back to top
quinta-feira, junho 25, 2026
Início Site Página 44

Piso de 3 mil para garis avança e chega ao Senado

0
piso nacional dos garis avança no Senado
Montagem editorial mostra garis em atividade de limpeza urbana diante de cenário que remete ao Senado, destacando o avanço da proposta.

O piso nacional dos garis avançou no Congresso Nacional após a proposta ser considerada aprovada pela Câmara dos Deputados e seguir para análise do Senado. O texto estabelece remuneração mínima de R$ 3.036 para profissionais da limpeza urbana, além de adicional de insalubridade de 40% e jornada reduzida. A medida atinge uma categoria que desempenha um trabalho essencial nas cidades e que, hoje, ainda convive com forte desigualdade salarial em várias regiões do país.

A proposta também abre espaço para benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. Na prática, o projeto amplia a proteção trabalhista de quem atua diariamente na varrição de ruas, na coleta de resíduos, no acondicionamento do lixo e no encaminhamento do material para aterros ou reciclagem. Com isso, o piso nacional dos garis passa a ser tratado como uma resposta legislativa à importância social e ao desgaste físico da atividade.

O que muda para os garis
Piso proposto
R$ 3.036
Insalubridade
40%
Tramitação
Senado 

Piso nacional dos garis pode elevar renda da categoria

Segundo o texto, o impacto será direto sobre milhares de trabalhadores responsáveis por manter a limpeza urbana em funcionamento. A proposta alcança desde a varrição até a coleta e o destino final dos resíduos públicos. Em um cenário no qual o salário médio atual dos garis varia entre R$ 1.600 e R$ 2 mil, conforme a região e a empresa contratante, o novo valor representa aumento expressivo para boa parte da categoria.

Em alguns casos, a mudança poderá significar remuneração praticamente dobrada. Esse efeito ajuda a explicar a relevância do tema no debate público. O piso nacional dos garis, além de estabelecer um valor mínimo unificado, tenta reduzir disparidades regionais e garantir uma referência mais estável para profissionais submetidos a rotina pesada, exposição constante a resíduos e riscos à saúde.

O que o projeto prevê além do salário

O Projeto de Lei 4146/20 não trata apenas do valor da remuneração. O texto também prevê adicional de insalubridade de 40% e jornada reduzida, além da possibilidade de benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. O conjunto reforça a ideia de que o trabalho dos garis não deve ser analisado somente pela ótica salarial, mas também pelas condições em que ele é executado diariamente.

Essa combinação amplia a proteção social da categoria. Ao defender o piso nacional dos garis, a proposta reconhece que a limpeza urbana é indispensável para o funcionamento das cidades, para a saúde pública e para a própria dignidade dos espaços coletivos. Trata-se, portanto, de uma mudança que envolve renda, valorização profissional e melhores condições de trabalho.

Caminho do projeto até entrar em vigor
1. Aprovação na CCJ
O projeto passou pela Comissão de Constituição e Justiça em caráter conclusivo.
2. Câmara conclui a etapa
Sem recurso para votação em Plenário, a matéria foi considerada aprovada pela Câmara dos Deputados.
3. Senado analisa o texto
Agora a proposta segue para nova avaliação no Senado Federal.
4. Sanção presidencial
Se aprovado pelos senadores, o projeto ainda dependerá da sanção do presidente para virar lei. 

Quais são os próximos passos no Senado

Depois de vencer a etapa na Câmara, o texto agora entra em nova fase no Senado. Caso os senadores aprovem a proposta, ela seguirá para a sanção presidencial. Só após essa etapa e a publicação no Diário Oficial da União a nova regra poderá entrar em vigor.

O percurso ainda exige atenção porque o piso nacional dos garis depende da conclusão de toda a tramitação legislativa. Mesmo assim, a chegada ao Senado representa avanço importante para um projeto que ganhou força justamente por abordar uma categoria historicamente pouco valorizada, apesar da função essencial que exerce nas cidades brasileiras.

Quando o novo piso poderá valer

De acordo com a tramitação descrita no texto-base, a mudança só passa a produzir efeitos após a aprovação no Senado e a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, será necessária a publicação oficial. Somente depois desse rito o novo valor poderá ser aplicado. A expectativa mencionada é de que isso ainda possa ocorrer neste ano, caso não haja atrasos no processo.

Até lá, o debate sobre o piso nacional dos garis segue concentrado no impacto prático da proposta: melhor remuneração, compensação pelo risco ocupacional e ampliação de direitos. Em um setor essencial para a rotina urbana, o avanço do projeto coloca no centro da discussão o reconhecimento de quem mantém ruas e espaços públicos em funcionamento todos os dias.

Quanto o projeto pode mudar na renda
Faixa atual
R$ 1,6 mil a R$ 2 mil
Valor médio hoje varia conforme região do país e empresa contratante.
Nova referência proposta
R$ 3.036
O novo piso pode elevar de forma expressiva a renda da categoria em várias regiões. 

A discussão no Senado deve definir se essa mudança avançará até a sanção presidencial. Para a categoria, o projeto representa mais do que um reajuste: ele simboliza reconhecimento institucional para trabalhadores que lidam diariamente com esforço físico intenso, exposição insalubre e uma função indispensável para a vida urbana.

 

Sarampo volta a preocupar, mas Brasil ainda pode evitar novos surtos

0
retorno do sarampo ao Brasil e vacinação como prevenção
Aplicação de vacina reforça o alerta para ampliar a cobertura vacinal e evitar a reintrodução do sarampo no país.

O retorno do sarampo ao Brasil voltou a acender o alerta entre profissionais da saúde após o registro de 38 casos da doença em 2025 e de dois novos episódios em 2026, todos associados à importação do vírus. Embora os números ainda estejam longe de um surto de grande escala, eles mostram que o país continua exposto à reintrodução da enfermidade em meio à circulação crescente do sarampo em outras partes das Américas.

O cenário preocupa porque o Brasil ainda não atingiu a meta de 95% de cobertura para as duas doses da vacina tríplice viral, considerada essencial para interromper a transmissão. Além disso, o aumento expressivo de casos no continente e a entrada frequente de viajantes vindos do exterior reforçam a necessidade de vigilância constante, resposta rápida a suspeitas e ampliação da imunização para evitar que a doença volte a circular de forma sustentada no país.

Números que preocupam
38
casos de sarampo registrados no Brasil em 2025, entre adultos e crianças
2
casos confirmados em 2026, todos classificados como importados
95%
é a meta de cobertura para as duas doses da tríplice viral ainda não atingida 

Por que o retorno do sarampo ao Brasil exige atenção imediata

A preocupação cresce porque a doença avançou de forma intensa no continente. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, entre 2025 e a segunda semana de 2026 foram confirmados 15.922 casos de sarampo nas Américas, volume 32 vezes maior do que o observado em 2024. Quase 95% desses episódios se concentraram nos Estados Unidos, México e Canadá, países que vão sediar a próxima Copa do Mundo, em junho de 2026.

Esse contexto amplia o desafio para o Brasil. A estimativa é que o torneio reúna cerca de 7 milhões de pessoas, incluindo milhares de brasileiros, o que aumenta a circulação internacional e reforça a necessidade de prevenção. Além disso, a Bolívia, apontada como origem dos casos recentes registrados em território brasileiro, aparece na quarta posição entre os países com maior incidência no ranking citado no texto-base.

