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Grupos de Autocuidado em Hanseníase abrem encontro com sublimes lembranças e comemoram êxito de biojoias

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Grupos de Autocuidado em Hanseníase estão reunidos desde hoje (6) em Porto Velho no seu 4º Encontro Estadual, organizado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Até amanhã, seus integrantes trocarão experiências, serão motivados em seus projetos e se confraternizarão em jantar cultural.

Líderes dos grupos e fisioterapeutas da maioria dos 15 grupos se apresentaram, relatando situações. Em Vilhena, a 705 quilômetros de Porto Velho, por exemplo, o grupo está se reorganizando.

O coordenador de terapia ocupacional no Hospital Santa Marcelina, Cleomar Nascimento, lembrou-se com alegria de quando aprendeu a fabricar farinha de mandioca “junto com pacientes dos quais cuidava”.

 Segundo o Guia de Apoio para Grupos de Autocuidado em Hanseníase, a doença prevalece com índices elevados no País, porém, com tendência a estabilização dos coeficientes de detecção. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste concentram 53,5% dos casos detectados em apenas 17,5% da população brasileira.

“Eles cresceram, o estigma se foi, eu me sinto feliz por ver as pessoas de outras regiões brasileiras adquirindo e comprando produtos da Art’s BioHans”, disse Nascimento.

Integrantes dos grupos de diversas regiões do estado também ouviram palavras de gratidão da coordenadora estadual do Programa de Hanseníase da Agevisa, Albanete Mendonça.  Para serem vistos e cumprimentados, ela os chamou à frente da mesa, numa sala do Hotel Rondon Palace. Nesta quinta-feira (7), às 14h, eles irão ao Cine Veneza assistir o filme O extraordinário*.

A diretora do hospital, irmã Luiza Ambiel, falou de Jesus: “Ele agia diretamente com as pessoas, teve a missão de curar”. E explicou: “Na área da prevenção, podemos eliminar preconceitos, evitar sequelas e adotar cuidados; é o que Jesus fazia, chegando às pessoas antes das sequelas”.

Para a religiosa, as atuais estatísticas assustam, notadamente a respeito de doenças que voltam e são diagnosticadas tardiamente.

Desigualdades regionais e os determinantes sociais e culturais do processo saúde-doença têm contribuído ao longo dos anos com o desenho da hanseníase no País.

O avanço no combate é considerável, o tratamento, mais frequente e eficaz, a exemplo do Hospital Santa Marcelina.

Deve-se à Agevisa a constante abordagem, avaliação e monitoramento de serviços e indicadores em saúde. “Só a cura física não é suficiente, é preciso que estejam juntos o psico e o social, para o bem-estar das pessoas, quando elas se sentem e podem obter renda em grupos ou se reinserir no mercado de trabalho”, alertou a gerente técnica de vigilância epidemiológica, Maria Arlete Baldez.

Admirada com a evolução nesses aspectos, “fruto do carinho e da competência de todos”, a gerente incentivou-os: “Se orgulhem da arte que vocês têm dentro de si, porque a história do artesanato de Rondônia, hoje ultrapassa os quatro cantos do Brasil”.

“NUNCA DESISTI”

“Se colocarmos na mente que podemos, faremos; tudo o que realizarmos com amor no coração dá certo”, disse a diretora geral da Agevisa, Tânia Medeiros.

Maria Marluz de Carvalho, de Ouro Preto do Oeste, a 330 quilômetros de Porto Velho, trabalha desde 2015 no grupo de autocuidado de sua cidade, do qual é atualmente coordenadora. Tratou-se, mas ainda tem quedas súbitas, o que despertou a atenção dos demais servidores da escola onde trabalha.

A situação de Maria é exemplo de conscientização, já que a maioria da população desconhece a hanseníase, e até mesmo boa parte dos próprios pacientes em tratamento da doença.

“Não sabia que tinha a doença, caí diversas vezes, pediram para eu me aposentar, não quis, não desisti, não entreguei os pontos, continuo trabalhando”, contou Maria Marluz.

Depois de participar de uma oficina de gastronomia e iniciar a produção de biscoitos, Maria foi convidada para produzir biojoias. Está comprando as primeiras sementes.

Em Ariquemes, a 200 quilômetros da capital, ela encontrou representantes da organização não governamental NHR Brasil e aí se entusiasmou ainda mais. “Não pensava que pudesse conhecer Olinda e Recife, andar de avião; fui conhecer o mar!”.

