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quarta-feira, julho 15, 2026
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Governo inicia pagamento do Abono Salarial 2024 a partir desta quinta-feira

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O Ministério do Trabalho e Emprego libera nesta quinta-feira (15) o pagamento do Abono Salarial 2024, ano-base 2022, para os beneficiários nascidos no mês de janeiro. Neste ano, o calendário de pagamento do benefício foi unificado para os trabalhadores, tanto da iniciativa privada, que recebem o PIS, quanto para os servidores públicos, que recebem o PASEP, considerando o mês de nascimento do trabalhador para disponibilização do benefício.

Para este calendário, 24.874.071 trabalhadores terão direito ao Abono Salarial, com um gasto aproximado de 27 bilhões de reais. Deste total, 21.982.722 de abonos são de trabalhadores de empresas privadas, que irão receber pela Caixa Econômica Federal, e outros 2.891.349 possuem vínculo público, e irão receber pelo Banco do Brasil.

Pela Caixa, serão beneficiados 1.798.203 trabalhadores de empresas privadas com cadastros no PIS, no valor total de R$ 1.922.566.782,00. Pelo Banco do Brasil recebem 234.574 mil trabalhadores, servidores públicos com cadastro no PASEP, num valor de R$ 288.458.392,00. Um total de 2.032.77 beneficiários receberão o Abono Salarial no lote de fevereiro.

O valor do Abono Salarial pode variar de R$ 118,00 a R$ 1.412,00, conforme a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2022. O aumento do salário mínimo trouxe ganhos reais aos trabalhadores com direito ao abono salarial, refletindo em acréscimo de até R$ 92,00. A elevação não apenas valoriza a remuneração dos trabalhadores, como também reforça a proteção para aqueles com renda de até dois salários mínimos. Esses números refletem o compromisso do atual governo com o bem-estar financeiro da população.

Quem tem direito – Trabalhadores que atendem aos critérios de habilitação, como estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), até 2 (dois) salários-mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado; ter exercido atividade remunerada, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; ter seus dados informados pelo empregador corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração.

Dataprev – Responsável pelo processamento do benefício para o MTE, este ano a Dataprev atualizou a solução que viabiliza o pagamento, garantindo mais agilidade e confiabilidade. O reconhecimento do direito agora é feito a partir do eSocial e por meio da Relação Anual de Informações (RAIS), com uso do CPF para identificação dos trabalhadores.

Com a implementação da nova solução, o MTE assume a completa gestão do Abono Salarial e a Dataprev atua como parceira e única operadora do benefício. Além das soluções para gestão operacional do benefício, elegibilidade, geração dos lotes para pagamento e disponibilização dos dados para os cidadãos através da Carteira de Trabalho Digital.

Pagamento na CAIXA – O pagamento será realizado prioritariamente por crédito em conta CAIXA, quando o trabalhador possuir conta corrente ou conta poupança, ou Conta Digital; por crédito pelo aplicativo CAIXA Tem, em conta poupança social digital, aberta automaticamente pela CAIXA. Será ainda realizado o pagamento em canais como agência, lotéricas, autoatendimento, CAIXA Aqui e demais canais de pagamentos oferecidos pela Caixa.

Pagamento no Banco do Brasil – O pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária; transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento.

O MTE disponibilizou, desde o dia 5 de fevereiro, a consulta de valores, com as respectivas datas e o banco de pagamento do Abono Salarial. O trabalhador ou trabalhadora pode consultar toda informação por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, ou pelo portal Gov.br.

Informações adicionais podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do Estado de domicílio do trabalhador).

O calendário completo de pagamento pode ser acessado por aqui .

Consulta do Abono Salarial por meio da Carteira de Trabalho aqui .

Por: Ministério do Trabalho e Emprego

Dengue hemorrágica: os sintomas da forma mais grave da dengue

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O número de casos prováveis de dengue no Brasil ultrapassou meio milhão, com 75 mortes pela doença comprovadas e outras 350 sendo investigadas.

Os dados são do relatório mais recente do Ministério da Saúde divulgado na última segunda-feira (12/2).

Durante as seis primeiras semanas epidemiológicas deste ano, foram registrados 512.353 casos – um número quase quatro vezes maior do que o registrado no mesmo período em 2023 (128.842).

Enquanto a dengue clássica, mais comum, costuma ser autolimitada e pode ser controlada com tratamento para aliviar os sintomas, o tipo mais grave da doença, conhecida popularmente como dengue hemorrágica, requer intervenção médica imediata, monitoramento rigoroso e, em alguns casos, cuidados intensivos para prevenir complicações potencialmente fatais.

Como diferenciar a dengue clássica da dengue hemorrágica

Os sintomas iniciais da dengue clássica e da forma grave são semelhantes nos primeiros dias.

