A publicação era sobre a operação desta segunda-feira (26), em que a PM apreendeu 190 quilos de drogas na Região Norte da cidade.
Tudo começou depois de uma acusação sem provas feita por Bruno, que prefere omitir o sobrenome por medo de represálias. Entre os comentários, ele disse que “certeza que eram 200 quilos [de droga] e os PMs pegaram 10 quilos”. O que poderia ter passado despercebido na página de humor Blumenau Mil Grau, porém, ganhou proporções maiores quando um policial, Diego Maciel, respondeu, em tom de ameaça, a suposta brincadeira:
“Interessante teu comentário, Bruno [sobrenome completo do rapaz], RG 5. [demais números do documento], morador da Rua Elvira Bornhofen. Pode ter certeza que nós da PM logo faremos um contato para você nos contar pessoalmente mais detalhes sobre essa tua alegação…
Bruno então diz não morar mais no bairro Passo Manso e recebe como resposta o nome completo da mãe dele e um nome de rua, que seria parte do endereço dela. Ela “pode nos ajudar a te achar mais fácil”, escreveu Maciel. Na sequência, o comandante do 10º Batalhão Militar, tenente-coronel Jefferson Schmidt, também se manifesta:
“Bruno, com tanta certeza assim, deves ter mais informações privilegiadas quanto da origem desta droga toda! Vamos providenciar que sejas ouvido no processo e conte um pouco mais sobre tal denúncia!!! O 10BPM e a sociedade blumenauense agradecem infinitamente sua disposição em esclarecer os fatos”.
Maciel divulgou nome da mãe do rapaz
A confusão termina e cerca de uma hora depois os comentários somem. Tanto Bruno quanto os militares negam ter deletado o que escreveram.
— Outras pessoas escreveram que eram 200 quilos e que a PM tirou 10 para ficar o número igual ao telefone deles, o 190. Eu só repeti a brincadeira e o policial veio e divulgou os meus dados — relata o jovem.
Bruno, 18 anos, realmente morou em um dos condomínios populares da Rua Elvira Bornhofen, mas atualmente vive em São Paulo. Na época que residia na região, conta que foi abordado diversas vezes pela PM.
— Só porque a gente mora na periferia eles acham que todo mundo é traficante. Já me trataram da pior forma possível, mas nunca encontraram nada — narra.
O que diz a PM
Maciel e Schmidt dizem não conhecer o rapaz e defendem que quiseram dar uma resposta à acusação infundada. Para ambos, insinuar que os policiais roubaram substância ilícita é inadmissível e a internet não deve servir para que atitudes como essa ocorram sem a devida punição ou resposta.
— Ninguém tem sangue de barata. Ora, chamar os policiais de ladrões? Eu espero que ele tenha se sentido ofendido tanto quanto nós nos sentimos. E se quiser processar, pode processar. Para defender a instituição respondo quantos processos precisar — disparou Schmidt.
Questionados sobre a divulgação dos dados pessoais de Bruno na internet, tanto Maciel quanto o comandante não confirmaram de onde as informações foram retiradas e voltaram a enfatizar que o erro maior foi a acusação contra a PM, não a exposição das informações alheias.
— Pode não ser completamente correto [divulgar os dados pessoais], mas se não gostou, que me processe. Quem fala o que quer tem que saber ouvir o que não quer — critica Maciel.
“Conjunto de erros”
O advogado Marlon Volpi, especialista na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), explica que uma instituição como a PM não pode fazer o uso indevido de dados pessoais dos quais tem acesso. O caso, inclusive, pode ser apurado pelo Ministério Público ou gerar uma ação judicial.
Por outro lado, Bruno também não deveria, mesmo que de brincadeira, acusar os policiais de subtraírem o material ilícito.
— Foi um conjunto de equívocos, mas a gente não espera que uma instituição como essa aja desse jeito. O problema da internet é as pessoas não usam com a devida seriedade — resume o advogado.
