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quarta-feira, julho 15, 2026
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Curumim Folia acontece no próximo domingo (11), no Mercado Cultural

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A Prefeitura de Porto Velho, através da Fundação Cultural (Funcultural), realizará no próximo domingo (11) o tradicional Curumim Folia 2024. O evento é gratuito, voltado para a criançada e acontece no Mercado Cultural, região central de Porto Velho, a partir das 16h.

Haverá brincadeiras, desfile, escultura de balão, pintura na pele e muita diversão para animar o público infantil. A atração faz parte do cronograma de carnaval da capital, organizado pela Funcultural, e é voltado para crianças e adolescentes, proporcionando um espaço bem agradável para toda a família.

A animação da festa fica por conta da banda Conexão Frevo, Quaty e Banda Alegria Kids, além da participação dos palhaços Bozó e Lelé, e da apresentação da Corte do Rei Momo. De acordo com o presidente da Funcultural, Godofredo Neto, o momento é de diversão e encontro de famílias. “Neste ano de 2024 estamos indo para a 5ª edição do Curumim Folia, sendo umas das festas mais elaboradas, com muita diversão e segurança para as crianças e seus familiares poderem brincar no bloco que já é tradição em Porto Velho”, explica Neto.

Lei que institui o Programa Estadual de Alimentação Escolar é sancionada em Rondônia

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O Governo de Rondônia sancionou a Lei n° 5.738, de 22 de janeiro de 2024, que institui o Programa Estadual de Alimentação Escolar (Peale) destinado às unidades escolares vinculadas à Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O Programa tem como objetivo prestar assistência financeira, a fim de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, aprendizagem, rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos estudantes, por meio de ações de educação alimentar e nutricional, e da oferta de refeições que atendam às necessidades nutricionais durante o período letivo.

NUTRIÇÃO

Todas as 18 Coordenadorias Regionais de Ensino (CRE) possuem profissionais na área de nutrição, encarregados de realizarem o controle dos alimentos ofertados às escolas, bem como elaborar cardápios respeitando os hábitos de cada região, além de possuir outras funções complementares.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

A alimentação escolar é um direito garantido pela Constituição Federal, como um Programa Suplementar à Educação. O valor previsto para ser repassado em 2024, via Peale, é de R$ 21.571.586,00 (vinte e um milhões, quinhentos e setenta e um mil e quinhentos e oitenta e seis reais) para compras de gêneros alimentícios, contemplados na alimentação escolar.

Famílias rondonienses de baixa renda são beneficiadas com Tarifa Social da Caerd

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A Tarifa Social da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) é um benefício criado para promover a inclusão social, ajudando famílias de baixa renda a pagar menos nas contas de água. Essa tarifa especial foi instituída em 2015 por meio de uma Instrução Normativa – IN, que estabelece regras de aplicação em todo o Estado. Com esse programa, milhares de famílias em áreas atendidas pela Companhia já usufruem desse benefício.

De acordo com a Instrução Normativa, o valor aplicado é sobre o consumo de até 20m³ de água (20 mil litros) por mês e a ligação de água existente no imóvel deve estar de acordo com padrão e condições vigentes no regulamento da Companhia, tendo em seu imóvel um reservatório de no mínimo 500 litros, equipado com boia. O consumo excedente, ou seja, acima de 20m³, será cobrado pela tarifa residencial normal. Já os clientes taxados sem viabilidade de instalação do micro medidor será fixado o limite de 20m³.

ACESSO AO PROGRAMA

Para ser beneficiário, o cliente deve possuir cadastrado classificado na categoria residencial, estar recebendo algum programa dos governos Federal, Estadual ou Municipal. Na falta desses poderá apresentar o registro do Cadastro Único – CadÚnico para Programas Sociais, desde que comprove renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, limitando-se ao total de até dois salários mínimos de renda familiar.