De acordo com o Ministério da Saúde, qualquer pessoa com febre súbita (com temperatura alta, entre 39°C e 40°C) e pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, fadiga, dores musculares ou articulares, e dor nos olhos – deve procurar assistência médica imediatamente.

A distinção entre os diferentes quadros – dengue clássica e hemorrágica – geralmente ocorre entre o terceiro e o sétimo dia, especialmente quando a febre diminui.

É nesse período que começam a surgir sinais de alerta específicos.

“Uma das formas de identificar a dengue grave é a prova do laço positivo, quando o médico aperta o braço da pessoa com um torniquete e surgem pequenas petéquias [manchas avermelhadas] na pele, indicando sinal de hemorragia”, aponta o virologista Flávio Fonseca, professor no CTVacinas (centro de pesquisas em biotecnologia) e do Departamento de Microbiologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A hemorragia mencionada pelo especialista também pode se manifestar como sangramento espontâneo na gengiva, boca, nariz, ouvidos ou intestino.

Outros sintomas são dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes, manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade, insuficiência cardíaca e até problemas respiratórios.

A dengue grave é rara, mas pode levar ser fatal.

A principal causa de morte por dengue é o chamado “choque”, que se refere ao estado de choque circulatório. Nele, há uma queda acentuada da pressão arterial seguida de insuficiência circulatória grave.

O quadro acontece quando líquidos escapam dos vasos sanguíneos e vão parar nos tecidos ao redor. Esse processo resulta em uma redução significativa da quantidade de sangue em circulação, o que pode causar complicações graves, incluindo a falência de múltiplos órgãos.

mosquito da dengue
O termo ‘dengue hemorrágica’ foi substituído por ‘dengue grave’ ou ‘dengue com sinais de alarme’ pela OMS (Organização Mundial da Saúde), já que o sangramento não é o único sinal da forma grave da doença

Por que a dengue hemorrágica acontece?

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes circulantes no Brasil.

Quando alguém é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele tipo específico, mas ainda fica suscetível aos demais. Por isso, uma pessoa pode pegar a doença mais de uma vez.

“A infecção secundária por qualquer sorotipo aumenta o risco de desenvolver formas mais graves da doença. Este fenômeno já foi comprovado por diversos estudos”, aponta Felipe Naveca, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz.

O quadro acontece porque os anticorpos produzidos contra o primeiro sorotipo da dengue podem facilitar a entrada do vírus na célula durante uma nova infecção por um sorotipo diferente, abrindo caminho para esse vírus causar sintomas mais graves.

De acordo com o Ministério da Saúde, todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, mas idosos e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, assim como aquelas com predisposição a hemorragias, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.

“Quanto ao tratamento da dengue hemorrágica, não há uma abordagem específica. Focamos em tratar os sintomas e em repor líquidos. A administração de soro por via intravenosa é essencial para evitar a perda excessiva de sangue e líquidos, que são fatores que podem levar ao óbito”, explica Fonseca.

Controle da dengue

A principal medida contra a dengue é o controle do vetor, o mosquito que transmite a doença. Para isso, deve-se evitar o acúmulo de água parada dentro de casa, no quintal, em vasos de plantas ou qualquer recipiente com água, onde a fêmea deposita ovos que têm o potencial de se transformar em novos mosquitos adultos.

“Assim não apenas nos protegemos contra o vírus da dengue, mas também contribuímos para reduzir a quantidade desse vetor. Isso ajuda a proteger não apenas contra a dengue, mas também contra outros vírus, como o zika e o chikungunya. É uma única medida de cuidado dentro de casa, mas seu impacto se estende não apenas a você, mas também à comunidade como um todo”, diz Naveca.

Para proteção individual, a vacina QDenga está disponível no SUS (no momento, para crianças de 10 a 14 anos de municípios específicos) e no sistema privado para pessoas entre 4 a 60 anos. Outra opção do sistema privado é a vacina Dengvaxia, que é indicada apenas para quem já teve ao menos uma infecção pela doença.

As vacinas possuem eficácias distintas para cada sorotipo da dengue, mas podem representar uma proteção tanto contra a doença clássica quanto a sua forma mais grave.

O uso de repelentes também é um bom aliado contra a infecção. A Anvisa recomenda, para o combate ao mosquito da dengue, o uso de repelentes que contenham alguma das três substâncias a seguir:

  • IR3535, presente em repelentes da Merck;
  • DEET (N-N-dietilmetatoluamida), presente em repelentes como Off;
  • Icaridina, presente em repelentes como Exposis.

A agência reforça que é necessário indicação médica específica para aplicar repelentes em crianças com menos de dois anos.

Alero ocupa liderança no ranking da região Norte no Índice de Transparência e Governança Pública

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A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) foi considerada a melhor casa legislativa da região Norte com relação à transparência, de acordo com Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP) de 2023, promovido pela Transparência Internacional. Entre as 27 assembleias avaliadas, o legislativo rondoniense ocupa a primeira posição na região e a 12ª colocação em âmbito nacional com 44.9 pontos, na análise que dá até 100 pontos, segundo a Transparência Internacional.