Maria participou do 10º Simpósio Brasileiro de Hansenologia, no Recife, de 15 a 18 de outubro deste ano, junto com outros contemplados pela iniciativa estadual visando à inclusão social do paciente de hanseníase.

Lá foi montada uma exposição de biojoias produzidas pelo projeto da Art’s Hans de geração de renda.

 “ESCONDIDOS NO CANDEIAS”

A coordenadora regional do Programa de Hanseníase do Hospital Santa Marcelina, irmã Cláudia Grecce, disse que a retrospectiva de sua atuação lhe emociona: “Quando cheguei havia adultos e até crianças internados, compulsivos, eles tinham medo, mas apesar de sequelas e mutilações e sem funcionários para apoiá-los, eles se ajudavam e se sentiam amados, até esquecendo o abandono familiar”.

A religiosa veio para Porto Velho 34 anos atrás. “Agora, uma criança que tinha oito anos naquele período cresceu, se casou, e vem com a família nos visitar”, contou sorrindo.

Segundo a coordenadora, muitos hansenianos “viviam escondidos” na região do rio Candeias. “Foi gratificante assisti-los, quando ainda não havia médicos disponíveis; no meu caso, houve momentos em que chorei escondido, mesmo assim me doei e sinto que cada um deles me enriqueceu e o caminho realmente se abriu para todos os que cuidaram um do outro”.

Anteriormente ao hospital, os doentes eram atendidos na Colônia Jaime Abem Athar, fundada em 1954 no mesmo Km 17 da rodovia BR-364. Na realidade, o antigo Território Federal do Guaporé segregava portadores de hanseníase.

Em 1975, as Irmãs Marcelinas assumiram a administração e o desafio de um novo campo de trabalho.  “Os doentes passaram a ser tratados com dignidade e como filhos de Deus”, escreveram no site da instituição.

Assim, a ex-colônia ficou na história e o novo hospital foi construído no centro de uma pequena vila na floresta tropical amazônica. Suas instalações ocupam uma área de 300 hectares. Não demorou muito para se tornar referência estadual no tratamento da hanseníase, na confecção de orteses e próteses, saúde auditiva e visual. Tem atualmente 25 especialidades médicas e oferece atendimento a população do Estado de Rondônia, sul do Amazonas, e parte do Acre.

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* Dirigido por Stephen Chbosky, esse filme conta a história do menino Auggie Pullman, que nasceu com deformidade facial, submetendo-se a 27 cirurgias plásticas. Aos dez anos, ele frequenta pela primeira vez uma escola regular, e no quinto ano, se esforça para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

Professor pula corda com aluno cadeirante no colo e vídeo viraliza na web

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Um vídeo que mostra um professor de educação física pulando corda com um aluno cadeirante viralizou nas redes sociais. O registro foi feito em uma escola da rede pública de Taubaté (SP) durante a aula de educação física. Em cinco dias a postagem na página do educador teve mais de 700 mil visualizações e 16 mil compartilhamentos (veja vídeo acima).

João Hoffmann é professor de educação física na escola Sítio I, onde Heitor, 7 anos, estuda. Na quinta-feira (31) ele conta que os alunos estavam em um período livre para brincadeiras quando Heitor viu um grupo pulando corda e pediu para pular junto com eles. Em resposta ao pedido, ele pegou o aluno no colo e pulou corda com ele.

A cena foi flagrada por outro professor e postada por João em uma rede social, mas ele explica que a repercussão tomou proporção maior do que o esperado.

“Tento sempre trabalhar de maneira que ele possa ser incluído, para a turma também não colocar limitações para ele. É uma criança com deficiência, mas queria que tivesse aquele momento. Foi um gesto simples, mas que eu sei que para ele fez diferença”, conta o educador.

A mãe de Heitor, Natália Nascimento Magalhães, explica que o comportamento do filho mudou com a iniciativa do professor.

“A aula de educação física sempre foi uma aula que não era tão divertida, os professores acabavam deixando para lá porque ele é deficiente e não tinha como incluir. Agora está sendo muito diferente. Os dias preferidos dele são terça e quinta, quando acontecem as aulas de educação física. O trabalho que o João faz é incrível”, disse.

