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segunda-feira, julho 6, 2026
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Inscrições para o 9º Prêmio MPRO de Jornalismo se encerram na terça-feira

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As inscrições para o 9º Prêmio MPRO de Jornalismo se encerram às 18 horas, na terça-feira (15/10) e podem ser feitas no endereço eletrônico https://www.mpro.mp.br/html/premiodejornalismo9.

As reportagens deverão ser inscritas de acordo com os eixos temáticos: Proteção Social (defesa dos direitos humanos, do consumidor, da infância, dos idosos, das pessoas com deficiência); Segurança Pública (combate e prevenção à criminalidade, combate ao crime organizado, violência doméstica); Defesa do Patrimônio Público (combate ao desvio de recursos públicos e à corrupção, combate à sonegação fiscal); Saúde e Educação; Sustentabilidade (defesa do meio ambiente e da ordem urbanística, patrimônio histórico e moradia), nas versões Webjornalismo, Telejornalismo e Fotografia.

O Prêmio tem como tema “O Ministério Público como meio de transformação social”, e as reportagens devem ser centradas de acordo com os eixos temáticos. Estão aptas a participar do prêmio reportagens veiculadas no período de 1º de novembro de 2018 até 15 de outubro de 2019. Cada profissional poderá inscrever no máximo três trabalhos. Para cada trabalho deverá ser preenchida uma ficha de inscrição. Serão concedidos ao todo R$ 25 mil em prêmio, sendo R$ 5 mil para os vencedores de cada eixo temático, além de troféus e certificados para os 2º e 3º colocados de cada um dos eixos.

Entrega Premiação

A entrega da premiação aos vencedores do 9º Prêmio MPRO de Jornalismo está marcada para o dia 13 de novembro, a partir das 16 horas, no auditório do edifício-sede do Ministério Público do Estado de Rondônia, em Porto Velho.

Antes do anúncio dos vencedores, será realizada a palestra “Jornalismo, Transformação Digital e Empreendedorismo”, com a jornalista Verônica Machado. O evento será aberto a todos os interessados no tema, que podem fazer suas inscrições até o 30 de outubro, no Sistema ESMPROnet, no portal da Instituição (www.mpro.mp.br), para recebimento de certificado.

Na palestra Jornalismo, Transformação Digital e Empreendedorismo, a Jornalista Verônica Machado engloba quatro tópicos: como enxergar novas possibilidades para a profissão; como encontrar caminhos como jornalista na internet; as perguntas certas que vão nos levar além; como sair da inércia e empreender.

Verônica Machado foi repórter da Câmara dos Deputados e do Correio Braziliense. É jornalista e trabalha há cinco anos com Marketing Digital. Empreende no projeto de educação Jornalista 3.0. Neste último, oferece cinco cursos digitais para comunicadores. Lidera uma comunidade de 350 jornalistas engajados em colocar projetos digitais no ar. Em três anos, foram 90 ideias concretizadas no Brasil e no exterior. Abriu o próprio método de mentoria online, um clube de Assinatura de conteúdo e uma agência de Mídias sociais.

Governadores estudam criar imposto sobre jogos eletrônicos

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São Paulo – Reunidos em Brasília, na terça-feira (8), um grupo de governadores está estudando aumentar os impostos sobre jogos eletrônicos. A proposta de Wellington Dias, governador do Piauí, é reverter a verba gerada pelo tributo para investimentos em segurança pública.

Apresentada durante o Fórum dos Governadores, realizado no Distrito Federal, a proposta tem uma estimativa preliminar de arrecadar 18 bilhões de reais, mas ainda não está claro de quanto seria o imposto. Favorável à proposta, o governador de São Paulo, João Dória, afirmou que o o tributo incidiria sobre jogos eletrônicos através da internet.

Apesar de agradar alguns políticos, a medida, que ainda está em fase de discussão, não foi aceita de forma unânime. Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel afirmou que o problema da segurança pública não está relacionado com a falta de recursos, mas com gestão.

Em todo o caso, uma possível alta na tributação de jogos eletrônicos poderia forçar as fabricantes a encarecerem seus produtos no País para compensar o aumento nos custos. Esse efeito iria em direção contrária aos esforços do governo no setor.