No âmbito regional, o legislativo rondoniense encontra-se em posição de destaque com 44,9, estando à frente do Pará, com 41,4 pontos; de Roraima, com 41,3 pontos; do Amazonas, com 27 pontos; do Tocantins, com 26 pontos; do Amapá, com 18 pontos; e do Acre com 14,4 pontos.

Na avaliação, a Assembleia Legislativa de Rondônia teve seu desempenho considerado “regular” no Índice de Transparência e Governança Pública. A Casa de Leis obteve bom desempenho nas dimensões de Governança e de Comunicação, conseguindo destaque na divulgação de materiais educativos sobre o processo orçamentário dentro do legislativo, incluindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), Emendas Parlamentares e também do Código de Ética ou Conduta dos parlamentares, com fácil acesso no portal da Alero.

O Índice de Transparência e Governança Pública foi desenvolvido para ser uma ferramenta regular de avaliação da transparência dos Poderes subnacionais brasileiros. A cada atualização do índice é possível comparar a evolução dos entes avaliados e estimular melhorias contínuas da transparência pública.

“A transparência é um pilar fundamental para que possamos conquistar a confiança pública e garantirmos ações de boa governança em prol da nossa população. Esta é mais uma conquista que nos enche de orgulho pelo trabalho que temos realizado a frente da Casa de Leis ao lado dos demais deputados, os quais também têm contribuído para feitos como este em uma gestão tem que se notabilizado por clareza em suas atividades, assegurando passos firmes para o fortalecimento da democracia além de atuar em harmonia com os demais poderes em prol do crescimento e desenvolvimento do nosso estado de Rondônia”, destacou o presidente da Alero, deputado estadual Marcelo Cruz.

Sarampo: por que Brasil não tem casos enquanto mortes aumentam no mundo?

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O Brasil vive uma certa calmaria quando o assunto é sarampo.

Segundo o Ministério da Saúde, não foram registrados novos casos da doença desde 2022, e a cobertura vacinal subiu mais de 10% nos últimos dois anos.

Em outras partes do mundo — como a Europa e alguns lugares dos Estados Unidos — a situação é oposta: há uma crescente onda de casos e até de mesmo mortes.

Houve um aumento de 45 vezes no número de infecções pelo vírus nos países europeus.

A situação epidêmica fez a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido classificar o sarampo como um “incidente nacional”.

Mas o que explica essa diferença?

E o que o Brasil precisa fazer (ou continuar fazendo) para evitar que a situação do sarampo também piore no país?

O que acontece na Europa

Em dezembro do ano passado, o escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa classificou o aumento de casos de sarampo no continente como “alarmante”.

Em 2023, essa região registrou 42,2 mil novas infecções por este vírus. No ano anterior, haviam sido menos de mil casos.

A OMS aponta que a taxa de novos pacientes acelerou recentemente — e deve continuar a subir se “medidas urgentes não forem tomadas para prevenir o espalhamento futuro”.

Como citado no início da reportagem, a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido classificou a emergência do sarampo como um “incidente nacional”.

Um artigo publicado pelo periódico acadêmico Nature relaciona este cenário à queda nas taxas de vacinação nos países europeus.

“Cerca de 85% das crianças britânicas com menos de cinco anos receberam as duas doses da vacina tríplice viral”, aponta o texto.

As autoridades calculam ser necessário vacinar pelo menos 95% da população para garantir a imunidade de rebanho — ou seja, um nível de proteção coletiva que impede surtos e epidemias.

Entre os fatores para o baixo índice de vacinados, a Nature cita a pandemia de covid-19 — que atrapalhou o calendário de imunização de muita gente — e a disseminação de notícias falsas sobre as doses que protegem contra sarampo e outras diversas doenças infecciosas.

No dia 22 de janeiro, o serviço público de saúde do Reino Unido lançou uma campanha de vacinação para conter a crise.

Além de pedir que pais e tutores levem as crianças para tomar as doses, profissionais de saúde vão entrar em contato com as famílias cujos filhos de 6 a 11 anos estão desprotegidos do sarampo.

Os Estados Unidos também registraram casos da doença nas últimas semanas, embora os números sejam bem menores quando comparados à Europa.

Entre 1º de dezembro e 31 de janeiro, foram 23 diagnósticos espalhados por Geórgia, Missouri, Nova Jersey e Pensilvânia.

No mundo, os casos de sarampo cresceram 18% entre 2021 e 2022, diz a Nature.

A OMS também alerta que as mortes pela doença subiram 43% nesse mesmo período.

Vírus do sarampo

O que acontece no Brasil

Em 2016, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que representa a OMS no continente americano, deu ao Brasil um certificado de eliminação do sarampo.