Natália ressalta que é difícil encontrar profissionais que estejam preparados para lidar com crianças com deficiência.

“A criança já passa por uma série de restrições e ter essa inclusão deixa tudo mais leve. Ele se diverte muito, quando tem futebol fica no gol, as próprias crianças passam a ter uma outra visão. Seria bem melhor se todo mundo pensasse assim”, explica a mãe.

Inclusão e didática

O professor explica que desde o início do ano está com a turma de Heitor e aplica atividades para que a turma entenda a importância da inclusão. Essa não foi a primeira vez que ele foi filmado em meio a brincadeiras para incluir o aluno cadeirante. Em outro registro, ele aparece brincando de pega-pega com o aluno nas costas (assista abaixo).

https://www.facebook.com/joaohoffmann.personal/videos/2416493438387282/

Formado em educação física, João trabalhava como personal e preparador físico, mas há dois anos decidiu entrar em sala de aula. Logo de início passou a trabalhar com inclusão e quer continuar atuando na área.

“Fiquei apaixonado pelo trabalho com as crianças pelo poder transformador que a educação tem. Me esforço para dar o melhor, porque eu sei que meu trabalho pode impactar a vida deles para sempre. Não há preço que pague ver o mundo de uma criança ficar maior.”

VACINA ANTIRRÁBICA | Semusa leva vacinação às unidades Osvaldo Piana e Rafael Vaz e Silva

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A estratégia da gestão Hildon Chaves em ampliar a vacinação antirrábica nos bairros de Porto Velho, está levando imunização de cães e gatos na Unidade de Saúde Osvaldo Piana, no Areal, e na Policlínica Rafael Vaz e Silva, no bairro Mato Grosso.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Eliana Pasini, as unidades itinerantes de Vigilância e Controle de Zoonoses estão funcionando nessas duas unidades de saúde até o próximo dia 14 para facilitar a vida de donos de cães e gatos da região, onde os trailers estão instalados para realizar a vacinação.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso a vacina de cães e gatos, levando atendimento para a comunidade”, frisou a titular da Semusa, acrescentando que agora quem tem animal de estimação não precisa aguardar a campanha de vacinação nem ter que se deslocar até a Divisão de Controle de Zoonoses, localizada na avenida Mamoré, no bairro Castanheira para vacinar o seu pet.

Essa descentralização da vacina de cães e gatos para os bairros da capital está sendo aprovada pela população. Para Diomar Maria de Lima que mora na Vila da Eletronorte, essa iniciativa da gestão Hildon Chaves é um incentivo para a saúde animal. “Como eu tenho dois cachorros, ficou mais fácil levá-los para se vacinar”, destaca a dona de Juquinha e Totó

Depois de “Bolsonaro traidor”, manifestante pede perdão ao presidente

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Kelma Costa ganhou fama repentina com o protesto que fez contra a reforma da previdência dos militares na semana passada. Casada com um sargento do Exército, ela protestou no Congresso, indignada e arrependida de ter feito campanha para Jair Bolsonaro em 2018. Disse que coordenou carreatas para o capitão em Minas, que ele “ganhou em cima de nós” e que era um absurdo o descaso de agora.

O chamou de traidor e de privilegiar os generais.

Filiada ao PSL, Kelma, depois da contundência da sua performance crítica a Bolsonaro, postou um vídeo simplesmente pedindo perdão ao presidente por seu comportamento.

“Todo o Brasil viu. As emoções sobressaíram às razões. E, com isso, se fala muitas coisas. E, naquele momento, eu, Kelma Costa, falei coisas. Quero me retratar com o senhor, Bolsonaro. Meu amigo. Peço perdão pelo que ocorreu”, disse, uma arrependida Kelma.

A militante preside a União Nacional de Familiares das Forças Armadas e Auxiliares (Unifax) e disputou a eleição para a Câmara em 2018. Obteve apenas 8.656 votos.

Abaixo,  vídeo de Kelma pedindo perdão a Bolsonaro.

https://www.facebook.com/100010058706654/videos/991895337822414/

Assembleia aprova projeto do deputado Anderson que amplia banco de doadores de medula óssea em Rondônia

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A Assembleia Legislativa aprovou na tarde desta terça-feira (5), durante sessão ordinária, Projeto de Lei 164/2019, de autoria do deputado Anderson Pereira (Pros), que dispõe sobre a doação de amostras de sangue para a consolidação de Banco de Dados de Doadores de Medula Óssea no âmbito do Estado de Rondônia.