Em agosto, o governo decidiu a favor da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para videogames. Além disso, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que dava isenção de tributos para jogos e plataformas fabricadas no Brasil já havia ganhado parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Idaron lança boletim impresso para orientar produtores de áreas distantes sem acesso à internet

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Produtores rurais e profissionais médicos veterinários que residem ou atuam em áreas remotas, de difícil acesso à telecomunicação ou internet terão uma ferramenta de informação a mais visando melhor orientação sobre os cuidados para a manutenção da sanidade animal e vegetal. Trata-se do Boletim Informativo Impresso que será lançado neste mês de outubro e distribuído em todas as Unidades da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron). O objetivo é enfatizar as ações do Governo do Estado, por meio da Idaron, e facilitar a divulgação de forma dinâmica e transparente.

“A Idaron faz um excelente trabalho de divulgação e orientação no que se refere às atividades do Governo relacionadas às competências da Agência. Contudo, a maioria dessas informações é restrita a quem dispõe de internet e aparelhos telefônicos ou computador. Com o boletim impresso, de tiragem bimestral, possibilitaremos ao produtor rural e ao veterinário que trabalham em áreas distantes, ainda desassistidas por essas tecnologias, o acesso à informação oficial, inclusive com apelo às campanhas de vacinação”, salienta o presidente da Idaron, Júlio Cesar Rocha Peres.

Segundo ele, o grande apelo desde tipo de meio de comunicação é a praticidade, uma vez que, impresso, o boletim pode ser levado pelo produtor ou pelo veterinário a qualquer lugar, com amplas possibilidades de leitura. “Pode ser lido no campo, no trabalho, em qualquer lugar. E um único exemplar é lido por várias pessoas”, acentuou o presidente destacando, ainda, que a distribuição será gratuita.

A primeira tiragem terá em torno de 1.500 exemplares, com apenas quatro páginas cada edição. “É uma leitura rápida e ainda conta com passatempos temáticos, o que é uma estratégia para fazer com que o leitor assimile bem o conteúdo”, finalizou.

‘Nada dura para sempre’, diz Moro sobre fim da Operação Lava Jato

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta sexta-feira, 11, em evento em São Paulo, que, mesmo após o eventual fim da Operação Lava Jato, o país não pode permitir retrocessos no combate à corrupção e que esse compromisso tem de ser encarado por todas as instituições, não só pelo Ministério Público Federal e pela Justiça.

“O que está em jogo não é a Lava Jato, é uma força-tarefa que tem começo, meio e fim. Nada dura para sempre, mas não podemos retroceder nesses avanços, virar de costas e incorporar certos discursos, que não fazem sentido”, afirmou. “Há analistas que dizem que a Lava Jato é culpada por problemas econômicos. Ah, pelo amor de Deus. É a velha história de culpar o policial por descobrir o cadáver do assassinato”, disse.

Segundo ele, “existem grandes desafios que são permanentes, tanto no avanço contra a corrupção como contra a criminalidade”. “(Podem achar) que não é tarefa do governo federal, que cabe à Lava Jato, mas temos de avançar de forma institucional, como país, contra a corrupção, contra a criminalidade, que ajuda no ambiente de negócios”, afirmou. Ele disse, ainda, que a operação ajudou a “resgatar a autoestima dos brasileiros”.

Moro ressaltou que permanece “firme nas crenças que tinha no passado”. “Precisamos avançar e não retroceder, é um grande desafio, que não pode ser encarado só quando o governo age sozinho, precisamos de apoio de outras instituições e igualmente da sociedade”, disse o ministro, aplaudido pela plateia no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2019, organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

O ministro voltou a exaltar o recuo nos crimes ocorridos no Brasil desde o início da sua gestão, citando estatísticas oficiais que revelam queda “significativa” entre os principais tipos de ações criminosas. “Crime cresceu nos últimos 20 anos mesmo em períodos de boa situação econômica. Impunidade segue sendo um grande problema. Grande desafio é tornar permanentes as quedas nos índices de criminalidade. Os números remanescentes ainda são muito ruins”, ponderou Moro.

O ex-juiz também defendeu uma atuação mais presente do governo federal junto aos entes estaduais no combate à criminalidade. “O governo federal não pode ignorar criminalidade na rua, que é responsabilidade da Polícia Militar. Estamos montando força tarefa federal, estadual e municipal em cidades mais violentas”, observou o ministro.

Moro, que é recorrentemente citado como potencial candidato à Presidência da República em 2022, tem como prioridade de sua gestão aprovar o pacote anticrime, que vem enfrentando dificuldades em sua tramitação no Congresso. Vários pontos, como a prisão em segunda instância e o excludente de ilicitude (que flexibiliza punição a policiais que matarem em serviço) foram retirados pelos deputados federais.