A notícia, muito comemorada à época, confirmava que o país estava livre do vírus, graças a décadas de campanhas de vacinação e aos programas de vigilância e detecção de casos.

Mas, em 2019, o Brasil perdeu o certificado por um surto que se espalhou por vários Estados.

Em 2016 e 2017, o Brasil não teve sequer um caso de sarampo, como mostra o gráfico a seguir.

Já em 2018, foram mais de 9,3 mil infecções. No ano seguinte, o número subiu para 20,9 mil e seguiu elevado em 2020, com 8,1 mil casos.

Após surto, casos de sarampo voltam a cair. Depois de registrar mais de 20 mil casos em 2019, Brasil não tem novas infecções por este vírus desde 2022.  .

O cenário começou a melhorar em 2021 e 2022 — e o país voltou a não registrar nenhuma infecção por sarampo em 2023.

Essas curvas de casos podem ser explicadas em grande parte pela vacinação, apontam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

A cobertura vacinal com a primeira dose desse imunizante foi de praticamente 100% entre 2010 e 2014.

Em 2015 e 2016, as taxas começaram a cair, mas ainda dentro do limite de 95% preconizado pelas agências de saúde para garantir a imunidade de rebanho.

Foi nesse período que os casos de sarampo acabaram, e o país ganhou o certificado de eliminação.

De 2017 em diante, porém, a situação se complicou: com pequenas variações, a cobertura vacinal caiu pouco a pouco e chegou a alarmantes 74,9% em 2021.

Na prática, isso significou que um quarto das crianças brasileiras estavam desprotegidas de uma doença altamente contagiosa e potencialmente fatal.

Com a população sem imunidade, uma epidemia estourou.

Cobertura vacinal contra sarampo volta a subir no país. Após um período de queda histórica e surto, imunização melhora — mas ainda não alcança o patamar ideal de 95%.  Vacinação com a primeira dose da tríplice viral.

A situação começou a melhorar a partir de 2022, quando a cobertura vacinal chegou a 80,7%.

No ano passado, esse índice aumentou para 85,6% — o que foi bastante comemorado pelo Ministério da Saúde.

“Quero dizer que o movimento pela vacinação venceu. Todos alcançamos juntos o objetivo de reverter a trajetória de queda das coberturas vacinais. A sociedade atendeu ao chamado e se incluiu nesse movimento”, discursou a ministra Nísia Trindade em dezembro.

“Gostaria de lembrar o que já disse a OMS: a vacina, junto com a água tratada, é o que garantiu a redução da mortalidade infantil e o aumento da expectativa em todo o mundo.”

A pediatra Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), avalia que houve recentemente uma reestruturação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, que ajudou na trajetória de recuperação dos índices vacinais.

“Ainda há muito a ser feito para restaurarmos o índice de 95%, mas, ao menos, vemos uma reversão na tendência de queda dos últimos anos”, diz a especialista.

A médica Eliana Bicudo, assessora da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que a situação da vacinação está melhorando, mas ainda está longe do ideal.

“Ainda não podemos colocar a cabeça no travesseiro e ficarmos despreocupados com o sarampo. Se fizermos isso, esse surto na Europa nos pegará de calças curtas”, alerta a infectologista.

Criança sendo vacinada

Um novo certificado de eliminação do sarampo?

O fato de o Brasil estar há mais de um ano sem novos casos de sarampo reacendeu as esperanças de o país ser declarado novamente como um território livre desse vírus.

O próprio diretor da Opas, o médico brasileiro Jarbas Barbosa, falou sobre o assunto em uma palestra no Rio de Janeiro em dezembro do ano passado.

“O Brasil já se encontra há um ano sem nenhum caso novo diagnosticado, o que nos permite também ter uma esperança muito grande de que, nos próximos meses, a comissão de verificação possa certificar novamente o país”, disse.

Mas Levi lembra que ficar um tempo sem registrar novas infecções não é o único fator decisivo para tornar-se um território livre do sarampo.

“É importante uma homogeneidade na vacinação, ou seja, ter todas as regiões do país com um índice alto de imunizados, sem muitas diferenças nesse percentual de lugar para lugar”, destaca a médica.

A presidente da SBIm também destaca a necessidade de um sistema de vigilância ativo, capaz de detectar rapidamente pacientes com o vírus que cheguem ao país por portos, aeroportos e fronteiras.

Um exemplo prático desse tipo de ação aconteceu recentemente: no dia 26 de dezembro, um menino de 3 anos veio com a família ao Brasil a partir do Paquistão.

Ele começou a apresentar alguns sintomas e foi atendido em uma unidade de saúde de Porto Alegre no dia 2 de janeiro, quando já foi colocado em isolamento. Os exames confirmaram que ele estava com sarampo.

