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quarta-feira, julho 15, 2026
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Manual do Expositor da 11ª Rondônia Rural Show Internacional é divulgado para reforçar orientações aos participantes

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O Governo de Rondônia divulgou o Manual do Expositor da 11ª Rondônia Rural Show Internacional. Neste ano, a Feira será realizada entre os dias 20 a 25 de maio e terá como tema “A Agricultura na Amazônia”. No documento, Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) apresenta o cronograma de ações e os prazos a serem respeitados pelos organizadores e expositores. Os interessados em participar do evento terão que enviar assinado o Termo de Compromisso e Responsabilidade até o dia 22 de março às 18 horas através do e-mail rondoniaruralshow@seagri.ro.gov.br.

Algumas regras deverão ser respeitadas, conforme o Manual. Não será permitido menores de 18 anos trabalhando na montagem e desmontagem das estruturas; proibida a venda de bebidas alcóolicas, mas estará liberada a degustação de marcas de expositores; proibido o uso de chamas e materiais radioativos, armazenamento de combustíveis e materiais corrosivos.

Sobre as vitrines tecnológicas, um dos locais mais visitados da Feira pelo público, as amostras deverão estar prontas até o dia 16 de maio. Os expositores terão responsabilidade preparo do solo, corretivos e uso de fertilizantes. Nesta semana, uma das primeiras ações das empresas foi realizar a limpeza dos lotes para o plantio das mudas. Os locais apresentam floradas dos girassóis se destacando entre os plantios de soja, milho, sorgo, café, cacau entre outras que compõem o cenário da maior feira da região Norte do Brasil.

NORMAS

No Manual, o expositor terá acesso às normas de segurança sobre uso de eletricidade, internet, drones, policiamento, destinação de resíduos, gramado e paisagismo, refeições, lanches e bebidas. As informações podem ser acessadas no Portal do Governo de Rondônia e na página da Rondônia Rural Show Internacional.

Para o governador Marcos Rocha, a Rondônia Rural Show já se consolidou como a maior Feira do agronegócio do Norte Brasil, batendo recordes seguidos de negócios e de público. “Nosso setor produtivo cresce a cada ano e a Rondônia Rural é a nossa vitrine. O Governo do Estado tem desenvolvido ações para o fortalecimento do agronegócio, alavancando a economia de Rondônia”, disse.

O secretário Luiz Paulo, titular da Seagri, explica que os técnicos estão trabalhando interna e externamente para levar mais uma grande edição da Rondônia Rural Show, fortalecendo ainda mais o agronegócio em Rondônia.

Mega-Sena 2689: sorteio deste sábado (17) tem prêmio estimado em R$ 58 milhões

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A Caixa Econômica Federal realiza neste sábado (17) o concurso 2.689 da Mega Sena, com prêmio estimado em R$ 58 milhões.

O sorteio será realizado às 20 horas (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

Governo de RO estabelece isenção de IPVA para veículos utilizados no transporte de passageiro por aplicativo

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O Governo de Rondônia publicou no Diário Oficial do Estado – Edição Suplementar 29.1, de 16 de fevereiro de 2024, o Decreto N° 28.917, que concede alíquota 0% do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos utilizados no serviço remunerado de transporte de passageiros por aplicativo e estabelece isenção para veículos de duas rodas com até 170 cilindradas.

Uma das principais características deste benefício é a forma simplificada de obtenção da isenção. Os motoristas não precisam se dirigir às agências da Secretaria de Finanças do Estado (Sefin), nem apresentar requerimentos. A isenção será reconhecida automaticamente pela Gerência de Arrecadação da Coordenadoria da Receita Estadual (GEAR) com base nos dados enviados anualmente pelas empresas operadoras de tecnologia.

Para se qualificar à isenção, os motoristas precisam atender a alguns critérios principais:

1. Realizar a quantidade de 3.600 corridas na Capital e 1.800 em outros municípios do Estado ao longo do ano;
2. ⁠Não possuir débitos vencidos de IPVA; e
3. Estar devidamente cadastrado em aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

VEÍCULOS 

O benefício poderá ser aplicado em no máximo dois veículos por proprietário, sendo concedido aos veículos que realizarem a maior quantidade de corridas durante o período considerado.