Para tentar reverter isso na votação no plenário, o governo lançou uma campanha publicitária sobre o tema, mas ela foi vetada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por não configurar publicidade de programa ou iniciativa de governo, mas de projetos de lei que ainda estão em discussão no Congresso e podem ser alterados ou rejeitados.

Eletrobras anuncia plano de demissão consensual para 1.681 funcionários

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São Paulo — A Eletrobras anunciou na noite de quinta-feira que realizará o Segundo Plano de Demissão Consensual 2019 (PDC), com meta de desligamento de 1.681 empregados até 31 de dezembro deste ano, como parte dos esforços de reduzir custos com funcionários que podem chegar a 510 milhões de reais ao ano.

Em comunicado, a empresa afirmou que o novo plano será iniciado nesta sexta-feira na holding e nas subsidiárias CGTEE, Chesf, Eletrobras Termonuclear, Eletronorte, Amazonas Geração e Transmissão de Energia, Eletrosul e Furnas Centrais Elétricas.

O plano, uma das iniciativas previstas no “Desafio 23: Excelência Sustentável” da empresa que o governo quer privatizar, foi divulgado após celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que teve mediação do Tribunal Superior do Trabalho.

Segundo a empresa, ficou acordado que a Eletrobras ofereça programa de desligamento voluntário para atingimento de quadro de 12.500 empregados efetivos a partir de janeiro de 2020 e de 12.088 a partir de maio de 2020.

A empresa destacou que, após estas datas, “por iniciativa da empresa, ficam autorizados os desligamentos necessários para alcance dos quantitativos estabelecidos pelo TST”.

A economia estimada neste novo plano de desligamentos é de 510 milhões de reais/ano, a um custo de cerca de 548 milhões de reais, o que representa um payback de 12,9 meses.

“A iniciativa em referência é muito importante para adequação dos custos de nossas empresas aos custos de uma empresa de referência do setor elétrico”, disse a empresa, sem dar mais detalhes.

A Reuters informou na quinta-feira, com base em um documento da empresa, a abertura de um plano demissão consensual em Furnas.

Pelo documento sobre Furnas, a companhia oferecerá indenização aos que aderirem ao PDC, incluindo 40% do saldo para fins rescisórios do FGTS e aviso prévio. O documento visto pela Reuters aponta que o incentivo indenizatório deverá variar de mínimo de 75 mil reais até máximo de 700 mil reais.

Poderoso tufão Hagibis faz Japão cancelar centenas de voos

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Tóquio — A iminente chegada do poderoso tufão Hagibis ao Japão provocou o cancelamento de centenas de voos domésticos previstos para o sábado, assim como a circulação de trens de alta velocidade e de outras linhas de transporte locais e regionais.

tufão, considerado um dos mais fortes desta temporada no Oceano Pacífico, se aproximará da metade sudoeste do arquipélago japonês ao longo desta sexta-feira e avançará rumo ao centro e ao nordeste durante o fim de semana, segundo a Agência Meteorológica do Japão.

O Hagibis foi catalogado como “muito forte”, a segunda maior categoria de intensidade, e a passagem pelo território japonês levará fortes chuvas, rajadas de vento de até 252 km/h e ondas superiores a 10 metros de altura em alguns pontos do litoral, de acordo com as previsões.

O governo japonês convocou uma reunião de emergência para tomar as medidas preventivas necessárias e recomendou aos cidadãos do centro, do sul e do oeste do país que evitem os deslocamentos e mantenham-se protegidos durante o fim de semana.

As duas principais companhias aéreas japonesas, ANA e JAL, cancelaram praticamente todos os voos domésticos – cerca de 370 – que estavam previstos para os dois aeroportos de Tóquio (Haneda e Narita) e alguns das conexões entre Osaka (oeste do país) e Chubu (centro).

Também não circularão os trens de alta velocidade (Shinkansen) entre Tóquio e Nagoya, segundo anunciou a companhia JR Central, enquanto outras operadoras contemplam a interrupção ou suspensão total das conexões regionais e locais na metade sudoeste do país.

As autoridades alertaram para o risco de inundações, deslizamentos de terra e acidentes derivados do desprendimento ou deslocamento de objetos devido aos ventos.

A chegada do Hagibis também provocou o cancelamento de duas partidas da Copa do Mundo de Rúgbi marcadas para o sábado e ainda pode afetar o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, que será disputado neste fim de semana.