As três frentes que podem impedir novos surtos

Para conter o retorno do sarampo ao Brasil, a resposta passa por três eixos centrais: ampliar a vacinação, fortalecer a vigilância epidemiológica e agir rapidamente diante de qualquer caso suspeito. O texto destaca que houve avanço nas ações do Ministério da Saúde nos últimos anos, com campanhas de multivacinação, atualização da caderneta de crianças e adolescentes, busca ativa por não vacinados, vacinação em escolas e reforço da comunicação com linguagem mais próxima do público jovem.

três frentes para impedir novos surtos de sarampo no Brasil
Imagem ilustra vacinação, vigilância epidemiológica e proteção coletiva como eixos para evitar novos surtos de sarampo.

Também houve resposta mais ágil em situações concretas. O Programa Nacional de Imunizações manteve por três semanas uma equipe em Campos Lindos, no Tocantins, município que concentrou aproximadamente 60% dos casos de sarampo do país em 2025. A atuação conjunta com equipes locais incluiu identificação de comunicantes e vacinação de bloqueio, estratégia que ajudou a impedir a expansão da cadeia de transmissão. Medidas semelhantes foram adotadas em outros episódios.

Visão da especialista
“Para evitar possíveis surtos e a eventual perda do status de país livre do sarampo, é necessário atuar em três frentes: aumento da vacinação, vigilância epidemiológica e resposta rápida diante de casos suspeitos.”
Mônica Levi — autora do artigo original publicado por The Conversation Brasil

Vacina segue como principal barreira contra a reintrodução

O sarampo já esteve entre as principais causas de mortalidade infantil no Brasil, mas foi controlado de forma progressiva a partir da década de 1990. Depois disso, o país conseguiu eliminar a doença em duas ocasiões: em 2016 e novamente em 2024. Ainda assim, o risco de reintrodução permanece elevado porque o vírus está entre os mais contagiosos do mundo. Segundo o texto-base, uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para até 18 pessoas suscetíveis.

Nesse cenário, a imunização continua sendo a principal ferramenta preventiva. O SUS oferece a vacina gratuitamente em duas doses para crianças a partir de 12 meses e para adultos com menos de 30 anos. Já para a faixa etária de 30 a 59 anos, está prevista uma dose. Quem não sabe se foi vacinado ou tem dúvida sobre o esquema completo deve buscar regularizar a situação conforme a idade.

Painel de prevenção
Cobertura vacinal
O país avançou após a pandemia, mas ainda não alcançou a meta de 95% para as duas doses da tríplice viral.
Resposta rápida
Busca de comunicantes e vacinação de bloqueio são medidas decisivas para impedir a expansão da transmissão.
Proteção coletiva
Vacinar-se também protege quem não pode receber a dose, como bebês com menos de 6 meses e imunodeprimidos. 

Mais do que uma proteção individual, a vacina funciona como uma barreira coletiva contra o retorno do sarampo ao Brasil. Esse ponto ganha ainda mais peso quando se considera a proteção de grupos vulneráveis, como crianças menores de 6 meses e pessoas imunodeprimidas, que podem não estar aptas a receber a imunização. Por isso, a regularização do calendário vacinal aparece no texto como medida de cuidado com toda a comunidade.

Mais do que uma proteção individual, a vacina funciona como uma barreira coletiva contra o retorno do sarampo ao Brasil. Esse ponto ganha ainda mais peso quando se considera a proteção de grupos vulneráveis, como crianças menores de 6 meses e pessoas imunodeprimidas, que podem não estar aptas a receber a imunização. Por isso, a regularização do calendário vacinal aparece como medida essencial para frear o retorno do sarampo ao Brasil e proteger toda a comunidade.

O alerta, portanto, não significa inevitabilidade. O retorno do sarampo ao Brasil pode ser evitado se o país conseguir manter vigilância ativa, ampliar a cobertura vacinal e agir com velocidade diante de suspeitas. A experiência recente mostra que, quando há mobilização coordenada, a cadeia de transmissão pode ser interrompida. O desafio agora é transformar esse aprendizado em rotina permanente de prevenção.

O alerta, portanto, não significa inevitabilidade. O retorno do sarampo ao Brasil pode ser evitado se o país conseguir manter vigilância ativa, ampliar a cobertura vacinal e agir com velocidade diante de suspeitas. A experiência recente mostra que, quando há mobilização coordenada, a cadeia de transmissão pode ser interrompida. O desafio agora é transformar esse aprendizado em rotina permanente de prevenção para impedir o retorno do sarampo ao Brasil.

Fonte: G1

Sexta-feira Santa 2026 relembra a Paixão de Cristo

0
Sexta-feira Santa 2026 com cruz iluminada em cenário dramático e religioso
Imagem simboliza o luto, a fé e a esperança que marcam a Sexta-feira Santa no calendário cristão.

Sexta-feira Santa 2026 marca nesta sexta-feira, 3 de abril, uma das datas mais solenes do calendário cristão. No Brasil, a Paixão de Cristo é feriado nacional e relembra a prisão, o sofrimento, a crucificação e a morte de Jesus Cristo durante o período mais intenso da Semana Santa.

Mais do que um feriado religioso, a data carrega um significado espiritual profundo para milhões de fiéis. Para os cristãos, especialmente na tradição católica, a Sexta-feira Santa é vivida com silêncio, oração, jejum, abstinência e recolhimento, em memória do sacrifício de Cristo na cruz e da esperança que se abre com a ressurreição celebrada na Páscoa.

Resumo rápido
Data em 2026

A Sexta-feira Santa cai em 3 de abril e integra o calendário nacional de feriados.

Sentido religioso

A celebração relembra a paixão, a morte e o sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Como é definida

A data depende da Páscoa, que é calculada a partir da lua cheia após 21 de março.

O que a Sexta-feira Santa 2026 representa para os cristãos

Na linguagem cristã, a palavra “paixão” não tem o sentido moderno de romance ou emoção intensa. Ela se refere ao sofrimento vivido por Jesus desde sua prisão, passando pelo julgamento, condenação e caminho até o Calvário, onde aconteceu a crucificação. Por isso, a data também é conhecida como Sexta-feira da Paixão.

Na compreensão da fé cristã, esse sofrimento é visto como expressão suprema do amor de Deus e do sacrifício redentor de Cristo. A cruz, nesse contexto, não aparece apenas como símbolo de dor, mas como sinal de salvação, entrega e reconciliação entre Deus e a humanidade.

É justamente esse sentido que torna a Sexta-feira Santa uma das datas mais fortes do calendário religioso. Em vez de celebrações festivas, a tradição convida ao recolhimento. Em muitas comunidades, os fiéis participam da via-sacra, da adoração da cruz e de momentos de oração, em um movimento de meditação sobre perdão, sofrimento humano, amor e esperança.

Para muitos cristãos, a Sexta-feira Santa 2026 não é apenas uma lembrança histórica. Ela funciona como um chamado à revisão de vida, à contemplação do sacrifício de Cristo e à preparação interior para o Domingo de Páscoa, quando a ressurreição é celebrada como vitória da vida sobre a morte.

Como a Sexta-feira Santa 2026 é calculada no calendário cristão

Diferentemente do Natal, que sempre acontece em 25 de dezembro, a Sexta-feira Santa é uma data móvel. Isso acontece porque ela depende diretamente da Páscoa, que também varia de ano para ano no calendário ocidental.

Desde a tradição consolidada na Igreja antiga, a Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre em ou depois de 21 de março, data usada como referência eclesiástica para o equinócio da primavera no hemisfério Norte. A partir dessa conta, define-se toda a sequência da Semana Santa.

