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sexta-feira, julho 10, 2026
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Em mensagem de Natal, presidente afirma que Brasil mudou

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Às vésperas do Natal, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, falaram em cadeia nacional de rádio e televisão. No pronunciamento, o presidente destacou que 2019 foi um ano muito especial e de conquistas.

“A esperança voltou no Brasil. Temos muito que agradecer, em especial, à grande parte da população brasileira que me deu a missão de ser presidente dessa nação. Tenho que agradecer a Deus que me deu uma segunda vida e tive a possibilidade ímpar de escolher 22 ministros pelo critério técnico e compromissados com o futuro do Brasil”, afirmou.

Bolsonaro disse que, quando assumiu a presidência, havia no país uma crise ética, moral e econômica. Mas que, agora, o cenário é diferente. “O Governo mudou. Hoje, temos um presidente que: valoriza a família, respeita a vontade do seu povo, honra seus militares, acredita em Deus”.

O presidente destacou, ainda, os números positivos da economia, a queda dos índices de criminalidade, o aumento significativo no número de turistas, o 13º salário do Bolsa Família, o sucesso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do agronegócio, a lei da liberdade econômica e as obras feitas pelos batalhões de engenharia do Exército.

A primeira-dama desejou a todos um Natal abençoado e um feliz 2020. “Que possamos juntos, com muito amor e dedicação, construir um Brasil mais justo, mais inclusivo e mais solidário para todos”.

 

Prazo de livre troca para saque-aniversário do FGTS acaba dia 31

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A livre possibilidade de o trabalhador trocar de modalidades de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) acabará no fim do ano. Até 31 de dezembro, será possível trocar livremente entre o saque-aniversário, retirada anual de parte do saldo no aniversário do trabalhador, e o saque-rescisão, pago somente em demissão sem justa causa.

A partir de 1º de janeiro, o trabalhador continua podendo aderir ao saque-aniversário. No entanto, quem tiver feito a escolha terá de esperar pelo menos dois anos para voltar ao saque-rescisão.

A adesão ao saque-aniversário está liberada desde 1º de outubro. Para escolher a modalidade, o beneficiário deve entrar na seção “saque-aniversário”, na página do FGTS na internet, ou usar o aplicativo FGTS, disponível para smartphones e tablets dos sistemas Android e iOS e para computadores com o sistema Windows.

Calendário

Ao optar pelo saque-aniversário, o trabalhador deverá escolher a data em que deseja que o valor esteja disponível: 1º ou 10º dia do mês de aniversário. Quem escolher o 10º dia retirará o dinheiro com juros e atualização monetária sobre o mês do saque. Em 2020, o saque-aniversário será de abril a junho para os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro, de maio a junho para os nascidos em março e abril e de junho a agosto para os nascidos em maio e junho.

A partir de agosto, a retirada ocorrerá no mês de aniversário até dois meses depois. De 2021 em diante, as retiradas sempre ocorrerão no mês de nascimento do trabalhador, até dois meses depois. Caso o beneficiário não faça o saque no período permitido, o dinheiro volta para a conta do FGTS.

Valores

O trabalhador que aderir ao saque-aniversário poderá sacar um percentual do saldo de todas as contas do FGTS, ativas e inativas, em seu nome. Além do percentual, ele receberá um adicional fixo, conforme o saldo da conta. O valor a ser sacado varia de 50% do saldo sem parcela adicional para contas de até R$ 500 a 5% do saldo e adicional de R$ 2,9 mil para contas com mais de R$ 20 mil.

Em troca de retirar uma parcela do FGTS a cada ano, o trabalhador deixará de receber o valor depositado pela empresa caso seja demitido sem justa causa. O pagamento da multa de 40% nessas situações está mantido. As demais possibilidades de saque do FGTS – como compra de imóveis, aposentadoria e doenças graves – não são afetadas pelo saque-aniversário.

Saque imediato

O saque-aniversário não está relacionado ao saque imediato, que prevê a retirada de até R$ 998 do FGTS de todas as contas ativas e inativas. Quem não retirou o dinheiro nessa modalidade ao longo dos últimos meses ainda poderá fazer o saque até 31 de março. Depois disso, o dinheiro retornará para a conta do FGTS.