A LGPD entrou em vigor no segundo semestre deste ano e define limites e condições para coleta, guarda e tratamento de informações pessoais. A lei inclui os cuidados que órgão públicos também precisam ter.
Um estudo exclusivo realizado por técnicos do Sistema de Informações das Estatais (Siest), do Ministério da Economia, soluciona um dos principais impasses dos Correios, que tem sido objeto de inquietações no mercado. A estatal caminha para um processo de privatização, com a quebra do monopólio do serviço postal e a modernização do setor, como mostra reportagem da última edição da EXAME.
A análise da Siest mostra que o passivo dos Correios chega a 14 bilhões de reais. Quase a metade da dívida corresponde a pendências financeiras com o fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, e o plano de saúde da empresa.
Obrigações sociais e trabalhistas respondem por cerca de 17% do passivo. Outros 7% são compostos de dívidas com fornecedores, segundo o Siest.
(Arte/Exame)
O estudo também examinou o ativo da estatal e outros indicadores financeiros e econômicos importantes, como a liquidez, que teve uma piora entre 2017 e 2019, ficando abaixo de 1 nesse período. Outro indicador analisado foi o custo da atividade, que no ano passado consumiu mais de 85% da receita líquida. Em outras palavras, os Correios estão utilizando a maior parte do faturamento para pagar suas contas.
Mas há não somente más notícias. Em 2019, houve um lucro líquido de 102 milhões de reais. Foi o terceiro ano de lucros, após quatro de prejuízos. Mesmo assim, não foi suficiente para equacionar o equilíbrio financeiro da estatal.
“Nos exercícios de 2018 e 2019, a empresa contratou operações de crédito de 750 milhões de reais, recebeu aportes do Tesouro (224 milhões de reais), e consumiu aplicações financeiras para a manutenção de suas atividades operacionais e para realizar investimentos”, aponta o relatório.
De acordo com a ressalva do auditor independente do balanço de 2019, foi identificada uma incerteza sobre a continuidade das operações dos Correios. Na prática, isso quer dizer que a estatal corre o risco de se tornar dependente do Tesouro.
Quando isso acontece, os custos da empresa são pagos pela União. Esses gastos incidem sobre as despesas discricionárias do governo.
A estatal, no entanto, não está de braços cruzados. Um plano de demissão voluntária reduziu em 11.000 o quadro de funcionários, hoje de 95.000 pessoas, para enxugar os custos. A estatal também fechou 161 agências no ano passado.
Já foi dado início ao processo de desestatização da empresa. No dia 10, o projeto de lei que acaba com o monopólio dos Correios sobre o serviço postal foi enviado para apreciação da Secretaria-Geral da Presidência da República e Casa Civil. A expectativa é que seja enviado ainda neste ano para o Congresso.
O consórcio contratado pelo BNDES para propor modelos de desestatização dos Correios e sua precificação segue trabalhando. A intenção é que esses estudos sejam finalizados, depois de rodadas de conversas com o governo e o mercado, até o final do ano que vem. Depois disso, será lançado o edital referente à desestatização.
A privatização conta com o apoio de boa parte da sociedade. Uma pesquisa EXAME/IDEIA realizada com 1.235 pessoas entre os dias 24 e 31 de agosto mostrou que 40% dos brasileiros apoiam a venda dos Correios — percentual muito superior em relação aos que apoiam a venda da Petrobras, 28%, ou da Caixa, 22%.
As queixas dos consumidores em relação ao serviço prestado pela estatal aumentaram neste ano. Somente nos primeiros 14 dias de setembro, a Fundação Procon-SP registrou 756 reclamações contra os Correios. No mesmo mês no ano passado, foram 132, um aumento de 472%. O principal motivo é o não fornecimento do serviço em razão da última greve, que durou 35 dias.
O delegado-geral de Polícia de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que a Polícia Militar do Paraná irá anunciar que se confundiu e que Paulo Cupertino, acusado de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele, não foi preso no norte paranaense. Mais cedo, Fontes havia informado a imprensa de que o assassino havia sido preso. As informações são do G1.