Como a data é calculada
1. Lua cheia

A referência começa com a primeira lua cheia após 21 de março.

2. Domingo seguinte

O domingo logo depois dessa lua cheia passa a ser o Domingo de Páscoa.

3. Volta de dois dias

Dois dias antes da Páscoa chega-se à Sexta-feira Santa.

Em 2026, a Páscoa será celebrada em 5 de abril. Por isso, a Sexta-feira Santa 2026 cai em 3 de abril. Esse mecanismo explica por que a data muda todos os anos e por que ela nunca fica presa a um dia fixo do calendário civil.

Além da explicação litúrgica, o cálculo mostra como a tradição cristã une referências do calendário solar e do ciclo lunar. Isso dá à Semana Santa um caráter próprio e faz com que a celebração avance ou recue a cada ano.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a celebração da Paixão do Senhor permanece como um dos momentos mais solenes da vida cristã. Veja a orientação oficial da CNBB.

Por que não há missa na Sexta-feira Santa

A Sexta-feira Santa tem uma liturgia própria. Na tradição católica, é o único dia do ano em que não há celebração de missa. No lugar dela, ocorre a Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, com leitura da Paixão, oração universal e adoração da cruz.

Em muitas igrejas, essa celebração acontece por volta das 15h, horário tradicionalmente associado ao momento em que Jesus entregou seu espírito ao Pai. Por isso, o ambiente religioso nesse dia costuma ser marcado por silêncio, menos cânticos festivos e maior recolhimento.

Essa ausência de missa reforça o caráter excepcional da data. O centro da vivência cristã nessa sexta-feira não está em uma celebração festiva, mas na contemplação do mistério da cruz, no luto espiritual e na meditação sobre o sofrimento de Cristo.

Significado central
A Sexta-feira Santa relembra a paixão e a morte de Jesus Cristo, mas, para os cristãos, também aponta para a esperança da ressurreição celebrada no Domingo de Páscoa.

O que a data representa para os cristãos

A força da Sexta-feira Santa está justamente nessa união entre dor e esperança. A cruz, vista de forma isolada, simboliza sofrimento e morte. No entanto, dentro do mistério pascal, ela é entendida como passagem para a vitória da vida sobre a morte.

Por isso, a Sexta-feira Santa 2026 não é vivida apenas como luto. Para os cristãos, ela representa uma etapa essencial da fé, porque liga o sofrimento da cruz à promessa da ressurreição. É uma data que convida à reverência, mas também à confiança.

Em um tempo marcado por pressa, excesso de ruído e dispersão, a data continua sendo um convite ao silêncio, à reflexão e à revisão de vida. No ambiente religioso, familiar ou comunitário, a Sexta-feira Santa 2026 permanece como um dos momentos mais profundos do calendário cristão e um dos feriados mais simbólicos do país.

Tradições que marcam a Sexta-feira Santa

Em diferentes regiões do Brasil, a Sexta-feira Santa é vivida com sinais públicos e privados de recolhimento. Muitas famílias evitam atividades festivas, acompanham procissões, participam da via-sacra e mantêm o costume da abstinência de carne como gesto de penitência e memória do sacrifício de Cristo.

Em várias comunidades, o dia também é marcado por encenações da Paixão, celebrações nas paróquias e momentos de oração coletiva. Mesmo com diferenças culturais entre cidades e estados, a essência da data permanece ligada à sobriedade, ao luto religioso e à preparação espiritual para a Páscoa.

Além do significado religioso, a Sexta-feira Santa 2026 também influencia a rotina de milhões de brasileiros. O feriado altera o funcionamento de bancos, repartições e parte do comércio, o que amplia o interesse do público pela data não apenas do ponto de vista da fé, mas também do cotidiano.

Leia também outros conteúdos do portal sobre datas nacionais, comportamento e temas ligados à vida cotidiana no Brasil.

Texto: Redação
Fontes: Governo Federal, CNBB e Encyclopaedia Britannica

Projeto de ciência cidadã inicia novo ciclo no rio Madeira

0
Ciência cidadã no rio Madeira com jovens ribeirinhos em atividades escolares e deslocamento fluvial na Amazônia
Montagem editorial com imagens reais do projeto mostra apresentações em escolas ribeirinhas e deslocamento pelo rio Madeira em Rondônia

A ciência cidadã no rio Madeira iniciou um novo ciclo de atividades em 2026 com a retomada das viagens da equipe técnica do projeto “Ciência Cidadã como ferramenta de pesquisa em escolas ribeirinhas”. A proposta transforma estudantes voluntários de escolas públicas em pesquisadores da pesca artesanal, aproximando o conhecimento científico da rotina das comunidades que vivem às margens das águas amazônicas.

Neste ano, a iniciativa ampliou sua atuação em Rondônia e passou a incluir mais duas unidades de ensino na Reserva Extrativista do Lago do Cuniã. A nova etapa reforça o objetivo de formar jovens cientistas da pesca, fortalecer o monitoramento pesqueiro e ampliar a produção de dados sobre espécies, hábitos de consumo e importância da pesca para a subsistência local.

Resumo rápido

Expansão em 2026

O projeto passou a atender novas escolas na Resex do Lago do Cuniã e retomou as viagens pelas comunidades ribeirinhas.

Pesquisa aplicada

Alunos monitoram a atividade de pescadores do convívio familiar e ajudam a gerar dados científicos sobre a pesca artesanal.

Conexão com o território

A proposta valoriza o saber tradicional e aproxima os jovens da realidade ambiental, social e econômica da Amazônia.

Projeto une pesquisa científica e saber das comunidades

O projeto integra o Programa Ciência Cidadã para a Amazônia, iniciativa da Aliança Águas Amazônicas que busca conectar organizações, democratizar a produção de conhecimento e empoderar cidadãos para o manejo sustentável da pesca. Em Rondônia, a execução é da Ecoporé em parceria com o Laboratório de Ictiologia e Pesca da Universidade Federal de Rondônia, com apoio da Wildlife Conservation Society e da Fundação Moore.

A metodologia coloca a ciência dentro da rotina comunitária. O foco está em engajar estudantes que convivem com pescadores em casa ou no entorno social. Pais, avós, tios, vizinhos e amigos passam a integrar esse processo, porque o jovem cientista acompanha a atividade de um pescador e registra informações por meio de entrevistas, observação e coleta de dados.

Na prática, o peixe que chega à mesa da família ou ao comércio local também se transforma em informação científica. Esse cruzamento entre vivência cotidiana e método de pesquisa ajuda a construir conhecimento mais próximo da realidade ribeirinha e, ao mesmo tempo, reforça a importância da pesca para a manutenção da vida nas comunidades amazônicas.

Logística desafiadora revela a dimensão do trabalho no Madeira

Para chegar às escolas e aos moradores, a equipe técnica enfrenta uma logística extensa a partir de Porto Velho. Os deslocamentos combinam estrada, travessia fluvial e pequenos trechos em embarcações, revelando uma Amazônia marcada por grandes distâncias e por acessos que mudam conforme o território e o período de chuvas.

A escola de Cujubim Grande fica a 33 quilômetros da área urbana de Porto Velho, enquanto Jaci-Paraná está a cerca de 80 quilômetros. Já para chegar a São Carlos, a 70 quilômetros da capital, é preciso cruzar o rio Madeira. No caso da Resex do Lago do Cuniã, o percurso inclui travessia do Madeira, trecho de estrada de terra e deslocamento final em pequenas embarcações.