El Camino: filme de Breaking Bad já está disponível na Netflix

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A espera dos fãs de Breaking Bad acabou: a continuação da série, o filme “El Camino”, já está disponível na Netflix.

O filme conta a história de Jesse Pinkman após os eventos do último episódio da série, que foi ao ar em 2013. A última vez que foi visto, há seis anos, Pinkman estava chorando e rindo em seu carro.

Os termos “Breaking Bad” e “El Camino” são dois dos assuntos mais comentados no Twitter mundialmente desde a manhã desta sexta-feira (11).

Assista ao trailer:

 

Apesar do clima, 2019 oferece “tempestade perfeita” para vinhos

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Em 20 de setembro, colhedores da Kistler Vineyards, em Sonoma, se dirigiram aos vinhedos de chardonnay, às 2h da manhã, com lanternas para iluminar o caminho. A colheita noturna, quando faz frio, mantém a acidez das uvas, o que dá vigor aos vinhos brancos da vinícola. Às 9h da manhã, as uvas estavam na plataforma de esmagamento, já sendo transformadas em vinho.

Tinham um sabor delicioso. Mas, como em todas as regiões vinícolas durante a temporada estressante da colheita, as perguntas são: qual é o tamanho da colheita e qual a qualidade dos vinhos?

“Este ano tivemos sorte em Sonoma”, diz Jason Kesner, enólogo da Kistler, com um sorriso de alívio. “2019 é uma safra clássica do norte da Califórnia.”

Para acompanhar as últimas notícias sobre os vencedores e perdedores do mercado de vinho do hemisfério norte em 2019, fui a campo, pesquisei dados por telefone, twitter e e-mail. A Mãe Natureza não foi igualmente generosa em todas as grandes regiões este ano.

A França foi particularmente atingida. Ondas de calor recordes deixaram parisienses suados tentando se refrescar nas fontes da cidade, enquanto as altas temperaturas secaram as uvas nas vinhas e literalmente interromperam o processo de crescimento por um período. Some a tudo isso geadas de primavera, granizo e incêndios florestais. Segundo o Ministério de Agricultura da França, a produção total do país deve cair em 12%.

Como muitos enólogos franceses me disseram: bem-vindo aos novos extremos da mudança climática. A boa notícia é que ganharam certa prática em anos como o de 2003 para saber como lidar com o aquecimento global. Apesar de tudo, a qualidade parece muito boa. Confira as conclusões de algumas das principais regiões:

Bordeaux

Reina o otimismo. Há uvas brancas e muitos châteaux começarão a colher o cabernet em breve. Apesar das ondas de calor do verão, o consenso geral é de alta qualidade e quantidade razoável.

Menos mofo é o aspecto positivo do calor e da seca. No ano passado, o produtor biodinâmico Château Palmer, que não usa sprays químicos preventivos, perdeu a maioria de suas uvas em Margaux devido a um surto virulento após uma primavera quente e úmida. Não houve problemas este ano, segundo o presidente da empresa, Thomas Duroux: “Acabamos de colher merlot na semana passada, e os aromas são frescos e florais, com um equilíbrio excepcionalmente bom que me agrada muito”.

Toscana

Os “consorzi” regionais estão prevendo um bom ano, com queda de produtividade 10% e 15%. (Isso é apenas parcialmente devido ao clima; o chianti está reduzindo a produção porque suas vendas de vinhos caíram nos EUA e na Alemanha, seus dois maiores mercados.)

Muitas áreas sofreram mais uma primavera fria e chuvosa, que inundaram o solo e atrasaram o ciclo de crescimento em cerca de duas semanas.

Ainda assim, a qualidade parece ser boa na Toscana. Stefano Cinelli Colombini, da Fattoria dei Barbi, em Montalcino, diz que as chuvas no início de setembro foram o refresco final necessário para as uvas. “São ricas em sabor”, escreveu. “Esperamos Brunellos com alto teor alcoólico, vinhos poderosos que terão um potencial de envelhecimento extremo.”

Espanha

Por enquanto, a safra de 2019 ainda é uma incógnita na Espanha. O inverno foi ameno e muito seco, com mais chuvas de primavera do que o habitual e, apesar das altas temperaturas em outras partes da Europa, o verão não foi muito quente, diz Victor Urrutia, presidente da CVNE em Rioja, que também possui vinhedos em Ribera del Duero e Galícia.