Casos importados de outros lugares, como este episódio do garoto vindo do Paquistão, não são contabilizados como infecções locais, ocorridas no Brasil — mas acendem um sinal de alerta.

E há todo um protocolo — que envolve fazer a detecção precoce do sarampo, isolar o paciente, vacinar as pessoas que tiveram contato com ele e fazer um acompanhamento da saúde dos envolvidos — para evitar que a doença se espalhe e gere uma nova onda de transmissões.

“E precisamos ter todo esse sistema bem estruturado para sermos novamente um país que eliminou o sarampo”, reforça Levi.

O cenário instável do sarampo em outras partes do mundo fez a Opas soar o alarme na última semana.

A entidade pediu que todos os países das Américas “intensifiquem as atividades de vacinação, vigilância epidemiológica e preparação de resposta rápida para possíveis surtos”.

Frasco de vacina tríplice viral

Uma doença altamente contagiosa

Bicudo explica que o sarampo é uma infecção causada por um vírus, que é transmitido de uma pessoa para outra pelas vias aéreas (por meio de tosse, espirro e coriza) ou pelo contato com superfícies contaminadas.

Esse agente microscópico tem uma alta capacidade de contágio. Estima-se que alguém infectado possa transmitir sarampo para outras 12 ou 18 pessoas.

“O sarampo causa um comprometimento das vias aéreas, com sintomas de febre, dor no corpo, dor de cabeça, congestão nasal, manchas na pele, lacrimejamento, tosse, conjuntivite e otite”, lista Bicudo.

“Em situações mais graves, ele pode levar a uma pneumonia ou até a uma meningoencefalite (uma infecção no sistema nervoso central), especialmente em pacientes mais vulneráveis.”

Esses casos são preocupantes e, sem os cuidados necessários, podem levar à morte.

Não existe um tratamento específico contra o sarampo. Os médicos prescrevem remédios para aliviar os incômodos e dar suporte à vida nos casos mais graves.

A principal forma de ficar protegido contra este vírus é a vacina.

No Brasil, o Ministério da Saúde e a SBIm preconizam um esquema de duas doses.

A primeira deve ser feita aos 12 meses de vida e utiliza a tríplice viral, um imunizante que protege não apenas contra o sarampo, mas também contra a caxumba e a rubéola.

A segunda é realizada 90 dias depois, quando a criança completa 15 meses e recebe a tetraviral (que resguarda contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Para aqueles que perderam esse prazo, não há problemas: é possível tomar essas vacinas em qualquer momento da vida.

Até os 29 anos de idade, a recomendação é seguir o esquema de duas doses. Entre os 30 e os 59 anos, as autoridades em saúde indicam a aplicação de apenas uma dose da tríplice viral.

A vacina está disponível na rede pública e não há necessidade de reforços: quem tomou duas doses após completar 1 ano de idade está protegido pelo resto da vida.

A alta capacidade de contágio do sarampo demanda que boa parte da população seja vacinada para criar uma imunidade de rebanho, em que todos ficam protegidos de um surto ou uma epidemia.

“É necessário que 95% das pessoas estejam vacinadas para garantir que aquela população fique realmente protegida desse vírus”, reforça Bicudo.

Como era o grande navio anfíbio russo que a Ucrânia diz ter afundado

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A Ucrânia disse ter afundado um navio da Frota do Mar Negro da Rússia. Vídeos divulgados pelo serviço de inteligência militar ucraniano mostram a ação contra o navio anfíbio Tsezar Kunikov perto de Alupka, na Crimeia. O Kremlin se recusou a comentar.

Como era o navio

O navio era usado para levar equipamentos. O Tsezar Kunikov carregava materiais e tropas da Rússia para as áreas ocupadas, como é o caso da Crimeia, desde 2014. Navios anfíbios são usados no apoio a forças terrestres.

A embarcação foi construída na Polônia. Ela foi construída em um estaleiro polonês e lançada em 30 de outubro de 1986. O nome Tsezar Kunikov é uma homenagem a um oficial da infantaria naval soviética. O navio tem 112,5 metros de comprimento, atingindo a velocidade de 32,58 km/h.

Participação em operações em outros países. O navio também esteve ativo em conflitos na Síria e na Geórgia, segundo a Ucrânia. Ele tinha capacidade para transportar 87 tripulantes.

Já tinha sido danificado em 2022. Segundo as forças armadas, o navio já havia sido danificado em um ataque durante a invasão russa na Ucrânia em março de 2022.

Ficou fora de ação por falta de peças. Em agosto do mesmo ano, o Tsezar Kunikov teria sido tirado de ação por causa da falta de peças para restauração da embarcação— o que seria uma consequência às sanções impostas à Rússia.

O navio afundou no dia da morte de Tsezar Kunikov, segundo a Ucrânia. No dia 14 de fevereiro de 2024, as forças armadas ucranianas afirmaram que o Tsezar Kunikov começou a afundar próximo da cidade de Alupka, na região da Crimeia. A data é a mesma da morte do oficial soviético que o batizou.