Bancos funcionam hoje e fecham nos dias 31 e 1º

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As agências bancárias abrem normalmente hoje (26), após o atendimento em horário especial na véspera do Natal. O último dia útil do ano para atendimento ao público, com expediente normal para a realização de todas as operações bancárias, será 30 de dezembro. No dia 31 (terça-feira), as instituições financeiras não abrem para atendimento. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A Febraban lembra que as agências bancárias não funcionam em feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou federais. Dessa forma, os bancos não funcionaram no Natal (25) e não abrirão no dia da Confraternização Universal (1º de janeiro).

A federação orienta a população a utilizar os canais alternativos de atendimento bancário para fazer transações financeiras, como mobile e internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes.

Os carnês e contas de consumo (como água, energia e telefone) vencidos no feriado poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte. Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais.

Os clientes também podem agendar os pagamentos das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados, como sacados eletrônicos, poderão ser agendados ou pagos por meio do DDA (Débito Direto Autorizado).

Weintraub republica postagem chamando Bolsonaro de traidor, apaga e diz que foi um erro

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BRASÍLIA – O ministro da Educação, Abraham Weintraub, compartilhou uma postagem de um youtuber conservador que chama o presidente Jair Bolsonaro de traidor por não ter vetado, como queria o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a criação do “juiz de garantias” ao sancionar o pacote anticrime. Após a publicação, Weintraub apagou a mensagem alegando ter se enganado.

“Estou em viagem, em um navio, com internet intermitente. Fico horas sem internet. Dei RT sem querer em um post. Evidentemente que foi um erro”, afirmou o ministro.

Weintraub republicou uma postagem do youtuber Nando Moura que ficou conhecido nas redes por defender a pauta conservadora e ser um dos perfis mais influentes dentro da rede de apoio ao presidente no mundo virtual. Pelo Twitter, Moura afirmou que Bolsonaro, ao sancionar a emenda, “traiu não só o ministro Sérgio Moro mas todo o povo brasileiro”.

“Não existe mais nenhuma justiça neste país”, disse o youtuber. A postagem de Nando Moura foi uma das mais republicadas no dia e hastag #BolsonaroTraidor ficou entre os principais assuntos do Twitter.

Ainda nas redes sociais, o irmão do ministro, Arthur Weintraub, assessor especial do presidente, tentou explicar a situação. Confira o tuíte abaixo:

 

OMS alerta para ondas de calor nos países da América do Sul

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para que os países da América do Sul se prepararem para ondas de calor, com possíveis impactos na saúde da população local.

As ondas de calor na região, segundo a OMS, têm potencial para reduzir a disponibilidade de água, aumentar o risco de incêndios florestais e provocar perdas na agricultura. Há ainda a possibilidade de interrupção de energia elétrica, o que pode prejudicar vários serviços.

De acordo com a OMS, 24 países do continente americano, entre eles o Brasil, foram afetados por ondas de calor nos últimos 12 meses.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgou um guia de contingência indicando que os países fortaleçam a vigilância para mortalidades associadas ao calor e melhorem qualidade dos serviços públicos.

As mortes provocas pelas ondas de calor ocorrem, sobretudo, pelo agravamento e doenças infecciosas ou crônicas – como cardiopulmonares, renais, endócrinas e psiquiátricas.

Para 2020, os meteorologistas consultados pelo G1 esperam um verão chuvoso em quase todas as regiões do Brasil. As temperaturas devem ficar dentro da média para a estação. Em 2019, a estação foi a 5ª mais quente da história em São Paulo.

Mega da Virada: mais de R$ 99,3 milhões deixaram de ser resgatados desde 1º sorteio do concurso especial, diz Caixa

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Mais de R$ 99,3 milhões em prêmios deixaram de ser resgatados desde o primeiro sorteio da Mega da Virada, em 2009, segundo a Caixa.