O coordenador de gestão comercial e negócios, Walmir Brito, esclarece que para ter acesso à Tarifa Social o consumidor não pode ter débito junto à Caerd no ato do cadastramento. “Mas se houver, o cliente pode efetuar o acordo para pagamento dos débitos existentes, em conformidade com a Instrução Normativa de Parcelamento de Débitos. Esse programa reduz significativamente o custo para as famílias rondonienses, tornando o acesso aos serviços mais equitativos, ressaltou.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

O cliente que se enquadrar nos critérios da Instrução Normativa, pode comparecer a uma loja de serviço da estatal na cidade onde mora, e preencher um formulário específico de solicitação da Tarifa Social. Deve apresentar cópias e originais dos documentos pessoais, como Carteira de Identidade e Cadastro de Pessoa Física – CPF, carteirinha de beneficiário do programa social do Governo Federal, Estadual ou Municipal, ou registro do CadÚnico, documentação do imóvel ou contrato de locação com reconhecimento de firma das assinaturas, do último comprovante do valor recebido do beneficiário ou o comprovante de renda informado no CadÚnico.

A dona de casa, Mariangela Farias, que mora no Bairro Triângulo em Porto Velho, é cadastrada no programa há quatro anos. relata que o benefício faz toda a diferença no final do mês na hora de pagar as contas. “A gente paga mais barato, recebe um serviço de qualidade e claro, fazemos a nossa parte em consumir com consciência a água”, afirmou.

A trabalhadora autônoma, Raimunda Nonata Ferreira, do Bairro Santa Barbara, compartilha como o benefício da Tarifa Social da Caerd impactou positivamente suas despesas domésticas. “A tarifa é uma mão na roda pra gente, principalmente quando o dinheiro tá curto. Esse benefício nos ajuda a manter as contas em dia”, destacou.

PERDA DO BENEFÍCIO

Segundo o coordenador de gestão comercial e negócios da Caerd, se o cliente, já é beneficiado com a Tarifa Social da Caerd, e tem duas contas de água atrasadas, pode perder o benefício. “Outras razões para perder o desconto incluem mudar de residencial para comercial, não renovar o cadastro e se a Companhia descobrir que o usuário está envolvido em qualquer tipo de fraude. Então, é bom estar atento a essas condições para manter o desconto”, explicou.

Prefeitura já emitiu 1.546 Carteiras de Identificação do Autista

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A Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), da Prefeitura de Porto Velho, já emitiu 1.546 Carteiras Municipais de Identificação do Autista (CMIA) desde seu lançamento em março de 2022. O documento é emitido gratuitamente pela Semasf, nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

O objetivo do documento é garantir a atenção integral ao seu portador, bem como a prioridade no atendimento e acesso aos serviços públicos e privados, a exemplo da saúde e educação, além de estabelecimentos como bancos, farmácias, supermercados e lojas, dentre outros.

A Carteira Municipal de Identificação do Autista (CMIA) atende a demandas dos pais das pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), contribuindo para que seja mais efetiva a inclusão social deste grupo.

O documento possui um diferencial em relação às demais carteirinhas existentes. No verso, há um QR Code que dá acesso a todos os requisitos da legislação, confirmando a veracidade dos dados descritos àqueles que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A ideia da carteira é evitar quaisquer formas de discriminação, explicou Emily Paz

“A carteira identifica a pessoa com transtorno do espectro autista (TEA) que, por se tratar de deficiência intelectual, não é facilmente identificada. As pessoas e/ou suas famílias relatavam constrangimentos porque precisavam apresentar laudos para comprovar a condição da pessoa com TEA. A ideia da carteira também é evitar esse tipo de situação e quaisquer formas de discriminação”, explicou Emily Paz, diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPSB) da Semasf.

A emissão da CMIA ajuda na manutenção do banco de dados a fim de se obter o quantitativo, nível do TEA (I, II e III) e perfil socioeconômico dessa população.

A CMIA é emitida uma única vez, por se tratar de uma carteira de identidade, devendo ser renovada a cada cinco anos. O documento contém informações de identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, contato de emergência e, caso tenha, informações de seu representante legal/cuidador para trazer mais segurança e autonomia para os beneficiários do serviço.

A CMIA atende à Lei Complementar n.º 864, de 24 de agosto de 2021, a partir do Anteprojeto de Lei proposto, à época, pelo vereador Doutor Gilber, que ouviu familiares de pessoas autistas. A propositura foi aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Hildon Chaves.

Para expedição da CMIA é necessário apresentar laudo médico

DOCUMENTOS PARA EMISSÃO

Pais ou responsáveis por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), devem procurar o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) mais perto de sua casa, para solicitar a emissão da Carteira Municipal de Identificação do Autista (CMIA).