Pagamento do IPTU com 10% de desconto encerra no dia 29 de fevereiro

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Contribuintes devem ficar atentos ao prazo final para pagamento do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e da Taxa de Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD) com 10% de desconto em conta única em Porto Velho. A data foi prorrogada e o prazo final se encerra no dia 29 de fevereiro.

Os valores podem ser consultados, assim como a emissão dos documentos, clicando aqui, através da aba “Emissão de DAM”, clicando na opção “IPTU”, e preenchendo a inscrição imobiliária ou o CPF.

O imposto arrecadado é transformado em diversos benefícios para a população nas áreas da educação, saúde, infraestrutura e outras.

Para esclarecer dúvidas, a Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) disponibiliza quatro pontos de atendimento físico nas zonas Sul, Norte, Leste e Centro.

ENDEREÇOS

– Sede da Secretaria Municipal de Fazenda – av. Sete de Setembro, 744, Centro;
– Biblioteca Viveiro das Letras – av. Jatuarana, 5068, bairro Cohab;
– Praça CEU – rua Antônio Fraga Moreira, bairro JK;
– Tudo Aqui do Porto Velho Shopping – av. Rio Madeira, 3288, bairro Flodoaldo Pontes Pinto.

HORÁRIOS

O funcionamento dos locais, com exceção do Porto Velho Shopping, é das 8h às 14h. No shopping a população pode buscar atendimento das 10h às 20h.

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 53 milhões

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As seis dezenas do concurso 2.688 serão sorteadas nesta quinta-feira (15), a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Caso apenas um apostador acerte o prêmio principal, acumulado em R$ 53 milhões, e aplique o valor total na poupança, receberá R$ 331 mil de rendimento no primeiro mês. Com o valor do prêmio, também é possível comprar 20 apartamentos de alto padrão, por R$ 2,65 milhões, cada.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

Timemania

Ainda na quinta-feira será realizado o concurso 2.054 da Timemania. Se um apostador acertar os sete números sorteados ganhará R$ 14 milhões. O valor da aposta simples custa R$ 3,50.

Muita chuva no Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil

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As nuvens carregadas da Zona de Convergência Intertropical continuam atuando sobre a costa norte do Brasil e provocam chuva forte.

A circulação de ventos em vários níveis da atmosfera favorece o acúmulo de umidade e a formação de muitas nuvens sobre parte do Sul e do Sudeste.

Uma frente fria se afasta do litoral do Rio De Janeiro nesta quinta-feira. Uma baixa pressão atmosférica se forma na costa fluminense e vai ajudar a aumentar a chuva sobre o estado do Rio de Janeiro e no litoral norte de São Paulo.

O ar muito quente úmido predomina sobre o país e mantém as condições para formação das grandes nuvens, que provocam pancadas de chuva típicas de verão.

Previsão do tempo para o Brasil para 15/02/2024 -quinta-feira

Região Sul

O ar frio de origem polar entrou no Sul do Brasil, após a passagem de frente fria, e a temperatura segue agradável na região, com noite fresca e tarde relativamente quente, mas sem calor exagerado. A circulação de ventos em níveis médios da atmosfera favorece o acúmulo de umidade sobre a maior parte da Região e muitas nuvens ainda crescem sobre os três estados.

No leste do Paraná,  no Vale do Itajaí,  no litoral norte de Santa Catarina e na Grande Florianópolis,  a quinta-feira será nublada, com temperatura amena e chuviscos ocasionais.

Pancadas de chuva e períodos com sol são previstos para o oeste de Santa Catarina, no oeste/sudoeste, centro e norte do Paraná e no norte/noroeste do Rio Grande do Sul.

No centro-sul do Paraná, na serra e nos planaltos norte e sul de Santa Catarina, no litoral sul catarinense e na serra gaúcha, o sol vai aparecer sempre entre muitas nuvens, mas não deve chover.

Na Grande Porto Alegre, no centro, sul, leste e sudoeste do Rio Grande do Sul,o sol vai aparecer na maior parte do dia, junto de algumas nuvens e não há previsão de chuva.

Região Sudeste

Uma frente fria se afasta no mar, na altura do Rio de Janeiro. Mas a circulação de ventos em vários níveis da atmosfera concentra ar úmido sobre a Região e muitas nuvens carregadas crescem em todos os estados. Uma baixa pressão atmosférica se forma na costa fluminense e vai ajudar a aumentar a chuva sobre o estado do Rio de Janeiro e no litoral norte de São Paulo

Apenas o extremo noroeste de Minas Gerais fica sem chuva nesta quinta-feira.

Dia de alerta para chuva prolongada, com forte intensidade em várias horas, que pode causar transtornos para a população, no estado do Rio de Janeiro, na Zona da Mata Mineira, no Sul de Minas, no litoral paulista, no Vale do Paraíba (SP) e na Grande São Paulo.