Painel informativo
33 km
Distância da escola de Cujubim Grande em relação à zona urbana de Porto Velho.
70 km
Percurso até São Carlos, com necessidade de travessia fluvial no rio Madeira.
100 a 150 km
Faixa de distância até Nazaré, com viagem terrestre e trecho final em voadeira.

O distrito de Nazaré representa um dos deslocamentos mais longos da expedição. A viagem segue de carro até a boca do rio Jamari e continua por cerca de uma hora de barco. Os percursos mostram que a produção de conhecimento científico na Amazônia depende, antes de tudo, de presença contínua no território.

Engajamento escolar é prioridade no novo ciclo

Além da expansão geográfica, a equipe tenta enfrentar outro desafio: a evasão registrada no ano passado. Em 2026, a estratégia passa por maior envolvimento das escolas, com fortalecimento do vínculo com gestores e professores e inserção mais orgânica da iniciação científica na rotina escolar.

De acordo com a analista ambiental Dayana Catâneo, a permanência dos alunos depende também de uma mudança de perspectiva sobre o lugar onde vivem. O trabalho busca mostrar aos estudantes que o rio Madeira, segundo maior rio da bacia amazônica e dono da maior ictiofauna já descrita, faz parte da identidade da comunidade e representa um patrimônio ambiental de enorme relevância.

Voz do projeto
“Eles passam a valorizar o conhecimento tradicional de suas próprias comunidades. O projeto aproxima a ciência da realidade deles.”
Dayana Catâneo • analista ambiental do projeto

O engajamento dos estudantes também conta com bolsas do programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, do Ministério da Pesca e Aquicultura e do CNPq. A repercussão da iniciativa já alcançou dimensão nacional com a participação da jovem cientista Fernanda Oliveira no lançamento do novo edital em Brasília.

Moradora da comunidade de Terra Caída, Fernanda faz diariamente o trajeto fluvial até a escola em São Carlos. Para ela, a nova etapa pode ampliar o número de estudantes interessados e, consequentemente, elevar a coleta de dados. O relato mostra como a política pública e o trabalho de campo podem caminhar juntos para abrir novas perspectivas aos jovens da região.

Ciência no cotidiano fortalece identidade e orgulho ribeirinho

O biólogo Felipe Lins, integrante da equipe técnica, acompanha estudantes desde os primeiros anos do ensino médio e observa mudanças na forma como eles enxergam a própria realidade. Segundo ele, os jovens passam a se perceber como parte de um território rico em biodiversidade e tradição, enquanto desenvolvem olhar mais atento sobre os peixes, a pesca e o trabalho realizado por suas famílias.

Esse processo altera até o vocabulário dentro de casa. A partir das anotações e observações feitas pelos alunos, surgem perguntas sobre espécies consumidas, quantidade de peixes disponíveis e mudanças percebidas ao longo do tempo. A pesquisa científica, portanto, deixa de ser um conteúdo distante e passa a fazer parte da rotina alimentar, produtiva e cultural das comunidades.

Desdobramentos do projeto

Formação científica

Os estudantes participam da coleta e interpretação de dados sobre a pesca em suas comunidades.

Valorização cultural

O projeto reforça o reconhecimento do saber tradicional e da identidade ribeirinha.

Impacto local

A pesquisa contribui para ampliar a compreensão sobre a pesca artesanal e seu papel na subsistência.

A graduanda de Biologia da UNIR, Jamile Ferreira, resume esse caráter horizontal da produção de conhecimento ao destacar que também aprende com os resultados obtidos pelos alunos. A troca entre equipe técnica e comunidade ajuda a consolidar um modelo de pesquisa mais próximo da realidade local e mais sensível à vida na Amazônia.

Com novo ciclo, ampliação territorial e reforço do vínculo com as escolas, o projeto aposta no protagonismo juvenil para produzir ciência a partir de quem vive o rio todos os dias. Mais do que formar pesquisadores, a iniciativa amplia o olhar sobre a pesca artesanal e fortalece a conexão entre escola, território e comunidade.

Redação: Joshua Lacerda
Fotos: Joshua Lacerda/Acervo Ecoporé

Pressão alta silenciosa pode causar danos sem sintomas visíveis

0
pressão alta silenciosa
A pressão alta silenciosa pode evoluir sem sintomas e causar danos ao coração e às artérias

Pressão alta silenciosa é uma condição que pode evoluir por anos sem apresentar sintomas evidentes, dificultando o diagnóstico precoce e aumentando significativamente os riscos à saúde. Muitas pessoas convivem com a hipertensão sem perceber qualquer sinal de alerta no dia a dia.

Segundo o conteúdo analisado, a doença é considerada uma “inimiga silenciosa” porque os danos ao organismo acontecem de forma lenta e progressiva. Mesmo sem sinais claros, o coração e as artérias são afetados continuamente, o que pode levar a complicações graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

🧬 Condição invisível

Hipertensão pode existir por anos sem sintomas perceptíveis.

❤️ Impacto contínuo

Danos ao coração e às artérias ocorrem mesmo sem sinais.

⚠ Consequências graves

Infarto e AVC podem surgir sem aviso prévio.

Por que a pressão alta silenciosa preocupa especialistas

A ausência de sintomas claros faz com que muitas pessoas não percebam a necessidade de buscar avaliação médica. Isso contribui diretamente para o diagnóstico tardio e dificulta o controle da doença.

Com o passar do tempo, a pressão arterial elevada compromete o funcionamento do sistema cardiovascular. Esse processo, embora silencioso, pode gerar impactos severos, especialmente quando não há acompanhamento adequado.

Além disso, o desconhecimento sobre os sinais mais discretos faz com que a hipertensão continue avançando sem interrupção. Dessa forma, a doença pode atingir estágios mais críticos antes mesmo de ser identificada.



💬 Visão do especialista

“A pressão alta pode permanecer sem sintomas por muito tempo, mas isso não significa ausência de risco. O acompanhamento regular é essencial para evitar complicações graves.”— Especialistas em saúde cardiovascular

 

Sintomas discretos da pressão alta silenciosa que exigem atenção

Mesmo sendo silenciosa, a pressão alta silenciosa pode apresentar alguns sinais sutis. Um dos principais sintomas relatados é a dor de cabeça persistente na região da nuca.

Esse tipo de dor costuma surgir principalmente ao acordar e pode melhorar ao longo do dia. No entanto, essa melhora não significa que o problema desapareceu, mas sim que o organismo está tentando se adaptar às alterações da pressão arterial.

Por isso, qualquer desconforto frequente, mesmo que leve, deve ser observado com atenção. Identificar esses sinais pode ser essencial para evitar complicações futuras.

🧠 Sinais que podem passar despercebidos

🔸Dor persistente na nuca ao acordar
🔸Sensação de pressão ou peso na cabeça
🔸Melhora ao longo do dia não elimina o risco

 

Como a pressão alta silenciosa evolui no organismo

A evolução da hipertensão ocorre de maneira gradual. O aumento constante da pressão arterial exerce força excessiva sobre as paredes dos vasos sanguíneos, o que pode causar desgaste ao longo do tempo.

Esse processo compromete a circulação sanguínea e sobrecarrega o coração. Consequentemente, o risco de eventos cardiovasculares aumenta, principalmente quando não há controle adequado.

Além disso, a falta de sintomas intensos faz com que muitos casos só sejam descobertos em exames de rotina ou após complicações já instaladas. Isso reforça a importância da prevenção.

