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quarta-feira, junho 24, 2026
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Casos de VSR avançam e ampliam alerta sanitário no país

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Vacina contra vírus sincicial respiratório em atendimento clínico
Profissional de saúde manipula seringa e frasco de vacina em imagem que representa prevenção contra o vírus sincicial respiratório.

Vírus sincicial respiratório entrou no radar das autoridades sanitárias após um boletim da Fundação Oswaldo Cruz indicar cenário de alerta, alto risco ou risco para casos graves de síndromes gripais em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal. O documento também aponta tendência de aumento nas notificações em pelo menos 13 unidades federativas nas próximas semanas, o que amplia a atenção sobre a circulação do VSR no país. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

O avanço do quadro preocupa porque o vírus sincicial respiratório pode atingir pessoas de todas as idades, mas costuma provocar maior impacto em bebês, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Embora muitas infecções se pareçam com um resfriado comum, o VSR pode evoluir para bronquiolite, síndrome respiratória aguda grave e internações hospitalares, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

Painel do alerta epidemiológico

O que sustenta o sinal de atenção em torno do VSR neste momento.

Abrangência
18 estados + DF
Situação de alerta, alto risco ou risco para síndromes gripais graves.
Tendência
13 UFs
Podem registrar crescimento das notificações nas próximas semanas.
Peso entre positivos
19,9%
Foi a prevalência do VSR em casos positivos no período analisado. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

Por que o vírus sincicial respiratório preocupa tanto

Os dados reunidos pela Fiocruz mostram que, entre 29 de março e 4 de abril, a prevalência entre casos positivos foi de 40,8% para rinovírus, 30,7% para Influenza A e 19,9% para o vírus sincicial respiratório. Mesmo não liderando a circulação entre os vírus monitorados, o VSR segue como um dos agentes que mais preocupam por seu potencial de complicação em pessoas frágeis clinicamente. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

De acordo com o Ministério da Saúde, o vírus sincicial respiratório é um vírus comum, mas com maior impacto sobre bebês, idosos e pessoas com condições de saúde que afetam a imunidade. Em determinadas épocas do ano, a circulação se intensifica e pode gerar desde sintomas leves até quadros respiratórios graves, com necessidade de atendimento hospitalar. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

Quem está na zona de maior risco

Bebês e crianças pequenas
Menores de 2 anos, especialmente abaixo de 6 meses, têm maior risco de agravamento.
Prematuros e crianças com comorbidades
Entram nesse grupo crianças com doenças cardíacas, pulmonares e outras condições crônicas.
Idosos e imunossuprimidos
Também enfrentam risco aumentado de hospitalização e complicações respiratórias. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

O Ministério da Saúde também inclui nesse grupo crianças com condições neurológicas, síndrome de Down e anomalias de vias aéreas. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

Transmissão do VSR e sinais que merecem resposta rápida

O vírus sincicial respiratório é transmitido por gotículas respiratórias e pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas. Isso inclui situações simples do dia a dia, como tossir, espirrar, conversar de perto, tocar mãos contaminadas ou levar aos olhos, nariz e boca partículas que ficaram em superfícies e objetos. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

Nos quadros leves, os sintomas mais comuns são coriza, tosse, espirros, febre, congestão nasal e chiado no peito. Já os casos graves exigem mais atenção porque podem apresentar dificuldade para respirar, perda de apetite, sonolência, irritabilidade e até coloração arroxeada da pele, dos lábios ou das extremidades. Em bebês, o VSR pode causar bronquiolite viral aguda, inflamação que atinge as pequenas vias aéreas dos pulmões. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

Escala prática dos sintomas

Quadro mais comum
Sintomas parecidos com resfriado
Coriza, tosse, febre, espirros, congestão nasal e chiado no peito.
Sinais de urgência
Respiração difícil e piora do estado geral
Incluem recusa alimentar, sonolência, irritabilidade e cianose. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