O PL propõe que clínicas e laboratórios informem ao doador de sangue sobre a importância do material coletado para fins de transplante de medula. Caso haja consentimento por parte do paciente, a coleta deve ocorrer entre cinco e dez milímetros de sangue para pesquisa e consolidação do banco de dados.

Anderson Pereira chama a atenção para a dificuldade de encontrar um doador compatível. “Quando um paciente recebe o diagnóstico de que necessita realizar um transplante de medula óssea, inicia a busca verificando se há doador com parentesco sanguíneo na família. Contudo, grande parte das vezes, a solução para o transplante está em identificar um doador compatível em bancos de sangue de todo o país”, esclareceu o deputado.

O transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar um doador compatível na população em geral pode chegar a 1 em cada 100 mil pessoas.

O Projeto de Lei agora segue para sanção ou veto do governo.

Impacto do álcool na sociedade será tema de audiência pública

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A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados debate hoje o uso nocivo do álcool e seus impactos na sociedade brasileira. O encontro atende requerimento da deputada Adriana Ventura (Novo-SP).

A parlamentar lembra que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o uso nocivo de álcool é causa de 5% da carga global de doenças e acarreta 1 em cada 20 mortes no mundo.

“O relatório deixou claro que a redução do uso nocivo do álcool permitirá o alcance de várias metas relacionadas à saúde dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo mortes maternas e infantis, por doenças infecciosas e não transmissíveis, saúde mental, lesões e intoxicações”, observou Adriana Ventura.

Foram convidados para o debate:
– o psiquiatra e presidente do Comitê de Regulação do Álcool, Guilherme Messas; – a coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Zila van der Meer Sanchez Dutenhefner; e
– o procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Mário Sérgio Sobrinho.

Confira a lista completa de convidados

Hora e local
O debate começa às 9h30, no plenário 7.

Manuela escreve carta para Joice: “Não é mesmo nada fácil ser mulher”

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São Paulo — A ex-deputada Manuela d’Ávila publicou na noite desta quarta-feira (06) em seu perfil no Instagram uma carta em solidariedade à deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP).

Na terça-feira (05), Hasselmann desabafou sobre os xingamentos que tem recebido nas redes sociais, em um discurso emocionado na tribuna da Câmara dos Deputados. Em meio a lágrimas, Hasselmann contou que o filho de 11 anos recebeu fotos com montagens do rosto dela no corpo “de uma prostituta”. “Essas lágrimas não são por mim, minha história é de uma guerreira”, disse. “Na semana passada, meu filho me disse: ‘mãe, por que estão chamando a senhora de porca na internet?’”

Um dia depois do discurso, Manuela d’Ávila escreveu a carta e afirmou que “não é mesmo nada fácil ser mulher e cair nas mãos da milícia virtual que governa o Brasil” e que “eles buscam nos liquidar, Joice, nos levar as lágrimas”.

Manuela lembrou de um debate no qual a parlamentar discordou da existência de machismo no Congresso. À época, Joice, quando ainda era líder do governo na Câmara, afirmou que “bastava se impor no grito que tudo estaria resolvido”.

“Fico sinceramente triste por você ter percebido, na prática, que aquilo que eu dizia era real de uma maneira tão brutal e cruel. O machismo existe ali porque existe no mundo”, completou d’Ávila.

https://www.facebook.com/manueladavila/photos/a.698789716836158/4050068125041617/?type=3

Em outro trecho, Manuela diz que “Maria do Rosário viu sua filha exposta. Jean Wyllys saiu do Brasil. Marielle Franco tem sua memória destruída todos os dias. Não é por nada que dedico parte de minha vida ao combate de fake news e a contar essas histórias”.

No final da carta, ela pede para que Hasselmann “fale sobre sua dor”. “Precisamos que você faça isso para que nenhuma outra pessoa passe pelo estamos passando, para que mais nenhuma filha ou filho sofra em meio a esse jogo sujo”, escreveu. No texto, a ex-deputada cita que, diferente dela, “que fui vítima e pouco sabia sobre meus algozes, você esteve com eles até a pouco”.