A importância do diagnóstico precoce

Identificar a pressão alta silenciosa precocemente é fundamental para evitar danos irreversíveis. A medição regular da pressão arterial é uma das formas mais eficazes de monitorar a saúde cardiovascular.

Mesmo pessoas que se sentem bem devem realizar exames periódicos. Isso porque a ausência de sintomas não significa ausência de risco.

O acompanhamento médico permite iniciar o tratamento no momento certo, reduzindo significativamente as chances de complicações graves.

🚨 Alerta essencial

A pressão alta silenciosa pode não causar sintomas, mas continua danificando o organismo de forma progressiva.

Prevenção e cuidados com a saúde

O controle da pressão arterial depende de hábitos saudáveis e acompanhamento contínuo. Reduzir o consumo de sal, manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas são medidas importantes.

Além disso, evitar o estresse e manter o peso adequado contribuem diretamente para a prevenção da hipertensão.

Em um cenário onde a doença pode evoluir sem sinais evidentes, a atenção constante e o cuidado com a saúde são fundamentais para garantir qualidade de vida e evitar complicações.

 

Fonte: Metrópoles

Série sobre acidente com césio-137 em Goiânia entra no Top 4 global da Netflix

0
Emergência Radioativa série Netflix mostra homem com traje de proteção em cenário de contaminação com césio-137 em Goiânia
Cena da série retrata os efeitos do acidente com césio-137 em Goiânia, um dos maiores desastres radiológicos do Brasil

Emergência Radioativa série Netflix já se tornou um dos maiores sucessos globais da plataforma ao retratar um dos episódios mais graves da história brasileira. A produção alcançou o Top 4 mundial entre séries em língua não inglesa, chamando atenção pela intensidade da narrativa e pelo impacto real dos acontecimentos retratados.

Baseada em fatos reais, a série reconstrói o acidente com o césio-137 ocorrido em Goiânia, em 1987, considerado o maior desastre radiológico do Brasil. Com forte carga emocional, a obra expõe não apenas o avanço da contaminação, mas também as falhas, o pânico coletivo e as consequências humanas que marcaram gerações. A repercussão da Emergência Radioativa série Netflix mostra como a história ainda impacta o público.

📊

Destaques da série

Top 4 global entre produções não inglesas

10,8 milhões de visualizações na estreia

Top 10 em 55 países em apenas 7 dias

🎬

Produção

Baseada em fatos reais

Elenco com nomes reconhecidos

Abordagem dramática e documental 

O que mostra a série Emergência Radioativa

A narrativa acompanha a descoberta de uma cápsula abandonada contendo material radioativo e a rápida disseminação do césio-137 pela cidade. A série mostra como a falta de informação e o descuido contribuíram para transformar uma descoberta aparentemente inofensiva em uma tragédia de grandes proporções.

O enredo destaca o impacto direto na população, incluindo o adoecimento de moradores, o isolamento de áreas contaminadas e o esforço emergencial para conter a radiação. Além disso, evidencia falhas estruturais e decisões tardias das autoridades.

O acidente com césio-137 em Goiânia

O caso real que inspira a produção começou quando uma cápsula radioativa foi retirada de uma clínica abandonada. Sem conhecimento dos riscos, o material foi manipulado e distribuído entre familiares e amigos, espalhando a contaminação pela cidade.

O sucesso da Emergência Radioativa série Netflix também está ligado à forma como a narrativa aproxima o público dos acontecimentos reais, reforçando o impacto emocional da história.

O impacto humano do desastre

4
mortes imediatas confirmadas
107
mortes ao longo dos anos
1.600+
pessoas afetadas diretamente 

O brilho azul do material chamou atenção das vítimas, que desconheciam o perigo. A partir disso, a contaminação se espalhou rapidamente, gerando um dos maiores episódios de emergência sanitária do país.

Elenco e personagens da produção

Emergência Radioativa série Netflix mostra equipes com roupas de proteção em meio a barris contaminados no acidente com césio-137 em Goiânia
Produção da Netflix retrata o acidente com césio-137 em Goiânia e o impacto da contaminação radioativa

A série combina personagens históricos com figuras ficcionais para dar fluidez à narrativa. O elenco conta com atores reconhecidos, que interpretam cientistas, autoridades e moradores impactados pela tragédia.

Entre os destaques estão personagens inspirados em profissionais que atuaram na contenção da radiação, além de figuras políticas envolvidas nas decisões durante a crise.

Relato histórico

A série evidencia como a desinformação e a negligência agravaram um dos maiores desastres do país.

Baseado em registros do acidente de 1987

Impacto global e repercussão

O sucesso da produção vai além do entretenimento. Ao alcançar milhões de visualizações em poucos dias, a série reacendeu discussões sobre segurança nuclear, responsabilidade pública e memória histórica.

A repercussão internacional mostra que histórias locais podem ganhar dimensão global quando bem produzidas. Além disso, reforça o interesse do público por narrativas baseadas em fatos reais, especialmente aquelas que revelam tragédias pouco conhecidas fora do país.

Ao revisitar esse episódio histórico, a Emergência Radioativa série Netflix amplia o debate sobre memória, responsabilidade e prevenção de tragédias semelhantes.

🌍

Impacto

Discussão global sobre acidentes nucleares

Valorização de produções brasileiras

📈

Tendência

Alta demanda por histórias reais

Conteúdo dramático com base histórica 

Com isso, Emergência Radioativa série Netflix não apenas conquista audiência, mas também cumpre um papel importante ao resgatar um capítulo marcante da história brasileira.


🔗 Notícias relacionadas

 

Fonte: Só Notícia Boa

Lula rebate Trump sobre Pix e diz que sistema não será alterado

0
Lula rebate Trump sobre Pix em cenário de tensão entre Brasil e Estados Unidos com elementos digitais e financeiros
Presidente defende o Pix como sistema nacional em meio a críticas dos Estados Unidos

 

Lula rebate Trump sobre Pix e afirma que o sistema de pagamentos brasileiro não será alterado por pressão externa. A declaração foi feita durante visita às obras do VLT de Salvador, após críticas do governo dos Estados Unidos ao modelo adotado no país.

O posicionamento marca a primeira manifestação pública do presidente sobre o tema e reforça a autonomia do Brasil em decisões sobre sua política financeira e tecnológica.


Posição do governo

Lula afirma que o Pix é brasileiro e não sofrerá mudanças por pressão externa.


Pressão internacional

Críticas surgiram em relatório comercial dos Estados Unidos. 

Lula rebate Trump sobre Pix e rejeita pressão dos Estados Unidos

Durante o evento, o presidente destacou que o foco do governo é aprimorar o sistema para atender melhor à população. Segundo ele, qualquer evolução do Pix será feita com base nas necessidades dos brasileiros, e não em pressões externas.

Donald Trump e Lula em imagem dividida simbolizando tensão entre Estados Unidos e Brasil sobre o Pix
Imagem mostra tensão política entre líderes após críticas ao sistema de pagamentos brasileiro

A fala ocorreu após recomendação do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, que solicitou que o presidente comentasse publicamente o tema.

Relatório dos EUA critica modelo brasileiro

O governo norte-americano incluiu o Pix no relatório anual do USTR, órgão responsável por questões comerciais. O documento aponta que o Banco Central do Brasil é responsável por criar, operar e regular o sistema.

Na avaliação dos Estados Unidos, essa estrutura pode reduzir a participação de empresas estrangeiras no mercado de pagamentos, como Visa e Mastercard.