As apostas para a Mega-Sena da Virada, com prêmio estimado em R$ 300 milhões, já estão disponíveis desde o dia 11 de novembro. Mas nem todo mundo que tentou a sorte nesse concurso especial ao longo dos sorteios anteriores e que faturou o prêmio resgatou o valor.

Depois da data em que é feito o sorteio, dia 31 de dezembro, os ganhadores têm até 90 dias para retirar o prêmio – seja quem acertou as seis dezenas, cinco dezenas e quatro dezenas.

É possível receber o prêmio em qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Caso o prêmio líquido seja superior a R$ 1.332,78 (bruto de R$ 1.903,98), o pagamento pode ser realizado somente nas agências da Caixa. Valores iguais ou acima de R$ 10.000,00 são pagos após 2 dias da apresentação na agência da Caixa.

Mega da Virada

As apostas para a Mega-Sena da Virada começaram no dia 11 de novembro, mas desde o último domingo (22) os jogos passaram a ser exclusivos para o concurso 2.220, da Mega da Virada.

Como ocorre em todos os concursos especiais, o prêmio da Mega-Sena da Virada não acumula. Caso ninguém acerte os seis números, o prêmio será dividido entre os apostadores que acertarem cinco dezenas, e assim por diante. Em 2018, o valor estimado era de R$ 200 milhões, no dia do sorteio chegou a R$ 302,5 milhões e 52 apostas dividiram o prêmio.

As apostas para a Mega da Virada custam o mesmo valor da Mega-Sena regular, R$ 4,50, e podem ser feitas com os volantes específicos do concurso da Virada.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Conheça abaixo, no podcast O Assunto, as curiosidades e probabilidades de ganhar na Mega da Virada:

Minoria na população de rua, mulheres foram vítimas em 51% dos casos de violência contra moradores de rua no Brasil

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Minoria entre os moradores de rua, as mulheres foram as principais vítimas de agressões contra esse grupo: 50,8% dos 17.386 registros de violência na população de rua de 2015 a 2017 foram contra elas. O dado, do Ministério da Saúde, leva em conta os casos em que a motivação principal do ato violento era o fato de a pessoa estar em situação de rua.

No Brasil, as mulheres representam de 15% a 20% da população de rua – o percentual varia em cada cidade e não existem dados nacionais. Na capital paulista, as mulheres representam apenas 14% das abordagens e 7% dos pernoites em abrigos da Secretaria Municipal de Assistência Social em 2018.

Moradoras de rua ouvidas pelo G1 em São Paulo acreditam que as agressões fazem parte de um ciclo de violência que começa antes da mulher sair de casa. Elas relatam terem sido vítimas de estupros, ameaças e assédio nas ruas.

“Quando a mulher vem pra rua, geralmente é porque o marido batia nela, porque ela já era agredida dentro de casa. Muitas vezes ela estava em um relacionamento abusivo e ela vem pra rua se livrar disso, mas não consegue”, diz Verônica Alves, de 29 anos, que vive em situação de rua na cidade de São Paulo desde os 18 anos.

Além das agressões físicas, as mulheres reclamam ainda da violência psicológica praticada por funcionários dos serviços de assistência social. É o que relata Suely*, de 59 anos, que hoje passa a noite em albergues da Prefeitura de SP depois de viver mais de 20 anos na rua.

“Nos abrigos eles tratam a gente assim: ‘Cala a boca, se ele tá gritando com você é porque você fez alguma coisa.’ Eles não pedem mais explicação. Não querem saber qual é o problema.”

De acordo com pesquisadores da área de assistência social, essa discrepância entre homens e mulheres nas notificações de violência ocorre por conta da reprodução da cultura machista no ambiente das ruas. Silvânia Andrade, técnica do Ministério da Saúde, avalia também que haja maior procura pelo serviço de saúde por parte das mulheres, o que resultaria em maior número de registros.

Verônica Alves, de 29 anos, reclama do tratamento dado às mulheres trans na população em situação de rua de São Paulo — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

Perfil da mulher moradora de rua

O perfil da mulher moradora de rua no município é diferente daquele do homem. Em média, elas usam menos drogas ilícitas e dormem mais em albergues. Além disso, as mulheres são mais agredidas por outros moradores de rua, enquanto os homens indicam membros das polícias como seus principais agressores.