Para expedição da CMIA é necessário apresentar laudo médico com prazo de validade de 60 meses, documentos pessoais do autista e do responsável, comprovante de endereço, foto 3×4, requerimento que pode ser feito no ato da inscrição e comprovante de tipagem sanguínea.

Os Cras funcionam das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira. Além disso, nas ações comunitárias nos bairros e distritos, a exemplo da Tenda Família Cidadã, também são emitidas as carteiras do autista.

ENDEREÇOS DOS CRAS

“ELIZABETH PARANHOS”
Endereço: Rua Guanabara, nº 2611, bairro São João Bosco, Porto Velho/RO, CEP 76.803-765.
Zonas Norte e Oeste. Telefone: 98473-4881.
craselizabethparanhospvh@gmail.com
raselizabethparanhos@portovelho.ro.gov.br

“BETINHO”
Endereço: Rua Vila Mariana, nº 9968, Setor 35, Quadra 193, Lote 0081, bairro: Mariana. CEP: 76.813-612.
Zona Leste. Telefone: (69) 98473-6269.
crasbetinhopvh@hotmail.com
crasbetinho@portovelho.ro.gov.br

“IRMÃ DOROTHY”
Endereço: Rua Fonte Boa, S/N, bairro Socialista, indo pela avenida Amazonas, sentido área ruralizada dobra-se a esquerda na Rua Fonte Boa. CEP: 76.829-015.
Zona Leste. Telefone: (69) 98473-4364.
crasidorothy@gmail.com
crasirmadorothy@portovelho.ro.gov.br

“PAULO FREIRE”
Endereço: Av. Amazonas, nº 3660, bairro Agenor de Carvalho, Porto Velho/RO, CEP: 76820-340.
Zona Leste. Telefone: 98473-6076.
craspaulofreire@gmail.com
craspaulofreire@portovelho.ro.gov.br

“DONA COTINHA”
Novo endereço: Rua Tamarino, nº 2946, Cohab Floresta, Porto Velho/RO, CEP: 76.808-014.
Telefone: 69 98473-6030.
crascotinha@gmail.com
crasdonacotinha@hotmail.com
crasdonacotinha@portovelho.ro.gov.br.

“Pe. TEODORO CROMMO”
Endereço: Via 01, Quadra 1, Casa 03, ponto de referência: de frente com a BR-364, próximo à rodoviária de Jaci Paraná.
Distrito de Jaci-Paraná – Porto Velho/RO. CEP: 76840-000.
Telefone: (69) 99955-5438, (69) 98473-6178.
cras.jaci@gmail.com,
cras.teocrommo@portovelho.ro.gov.br

Câmara aprova projeto que proíbe e criminaliza o uso de cerol em pipas

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6) projeto de lei que proíbe a fabricação, comercialização e uso de linhas cortantes em pipas e brinquedos semelhantes, estipulando pena de detenção e multas. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria da ex-deputada Nilda Gondim, o Projeto de Lei 402/11 foi aprovado na forma de um substitutivo do relator, deputado Coronel Telhada (PP-SP), que incorporou regras para o uso de linha esportiva em competições das quais poderão participar somente adultos ou adolescentes com 16 anos ou mais.

A linha cortante, conhecida como cerol ou mesmo linha chilena em algumas localidades, pode ser fabricada inclusive artesanalmente com vidro moído e cola, substância passada na linha da pipa para facilitar o corte de linhas de pipas de adversários. No entanto, ela apresenta alto risco de ferimentos e mesmo de morte, principalmente de motociclistas.

Segundo o relator, várias pessoas são mutiladas por essa conduta inconsequente com objetivo de diversão. “A situação é tão grave que suscitou a criação de outra demanda industrial: a fabricação de varetas fixadas nas motocicletas para impedir que tais linhas acabem por degolar os motociclistas, como já ocorreu”, afirmou.

Coronel Telhada ressaltou que o cerol pode também danificar a fiação elétrica de iluminação pública e causar curto-circuito, com risco de acidentes e queda de energia.

Código Penal
A proibição de fabricação ou uso da linha com cerol atinge tanto o ambiente de competição quanto o de lazer privado, em área urbana ou rural. Como será proibida a venda desse tipo de linha a menores de idade, o projeto remete aos fornecedores a responsabilização objetiva pelos danos causados se ocorrer a venda e do uso da linha resultarem danos a pessoas ou objetos.