É importante destacar que o veículo cadastrado na empresa de aplicativo para transporte particular de passageiros não precisa estar necessariamente em nome do condutor cadastrado, exceto nos casos em que está registrado em nome de pessoa jurídica.

Essa exceção não se aplica aos veículos de propriedade do próprio motorista de aplicativo enquadrado como Microempreendedor Individual (MEI).

A implementação dessa isenção promete ter um forte impacto tanto social quanto econômico. Por um lado, oferecerá melhores condições de trabalho aos motoristas profissionais, bem como estimular uma atividade econômica essencial nos dias de hoje.

Especialistas se reúnem para provar matrizes genéticas do café robusta em Rondônia: ‘Momento de redescoberta’

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Na busca por cafés robustas de perfis únicos, finos e até exóticos, um grupo de pesquisadores, baristas e degustadores profissionais se reuniram em Rondônia para traçar o perfil sensorial de robustas progênies – ou seja, a matriz genética do robusta.

Esse é o momento de redescoberta, de releitura dos cafés que deram origem aos robustas amazônicos, que são os cafés 100% robustas, a matriz genética que se juntou aos conilon, formando as robustas amazônicos, que são cafés híbridos”, explicou Enrique Alves, pesquisador da Embrapa.

O encontro aconteceu em Cacoal, capital do café, e segundo o pesquisador, o objetivo do encontro é retomar os estudos para entender o que há de tão especial nesses acessos genéticos.

“Nós chamamos os principais especialista da cafeicultora da parte da ciência, empresários da cadeia, do ramo de torrefação para nos ajudar a avaliar uma riqueza muito grande que Rondônia tem: seus materiais genéticos”, disse Enrique.

Ao todo, 350 amostras da coleção da Embrapa Rondônia, fornecidos pelo Instituto Agronômico de Pesquisa (IAC), foram provadas pelos profissionais. Cafés com perfis sensoriais exóticos, que iam do floral ao frutado, foram encontrados.

“Café é feito para ser bebido e por isso que o sabor é tão importante quando a gente fala sobre pesquisa e sobre produção de café. Nada poderia ter me preparado para os sabores que a gente provou aqui. Sabores que quebram completamente qualquer estereótipo e visão que você poderia ter dos cafés robustas. E o que é o perfil do café canéfora? Doces, ácidos, amargos, delicados, densos e de uma variedade incrível. Isso aqui é o futuro da cafeicultura e o futuro vai ser uma delícia“, salienta Pedro Foster, dono de torrefação e da Fuzz Cafés.

Fazendo ciência

Os Robustas Amazônicos são o resultado de décadas de evolução de cafés da espécie canéfora (conilon – trazidos por imigrantes – e robusta – que faziam parte da coleção da Embrapa).

De acordo com a Embrapa, foi na Amazônia, especialmente na região Matas de Rondônia, que estes materiais híbridos encontraram condições apropriadas para se desenvolver e tem se destacado na cafeicultura nacional pelo vigor, produtividade e, principalmente, qualidade.

A qualidade da bebida extraída a partir dessa junção rendeu a ele a primeira Indicação Geográfica com Denominação de Origem (DO) para café canéfora sustentável.

Matrizes genéticas do robusta foram torradas durante o encontro em Cacoal — Foto: Enrique Alves/Reprodução

Para manter a produção do robusta em constante evolução, o professor do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Lucas Louzada, foi um dos convidados pela Embrapa Rondônia para participar da pesquisa.

“Selecionar material genético baseados em aptidão de alta produtividade, resiliência a doença e perfis de qualidade superior de cafés especiais, posiciona a cafeicultura de Rondônia em uma posição de inovação, de ineditismo e acima de tudo, pensar o futuro dessa cafeicultura em termos de novas oportunidades para os cafeicultores”, revelou Lucas.