Os dados, tabulados com exclusividade para o G1 pelo pesquisador Eduardo Rigonati e pela professora Silvia Schor, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), são do censo da população de rua de São Paulo de 2015, o último realizado na capital.

De acordo com a pesquisa, elas realmente procuram com mais frequência os serviços de saúde. Mas, apesar disso, o grupo feminino também apresenta percentuais mais altos do que o masculino em relação a várias doenças, como depressão, hipertensão, doenças do aparelho digestivo e respiratório, diabetes e doença cardíaca.

Em geral, elas ficam menos sozinhas: enquanto 79% dos homens moradores de rua de São Paulo declararam viver sozinhos, 65% das mulheres disseram que vivem com alguém.

Para o Padre Júlio Lancellotti, que há mais de 30 anos atua em defesa deste grupo na Pastoral do Povo de Rua, isso ocorre porque as mulheres buscam a proteção da vida em comunidade.

“A mulher vira uma moeda de troca na rua, ela tem que ter um dono. Elas sofrem mais violências porque nas ruas há uma disputa pela mulher”, explica Lancellotti.

 Casa de Oração do Povo da Rua, na região central de São Paulo — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

A dependência da figura masculina para obter proteção é confirmada pelas moradoras.

“Elas veem no companheiro um porto seguro pra viver protegida na rua, mas geralmente esses caras são alcoólatras, drogados, eles fazem mal a elas também”, diz a moradora de rua Verônica Alves.

“Eles acham que a mulher foi feita pro homem e ela é obrigada a fazer o que ele quer”, acredita Suely*.

Segundo os dados do censo, as mulheres que moram nas ruas de São Paulo ressaltam mais a necessidade de encontrar uma moradia fixa como motivação para sair dessa condição, em comparação com os homens.

Dentre as entrevistadas, 44% delas aponta a moradia fixa como condição para sair da rua. Entre os homens o desejo de moradia é mencionado por 31%, mesmo percentual dos que indicam a necessidade de emprego fixo.

Yole Baldin, de 73 anos, mora em um dos abrigos administrados pela Prefeitura de São Paulo — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

A falta de moradia trouxe de volta à rua a idosa Yole Baldin, de 73 anos. Ela vive há dois meses em um abrigo da Prefeitura de SP.

“Eu estava morando em um quartinho, numa pensão, mas o cara pediu o cômodo de volta porque eu não tinha dinheiro pra pagar o que ele queria”, conta. Sua filha, Silvia Mary Leme, de 44 anos, viveu 20 anos na rua.

“Pra gente é sempre mais complicado. A mulher tem que puxar carrinho, a mulher tem que cuidar das crianças. É vivendo e aprendendo e aí você aprende o que não presta. E no fim a culpa é sempre da mulher”, diz Silvia.

Yole Baldin, de 73 anos, e sua filha, Silvia Mary Leme, de 44 anos, viveram mais de 20 anos como moradoras de rua.  — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

Medo de estupro

A violência sexual é apontada pelas mulheres de rua como o maior risco de quem não tem domicílio fixo. “O maior chamariz é a violência sexual, é o que elas mais temem”, confirma o Padre Júlio Lancellotti.

O grupo mais vulnerável a esse tipo de agressão é o das transexuais mulheres: trata-se da identidade de gênero mais frequente entre as notificações de violência motivada pela situação de rua da vítima, segundo dados do Ministério da Saúde.

É o caso de Verônica, mulher trans que vive em um abrigo em São Paulo. Ela relata já ter sido vítima de estupro quando dormia na calçada.

“O cara estava com uma faca, ele me ameaçou, estava escuro. Eu não tinha o que fazer”, conta. “Eu estava tentando dormir em um lugar na rua onde eu pudesse ficar segura, onde não viesse um skinhead ou uma pessoa mal-intencionada me fazer mal, mas não adiantou muito.”

Verônica Alves, de 29 anos, vive em situação de rua na cidade de São Paulo desde os 18 anos.  — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

A história de Suely*, de 59 anos, não é diferente. Ela também foi ameaçada de estupro por um outro morador de rua, mas conseguiu escapar.