No Código Penal, a fabricação, venda, comercialização ou uso, por exemplo, será punida com detenção de um a três anos e multa.

Para estabelecimentos que descumprirem a lei, a cassação da licença de funcionamento será considerada efeito da condenação.

No caso dos usuários, a pena será a mesma se o fato não constituir crime mais grave. Ainda que o uso seja para fins recreativos, em áreas públicas ou comuns, a pena se aplica, inclusive até à distância de mil metros das imediações de ruas, estradas ou rodovias e mesmo que a pessoa esteja em área particular ou privativa.

Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira

Também no código, o uso de linhas cortantes de qualquer natureza em pipas e balões ou de qualquer produto similar passa a ser qualificador para situações de crime de dano contra o patrimônio alheio, que pode resultar em pena de detenção de seis meses a três anos e multa.

Menor de idade
Se a linha cortante for utilizada por menor de idade, que é inimputável, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará a estipular multa de 6 a 40 salários de referência para o responsável, aplicando-se em dobro quando houver reincidência.

Após o projeto virar lei, o poder público deverá veicular anualmente, nos meios de comunicação e na rede pública e privada do ensino fundamental e médio, campanha para educar e conscientizar as pessoas sobre os riscos e as consequências associadas ao emprego de linhas e materiais cortantes de qualquer natureza em pipas, balões ou produto assemelhado.

Uso industrial
O texto de Coronel Telhada estabelece uma exceção para a fabricação e comercialização de linhas cortantes quando a finalidade é de uso industrial, técnico ou científico sem expor terceiros a risco.

Para isso, a administração pública poderá conceder autorização específica para fabricação e venda exclusiva e controlada para o fim proposto. Continua proibida, no entanto, sua livre comercialização.

Multas
Para o fabricante, importador ou comerciante irregular de linha cortante ou dos insumos para fabricá-la, o PL 402/11 estabelece três tipos de penalidades:

  • apreensão dos produtos ou insumos, sem direito a qualquer indenização;
  • advertência, suspensão do alvará de funcionamento e sua cassação, na hipótese de reincidência sucessiva; e
  • multa administrativa, de R$ 2 mil a R$ 30 mil, de acordo com o porte do estabelecimento infrator ou do grupo econômico controlador deste, com duplicação sucessiva a cada reincidência.

Os valores das multas irão para o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).

As pessoas físicas, além de sujeitas à pena de detenção, poderão ser multadas com valores de R$ 500 a R$ 2,5 mil, também aplicados em dobro na reincidência. Os valores arrecadados serão revertidos em favor da segurança pública de estados e municípios.

Fiscalização
Se o projeto virar lei, a fiscalização das novas normas caberá aos órgãos de segurança pública, com apoio dos agentes de fiscalização municipal e guardas municipais.

A autoridade pública deverá apreender imediatamente as linhas cortantes e seus insumos, permitida sua destruição.

Pipódromo
Quanto à prática de soltar pipa com linha esportiva de competição, ela somente poderá ser realizada em pipódromo. O adolescente de 16 anos ou mais terá de contar com autorização dos pais ou responsável, além de possuir inscrição em associação nacional, estadual ou municipal dedicada à pipa esportiva.

O pipódromo deve estar localizado a uma distância mínima de mil metros de rodovia pública e de rede elétrica. A linha esportiva de competição deve ter uma cor visível e consistir exclusivamente de algodão, com no máximo três fios entrançados, não poderá ter mais que meio milímetro de espessura, e deverá ser encerada com adesivo contendo apenas gelatina de origem animal ou vegetal.

A fabricação e comercialização desse tipo de linha esportiva deve ser realizada por pessoa física ou jurídica cadastrada, autorizada e sujeita a fiscalização pelas autoridades competentes.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Vacina contra dengue: entenda por que idosos precisam de receita

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A população idosa concentra, atualmente, as maiores taxas de hospitalização por dengue no Brasil. O grupo, entretanto, ficou de fora da faixa etária considerada prioritária para receber a vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque a própria bula da Qdenga estipula que o imunizante é indicado somente para pessoas com idade entre 4 e 60 anos. Ainda assim, em laboratórios particulares, o imunizante é aplicado em idosos, desde que seja apresentado pedido médico.