Além das torras, moagens e degustações, parte da pesquisa também envolve estudos químicos. “Nós iremos analisar os materiais no aspecto químico, para que a gente possa entender a relação da genética da planta com a parte sensorial”, pontua Lucas.

Pensando no futuro

Juan Travain, presidente da Caferon – Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia -, acredita que o encontro é determinante para as escolhas de qual café plantar no futuro.

“Para nós produtores é muito importante saber quais os cafés serão o futuro, saber qual que é a linhagem que nós devemos trabalhar. Porque até decidir qual café plantar, plantar e a gente conseguir disponibilizar no mercado, há um tempo aí. Então é necessário a gente sempre antecipar o mercado, saber a linhagem de sabores que as pessoas estão buscando cada vez mais”, disse Juan.

Poliana Perrut, R-grader – profissional certificada em degustação e classificação de cafés -, produtora de café robusta amazônico e eleita como a cafeicultora com o melhor canéfora fermentado em 2021, pontua que a partir da diversidade encontrada no encontro, novas combinações de cafés podem surgir.

“Nós estamos maravilhados com a diversidade que estamos encontrando de sabores nos materiais de canéforas. Como produtora eu fico entusiasmada, porque além da qualidade que nós estamos conseguindo atingir com os materiais presentes, nós ainda temos um universo muito grande de possibilidade e de combinações que a gente pode fazer“, explicou Poliana.

Cirurgias em pacientes com Parkinson estão sendo realizadas no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro

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Com o objetivo de oferecer um suporte e controle dos sintomas da doença de Parkinson em pacientes, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) retomou na sexta-feira (16), as cirurgias de estimulação cerebral, que estão acontecendo no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro. O procedimento é executado com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que aguardam na fila de regulação e possuem indicação médica para a cirurgia.

ESTIMULAÇÃO CEREBRAL

A estimulação cerebral profunda não cura a doença de Parkinson nem impede sua progressão. Quando bem indicada e realizada, controla os sintomas motores e devolve ao parkinsoniano autonomia e independência por um determinado tempo. A cirurgia só é possível através de eletrodos cerebrais, podendo ser lesões ablativas (definitivas) ou eletrodos permanentes, que possuem a função de marcapasso cerebral,  através desses materiais é possível o procedimento.

O procedimento é executado de forma complexa, com o paciente anestesiado, porém consciente. Segundo a neurocirurgiã do Hospital de Base, Rafaela Rezende, o Parkinson pode impor desafios significativos na vida cotidiana, afetando a mobilidade, a coordenação motora e até mesmo a capacidade de realizar tarefas simples, mas com a cirurgia o paciente pode voltar a realizar funções do cotidiano por tempo determinado.

SERVIÇO 

Para conseguir realizar o procedimento, o paciente precisa ir até uma Unidade Básica de Saúde e ser encaminhado para o especialista em neurologia que indicará se há necessidade de cirurgia ou não, o contato é realizado pela regulação do Estado.

SINTOMAS 

Os principais sintomas incluem tremores, rigidez muscular, bradicinesia (movimentos lentos), instabilidade postural e problemas de equilíbrio. À medida que a doença progride, os sintomas podem se agravar, impactando significativamente na qualidade de vida.

PREVENÇÃO 

Prevenir o Parkinson ainda é um desafio, uma vez que, as causas exatas da doença não são totalmente compreendidas. No entanto, alguns estudos sugerem que hábitos de vida saudáveis podem estar associados a um menor risco de desenvolver Parkinson.

-Exercício físico regular,

-Alimentação saudável,

-Controle do estresse,

-Evitar toxinas ambientais, e

-Estimulação cognitiva.

Campanha de vacinação contra a gripe será finalizada dia 29 de fevereiro, sem prorrogação

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), alerta a população que a campanha de vacinação contra a gripe será encerrada dia 29 de fevereiro. A campanha não será mais prorrogada e quem não se vacinar até essa data, só terá acesso ao imunizante no próximo ano.

A partir de agora, a campanha de vacinação contra a gripe será iniciada em dezembro, e não mais em abril, como era anteriormente. A mudança faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para combater o vírus da influenza, que tem maior circulação na região norte durante o inverno amazônico.