“Ele queria que eu entrasse dentro da barraca dele. Ele falava que toda mulher é obrigada a entrar quando ele quer. Dizia que mulher foi feita pro homem”, lembra.

Suely* conta que viveu 10 anos na mesma calçada em um bairro na região central de São Paulo até ser obrigada a sair de lá por conta das ameaças do agressor.

“E ele falava aqueles nomes horríveis, sabe? Ele usava uma barra de ferro enorme e colocava na minha cara.”

“Você não vai entrar [na barraca]? Se eu quiser você vai entrar, sim. Essa barra de ferro aqui, eu soco essa barra de ferro na sua boca e arrebento você”, dizia o homem, segundo Suely*.

Outras pessoas passaram na rua no momento em que as ameaças foram feitas, mas ninguém agiu.

“Nessa hora um conhecido meu estava perto e não fez nada. Ficou olhando. Ele me conhece há mais de 10 anos e mesmo assim ele não fez nada”, diz.

Verônica acredita que a falta de reação dos homens diante de casos de violência na rua é comum. “Nessas situações os outros homens nunca fazem nada. Eles se juntam, porque nessa hora eles são muito unidos. Às vezes eles olham, sentam e ficam observando”, diz.

Violência em abrigos

Além dos casos de violência sexual as mulheres relataram ainda agressões que ocorreram dentro das dependências de assistência social da Prefeitura de São Paulo.

“Os homens parece que têm mais prioridade que as mulheres, na rua. Então sempre que tem uma atividade nos serviços da prefeitura, nos abrigos, os homens falam e não querem deixar a gente falar. Eles ficam com agressividade pra cima da gente e os funcionários nunca fazem nada”, relata Suely*.

Para ela, o atendimento dos serviços de assistência coloca a mulher em “último lugar”.

“Eles tratam mulher como se fosse um lixo”, resume.

Centros de Acolhida na Zaki Narchi, Zona Norte de São Paulo  — Foto: Paula Paiva Paulo/G1

O atendimento é alvo de críticas também de Verônica, que sofre dificuldades para se encaixar nos abrigos por ser trans. Segundo ela, mesmo nas moradias que têm espaços exclusivos para mulheres transexuais, há casos de violência.

“No abrigo da Zaki Narchi, que tem um espaço para nós, só tinha eu nessa área uma noite. E aí eles colocaram um horário pro meu banho e colocaram um monitor na porta, para não entrar ninguém. Mas um cara que queria ficar comigo foi no banheiro, passou pela porta e tentou me agarrar dentro do banheiro”, lembra.

“Eu chamei o monitor pelo menos três vezes e ele não fez nada. Não sei se ele fingiu que não ouviu. Mas aí o cara entrou e tentou me agarrar e eu me defendi. Briguei com ele lá dentro mesmo. Depois disso, fui desligada do abrigo, como se fosse minha culpa. Fui buscar minhas coisas e eles já tinham jogado tudo embora. Meus papeis, meus documentos, meu histórico escolar. Tudo no lixo.”

Soraia*, de 29 anos, diz que sempre conviveu com o assédio dos homens dentro dos abrigos, mas a situação piorou depois que se converteu à religião muçulmana.

“Eu gosto de usar minhas roupas assim, eu gosto do véu. Mas no abrigo as pessoas me olham estranho. Já me chamaram de puta, já me ameaçaram. Eles dão risada de mim, falam que eu faço isso porque quero virar santa”, conta.

“Muitos homens de rua não respeitam as mulheres. E eu acho que eles deviam respeitar todas, não importa a roupa. Uma legging, uma calça, uma saia, isso vai do gosto.”

Minoria nas ruas

Não existem dados oficiais sobre a população em situação de rua no país e, por isso, não há estatísticas de quantas mulheres estavam nessa condição no período em que foram registradas as notificações de violência do Ministério da Saúde. No entanto, censos realizados em grandes centros mostram que as mulheres são minoria na população de rua: entre 15% e 20% do total.