No norte e leste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, a quarta-feira será com muito calor e sol forte. Temperaturas próximas dos 40°C poderão ser observadas no norte mineiro. Vitória será uma das capitais mais quentes do país nesta quarta-feira

No restante do interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, região da Serra da Canastra, Grande Belo Horizonte, Grande Vitória e sul do Espírito Santo, a quinta-feira é com muitas nuvens, várias pancadas de chuva com raios que podem ser fortes, com um pouco de sol de vez em quando.

No oeste, centro e leste de Minas Gerais e no centro-norte capixaba, o sol ainda predomina de manhã e as pancadas de chuva ocorrem à tarde e à noite, podendo ser moderadas a fortes.

Região Centro-Oeste

O ar quente e úmido predomina sobre o Centro-Oeste. Mas um ar seco influencia algumas áreas de Goiás e de Mato Grosso, diminuindo as condições para chuva.

O sol aparece forte em quase todo o Centro-Oeste, mas há condições para pancadas de chuva e raios à tarde e à noite na maioria das áreas da Região.

No sul e leste de Mato Grosso do Sul, as pancadas de chuva podem ocorrer a qualquer hora.

Dia de sol e sem chuva no nordeste e leste de Mato Grosso e no norte de Goiás.

Região Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical e o ar quente e úmido espalham nuvens carregadas sobre grande parte do Nordeste.

Apenas o oeste da Bahia e o Vale do São Francisco passam o dia com predomínio de sol e sem chuva.

No centro-leste e sul da Bahia, no Recôncavo, no litoral de Sergipe e de Alagoas, no norte do Piauí, litoral e norte do Ceará e no litoral norte do Rio Grande do Sul, o sol aparece na maior parte do dia, mas há previsão de algumas pancadas de chuva passageiras.

Nas demais áreas do Nordeste, a quinta-feira será com muitas nuvens, períodos com sol e pancadas de chuva com raios que podem ocorrer a qualquer hora, Há risco de chuva moderada a forte.

Região Norte

O ar quente e úmido que predomina na Região Norte e as áreas de instabilidade da Zona de Convergência Intertropical, geram nuvens carregadas sobre todos os estados da Região.

O sol predomina o dia todo apenas na região do Oiapoque (AP), na região de Boa Vista (RR) e no centro-sul do Tocantins

No centro, oeste e norte do Amazonas, no litoral sul do Amapá e litoral do Pará, o dia é com muitas nuvens e pancadas de chuva frequentes, que podem ser fortes.

No restante da Região Norte têm um dia com períodos com sol e várias pancadas de chuva, que podem ocorrer a qualquer hora. Há risco de chuva moderada a forte

Alertas meteorológicos para 15/02/2024 -quinta-feira

Atenção para chuva moderada a forte nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande, Goiânia, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina, São Luís, Belém, Macapá, Manaus, Porto Velho e Rio Branco.

Aviso especial: perigo de temporais, de chuva forte e volumosa, que pode causar transtornos, e rajadas de vento acima de 91 km/h no litoral norte de São Paulo, no Grande Rio e quase todo o estado do Rio de Janeiro (exceto no norte/noroeste fluminense), Zona da Mata Mineira.

Alerta para temporais com raios e rajadas de vento entre 71 km/h e 90 km/h no noroeste e centro-norte do Paraná, pontal do Paranapanema/região de Presidente Prudente(SP), litoral sul paulista, Baixada Santista, Vale do Paraíba (SP), Mantiqueira (SP), norte/nordeste de SP, Sul de MG, Grande Belo Horizonte, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, região da Serra da Canastra (MG), norte/noroeste do Rio Janeiro, Grande Vitória e sul do Espírito Santo,sudeste de Goiás (região de Rio Verde/Itumbiara), sertão e agreste de Pernambuco, sul do Ceará, sertão do Piauí,  litoral sul do Amapá, sul de Roraima, Amazonas (exceto leste/nordeste do estado), Acre.

Atenção para chuva moderada a forte com raios e rajadas de vento de 51km/h a 70 km/h no sudoeste/oeste do Paraná, oeste/noroeste, centro e sul de São Paulo, Grande São Paulo, região de Campinas e de Sorocaba (SP), centro e norte do Espírito Santo, região de Paracatu (MG), Vale do Rio Doce (MG), Vale do Jequitinhonha (MG), Goiânia e sudoeste de Goiás, região de Cristalina (GO), sul, centro, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul, Rondônia (exceto sul do estado), leste e nordeste do Amazonas, centro-oeste e centro-leste de Roraima, Pará, norte do Tocantins, centro e oeste do Amapá, Maranhão, Piauí (exceto litoral e sertão), Rio Grande do Norte (exceto litoral norte do estado), centro-oeste e centro-leste do Ceará, Paraíba, leste de Pernambuco, norte da Bahia.