Entenda os pontos do relatório dos Estados Unidos


Operação do sistema

Pix é operado e regulado pelo Banco Central


Regra obrigatória

Bancos com mais de 500 mil contas devem oferecer o Pix


Impacto no mercado

Pode reduzir espaço para empresas estrangeiras de pagamento


Crítica dos EUA

Avaliação aponta possível tratamento preferencial ao sistema 

Obrigatoriedade do Pix entra no debate internacional

O relatório também destaca que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix. Para os norte-americanos, essa exigência pode gerar desvantagem competitiva para fornecedores externos de serviços de pagamento eletrônico.

Esse ponto amplia a discussão sobre regulação financeira e livre concorrência no ambiente digital.

Ao comentar o tema, Lula rebate Trump sobre Pix ao destacar que o sistema foi desenvolvido para atender à população brasileira e seguirá sob controle nacional, independentemente de pressões externas.

Tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos cresce

A inclusão do Pix no relatório ocorre em meio a um cenário de tensão econômica. O governo dos Estados Unidos já havia adotado medidas comerciais contra produtos brasileiros, incluindo tarifas elevadas sobre itens como café, carne e aço.

Além disso, foi aberta uma investigação com base na Seção 301 da legislação comercial americana, que analisa possíveis práticas consideradas discriminatórias em setores digitais e financeiros.


DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE
“O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix para que cada vez mais ele possa atender às necessidades de mulheres e homens desse país”

Luiz Inácio Lula da Silva 

No cenário de tensão comercial, Lula rebate Trump sobre Pix ao reafirmar que decisões sobre o sistema de pagamentos fazem parte da soberania econômica do país.

O episódio reforça um cenário de disputa entre modelos financeiros e interesses econômicos globais, com impacto direto sobre o mercado digital e as relações comerciais entre os países.


Evolução do Pix desde sua criação no Brasil

2020

Lançamento do Pix pelo Banco Central durante o governo Bolsonaro

140+ milhões

Usuários cadastrados no sistema em poucos anos de operação

Bilhões de transações

Movimentações mensais consolidam o Pix como principal meio de pagamento

24h por dia

Sistema funciona em tempo real, todos os dias da semana 

Pix se consolida como sistema central no Brasil

Desde a sua implementação, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento no país, sendo utilizado por milhões de pessoas diariamente. A obrigatoriedade de oferta por grandes instituições financeiras contribuiu para a rápida expansão do sistema.

Esse crescimento também colocou o Brasil em destaque no cenário internacional de inovação financeira, o que ajuda a explicar o interesse e as críticas de outros países ao modelo adotado.

A declaração reforça o posicionamento do governo, já que Lula rebate Trump sobre Pix em meio ao avanço das discussões internacionais sobre tecnologia financeira e concorrência global.

Com isso, Lula rebate Trump sobre Pix e mantém o posicionamento do governo de que o sistema continuará sendo desenvolvido com base nas necessidades do mercado brasileiro e da população.

Fonte: Poder360

Crédito rural em Rondônia ganha reforço para agricultores familiares

0
crédito rural em rondônia
Agricultor familiar trabalha em plantação em Rondônia após parceria que busca ampliar o acesso ao crédito rural

Crédito rural em Rondônia ganha reforço com a nova parceria firmada entre a Emater-RO e o Banco da Amazônia para atender agricultores familiares. O Termo de Cooperação Técnica pretende reduzir o tempo de análise das propostas e facilitar o acesso dos produtores às linhas de financiamento, com menos burocracia e mais orientação técnica.

Com o acordo, extensionistas da Emater-RO poderão elaborar e encaminhar propostas de financiamento diretamente das propriedades rurais, com apoio de ferramentas digitais. A medida busca tornar o processo mais rápido e aproximar o atendimento da realidade do produtor rural.

Resumo rápido
Parceria técnica
A Emater-RO passa a atuar no encaminhamento de propostas ao Banco da Amazônia.
Menos burocracia
A proposta é reduzir o tempo de análise e facilitar o acesso ao crédito rural.
Ferramenta digital
Um aplicativo está em implantação para apoiar os técnicos durante o atendimento. 

Quem pode acessar o crédito rural em Rondônia com a nova parceria

Pelo termo de cooperação, a Emater-RO será responsável por recepcionar e encaminhar ao Banco da Amazônia propostas de abertura de contas, emissão de instrumentos de pagamento, elaboração e análise de propostas de crédito, além da execução do plano de trabalho previsto no acordo.

crédito rural em rondônia
O Termo de Cooperação Técnica, assinado na segunda-feira (30), vai permitir que o financiamento chegue de forma mais rápida ao produtor, com menos burocracia e mais orientação técnica

Os financiamentos são voltados principalmente para agricultores familiares enquadrados nas linhas de microcrédito rural do Pronaf B, cuja renda não poderá ultrapassar R$ 50 mil. Os valores podem chegar a R$ 12 mil para produtores, R$ 15 mil para mulheres rurais e até R$ 20 mil quando a produtora estiver em transição para a agroecologia. Já os jovens rurais podem acessar até R$ 8 mil.

Números do crédito rural em Rondônia
R$ 50 mil
Limite de renda do Pronaf B.
R$ 12 mil
Valor para produtores.
R$ 15 mil
Valor para mulheres rurais.
R$ 20 mil
Transição agroecológica.
R$ 8 mil
Valor para jovens rurais.
0,5% ao ano
Taxa de juros aproximada.
40%
Bônus de adimplência.
R$ 30 mil
Valor máximo da dívida.

Crédito rural em Rondônia avança com apoio da Emater-RO e Basa

As condições incluem taxa de juros de aproximadamente 0,5% ao ano e bônus de adimplência de até 40% sobre o valor das parcelas, sem que a dívida ultrapasse R$ 30 mil. Os recursos podem ser usados em atividades como agricultura, pecuária, pesca artesanal, extrativismo e outras atividades produtivas desenvolvidas nas propriedades rurais, atendendo também povos tradicionais, quilombolas, indígenas e pescadores.

José Vildo Paulino da Silva, extensionista da Emater-RO que representa a instituição na parceria com o Banco da Amazônia, afirmou que a iniciativa busca reduzir a burocracia, agilizar a análise das propostas e facilitar o acesso dos produtores às políticas de financiamento voltadas ao desenvolvimento da produção rural.

As novas condições do crédito rural em Rondônia são voltadas principalmente aos agricultores familiares enquadrados no Pronaf B, com valores diferenciados conforme o perfil do produtor.

O que muda para o produtor
Atendimento em campo
As propostas poderão ser elaboradas diretamente nas propriedades rurais.
Processo mais ágil
A tecnologia deve acelerar a análise das propostas.
Crédito para investimento
A linha contempla atividades produtivas desenvolvidas no meio rural.
Apoio à agricultura familiar
A medida amplia o acesso ao financiamento para pequenos produtores.
Com apoio técnico e uso de ferramentas digitais, o crédito rural em Rondônia deve chegar ao produtor com mais rapidez e menos entraves burocráticos.
“A Emater-RO trabalha diretamente com as famílias rurais, orientando, planejando e acompanhando a produção. O acesso ao crédito é essencial para que o produtor possa investir, produzir mais e melhorar sua renda. Essa parceria fortalece esse trabalho e amplia as oportunidades para quem vive no campo”.
Luiz Cláudio Pereira Alves, diretor-presidente da Emater-RO.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa fortalece a produção rural e amplia as oportunidades no campo. Segundo ele, facilitar o acesso ao crédito rural ao agricultor familiar, com orientação e financiamento mais rápido e menos burocrático, significa mais produção, mais renda e mais desenvolvimento para Rondônia.