Na segunda-feira (26), a polícia descobriu que Paulo Cupertino havia tirado um RG com nome falso durante a fuga. Ele foi até um posto do instituto de identificação do Paraná, tirou foto no local, cedeu as digitais e saiu com uma nova identidade.
No documento, Paulo usou o nome de Manoel Machado da Silva. Já na foto, ele aparece com o cabelo curto, todo penteado pra trás, diferente do cabelo que usava na época do crime. De acordo com investigações, Paulo Cupertino teria passado por mais de 300 endereços em 10 estados e dois países da América do Sul.
Crime
Conforme as investigações, Paulo não concordava com o namoro do ex-Chiquititas com a sua filha Isabela Tibcherani.
Rafael Miguel, de 22 anos, namorava com Isabela há cerca de um ano quando, no dia 9 de junho de 2019, foi com os pais, JoãoAlcisioMiguel, 52 anos, e MiriamSelmaMiguel, 50, à casa dela no bairro da Pedreira, Zona Sul paulista. Eles conversavam com a jovem e sua mãe, quando Paulo chegou armado e disparou 13 tiros contra o ator e seus pais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp anunciaram nesta quarta-feira (28) os resultados preliminares da plataforma de denúncia de contas suspeitas de disparos de mensagens em massa. No contexto do Programa de Enfrentamento à Desinformação, a plataforma de denúncias é uma das parcerias feitas entre o TSE e o WhatsApp para combater a viralidade e as notícias falsas nas Eleições 2020.
No período de 27 de setembro a 26 de outubro, o canal com o TSE recebeu 1.037 denúncias, sendo 17 descartadas por não estarem relacionadas às eleições. Os dados foram enviados ao WhatsApp para que seja verificado se as contas indicadas violaram seus Termos de Serviço.
Após uma primeira etapa de revisão, o WhatsApp identificou números duplicados e inválidos (sem uma conta válida de WhatsApp atrelada). Feita essa primeira verificação restaram 720 contas válidas. Deste total, 256 foram banidas por violação de seus Termos de Serviço, número que corresponde a mais de 35% das contas válidas enviadas pelo TSE. Do total de contas banidas, mais de 80% foram derrubadas de forma proativa e automática pelo sistema de integridade do WhatsApp, antes mesmo de serem reportadas.
Para a secretária-geral da Presidência do TSE, Aline Osorio, os resultados iniciais indicam a eficácia da parceria. “O resultado preliminar mostra que o canal para denunciar suspeitas de disparo em massa tem sido efetivo. Aos eleitores, o TSE pede que usem o canal de denúncias sempre que receberem mensagens suspeitas, de cunho eleitoral, de modo a contribuir para uma eleição limpa e justa. Aos partidos e candidatos, o tribunal alerta: disparo em massa é ilegal e pode ser punido.”
“Gostaria de reforçar a importância dessa plataforma de denúncia, fruto da parceria entre TSE e WhatsApp, que permite que qualquer pessoa aponte contas suspeitas de disparo em massa. Assim, além da denúncia dentro do próprio aplicativo, é possível enviá-la ao TSE. Essa aliança já vem mostrando resultados positivos para o pleito brasileiro”, reforça Dario Durigan, diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Facebook Brasil.
Além do canal de denúncias, a parceria entre o TSE e o WhatsApp também inclui outros três pontos: a criação do “Tira-dúvidas no WhatsApp”, um chatbotpara facilitar o acesso dos eleitores a informações relevantes sobre as eleições; a realização de cursos de capacitação para servidores dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sobre como combater a desinformação nas plataformas digitais; e a disponibilização de um pacote de figurinhas para incentivar o engajamento dos eleitores no processo eleitoral.
O WhatsApp integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação com foco nas Eleições Municipais de 2020 desde outubro do ano passado.