Leia a carta na íntegra:

Cara Joice,

Como vai? Espero que se sinta um pouco melhor e mais forte no dia de hoje. Nunca estivemos juntas mas recentemente participamos, através do telefone, da gravação do podcast do “agora que são elas”. Rimos um bocado em nosso debate.

Naquela ocasião você ainda era líder do governo e divergia de mim com relação a existência do machismo no congresso nacional.
Bastava “se impor no grito que tudo estaria resolvido”. Fico sinceramente triste por você ter percebido, na prática, que aquilo que eu dizia era real de uma maneira tão brutal e cruel. O machismo existe ali porque existe no mundo.

Eu lhe escrevo para ser solidária com tudo o que você tem passado.

Não é fácil. Não é mesmo nada fácil ser mulher e cair nas mãos da milícia virtual que governa o Brasil.
Não é fácil ver como eles envolvem aos nossos filhos para buscar nos destruir emocionalmente. Eles buscam nos liquidar, Joice, nos levar as lágrimas. Como te levaram na tribuna ontem, como me levam quase todos os dias há longos quatro anos.

Eles fazem isso, Joice, pra depois nos chamarem de fracas. Eles querem provar que não somos capazes de desempenhar aquilo que nos propomos.

Eu entendo bem o que você está sentindo. No ano de 2015, Joice, enquanto você estava nos caminhões de som da Avenida Paulista, ao lado daqueles meninos que divulgavam imagens terríveis da Presidente Dilma, eu estava grávida e vivia o momento mais feliz da minha vida. Aí eles, aqueles meninos, inventaram que eu fiz uma viagem – com dinheiro público – para Miami para comprar um enxoval para Laura. Eu não conheço Miami, Joice. Nem sequer fiz enxoval. Jamais viajaria com dinheiro público. Para espalhar a mentira, eles utilizaram uma foto minha, com meu marido e meu enteado. O Gui tinha onze anos. Por isso, Joice, sei bem como é horrível ver o filho de onze anos receber mentiras pela internet a respeito da mãe. E digo mais: sei como é quando ele recebe mentiras sobre si próprio. Pouco tempo depois, Joice, em outubro, Laura tinha 45 dias e tomou um tapa durante um show de meu marido. Ela tinha 45 dias e uma mulher bateu nela!!!! Sabe por que? porque acreditou que o pano que a enrolava havia sido comprado em Miami.

Essa é uma parte das histórias que marcam minha maternidade.

Esses dias eu chorei muito, Joice. Laura me perguntou se vocês, sim, vocês porque você ainda era líder do governo Bolsonaro, se vocês do governo odiavam também a nossa gatinha. Ela me disse que sabia que vocês odeiam a mim e a ela (pelo número de vezes que foi agredida). Mas ela precisava saber se a gata estava protegida da ira física que sofremos em função daquilo que as milícias virtuais constroem com suas mentiras.

Isso não acontece só comigo. Maria do Rosário viu sua filha exposta. Jean Wyllys saiu do Brasil. Marielle Franco tem sua memória destruída todos os dias. Não é por nada que dedico parte de minha vida ao combate de fakenews e a contar essas histórias. Para que as pessoas tenham ideia do que passamos

Joice, eu sou sinceramente solidária a você porque sei o que você está vivendo.

Mas queremos e precisamos que você fale. Sobre voce, claro. Sobre sua dor. Diferente de mim, que fui vítima e pouco sabia sobre meus algozes, você esteve com eles até a pouco. você pode e deve falar. Você pode informar a polícia, ao poder judiciário e a opinião pública tudo o que sabe sobre essa gangue que espalha mentiras para destruir as pessoas e que assim, governar ao Brasil.

Precisamos que você faça isso para que nenhuma outra pessoa passe pelo estamos passando, para que mais nenhuma filha ou filho sofra em meio a esse jogo sujo.

Um abraço solidário,
Manuela d’Ávila

Animais que estão fora do grupo de vacinação contra a Febre Aftosa também devem ser cadastrados na Idaron

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Os animais, bovinos e bubalinos, que estão fora do grupo de vacinação contra a Febre Aftosa, ou seja, que estejam acima de dois anos, também devem ser cadastrados na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia. O alerta é feito pelo presidente da autarquia, médico veterinário Júlio Cesar Rocha Peres.