Proteção, vacina e resposta do SUS ao vírus sincicial respiratório

O Ministério da Saúde reforça que não existe medicamento específico para tratar o vírus sincicial respiratório. O manejo clínico depende da gravidade de cada paciente e pode incluir hidratação, controle da febre, lavagem nasal e, nos casos mais severos, internação hospitalar com oxigênio suplementar. Ao mesmo tempo, medidas simples ajudam a reduzir a transmissão, como lavar as mãos, evitar contato com pessoas gripadas, higienizar superfícies, fugir de aglomerações e manter os ambientes ventilados. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

Na frente da proteção, o SUS oferece vacina para gestantes a partir da 28ª semana, com o objetivo de transferir anticorpos ao bebê e reduzir formas graves da doença nos primeiros meses de vida. Para bebês prematuros e crianças com comorbidades, a rede pública também disponibiliza anticorpos monoclonais. O palivizumabe está em transição para o nirsevimabe, que promete proteção por período mais longo com apenas uma dose. Já na rede privada, a vacina Arexvy teve o uso ampliado pela Anvisa para adultos a partir de 18 anos. :contentReference[oaicite:11]{index=11}

Linha de proteção contra o VSR

Gestante
Vacinação a partir da 28ª semana
Recém-nascido
Recebe proteção passiva pela placenta
Bebês vulneráveis
Anticorpos monoclonais pelo SUS
Adultos
Arexvy ampliada na rede privada

Com a tendência de alta nas notificações, o avanço do vírus sincicial respiratório reforça uma mensagem prática: sintomas persistentes em bebês, idosos e pacientes frágeis não devem ser banalizados. O cenário atual exige vigilância das famílias, busca rápida por atendimento diante dos sinais de piora e mais atenção às estratégias de prevenção e imunização disponíveis. :contentReference[oaicite:12]{index=12}

Fonte da notícia: Agência Brasil

Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil

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escalas de trabalho no brasil
Imagem mostra trabalhadora em ambiente de escritório durante expediente, em contexto de debate sobre escalas de trabalho no Brasil.

Escalas de trabalho no Brasil voltaram ao centro do debate público após o avanço de propostas no Congresso e de um projeto do governo federal contra o modelo 6×1. No entanto, a discussão não se limita à escala mais criticada: outros formatos já são usados no país e afetam diretamente a rotina, o descanso e a remuneração dos trabalhadores.

Previstas na legislação trabalhista ou adotadas com respaldo em acordo coletivo, essas jornadas organizam de formas diferentes os dias de serviço e as folgas. Embora todas devam respeitar limites legais, as escalas de trabalho no Brasil têm efeitos muito distintos sobre o tempo livre, o desgaste físico e a previsibilidade da vida pessoal.

Debate atual
6×1 em foco
Governo e Congresso discutem mudanças na jornada semanal.
Limite legal
44 horas
É o teto semanal que orienta a maior parte dos regimes.
Modelos citados
4 formatos
6×1, 5×2, 4×3 e 12×36 concentram a maior atenção no país.

Como funcionam as escalas de trabalho no Brasil

Na prática, o que diferencia um regime do outro é a combinação entre dias consecutivos de trabalho e tempo de descanso. As escalas de trabalho no Brasil mais conhecidas são 6×1, 5×2, 4×3 e 12×36. Cada uma tem impacto próprio sobre jornada diária, folgas e necessidade de negociação entre empresa e trabalhadores.

Calendário semanal sendo marcado por trabalhador em rotina de trabalho no escritório
Imagem representa o controle da jornada de trabalho e organização de dias úteis e folgas no Brasil.
6×1

Seis dias de trabalho e um de folga. Para fechar 44 horas, a jornada costuma ficar perto de 7h20 por dia.

5×2

Cinco dias de serviço e dois de descanso. A carga pode chegar a 8h48 por dia para somar 44 horas semanais.

4×3 e 12×36

O 4×3 exige mais cautela por causa do limite diário. Já o 12×36 é comum em saúde e segurança, com 12 horas de trabalho seguidas por 36 de descanso.