A vacina contra a influenza está disponível para todos os cidadãos acima de seis meses de idade nas unidades de saúde da capital, zona rural e distritos. Pessoas que fazem parte de grupos de risco, como gestante, puérpera, idoso, imunocomprometido, entre outros, devem se identificar ao vacinador no ato da imunização.

Aqueles que já foram vacinados contra a gripe no primeiro semestre de 2023, devem receber a dose desta campanha. Neste link, a Semusa disponibilizou endereços e horários de funcionamento das unidades de Porto Velho.

O que são alimentos funcionais? Saiba por que a acerola, o abacate e a banana entram nessa categoria

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Alimentos funcionais são aqueles que fazem bem para a saúde física e mental, melhorando a qualidade de vida. Banana, acerola e abacate estão entre eles.

Nesta semana, o podcast “De onde vem o que eu como” explorou os benefícios e curiosidades sobre esses três alimentos.

O episódio também deu dicas: por exemplo como conservar a banana por mais tempo.

?Banana: com sua versatilidade e energia, é uma excelente fonte de potássio, vitaminas A, B1, B2, B3, B6, C e fibras, e ela ajuda também na saúde intestinal e na recuperação muscular.

A banana previne diversas doenças, explicou o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Se eu estou ingerindo banana, estou ingerindo uma boa quantidade de triptofano e isso significa que eu estou sintetizando e produzindo mais serotonina, e mais serotonina deixa a pessoa melhor, inclusive é relacionada à saúde mental e à ansiedade”, diz o nutrólogo. 

?Abacate: é a estrela dessa seleção com três vezes mais potássio que a banana. Tem a polpa cremosa e é um rico em gorduras boas, vitaminas e minerais essenciais para a saúde cardiovascular e cerebral, além de aumentar o bom colesterol.

“O bom colesterol traz a gordura para ser metabolizada no fígado, enquanto o colesterol ruim leva a gordura pra periferia do corpo, e vai entupindo as artérias”, explica o nutrólogo Edson Credidio. 

?Acerola: conhecida por sua altíssima concentração de vitamina C, é um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e contribui para a saúde da pele.

Acerola é rica em vitamina C porque precisou dela para se defender de predadores durante a sua evolução.

“As plantas não conseguem sair correndo quando o herbívoro vem para consumi-las, quando o besouro vem pra consumir o fruto. Elas têm que se defender. Então elas produzem grandes quantidades de algumas substâncias, são seus meios de defesa”, diz Flávio França, da Embrapa.

É dengue ou Covid? Veja diferenças entre os sintomas das doenças

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O Brasil está enfrentando uma epidemia de dengue nos últimos meses. Desde janeiro, já foram registrados 532.921 casos prováveis da doença e 90 mortes confirmadas, de acordo com o Ministério da Saúde. Em paralelo, os casos de Covid-19 também têm aumentado.

São Paulo, por exemplo, registrou um aumento de 140% no número de casos positivos da infecção por coronavírus (de 168, no fim de janeiro, até 404, no último dia 4). Os dados são da plataforma Info Tracker, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Obras de ampliação e reforma do bosque municipal de Ouro Preto do Oeste avançam com cerca de 90% de execução

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Com o objetivo de ampliar e reformar praças e espaços públicos, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (Seosp), avançou com cerca de 90% das obras de ampliação e reforma do bosque municipal de Ouro Preto do Oeste.

A obra é resultado do Projeto 0 Governo na Cidade, executado pelo Governo de Rondônia, em parceria com o município. Um investimento de R$ 852.896,97 (oitocentos e cinquenta e dois mil, oitocentos e noventa e seis reais e noventa e sete centavos). De acordo com o engenheiro fiscal da Seosp, Felipe Cipriano, entre os serviços executados estão: a ampliação da pista de skate, construção de espaço truco e campo society com grama sintética, espaço playground e recapeamento da pista de caminhada.

“A obra atingiu 90% de conclusão, com destaque à ampliação da pista de skate, foi instalado um playground completo com 360,90m² e incluídos locais cobertos, conhecidos como Espaço Truco.  A obra está destinada a todos os públicos que frequentam o bosque”, pontuou o engenheiro.