Em São Paulo, a população em situação de rua era de 15.903 pessoas em 2015, de acordo com o último censo, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) com a Prefeitura de São Paulo. Desse montante, 82% eram homens e apenas 15% mulheres.

No Rio de Janeiro, um estudo feito pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) em 2016 verificou que os homens são 81% da população em situação de rua na cidade e as mulheres são 19%.

Em Belo Horizonte, a mesma tendência se repete: um censo de 2014 mostra que as mulheres correspondem a 13,2% da população de rua enquanto os homens eram 86,8%, segundo dados da prefeitura.

Cartazes feitos por moradores de rua na Casa de Oração do Povo da Rua, no Centro de São Paulo — Foto: Patrícia Figueiredo/G1

Apesar de serem minoria nas ruas, as mulheres tiveram mais registros de violência que os homens, segundo o Ministério da Saúde. Em 92% dos casos a violência indicada na notificação do SUS foi física e os principais prováveis autores da agressão foram pessoas desconhecidas (37% dos casos), seguidos por amigos e conhecidos (33%), familiares (6%) e parceiros (5%). Em 19% dos casos notificados a agressão ocorreu mais de uma vez.

O relatório do Ministério da Saúde também chama atenção para a alta frequência de lesões autoprovocadas neste grupo: aproximadamente 7% das notificações se enquadram nessa categoria. A violência autoprovocada inclui autoagressões, como mutilações, e tentativas de suicídio.

Discrepância entre homens e mulheres

Faltam estudos sobre a situação das mulheres moradoras de rua no Brasil, segundo especialistas em assistência social. Para eles, a falta de pesquisas sobre o tema faz com que seja mais difícil determinar porque a violência atinge as mulheres em situação de rua de forma mais severa.

“Uma das hipóteses mais relevantes que levantamos é a maior procura pelo serviço de saúde por parte das mulheres, algo que é histórica e culturalmente construído. Nós vemos isso na sociedade como um todo”, explica Silvânia Andrade, técnica do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES) do Ministério da Saúde.

Moradores de rua se protegendo do frio na Av. Gen. Olímpio da Silveira, na região central de São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Segundo o padre Júlio Lancellotti, as mulheres de rua também carregam maior responsabilidade nos núcleos familiares e comunitários e, por isso, são consideradas alvos mais fáceis da violência.

“São muitos os agressores: tem os clientes da prostituição, tem os companheiros, tem os ex-companheiros, tem os policiais, tem os outros moradores de rua”, diz. “Por conta dessa grande quantidade de riscos, elas acabam dormindo mais em abrigos e menos nas calçadas.”

O machismo também é apontado como um dos principais fatores que ocasiona a discrepância entre homens e mulheres de rua nas notificações de violência do SUS.

“Nós consideramos que a reprodução da cultura machista é reproduzida também no ambiente das ruas, atingindo fortemente as mulheres”, avalia Andrade.

Lancelloti afirma que já ouviu reclamações machistas durante atividades com moradores de rua em São Paulo.

“Um jovem da rua falou comigo e disse ‘Eu até respeito essa mulher, mas você viu o jeito que ela estava vestida, padre?’ Ele estava recriminando a forma como ela estava vestida, estava reproduzindo aquilo que a gente já vê na sociedade fora das ruas também”, conta Lancellotti.

Para a pesquisadora do Ministério da Saúde, resolver a disparidade nas notificações de violência de homens e mulheres de rua só será possível com investimento em estratégias específicas para o público feminino.

“O que pode ser feito é entender os mecanismos que levam as mulheres a viver em situação de rua e oferecer alternativas, incluindo moradia para que essas mulheres reduzam a sua vulnerabilidade”, afirma Andrade.

“Precisamos pensar em estratégias de acolhimento às mulheres em situação de rua que sofrem violência de modo a interromper este ciclo, e também investir em preparo dos agentes policiais para lidar com as mulheres vítimas, indo além de abordagens estigmatizadas e normalizantes da violência nas ruas.”