A parceria representa um avanço na integração entre assistência técnica e crédito rural e deve ampliar o acesso ao financiamento produtivo em Rondônia, fortalecendo a agricultura familiar e a geração de renda no meio rural.

A parceria representa um avanço na integração entre assistência técnica e crédito rural e deve ampliar o acesso ao financiamento produtivo. Com isso, o crédito rural em Rondônia passa a ter um novo reforço para agricultores familiares.

Fonte: Governo de Rondônia

Cientistas descobrem que tumor pode se alimentar de antioxidante do corpo

0
tumor usa antioxidante
Ilustração mostra tumor absorvendo partículas do próprio organismo, conceito ligado à descoberta de nova via de pesquisa contra o câncer.

Tumor usa antioxidante produzido pelo próprio corpo para crescer. A descoberta, apresentada em estudo com participação de um pesquisador brasileiro, abre uma nova frente de investigação sobre o metabolismo do câncer e pode ajudar no desenvolvimento de terapias mais específicas no futuro.

A pesquisa mostrou que a glutationa, substância conhecida por atuar como antioxidante natural do organismo, pode ser reaproveitada pelo tumor como uma espécie de combustível. Em vez de apenas proteger as células, como se pensava de forma simplificada, ela também pode ser “quebrada” no ambiente tumoral e fornecer elementos que favorecem o avanço da doença. O resultado chama atenção porque altera a forma de interpretar o papel de compostos vistos há muito tempo como benéficos.

Entenda a descoberta

Os cientistas identificaram que a glutationa, antioxidante produzido naturalmente pelo organismo, pode ser quebrada no microambiente do tumor. Nesse processo, a cisteína aparece como peça central para alimentar e proteger células cancerígenas. Quando esse mecanismo foi bloqueado, os tumores cresceram mais lentamente. 

Como o tumor usa antioxidante do corpo

Segundo o estudo, o câncer consegue usar uma enzima presente no próprio ambiente tumoral para quebrar a glutationa em partes menores. A partir disso, as células tumorais passam a aproveitar esse material para manter seu metabolismo ativo. Em outras palavras, o tumor transforma uma substância ligada à proteção celular em recurso para sobrevivência e expansão.

Esse tipo de descoberta é relevante porque mostra como o câncer se adapta ao organismo. Em vez de depender apenas de nutrientes convencionais, ele pode sequestrar mecanismos naturais do corpo para continuar se desenvolvendo. Isso reforça a ideia de que o tumor não cresce de forma isolada, mas interage o tempo todo com o ambiente ao redor.

Bloco gráfico

Como o tumor aproveita o antioxidante do corpo

estudo experimental

O estudo mostrou como o tumor usa antioxidante do próprio organismo ao quebrar a glutationa no microambiente tumoral, liberando a cisteína, elemento central para sustentar e proteger células cancerígenas.

Etapa 1
Glutationa é quebrada
O antioxidante natural do organismo é fragmentado no ambiente do tumor.
Etapa 2
Cisteína ganha destaque
O aminoácido aparece como peça-chave para alimentar e blindar a célula cancerígena.
Etapa 3
Bloqueio reduz avanço
Ao impedir essa rota metabólica, os tumores passaram a crescer mais lentamente.
Leitura visual da descoberta
representação editorial
Importância da cisteína para o tumor
Muito alta
Capacidade do processo de sustentar o tumor
Alta
Potencial da rota como alvo terapêutico
Promissor
Nota editorial: gráfico visual interpretativo com base nos principais achados do estudo, usado para facilitar a compreensão do leitor. 

Cisteína virou peça central no crescimento do tumor

Entre os componentes liberados na quebra da glutationa, um ganhou destaque especial: a cisteína. Foi esse aminoácido que se mostrou indispensável para sustentar o crescimento das células cancerígenas. Mais do que atuar como fonte metabólica, a cisteína também ajuda o tumor a enfrentar condições adversas, como o estresse oxidativo.

Na prática, isso significa que o tumor não apenas se alimenta melhor, mas também ganha mais resistência. Esse comportamento interessa muito à ciência porque evidencia um ponto vulnerável. Se a célula cancerígena depende tanto desse processo, bloquear essa rota pode reduzir sua capacidade de avanço.

Esse achado ajuda a explicar, em termos biológicos, como o tumor usa antioxidante para manter crescimento e resistência.

Descoberta principal

A glutationa pode ser quebrada no ambiente tumoral e virar matéria-prima para o crescimento do câncer.

Ponto crítico

A cisteína ajuda a nutrir e blindar as células tumorais, tornando o processo ainda mais relevante.

O que aconteceu quando os cientistas bloquearam o processo

Depois de entender como essa engrenagem funcionava, os pesquisadores testaram uma droga capaz de impedir a quebra da glutationa. O resultado foi direto: os tumores cresceram mais lentamente. Isso não significa que já existe um novo tratamento disponível, mas mostra que o caminho é biologicamente promissor.

Os testes foram feitos em laboratório e em modelos animais, com destaque para tumores de mama, especialmente o tipo triplo negativo, um dos mais agressivos. Também surgiram indícios de que o mecanismo pode existir em outros cânceres, como os de pulmão, pâncreas e melanoma. Esse alcance amplia o interesse científico sobre a descoberta.

Entender como o tumor usa antioxidante pode mudar a forma como futuras drogas contra o câncer serão desenvolvidas.

Visão do especialista

O estudo sugere que o câncer pode explorar mecanismos do próprio organismo para se manter ativo. Isso fortalece uma linha moderna da oncologia: identificar dependências metabólicas do tumor e bloqueá-las com mais precisão, em vez de mirar apenas a destruição direta das células doentes.

Antioxidantes fazem mal?

A resposta mais correta, neste momento, é: não dá para concluir isso. O estudo não avaliou suplementos em humanos e não afirma que antioxidantes causem câncer. O que os dados mostram é algo mais específico: dentro de certos contextos biológicos, o tumor pode aproveitar moléculas naturalmente presentes no organismo para seu benefício.

Por isso, a descoberta não invalida a recomendação médica tradicional de manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais. O alerta está mais ligado à necessidade de evitar simplificações. Nem tudo que é considerado “bom” para o corpo atua da mesma maneira em todas as condições, especialmente na presença de uma doença complexa como o câncer.

O que já foi comprovado

Bloquear a quebra da glutationa desacelerou o crescimento de tumores em testes experimentais.

O que ainda falta

A descoberta precisa passar por novas etapas até virar tratamento seguro e validado em pacientes.

Por que essa descoberta pode mudar a pesquisa contra o câncer

Mais do que apresentar uma resposta definitiva, o estudo abre uma nova linha de investigação. Ele mostra que o câncer pode se beneficiar até mesmo de mecanismos vistos como protetores. Essa mudança de olhar pode influenciar a forma como futuras drogas são pensadas, sobretudo em tratamentos personalizados.

Se os próximos estudos confirmarem esse alvo metabólico em pacientes, a estratégia de bloquear o uso da glutationa pelo tumor poderá se somar a outras abordagens já existentes. Isso tende a ser especialmente importante em tumores agressivos, que se adaptam rapidamente e encontram várias rotas para sobreviver.

Além do potencial científico, a pesquisa também destaca a participação brasileira em uma descoberta internacional de grande impacto. Em um cenário de busca por terapias mais eficazes e menos amplas, entender de onde o câncer tira força para avançar pode ser decisivo. E, neste caso, a resposta pode estar justamente em algo que sempre pareceu inofensivo.