Segundo o secretário da Seosp, Elias Rezende, a obra tem em seu entorno, uma área verde, proporcionando aos visitantes, o contato com a natureza, além de opções de lazer e socialização, cumprindo o propósito de transformar ambientes e levar desenvolvimento aos municípios. 

Microssonecas: o efeito sobre o corpo dos cochilos que podem durar segundos

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Quando falamos em microssonecas, não nos referimos aos nossos cochilos de cinco minutos no sofá, bebendo e assistindo a um filme.

Este tempo de sono é muito longo. No mundo das microssonecas, a duração dos cochilos é medida em segundos.

Não existe uma definição científica, mas muitos estudos se concentram no fechar dos olhos por um a 15 segundos por vez.

Diversos estudos vêm aumentando cada vez mais nosso conhecimento sobre os efeitos das microssonecas sobre a vida diária, desde a sua influência nas tarefas comuns do dia a dia até situações de risco de vida, como os cochilos na direção.

E estamos também chegando mais perto de compreender os motivos que nos levam a tirar essas microssonecas.

Pesquisas recentes concluíram que os verdadeiros especialistas nesse sono minúsculo são os pinguins-de-barbicha.

Enquanto seus parceiros estão no mar em busca de alimento, os inúmeros pinguins que ficam nos ninhos precisam ficar em estado de alerta para proteger seus ovos dos predadores, como os mandriões-antárticos, além das agressões de outros pinguins.

O ecofisiologista do sono Paul-Antoine Libourel, do Centro de Pesquisa de Neurociências de Lyon, na França, avaliou a atividade cerebral e os padrões de sono de 14 pinguins na ilha do Rei George, na Antártida.

Ao longo de um período de 10 dias, os pinguins não dormiram por mais de 34 segundos por vez. Na verdade, eles tiveram mais de 10 mil microssonecas de menos de quatro segundos – às vezes, em apenas uma metade do cérebro de cada vez.

Quatro segundos pode parecer um tempo curto demais para causar qualquer função reparadora. Mas o tempo somado indica que cada pinguim tinha impressionantes 11 horas de sono a cada 24 horas.

Este sistema parece funcionar bem para os pinguins. Mas, para o ser humano moderno, as microssonecas são menos benéficas.

Para nós, as situações de vida ou morte que nos exigem ficar em alerta são diferentes das enfrentadas pelos pinguins. Conduzir uma grande caixa de metal ao longo de uma estrada em alta velocidade pode ser uma dessas situações, não evitar um predador.

E, infelizmente, dirigir veículos é uma tarefa que pode ser monótona, mas exige constante atenção.

Pessoa em escritório vazio
Se você passar uma noite sem dormir, será difícil resistir ao impulso de adormecer no dia seguinte

Este é o tipo de situação que os experimentos tentaram reproduzir em laboratório (eliminando os riscos envolvidos), para pesquisar a natureza das microssonecas.

Em 2014, foi publicado o primeiro estudo sobre o tema utilizando scanners cerebrais, gravações de vídeo dos olhos das pessoas e equipamento de eletroencefalografia para medir as ondas cerebrais.

A equipe de pesquisa criou uma tarefa muito monótona para os participantes. Deitados no scanner, eles tinham uma tela à sua frente e um joystick em uma das mãos. Seu trabalho era usar o joystick para garantir que um disco na tela acompanhasse constantemente um alvo em movimento.

A tarefa era tão maçante que as pessoas tinham dificuldade para ficar acordadas – e 70% delas tiveram pelo menos 36 microssonecas durante a sessão de 50 minutos. Os cientistas da cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, esperavam que ocorressem alguns cochilos, mas não tantos assim.

É verdade que as pessoas haviam acabado de almoçar e estavam deitadas, mas, ainda assim, elas não estavam privadas de sono – e qualquer pessoa que já esteve em um aparelho de ressonância magnética sabe que ele gera um estrondo constante como ruído de fundo. Não parece o lugar ideal para uma soneca.