Ele acredita que esta colheita será entre muito boa e excelente, mas, como em outras partes da Europa, com produtividade muito mais baixa do que o esperado.

Brasileiro com câncer terminal apresenta melhora após tratamento inovador

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Um tratamento inovador contra o câncer, feito com células reprogramadas do próprio paciente, foi testado pela primeira vez na América Latina por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

Conhecida como terapia de células CAR-T, a técnica foi usada para tratar um caso avançado de linfoma difuso de grandes células B – o tipo mais comum de linfoma não Hodgkin, doença que afeta as células do sistema linfático. O paciente, de 63 anos, já havia sido submetido sem sucesso a várias linhas diferentes de quimioterapia desde 2017.

“A expectativa de sobrevida desse paciente era menor que um ano. Para casos como esse, no Brasil, normalmente restam apenas os cuidados paliativos. Contudo, menos de um mês após a infusão das células CAR-T observamos melhora clínica evidente e até conseguimos eliminar os remédios para dor”, contou Renato Cunha, pesquisador associado ao CTC e coordenador do Serviço de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP).

A terapia de células CAR-T (acrônimo em inglês para receptor de antígeno quimérico) foi inicialmente desenvolvida nos Estados Unidos, onde é oferecida por dois laboratórios farmacêuticos a um custo de US$ 400 mil – sem considerar os gastos com internação. Já a metodologia desenvolvida no CTC tem custo aproximado de R$ 150 mil, que pode se tornar ainda mais baixo se o tratamento passar a ser oferecido em larga escala.

“Trata-se de uma tecnologia muito recente e de uma conquista que coloca o Brasil em igualdade com países desenvolvidos. É um trabalho de grande importância social e econômica para o país”, afirmou Dimas Tadeu Covas, coordenador do CTC e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular, apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O primeiro paciente foi atendido pela equipe do CTC e do Hemocentro do HC-FMRP-USP na modalidade de tratamento compassivo, que permite o uso de terapias ainda não aprovadas no país em casos graves sem outra opção disponível. O grupo pretende agora iniciar um protocolo de pesquisa com um número maior de voluntários. “Já temos outros dois pacientes com linfomas de alto grau em vias de receber a infusão de células reprogramadas”, contou Cunha.

Como funciona

A partir de amostras de sangue dos pacientes a serem tratados, os pesquisadores isolam um tipo de leucócito conhecido como linfócito T, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo graças à sua capacidade de reconhecer antígenos existentes na superfície celular de patógenos ou de tumores e desencadear a produção de anticorpos.

Com auxílio de um vetor viral (um vírus cujo material genético é alterado em laboratório), um novo gene é introduzido no núcleo do linfócito T, que então passa a expressar em sua superfície um receptor (uma proteína) capaz de reconhecer o antígeno específico do tumor a ser combatido.

“Ele é chamado de receptor quimérico porque é misto. Parte de um receptor que já existe no linfócito é conectada a um receptor novo, que é parte de um anticorpo capaz de reconhecer o antígeno CD19 [antiCD-19]. Com essa modificação, os linfócitos T são redirecionados para reconhecer e atacar as células tumorais”, explicou Cunha.

Os leucócitos reprogramados são “expandidos” em laboratório (colocados em meio de cultura para que se proliferem) e depois infundidos no paciente. Antes do tratamento, uma leve quimioterapia é administrada para preparar o organismo.

“Cerca de 24 horas após a infusão das células CAR-T tem início uma reação inflamatória, sinal de que os linfócitos modificados estão se reproduzindo e induzindo a liberação de substâncias pró-inflamatórias para eliminar o tumor. Além de febre, pode haver queda acentuada da pressão arterial [choque inflamatório] e necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva [UTI]. O médico deve ter experiência com a técnica e monitorar o paciente continuamente”, disse.

O aposentado submetido ao protocolo no HC da FMRP-USP no dia 9 de setembro já superou a fase crítica do tratamento, conseguiu se livrar da morfina – antes usada em dose máxima – e não apresenta mais linfonodos aumentados no pescoço.

“Além desses sinais clínicos de melhora, conseguimos detectar as células CAR-T em seu sangue e essa é a maior prova de que a metodologia funcionou”, disse Cunha.

De acordo com o pesquisador, somente após três meses será possível avaliar com mais clareza se a resposta à terapia foi total ou parcial – algo que depende do perfil biológico do tumor. Os linfócitos reprogramados podem permanecer no organismo pelo resto da vida, mas também podem desaparecer após alguns anos.