Ciclismo será atração no aniversário de Chupinguaia na sexta

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Acontece na sexta-feira, 27, a 1ª Corrida de Ciclismo Speed de Chupinguaia. O evento esportivo é alusivo às comemorações de 24 anos de emancipação político-administrativa do Município. A promoção é do Detran, Prefeitura Municipal e Velga Bike.

A corrida terá premiação de R$ 1 mil ao vencedor, com R$ 700,00 para o segundo colocado e R$ 500,00 para o terceiro, além de troféus. Além disso, haverá sorteio de brindes aos competidores.

Também será realizado passeio ciclístico, com apresentação de manobras radicais. A programação também inclui gincana de motos e bolo comemorativo ao aniversário da cidade.

As inscrições já estão abertas, e podem ser feitas através do telefone 98817 – 9552. O evento começa às 14 horas.

Sequestrados há 3 dias em MS, pai e filho são achados e voltam para casa em RO

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Sequestrados há 3 dias no município de Nova Alvorada, a 107 km de Campo Grande, pai e filho foram encontrados no estado do Mato Grosso e voltaram para a cidade de origem, Pimenta Bueno (RO), nesta quarta-feira (25). Na ocasião a vítima conduzia um caminhão, quando foi abordada por bandidos durante a madrugada. O filho dele, um adolescente de 13 anos, estava como passageiro.

“Eles chegaram aqui no final da manhã e agora meu marido saiu para ir lá ver o pai dele, que estava muito preocupado. É a segunda vez que acontece isso com ele e, infelizmente, cheguei a pensar o pior. Mas, graças a Deus está tudo bem com ele e meu enteado. Meu restinho de Natal será em paz”, afirmou a esposa de uma das vítimas, a vendedora Akira Abigail, de 29 anos.

Conforme Akira, o marido saiu de casa no dia 17 de dezembro e parou, pela primeira vez, em Chupinguaia, que fica no mesmo estado. No último domingo (22), às 7h (de MS), ela perdeu o contato. “Não conseguiram mais rastreá-lo desde então. E a sorte é que ele não levou a nossa filha de 7 anos, que estava tomando remédio, tinha a hora certo para isso e eu não deixei”, relembrou.

Com as buscas da polícia de Mato Grosso do Sul e outros estados comunicados, pai e filho foram encontrados em Alto Paraguai (MT). “Lá eles prestaram depoimento na delegacia e vieram embora. Meu marido trabalhou mais de 10 anos como motorista e agora ele não quer mais. Pretende vender o caminhão e não trabalhar mais com isso”, disse.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que também ajudou nas buscas pelas vítimas, informou que passará mais detalhes da ocorrência.

Ex-moradora de Novo Horizonte está entre os integrantes de quadrilha que investiu R$ 1 milhão em túnel na tentativa de roubar R$ 300 milhões de banco, no Mato Grosso do Sul

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R$ 1 milhão. Este foi o valor aproximado investido pela organização criminosa que cavou túnel para roubar agência do Banco do Brasil localizada no bairro Monte Castelo, em Campo Grande. Por semana, o grupo gastava cerca de R$ 21 mil em aluguel de imóveis, aquisição de ferramentas e outras despesas operacionais. A aposta era de que, caso o plano tivesse êxito, eles teriam acesso a cerca de R$ 300 milhões, apesar de não haver garantias de que esse montante estaria armazenado no cofre do banco.

A tentativa de roubo foi frustrada por ação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo Bancos, Assaltos e Sequestros) realizada na noite do último sábado (22). Na ocasião, dois suspeitos morreram em confronto com a Polícia Civil e sete foram presos, no entanto existe a possibilidade de que mais pessoas estejam envolvidas, levado em consideração o trabalho sofisticado realizado pela quadrilha que tinha até mesmo conhecimento de engenharia para garantir escavação segura.

Durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (23), o delegado João Paulo Sartori, um dos responsáveis pelo inquérito, disse que a quadrilha vinha sendo investigada já há um bom tempo, a partir de outro roubo ocorrido em Campo Grande. No sábado, os policiais detectaram movimentação intensa no imóvel locado pelo bando e decidiram fazer abordagem a um caminhão e a uma caminhonete que saíam do local. Houve confronto, ocasião em que dois dos ladrões que estavam em uma Hilux morreram. O motorista do caminhão foi baleado.