Não surpreende que as microssonecas sejam ainda mais comuns em pessoas com narcolepsia. Mas as pesquisas indicam que a maioria de nós tem esses cochilos curtíssimos.

Outros pesquisadores da Universidade de Canterbury, em Christchurch, ofereceram aos participantes um volante de direção falso e uma pista para trafegar. Eles observaram que as pessoas ficavam sonolentas com a monotonia.

Os participantes do teste demonstraram aquele comportamento familiar que verificamos quando tentamos ficar acordados durante uma palestra em uma sala quente. As pálpebras se fecham por um momento, a cabeça se inclina um pouco e se movimenta subitamente quando acordamos novamente.

Riscos à segurança no trânsito

Quanto mais fatigados estivermos, mais propensos estamos a ter microssonecas.

A pesquisadora do sono Yvonne Harrison, da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, descobriu que essas sonecas são mais comuns à tarde e à noite. Elas costumam preceder um período de sono mais longo.

O professor de psiquiatria David Dinges, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mantém pessoas acordadas toda a noite para observar com que frequência elas adormecem no dia seguinte.

Como se pode esperar, os lapsos de atenção (que muitos cientistas consideram como microssonecas) se tornam muito mais frequentes depois de perder uma noite de sono.

Mas Dinges chegou a uma conclusão alarmante, em termos de segurança nas estradas. Ele descobriu que, quando as pessoas conseguem ter seis horas de sono por noite em 14 dias seguidos, elas têm a mesma quantidade de microssonecas que as pessoas que perderam uma noite de sono inteira.

Pinguim
Os pinguins-de-barbicha podem cochilar até 10 mil vezes por dia. Mas os seres humanos não conseguem ter a quantidade de sono necessária da mesma maneira

E, ao contrário das que passaram a noite acordadas, as pessoas que conseguiram seis horas de sono por noite não perceberam que estavam tão fatigadas. Elas simplesmente se acostumaram com aquilo.

E nós nem mesmo ficamos sabendo quando tiramos uma microssoneca.

Em outro estudo, as pessoas foram convidadas a tirar sonecas diurnas deliberadamente no laboratório e depois acordadas em seguida pelos pesquisadores após um, cinco, 10 ou 20 minutos.

Elas foram então questionadas se haviam dormido ou não. E, se fossem mantidas dormindo por apenas 60 segundos, apenas 15% delas percebiam que haviam tirado um cochilo. Mesmo depois de um período de sono de 10 minutos, apenas a metade reconheceu que havia adormecido.

Esta descoberta pode explicar por que as pessoas negam categoricamente que cochilaram em frente à TV, mesmo quando você as observa claramente adormecendo.

Em relação ao que acontece no cérebro, as microssonecas são caracterizadas, em grande parte, por uma mudança de ondas alfa para teta – o tipo de ondas observado no primeiro estágio do sono.

Até aqui, tudo é muito parecido com o sono normal. Mas outro fato curioso pode estar acontecendo. O experimento da Nova Zelândia, que fez as pessoas seguirem um alvo com um joystick, revelou uma descoberta fascinante que surpreendeu os pesquisadores.

Em vez de uma redução sistemática da atividade cerebral à medida que as pessoas adormeciam, os pesquisadores observaram algo diferente. Embora algumas áreas do cérebro realmente ficassem menos ativas conforme o esperado, houve um aumento da atividade do lobo frontal e parietal (as áreas do cérebro atrás da nossa testa).

Eles especulam que esta pode ser uma reação inconsciente ao adormecimento, uma tentativa de não dormir e ficar acordado.

Este fenômeno não é observado em sonecas mais longas, o que indica que as microssonecas são diferentes do sono normal – não apenas mais curtas.

Analisando os dados desse experimento com mais detalhes nove anos depois, a equipe descobriu que não havia redução, mas um aumento das ondas delta, beta e gama durante a microssoneca. Esta descoberta sustenta a noção de que, quando adormecemos em momentos nos quais deveríamos permanecer concentrados, nosso cérebro percebe a situação e inicia um processo para nos fazer acordar novamente.