A pergunta é: há risco para o idoso que recebe a vacina? Em entrevista à Agência Brasil, o geriatra Paulo Villas Boas explicou que a bula da Qdenga não inclui pessoas acima de 60 anos porque não foram feitos estudos de eficácia nessa faixa etária. O membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destacou, entretanto, que a dose foi liberada para toda a população acima de 4 anos pela Agência Europeia de Medicamentos e a Agência Argentina de Medicamentos.

“Em médio prazo, acredito que haverá uma discussão sobre a liberação da vacina contra a dengue para a população com mais de 60 anos”, disse. “No presente momento, os idosos não são elegíveis. Se a dose for utilizada na população com mais de 60 anos, mesmo que seja recomendada por um médico, é considerado o que a gente chama de prescrição off label, ou seja, que não consta na liberação oficial. Alguns medicamentos são prescritos assim porque há estudos que mostram benefício.”

“Existe essa possibilidade da prescrição off label. Mas o que está acontecendo no Brasil hoje em dia? Há uma demanda muito grande da população idosa com desejo de se vacinar contra a dengue. Porém, mesmo nas clínicas privadas, não se encontra mais a vacina. Como ela foi liberada, o próprio laboratório não está conseguindo suprir a demanda para o SUS. Temos uma previsão, até o final do ano, de um aporte de cerca de 6 milhões de doses. Então o laboratório provavelmente não vai conseguir suprir a demanda para clínicas privadas.”

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. Foto: Arte/EBC

Villas Boas lembrou que os idosos são considerados grupo de risco para agravos decorrentes da infecção pela dengue. O maior número de óbitos, segundo o geriatra, acontece exatamente nessa faixa etária. Dados da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, por exemplo, mostram que, no ano passado, das 11 mortes registradas pela doença, oito foram em pessoas com mais de 60 anos. Em 2022, 79% dos óbitos provocados pela dengue no estado também foram entre idosos.

“A gente sabe que os indivíduos idosos são portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doença do coração. Muitos têm estado em imunossupressão, ou seja, quebra da imunidade. E esses são fatores de risco para complicações da infecção pela dengue. Por isso, acredito que a médio prazo, ou mesmo a curto prazo, teremos dados cientificamente robustos que indiquem a vacinação contra a dengue para essa população.”

O geriatra reforçou que não há risco iminente para idosos que, com a prescrição médica em mãos, recebem a vacina contra a dengue, mas destacou aspectos considerados importantes quando o assunto é a imunização de pessoas com mais de 60 anos, como um estado de perda de imunidade normal da idade, chamado imunossenescência, e a tomada de medicações que podem aumentar a imunodeficiência, como o uso crônico de corticoides e outros tratamento específicos.

“Se eventualmente esse indivíduo idoso desejar ser vacinado, é importante que ele converse muito bem com o médico que irá prescrever a vacina. Um bom contexto de saúde desse indivíduo idoso, para que ele possa receber a vacina com total segurança. A gente tem que lembrar que a Qdenga é uma vacina com vírus atenuado e não com vírus morto. Se o indivíduo estiver com a imunidade mais baixa, pode ter uma resposta ou reação vacinal maior, desenvolvendo efeitos colaterais inerentes à vacinação, como mal-estar geral e febre. Não vai desenvolver um quadro de dengue clássico. Mas pode ter uma série de efeitos colaterais, descritos na própria bula da vacina.”

Na ausência de uma dose contra a dengue formalmente indicada para idosos, Villas Boas ressaltou que a prevenção da doença nessa faixa etária deve ser feita por meio dos cuidados já amplamente divulgados para o combate ao mosquito Aedes aegypti: impedir o acúmulo de água parada; usar repelentes sobretudo pela manhã e no final da tarde, horários de maior circulação do Aedes aegypti; e utilizar roupas de manga longa e em tons mais claros.

Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos. Foto: Arte/EBC

“A prevenção da dengue para a população idosa é idêntica à prevenção da população em geral. Não há nada específico. São aquelas orientações que a gente cansa de ouvir e cansa de ver que as pessoas não fazem”, disse. “Tudo o que possa evitar o indivíduo de ser picado contribui”, concluiu. 

Demandas da OAB-RO são discutidas na presidência da Alero

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A atuação da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB-RO) foi pauta do encontro na tarde desta terça-feira (6) no gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero). O presidente da Casa de Leis, deputado estadual Marcelo Cruz (Patriota), recebeu o presidente da Ordem, Márcio Nogueira e a diretoria estadual.