Em vez de enxergar apenas um composto protetor, a ciência agora tenta entender com mais precisão como o tumor usa antioxidante para sobreviver e avançar.

Fonte: G1 

Alta do querosene pode elevar passagens aéreas em até 20%

0
preço das passagens aéreas em alta com reajuste do querosene de aviação
Alta do querosene de aviação pressiona custos das companhias e pode elevar o preço das passagens aéreas no Brasil.
O preço das passagens aéreas pode subir nos próximos meses após o novo reajuste do querosene de aviação, segundo especialistas ouvidos pelo setor. A alta do combustível pressiona diretamente os custos das companhias e aumenta o risco de repasse ao consumidor em meio à escalada do petróleo no mercado internacional.

A pressão aumentou após a Petrobras anunciar, a partir deste mês, um reajuste de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras. Como o QAV pesa fortemente na estrutura das empresas, o preço das passagens aéreas entrou no centro da preocupação do mercado, junto com a oferta de voos e o ritmo da demanda no país.

Visão do especialista

“Como quase metade das despesas das companhias aéreas é com o QAV, o custo operacional deve subir nessa proporção.”

Andre Castelini • sócio da Bain&Company

Resumo rápido

  • Especialistas projetam aumento de 10% a 20% nas passagens aéreas.
  • A Petrobras elevou em mais de 50% o preço médio do QAV.
  • O combustível já representa 45% dos custos operacionais do setor, segundo a Abear.
  • O mercado teme queda de demanda, corte de rotas e redução da conectividade aérea.

Preço das passagens aéreas entra em alerta no setor

O principal motivo de preocupação é o peso do combustível nas contas das empresas aéreas. Quase metade das despesas das companhias está ligada ao QAV. Por isso, quando ocorre um reajuste expressivo, o efeito tende a se espalhar por toda a operação, desde a composição de preços até o planejamento de rotas e a rentabilidade de determinados trechos.

Na avaliação de especialistas, o custo para transportar um passageiro por quilômetro pode subir aproximadamente 20%. Esse percentual ajuda a explicar por que o mercado já trabalha com a possibilidade de encarecimento das passagens, embora o repasse ao consumidor não aconteça necessariamente de forma imediata ou uniforme entre todas as companhias.

Impactos esperados no setor aéreo

20%

Pressão nas tarifas

Analistas estimam que o reajuste pode elevar em até 20% o preço das passagens aéreas.

45%

Peso do QAV

A entidade do setor afirma que o combustível passou a representar 45% dos custos operacionais das companhias.

15%

Risco de retração

Num cenário de alta próxima de 15% nas passagens, a demanda também pode cair em proporção semelhante.

Passagens mais caras podem reduzir demanda e rotas

O efeito do reajuste não se limita ao valor pago pelo consumidor. Se o passageiro não conseguir absorver o aumento, companhias podem rever malhas, cortar voos menos rentáveis e reduzir a oferta em determinados mercados. Isso tende a atingir com mais força rotas regionais ou trechos com menor taxa de ocupação.

Outro ponto importante é o perfil da viagem. Em deslocamentos de lazer, a sensibilidade ao preço costuma ser maior. Já nas viagens corporativas, o impacto tende a ser um pouco menor. Ainda assim, o encarecimento das tarifas afeta a competitividade do setor e pode esfriar a procura num momento em que a aviação tenta preservar margem, frequência e conectividade.

Alerta do setor: o reajuste no querosene de aviação pode trazer consequências severas para a abertura de novas rotas, a oferta de serviços e a conectividade do país.

Na avaliação de analistas, o custo para transportar um passageiro por quilômetro pode subir aproximadamente 20%. Esse movimento ajuda a explicar por que o preço das passagens aéreas já é tratado como um dos principais reflexos do reajuste, embora o repasse não aconteça da mesma forma entre todas as companhias.

Petrobras tenta suavizar o impacto imediato

Diante da repercussão do reajuste, a Petrobras informou que, em abril, as distribuidoras pagarão uma alta equivalente a 18%, enquanto a diferença restante deverá ser parcelada em seis vezes a partir de julho. A medida tenta reduzir a pressão de curto prazo sobre o setor e, ao mesmo tempo, preservar a demanda pelo produto.

Mesmo com esse alívio temporário, o mercado continua em alerta. Isso porque o reajuste ocorre num ambiente internacional de forte instabilidade, impulsionado pela guerra no Oriente Médio. O petróleo disparou nos últimos dias, e esse movimento acabou sendo repassado para a cadeia da aviação, que já operava sob forte pressão de custos.

Governo avalia medidas para conter repasses

O Ministério de Portos e Aeroportos enviou ao Ministério da Fazenda propostas para reduzir a pressão sobre as companhias aéreas. Entre as alternativas estão a redução temporária de tributos sobre o QAV, a diminuição do IOF sobre operações financeiras das empresas e a redução do Imposto de Renda sobre operações de leasing de aeronaves.

Outra possibilidade em estudo é a criação de uma linha temporária do Fundo Nacional da Aviação Civil para a compra de combustível. A intenção é preservar a competitividade das empresas, evitar repasses excessivos ao consumidor e manter a conectividade aérea em um país continental, onde muitas rotas dependem diretamente da viabilidade econômica das operações.

Por que o preço das passagens aéreas pode subir

Embora mais de 80% do querosene de aviação consumido no país seja produzido internamente, os preços seguem a paridade internacional. Na prática, isso significa que o mercado brasileiro continua sensível às oscilações do barril de petróleo, mesmo quando a produção doméstica é predominante.

Esse contexto explica por que a alta do querosene de aviação passou a ser tratada como um risco central para o setor. Se o cenário internacional continuar instável e as medidas de compensação não forem suficientes, o consumidor poderá enfrentar tarifas mais altas, menor oferta de voos e uma recuperação mais lenta da malha aérea brasileira nos próximos meses.

Se o cenário internacional continuar instável e as medidas de compensação não forem suficientes, o preço das passagens aéreas poderá subir ainda mais, com impacto direto no bolso do consumidor, na oferta de rotas e na recuperação da malha aérea brasileira.
Fonte: G1
DNIT em Rondônia realiza limpeza de bueiros em rodovia federal para prevenir alagamentos e erosões.

DNIT faz limpeza de bueiros em BRs de Rondônia para evitar danos nas estradas

0
Serviço preventivo busca evitar alagamentos, erosões e prejuízos ao pavimento em rodovias federais.
Placa irregular é verificada pela PRF durante fiscalização em rodovia federal.

Motorista é levado à delegacia após placa irregular ser identificada pela PRF

0
PRF identificou que a placa usada no veículo não correspondia à numeração original.
Documento falso é verificado pela PRF durante fiscalização que identificou foragido na BR-153.

PRF detém homem com documento falso e mandado por homicídio na BR-153

0
Passageiro tentou ocultar a identidade e foi localizado durante fiscalização em rodovia federal.
minha casa minha vida em cacoal

Minha Casa Minha Vida em Cacoal abre cadastro para moradia popular

0
Prazo municipal orienta interessados sobre regras, documentos e etapas necessárias para buscar participação no benefício.
Morador acessa serviços online pelo PVH+ para emitir certidões e boletos em Porto Velho.

Porto Velho libera serviços online pelo PVH+ para moradores

0
Plataforma permite emitir certidões, boletos, notas fiscais e consultar protocolos pela internet.