Quando você não está dirigindo, esse sono pode não importar tanto. Talvez você esteja apenas se arriscando a perder alguns segundos de um filme ou peça ou, no pior dos constrangimentos, pode ser flagrado com os olhos fechados por um momento enquanto alguém fala com você.

Naturalmente, o problema é que, com os rápidos veículos modernos, um sono de dois segundos é suficiente para que um carro ou caminhão se desvie para a pista ao lado, o que pode ser fatal. Por isso, não podemos correr o risco de tirar sonecas inesperadas enquanto estamos dirigindo, não importa o quanto elas possam ser curtas.

Pesquisas recentes realizadas em uma única companhia de transporte no Japão, que emprega quase 15 mil motoristas, podem nos ensinar algumas coisas.

Os cientistas analisaram as imagens das câmeras de painel de 52 dos seus motoristas profissionais que se envolveram em colisões depois de adormecer.

Imagem de carro na noite em curva
Dormir por apenas alguns segundos ao volante pode ser muito perigoso e, em alguns casos, até fatal

Os vídeos revelaram que três quartos deles exibiram sinais de microssonecas antes da colisão.

A sequência de eventos de um dos motoristas foi a seguinte: um minuto antes do acidente, ele começou a piscar rapidamente; seu corpo parou de se mover 38 segundos antes da colisão, o que foi seguido por algumas piscadas lentas; até que, quatro segundos antes do acidente, seus olhos se fecharam por apenas dois segundos.

Os olhos do motorista se abriram novamente um segundo antes da colisão, mas era tarde demais para que ele fizesse qualquer coisa e o caminhão saiu da rodovia.

A partir desses vídeos, os pesquisadores identificaram formas de prever acidentes iminentes, o que pode ser usado para alertar o motorista.

Quando se sentem cansados, os motoristas tentam ficar acordados tocando seu rosto ou o corpo (eles não fornecem detalhes, mas imagino que isso signifique algo similar a dar tapas no nosso próprio rosto para tentar nos acordar). Eles podem então se movimentar ou se estirar antes que ocorra a microssoneca.

Os pesquisadores indicam que qualquer sistema automático para detectar se um motorista está a ponto de cochilar inclui muito mais do que observar apenas se os seus olhos se fecham. É preciso procurar movimentos do corpo de forma mais ampla.

Paralelamente, nós, enquanto motoristas, precisamos ter consciência de que estamos sentindo sono, o que é mais difícil do que parece, considerando que nem sempre percebemos que cochilamos por um segundo. E, quando sabemos que estamos exaustos, simplesmente tentar nos concentrar nem sempre é suficiente.

Este ponto foi comprovado pelas mortes entre os pilotos que voltavam para a Inglaterra após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, segundo o pesquisador do sono Jim Horne no seu livro Sleepfaring: a Journey Through the Science of Sleep (“Viagem pelo sono: uma jornada através da ciência do sono”, em tradução livre).

Durante os combates, o medo, a concentração, os esforços para atingir a vitória e a adrenalina mantinham os pilotos acordados, por mais cansados que eles estivessem. Mas, depois que não havia mais distrações no caminho para casa, alguns pilotos eram vencidos pelo sono e, com isso, acabavam se acidentando.

A força de vontade não é suficiente para manter uma pessoa acordada, nem mesmo quando ela sabe que é uma questão de vida ou morte. Durante uma longa viagem, precisamos seguir o conselho de parar em um lugar seguro assim que nos sentirmos cansados, tomar café, tirar um cochilo e esperar até que estejamos totalmente acordados antes de voltar a dirigir.

Ao contrário dos pinguins-de-barbicha, os seres humanos não conseguem substituir uma boa noite de sono pelas microssonecas. Se os cochilos forem muito frequentes, pode ser um sinal de que não estamos dormindo o suficiente.

Mas, quando não estamos dirigindo nem nos dedicando a outra atividade em que a nossa concentração é vital, talvez não precisemos nos preocupar com alguns segundos de olhos fechados aqui e ali.

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