Marcelo Cruz destacou o trabalho realizado pela atual gestão da OAB-RO sob comando de Márcio Nogueira. “O presidente Márcio deu uma pegada diferente na Ordem e isso é um detalhe bem visível em sua administração, aproximando a Instituição da população e contribuindo com o lugar de destaque alcançado pela instituição”, frisou.

Márcio Nogueira aproveitou a oportunidade para valorizar o trabalho desempenhado pelo deputado estadual Marcelo Cruz a frente da Presidência da Alero e fez um convite para prestigiar o aniversário da OAB-RO que será celebrado no próximo dia 18 de fevereiro no Espaço Alternativo. “São 50 anos de instalação da OAB em Rondônia e queremos contar com a participação da Assembleia. Vamos iniciar as comemorações em Porto Velho e em seguida vamos percorrer as demais subseções, buscando valorizar a história da Ordem em nosso estado. O deputado Marcelo tem sido um grande parceiro da advocacia em todas as pautas que chegam na Assembleia, contribuindo significativamente com as ações e atividades da nossa OAB-RO”, ressaltou.

Para Marcelo Cruz, as ações ainda podem ser intensificadas e estreitadas entre a Assembleia e a OAB-RO. “Podemos pensar em lançar um evento em conjunto, pois temos uma grande estrutura e podemos abraçar diversas ações que possam somar a nossa comunidade”, afirmou. Ao final, o deputado estadual fez a entrega de um exemplar da Constituição Estadual em comemoração aos 40 anos do Poder Legislativo.

Estudantes dos distritos de Extrema e Nova Califórnia são destaque na redação do Enem

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Estudantes dos distritos de Extrema e Nova Califórnia, pertencentes a Porto Velho, foram destaque na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alcançando notas altas que poderão ser utilizadas em processos seletivos para ingressarem no ensino superior. O desempenho dos alunos é reflexo das ações desenvolvidas pelo Governo de Rondônia, visando uma educação de qualidade para colher bons resultados. As provas ocorreram nos dias 5 e 12 de novembro de 2023, e os resultados foram divulgados na segunda quinzena de janeiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A estudante Ketllyn Oliveira Ribeiro, de 17 anos, matriculada no 3º ano do Ensino Médio na escola Jayme Peixoto de Alencar, localizada no distrito de Extrema, alcançou 820 pontos na redação, e conta que obteve conhecimentos focando nos assuntos que mais costumam cair na prova, aprimorando as habilidades de redação na plataforma “Agora Vai”, disponibilizada pelo Governo do Estado. “Acredito firmemente que, o caminho para alcançar algo significativo é determinado pela dedicação de cada aluno, somada a todos os outros fatores. No meu caso, Deus, família e os meus professores foram fundamentais para alcançar êxito ao longo desse processo”, contou.

A estudante Fernanda Koller, de 18 anos, matriculada na escola Bandeirantes, localizada no distrito de Nova Califórnia, alcançou 980 pontos na redação e atribui o êxito da nota ao incentivo ofertado pelo Estado com os materiais didáticos, que são divididos por área de conhecimento (Linguagem e Redação, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática), semelhante ao que é exigido na prova.

PLATAFORMAS

As plataformas “Revisa+” e “Revisa+ Enem”, disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), são canais facilitadores do processo ensino aprendizagem. Para a gestora da escola Jayme Peixoto de Alencar, Vera Lucia, “as plataformas trouxeram para os alunos a oportunidade de se prepararem de forma integral para o Enem. Como gestora, tenho acompanhado todo esse processo, sempre deixando os estudantes e os pais cientes de que toda a estrutura proporcionada pelo Governo, aliada a um esforço conjunto, traz resultados positivos para a comunidade escolar. Nosso sentimento é de gratidão e orgulho por ver nossos alunos tirando boas notas”, explicou.

LABORATÓRIO

O laboratório de informática, implementado pelo Governo do Estado, também contribuiu com os resultados. Para a gestora da escola Bandeirantes, Kelly Cristina, “a assistência técnica especializada e a disponibilidade de um servidor para atuar como mediador, atendendo os estudantes de forma individualizada, foi fundamental para que alunos do distrito obtivessem grandes resultados”, finalizou.