Versão brasileira

O projeto que possibilitou a produção das células CAR-T teve início há cerca de quatro anos, quando foi renovado o apoio da FAPESP ao CTC. Nesse período, foram conduzidos estudos fundamentais sobre as construções virais mais usadas para a modificação gênica, bem como estabelecidos modelos animais para os estudos pré-clínicos. Cerca de 20 pesquisadores, incluindo médicos e biólogos celulares e moleculares, além de engenheiros especializados em cultivo celular em larga escala, participam do projeto.

Mais recentemente, Cunha se incorporou ao time com a experiência clínica e laboratorial adquirida durante estágio realizado no National Cancer Institute, centro ligado aos National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos e pioneiro na técnica. Em dezembro de 2018, o pesquisador recebeu da Associação Americana de Hematologia (ASH, na sigla em inglês) o ASH Research Award e uma bolsa de US$ 150 mil para contribuir com o desenvolvimento da técnica na FMRP-USP. O projeto, no seu conjunto, teve apoio financeiro, além da FAPESP e do CNPq, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde.

“A metodologia que desenvolvemos é específica para o tratamento de linfoma, mas a mesma lógica pode ser usada para qualquer tipo de câncer. Estamos trabalhando em protocolos para o tratamento de leucemia mieloide aguda e para mieloma múltiplo. Também estamos acertando uma parceria com uma universidade japonesa com foco em tumores sólidos, como o de pâncreas”, contou Rodrigo Calado, professor da FMRP-USP e membro do CTC.

O objetivo do grupo, segundo Calado, é desenvolver tratamentos de custo acessível a países de renda média e baixa e possíveis de serem incluídos no rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O custo da terapia de células CAR-T é muito próximo do valor que o SUS repassa para um transplante de medula óssea – hoje em torno de R$ 110 mil. Então o tratamento pode ser considerado acessível”, disse Calado.

Covas lembrou que o CTC tem tradição em terapias pioneiras, entre elas a aplicação de células mesenquimais para tratamento de diabetes e o transplante de medula óssea em portadores de anemia falciforme.

“Só conseguimos desenvolver o protocolo CAR-T de modo relativamente rápido porque temos uma estrutura há muito tempo em construção. Esse investimento da FAPESP em ciência básica, em formação de pessoas e em infraestrutura de pesquisa agora se traduz em novos tratamentos mais eficazes contra o câncer”, disse o coordenador do CTC.

Bolsonaro visitará países do Oriente Médio em busca de investimentos

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São Paulo — O secretário de negociações bilaterais do Itamaraty, embaixador Kenneth Félix da Nóbrega, disse nesta quinta-feira (10), em entrevista, que o presidente Jair Bolsonaro vai apresentar, no final deste mês, a grandes investidores dos Emirados Árabes Unidos (EUA), do Catar e da Arábia Saudita, uma carteira de projetos e obras de infraestrutura que podem interessar aos países árabes. O embaixador Kenneth Nóbrega é responsável pelas áreas do Oriente Médio, Europa e África.

O presidente Bolsonaro vai visitar os Emirados Árabes Unidos no dia 27 de outubro; no dia 28, ele visitará o Catar; nos dias 29 e 30 deste mês, ele concluirá a visita à região com uma programação na Arábia Saudita.

Segundo o embaixador Nóbrega, mais de 120 empresários já se inscreveram para participar da comitiva do presidente Bolsonaro. Oito ministros também acompanharão o presidente Bolsonaro. Segundo ele, o Brasil pretende apresentar, durante seminários empresariais a serem realizados nos Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita, o programa de parcerias e concessões com o setor privado, que devem exigir investimentos de até R$ 1,2 trilhão.

De acordo com o embaixador Nóbrega, o Brasil precisa participar, como agente receptor, do programa de investimento dos fundos soberanos do Oriente Médio. Conforme disse, o Brasil recebe apenas R$ 5 bilhões do Fundo Soberano dos Estados Árabes Unidos, que tem o montante total de investimentos equivalente a US$ 1 trilhão.

Ele acrescentou que o Catar também tem um fundo soberano no valor de US$ 540 bilhões, com participação destinada ao Brasil de apenas US$ 5 bilhões. E, por último, o Brasil participa com uma fração muito pequena do fundo soberano da Arábia Saudita, que correspondente a US$ 850 bilhões.

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