Atenção para chuva moderada no litoral de Alagoas e região do Recôncavo.

Caixa libera abono do PIS/Pasep para nascidos em janeiro

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Cerca de 1,7 milhão de trabalhadores com carteira assinada nascidos em janeiro podem sacar, a partir desta quinta-feira (15), o valor do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) em 2024. A quantia está disponível no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital e no Portal Gov.br.

Ao todo, a Caixa Econômica Federal liberará R$ 1,9 bilhão neste mês. Aprovado no fim do ano passado, o calendário de liberações segue o mês de nascimento do trabalhador, no caso do PIS, ou o número final de inscrição do Pasep <https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-12/pispasep-2024-comeca-ser-pago-em-15-de-fevereiro>. Os pagamentos ocorrem de 15 de fevereiro a 15 de agosto.

Neste ano, R$ 22,6 bilhões poderão ser sacados. Segundo o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2024 será pago a 24,67 milhões de trabalhadores em todo o país. Desse total, 21,95 milhões que trabalham na iniciativa privada receberão R$ 19,8 bilhões do PIS e 2,72 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito a R$ 2,7 bilhões do Pasep.

O PIS é pago pela Caixa Econômica Federal; e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Como ocorre tradicionalmente, os pagamentos serão divididos em seis lotes, baseados no mês de nascimento, no caso do PIS, e no número final de inscrição, no caso do Pasep. O saque iniciará nas datas de liberação dos lotes e acabarão em 27 de dezembro de 2024. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação especial do Ministério do Trabalho e Previdência.

Saque do PIS, pago pela Caixa

Para trabalhadores de empresas privadas

arte saque pis

Saque do Pasep, pago pelo Banco do Brasil

arte saque pasep

Para quem trabalhou em empresas públicas

Quem tem direito

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2022. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 117,67, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.412.

Pagamento

Trabalhadores da iniciativa privada com conta corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente no banco, de acordo com o mês de seu nascimento.

Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.

O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento e portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante apresentação de documento oficial de identidade.

Até 2020, o abono salarial do ano anterior era pago de julho do ano corrente a junho do ano seguinte. No início de 2021, o Codefat atendeu a recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) e passou a depositar o dinheiro somente dois anos após o trabalho com carteira assinada.

arte abono salarial

 

Menino de 13 anos é primeira criança curada de câncer raro e agressivo

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Um menino belga de 13 anos diagnosticado com glioma do tronco cerebral tornou-se a primeira criança do mundo a ser curada da doença. Ele participou de um estudo clínico sobre potenciais medicamentos para tratar a condição.

O câncer, também conhecido como glioma pontino intrínseco difuso (DIPG), é um tipo raro de tumor cerebral, particularmente agressivo. Ele acomete principalmente crianças com idades entre 4 e 6 anos, mas também pode ocorrer em adultos.

A maioria das crianças diagnosticadas com DIPG não vive um ano após o diagnóstico. Um estudo recente mostrou que apenas 10% delas sobrevivem dois anos depois dos primeiros sintomas.

Lucas recebeu o diagnóstico de câncer aos 6 anos de idade. Naquela época, não havia histórico de pacientes curados da doença.

Tratamento do câncer

Dispostos a tentar uma nova abordagem de tratamento, Lucas e a família viajaram da Bélgica para a França a fim de participar do ensaio clínico Biomede, que testa potenciais medicamentos para o glioma pontino intrínseco difuso.

O oncologista Jacques Grill, chefe do programa de tumores cerebrais do centro de câncer Gustave Roussy, em Paris, conta que a criança respondeu bem ao uso do medicamento Everolimus desde o início. O remédio é uma molécula que age no interior das células do tumor.

Exames de ressonância magnética mostraram o tumor desaparecer completamente ainda nos primeiros meses de uso da medicação, mas o tratamento só foi interrompido há um ano e meio.

Outras sete crianças participantes do mesmo estudo sobreviveram anos após o diagnóstico, mas apenas o tumor de Lucas desapareceu completamente. “Não conheço nenhum outro caso como ele no mundo”, disse Grill.

Os médicos ainda não sabem exatamente porque algumas crianças respondem melhor ao medicamento do que outras. Eles suspeitam que tenha relação com “particularidades biológicas” e individuais dos tumores.

“O tumor de Lucas tinha uma mutação extremamente rara que acreditamos ter tornado as células muito mais sensíveis ao medicamento”, considera Grill.

Embora os pesquisadores estejam entusiasmados com a nova pista para combater o glioma pontino intrínseco difuso, eles reconhecem que o tratamento ainda é uma opção distante para os pacientes.

“Em média, leva de 10 a 15 anos desde que um medicamento experimental se torne uma droga aprovada – é um processo longo e demorado”, disse Grill à AFP.

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