Governo alerta que 7 milhões de famílias devem atualizar CadÚnico

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou nesta segunda-feira (5) que cerca de 7 milhões de famílias, entre beneficiárias e não beneficiárias do Programa Bolsa Família, devem atualizar seus dados no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, o CadÚnico.

A medida faz parte da ação contínua de Qualificação Cadastral, que engloba dois processos, o de Averiguação Cadastral (AVE24) e o de Revisão Cadastral (REV24), conforme legislação.

Os dados cadastrais devem refletir a realidade das famílias em vulnerabilidade, para que sejam usados para formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas. As atualizações dos dados também servem para prevenir fraudes no recebimento de benefícios e melhorar o acesso a algum dos 36 programas federais que usam os dados do CadÚnico para inclusão de beneficiários.

Na Averiguação Cadastral, são verificadas as informações prestadas pelas famílias no momento do cadastramento, que apresentaram algum indício de inconsistência, seja de renda, de declaração de vínculo empregatício ou de composição familiar. Já a Revisão Cadastral, abrange as famílias que estão com o cadastro desatualizado há mais de 2 anos. 

O ministério esclareceu que uma mesma família pode estar nos dois processos de qualificação, dependendo da situação. E de acordo com a pasta, este ano, a maior parte das famílias na mira do governo federal está com os registros sem atualização há mais de 24 meses.

O que fazer?

As famílias inscritas no CadÚnico, apontadas na Ação de Qualificação Cadastral de 2024, estão sendo comunicadas por meio mensagens no aplicativo do CadÚnico, disponível para smartphones nos sistemas Android e IOS e pela internet. Além desses meios, a comunicação às famílias beneficiárias do Bolsa Família também conta com mensagens nos aplicativos do programa, no Caixa Tem e no extrato de pagamento dos benefícios. 

As famílias beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica também podem ser comunicadas por meio de mensagem na fatura da conta de energia elétrica.

Após a notificação, os responsáveis pelas famílias devem procurar pessoalmente o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) no município onde vive ou o setor da prefeitura responsável pela gestão municipal do CadÚnico, para atualizar os dados do núcleo familiar.

Em caso de dúvida sobre localização desses postos de atendimento, o MDS disponibiliza um site para o cidadão buscar o Cras mais próximo.

Algumas famílias a atualização cadastral deverá ser realizada no domicílio.

Ao se dirigir ao posto de atendimento, os responsáveis devem levar documento de identificação com foto e outros como CPF ou Título de Eleitor, comprovante de residência e documentos de todas as pessoas da família que moram no mesmo domicílio.

Mesmo que não receba qualquer notificação sobre a Revisão Cadastral, o beneficiário pode checar a situação de seus dados, data da última atualização e data limite para uma nova atualização cadastral no aplicativo do Cadastro Único.

Repercussão

Caso tenha faltado algum documento na hora do recadastramento, a família incluída na Ação de Qualificação Cadastral ficará com a situação identificada como pendente. E esse registro incompleto poderá impedir a participação dela em programas sociais.

A falta de atualização dos dados do CadÚnico pode, ainda, levar à suspensão do pagamento de benefícios por 2 meses e posterior cancelamento, caso não regularize a situação até a data limite prevista.

Gestores

Desde 11 de janeiro, as listagens com os apontamentos das famílias que precisam passar pela Qualificação do Cadastro Único já estão com os gestores nos municípios, que podem consultar a lista diretamente no Portal de Gestão do Cadastro Único, mediante senha habilitada no sistema. O gestor deve, ainda, cumprir os procedimentos e o cronograma de atualização estabelecidos em norma do MDS.

O MDS tem um chat voltado ao atendimento exclusivo de técnicos e gestores municipais. O atendimento é feito online, em tempo real, de segunda-feira a sexta-feira, de 7h às 19h.

O cadastro

O CadÚnico é o registro que permite ao governo saber quem são e como vivem as famílias de baixa renda. Criado pelo governo federal, o sistema que coleta esses dados é operado e atualizado pelas prefeituras, gratuitamente. O cadastro funciona como a porta de entrada para vários programas, benefícios e serviços do governo federal e também de estados e municípios.

Entre os programas federais de assistência social e transferência de renda estão o Bolsa Família; o Minha Casa, Minha Vida; o Benefício de Prestação Continuada (BPC); a Tarifa Social de Energia Elétrica; o recém-lançado Pé-de-Meia, a poupança para estudantes de baixa renda que cursam o ensino médio, entre outros.