Presos
Entre os presos estão Elaine G.,de C., de 36 anos, contadora que fazia a gestão financeira do roubo. Ela era natural de Rondônia e estava morando no Mato Grosso. José W., N., P., da S., de 48 anos, estava na Hilux e morreu no confronto. Ele era do Maranhão e já havia participado do roubo de R$ 6 milhões em São Paulo, em 1998. Quem também morreu na troca de tiros foi Renato N., de 42 anos, um dos mentores do crime e responsável pela cooptação dos comparsas.

Foram presos ainda Gilson A., da C., de 43 anos, natural de Campos Sales (CE) e que fazia o serviço de pedreiro; Francisco M., R., de 41 anos, de Santana do Acaraú (CE), também pedreiro;  Laurinaldo B., de S., 51 anos, natural de Sertânia, no Pernambuco, com passagem por roubo. Laurinaldo fugiu de um presídio em São Paulo, por meio de um túnel.

Também foram presos, Wellington L.,dos S., J., de 28 anos, pedreiro morador em Iperó (SP), Robson A., do N., de 50 anos, marido de Elaine e natural da Bahia, e Bruno O., de S., de 30 anos, baiano baleado durante confronto, atualmente internado na Santa Casa sob escolta policial.

Investimentos
Conforme relatado pelo delegado, 95% do trabalho de escavação feito pela quadrilha era manual. Eles cavavam em uma inclinação de 30 graus e retiraram cerca de 100 metros cúbicos de terra por dia. Em média, avançavam dois metros a cada 24 horas. Além do imóvel que eles alugaram para abrir o túnel, também tinham pelo menos mais seis imóveis, entre eles alguns de alto padrão, que usavam para despistar a polícia. “Nunca ficavam muito tempo no mesmo lugar”, disse Sartori.

Foram apreendidos com eles macaco hidráulico, micro câmera usada para observar o interior da agência por meio de um pequeno buraco feito pelo piso a partir do túnel, um bloqueador de sinal, pás, enxadas e outras ferramentas. O grupo ainda tinha um sistema de comunicação dentro do túnel. O meio como eles realizavam o plano leva a polícia a crer que tinham conhecimento em engenharia civil.

À imprensa, Elaine disse que conheceu Gilson na Bahia e que não sabia de nada do plano. Ela disse que o casal se mudou para Mato Grosso do Sul, trabalhava em uma construtora e morava no bairro Parque Lageado. A quadrilha vai responder por associação criminosa armada, uso de documento falso e tentativa de roubo.

JIR 2026 terá as duas fases dos Jogos Intermunicipais de Rondônia em Jaru

Jaru será sede das duas fases do JIR 2026 após ajuste técnico

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Competição estadual terá calendário reorganizado para concentrar em Jaru a recepção das delegações.
Vacinação contra gripe em Rondônia segue até 31 de julho na rede pública

Campanha de vacinação contra gripe em Rondônia segue até 31 de julho

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Doses estão disponíveis nos municípios; em Porto Velho, o Espaço Saúde atende no shopping das 10h às 21h.
Almir Suruí participa do RuralCast sobre produção sustentável indígena em Rondônia, autonomia Paiter Suruí e futuro da Amazônia

Almir Suruí defende autonomia indígena e produção sustentável

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Almir Suruí fala no RuralCast sobre autonomia, floresta em pé, agroflorestas e novos caminhos para os Paiter Suruí.
Tratamento da hepatite B é orientado em unidade pública de saúde em Rondônia

Rondônia mapeia pausas no tratamento da hepatite B na região Madeira-Mamoré

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Busca ativa reforça exames, medicamentos gratuitos e retorno seguro ao SUS para pacientes da região Madeira-Mamoré.
Vacinas e câncer no PrevCast com debate sobre HPV, hepatite B e prevenção

PrevCast explica como vacinas ajudam na prevenção do câncer

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Episódio mostra como a vacinação protege em todas as idades e ajuda a prevenir cânceres ligados ao HPV e à hepatite B.