Ele lembra que a 47ª campanha de vacinação é voltada a bovinos e bubalinos com idades entre zero e 24 meses, “mas o cadastramento (declaração) é voltado ao rebanho inteiro”. Nessa etapa, também deverão ser atualizados os rebanhos de ovinos, caprinos e suínos. “Mas lembramos que a vacinação desses animais é proibida”, explica.

“Estamos nos aproximando do fim da 47ª etapa de vacinação contra Febre Aftosa. O prazo termina nesse próximo dia 15. Já o prazo para declaração da vacinação vai até o dia 22 deste mês”.

Segundo Júlio Cesar Rocha, é importante ressaltar que a vacina deve ser mantida em caixa de isopor, com gelo, até o momento da vacinação e que a pistola e agulhas devem ser higienizadas antes da aplicação. A dose da vacina é 2 ml e deve ser aplicada na ‘tábua’ do pescoço, por via subcutânea (embaixo da pele) ou intra-muscular (na carne).

Sobre a importância da campanha, ele alerta que a Febre Aftosa tem grande poder de difusão e é uma das mais temidas e prejudiciais doenças que afetam a pecuária, com reflexos econômicos graves para a produção primária. “A prevenção da Febre Aftosa é uma das prioridades do Governo, principalmente porque Rondônia é um estado cuja vocação para a pecuária é algo inquestionável”, destaca, acrescentando que, há 20 anos, o estado está livre da doença.

O sucesso da campanha, de acordo com Júlio Cesar, deve-se muito a cooperação entre o Estado e os produtores rurais, além do apoio da iniciativa privada e de toda a sociedade.

Senado aprova PEC que torna feminicídio crime imprescritível

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O Senado aprovou hoje (6) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 75/2019, que modifica o Artigo 5º da Constituição para determinar que o feminicídio seja inafiançável e possa ser julgado a qualquer tempo, independentemente da data em que foi cometido. Além disso, a PEC também inclui o estupro no rol de crimes imprescritíveis e inafiançáveis. A medida já é válida para crimes de racismo.

A aprovação foi unânime, com 58 votos favoráveis em primeiro turno e 60 votos favoráveis em segundo turno, quando o quórum foi ligeiramente maior. Por ter sido originado no Senado, a PEC agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Cometido contra mulheres, o feminicídio é motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. Atualmente o tempo de prescrição para esse tipo de crime varia de acordo com o tempo da pena, que é diferente em cada caso.

A proposta, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), recebeu parecer favorável do relator, Alessandro Vieira (Cidadania-SE). “É urgente. As mulheres continuam sendo vitimadas e, ao colocar na Constituição que o feminicídio será crime imprescritível, estamos garantindo o recado para o agressor. Este crime não será esquecido, a vítima não será abandonada e o Estado brasileiro tomará as providências adequadas”, disse Vieira.

Kátia Abreu (MDB-TO) destacou o caráter inafiançável do crime. “Pegam a fragilidade física das mulheres e fazem com que sejam espancadas até a morte. Não vai adiantar arrumar dinheiro com parente rico para o assassino sair da cadeia. O feminicídio será crime inafiançável. Não adianta a justiça demorar para julgar, porque esse crime não vai vencer”.

Arte de divulgação do Vida Plena sobre câncer de próstata com apresentador e três participantes.

Vida Plena debate câncer de próstata com médicos e paciente

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Vida Plena reúne médicos e jornalista para explicar exames, tratamento e saúde da próstata.
Cemitério da Saudade em Ji-Paraná com entrada principal e registros das obras de revitalização.

Cemitério da Saudade em Ji-Paraná recebe melhorias e novas calçadas

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Obras devem facilitar as visitas; custo, conclusão e mudanças de acesso não foram divulgados.
Educação para o trânsito em Rio Pardo: estudantes assistem à apresentação de personagens em escola.

Detran leva educação para o trânsito a mais de 340 alunos em Rio Pardo

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Dinâmicas com personagens abordaram travessia, sinalização e prevenção de sinistros nas escolas do distrito.
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Feira de adoção terá cerca de 60 cães e gatos em Porto Velho no...

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Ação orientará futuros tutores; animais particulares não poderão ser entregues no evento.
Retenção de ISS ilustrada por computador com símbolo da NFS-e, calculadora e referência ao ISS.

Ji-Paraná alerta empresas sobre retenção de ISS na NFS-e nacional

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Prefeitura de Ji-Paraná orienta empresas do Simples a conferir a retenção do ISS antes de emitir notas.