Podem participar do CadÚnico as famílias que vivem com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. O cadastramento considera também se as famílias fazem parte de povos originários e comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos) ou de grupos específicos, como população em situação de rua.

A atualização do CadÚnico deve ser feita a cada 2 anos ou sempre que houver alguma mudança na família, como nascimento ou óbito de um familiar; mudança de endereço de um membro da família ou dela inteira; matrícula escolar de crianças ou transferência da unidade de ensino; atualização de renda da família (queda ou melhora).

União Europeia quer reduzir 90% da poluição até 2040

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A Comissão Europeia recomendou, nesta terça-feira (06), a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes de combustíveis fósseis em 90% até 2040, em comparação aos níveis de 1990. É um objetivo ambicioso para transformar o sistema energético da União Europeia.

Para quem tem pressa:

  • A Comissão Europeia propôs reduzir 90% das emissões de CO2 a partir de combustíveis fósseis até 2040, em relação aos níveis de 1990. O objetivo ambicioso visa transformar o sistema energético da União Europeia (UE);
  • Críticas ao plano emergiram devido à sua dependência de técnicas de captura de carbono, consideradas arriscadas, e pela falta de estratégia concreta para eliminar o uso de petróleo e gás;
  • Ambientalistas também expressaram preocupações sobre a ênfase em capturar carbono ao invés de prevenir a poluição desde o início, questionando a eficácia a longo prazo dessa abordagem;
  • A estratégia da UE enfatiza a necessidade de inovação tecnológica para tornar a captura, transporte e armazenamento de carbono viáveis. A meta é armazenar 280 milhões de toneladas de CO2 anualmente até 2040.

Apesar das críticas, a Comissão Europeia considera o plano um passo significativo rumo à redução de emissões em 55% até 2030 e à neutralidade de carbono até 2050. A proposta reflete os esforços da UE em alinhar suas políticas energéticas e ambientais com os objetivos do Acordo de Paris, embora mudanças ainda possam ocorrer após as próximas eleições do Parlamento Europeu e a formação de uma nova Comissão.

No entanto, detalhes do plano proposto, que ainda precisa ser formalmente apresentado, já enfrentam críticas. A principal diz respeito à dependência de técnicas arriscadas de captura de carbono em vez de prevenção da poluição. Grupos ambientais também apontam a falta de estratégia para eliminar o uso de petróleo e gás, apesar de mencionar o fim do carvão.

Redução da poluição na União Europeia

Bandeira da União Europeia em dia ensolarado

A proposta surge num contexto no qual o mundo quase entrou em acordo para eliminar os combustíveis fósseis durante conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o clima em Dubai, realizada em dezembro. Mas o texto final apenas mencionou a “transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos de forma justa, ordenada e equitativa”. Isso abre espaço para tecnologias controversas de captura de carbono.

A rota climática da União Europeia para 2040 sugere que cerca de 8% da redução total de 90% nas emissões poderia ser alcançada por meio de captura e remoção de carbono. Na prática, isso reduziria o objetivo real para 82%. Junto ao plano, a UE divulgou um documento com a estratégia para a captura de emissões de dióxido de carbono.

O documento também enfatiza a necessidade de inovação tecnológica para tornar a captura, o transporte e o armazenamento de carbono soluções climáticas eficazes. A estratégia coloca como meta armazenar anualmente 280 milhões de toneladas de dióxido de carbono capturado até 2040, desafio significativo considerando a capacidade atual das plantas industriais de filtragem de CO2 e o alto custo associado à remoção de CO2 da atmosfera.

A estratégia também inclui tecnologias caras acopladas a usinas de energia e outras fontes poluentes para capturar parte do CO2 gerado pela queima de combustíveis fósseis. Há preocupações de que a dependência excessiva em captura e armazenamento de carbono possa ser desculpa para prolongar o uso de usinas a gás.

Apesar das críticas e desafios, a Comissão vê o plano de 2040 como encorajador, marcando um passo importante em direção aos compromissos da UE de reduzir as emissões em pelo menos 55% até 2030 e alcançar zero líquido até 2050, em linha com os objetivos do Acordo de Paris. Mudanças na proposta ainda são possíveis, especialmente após as eleições do Parlamento Europeu em junho e a formação de uma nova Comissão.

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