No caso da escala 6×1 e da 5×2, especialistas apontam que elas podem ser previstas diretamente no contrato, desde que respeitem os limites constitucionais. Já o regime 12×36 ganhou respaldo legal mais claro após a reforma trabalhista de 2017. A escala 4×3, por sua vez, não tem previsão específica e normalmente depende de acordo ou convenção coletiva.

Isso significa que nem todas as escalas de trabalho no Brasil têm a mesma flexibilidade de adoção. Em alguns casos, a empresa pode organizar a jornada no contrato. Em outros, precisa negociar formalmente para evitar extrapolar o teto diário permitido pela legislação.

O que muda no pagamento e nas folgas

A escala não altera o salário-base por si só, mas muda a forma de calcular horas extras e adicionais. Nas jornadas 6×1 e 5×2, o tempo além do previsto deve ser pago com adicional mínimo legal.

No regime 12×36, feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno já entram na lógica de compensação do próprio sistema. Nessa hipótese, horas extras só aparecem quando o expediente ultrapassa as 12 horas previstas.

Independentemente do modelo, o trabalhador mantém direito ao descanso semanal remunerado. Além disso, a Justiça do Trabalho vem exigindo folga dominical periódica para setores autorizados a funcionar aos domingos.

Quais direitos continuam garantidos

Mesmo com diferenças entre as escalas de trabalho no Brasil, alguns direitos não podem ser reduzidos. Entre eles estão salário mínimo, FGTS, 13º salário, férias com adicional de um terço, descanso semanal remunerado, proteção ao salário e normas de saúde e segurança.

Também há pontos sensíveis na prática empresarial. Os problemas mais comuns incluem falta de descanso semanal, desrespeito ao intervalo intrajornada, pagamento insuficiente de horas extras, folgas dominicais irregulares e compensações sem acordo válido. Quando há irregularidade, o trabalhador pode procurar o RH, o sindicato, o Ministério do Trabalho ou a Justiça.

Leitura final
Escala interfere diretamente na qualidade de vida

Especialistas destacam que jornadas com folgas maiores podem melhorar a recuperação física e mental, desde que não tragam turnos excessivos ou desorganização da vida pessoal.

Por isso, o debate sobre escalas de trabalho no Brasil vai além da matemática da carga horária: ele envolve saúde mental, previsibilidade, convívio familiar e sustentabilidade da rotina de quem trabalha.

Com a discussão legislativa aquecida, entender as diferenças entre 6×1, 5×2, 4×3 e 12×36 se tornou essencial. Mais do que nomes técnicos, esses modelos ajudam a definir quanto tempo o trabalhador terá para descansar, conviver com a família e recuperar a saúde ao longo da semana.

Fonte da notícia: G1

Comissão aprova retorno de cidade e estado nas placas de carros

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Instalação de placa veicular em unidade do Detran reforça debate sobre retorno da identificação regional no Brasil

Placas com cidade e estado podem voltar ao padrão brasileiro após a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Lei 3214/23. A proposta altera o modelo atual do Mercosul e reabre um debate que mistura fiscalização, identidade regional e impacto prático para motoristas.

O texto prevê a inclusão do município, do estado de registro e até da bandeira da unidade da federação nas placas. Embora a mudança ainda dependa de novas etapas no Congresso e de regulamentação do Contran, ela já chama atenção por exigir um novo desenho de placa e por mexer em uma padronização adotada nacionalmente desde 2018.

Entenda o projeto

O que muda se as placas com cidade e estado avançarem

Mudança central
Cidade, estado e bandeira
O projeto restabelece a identificação regional visível nas placas dos veículos.
Efeito imediato
Novo modelo de placa
O padrão Mercosul atual não comporta essa informação visível do jeito proposto.
Prazo previsto
12 meses de adaptação
A obrigatoriedade, se aprovada, só valeria depois de um ano da publicação da lei.
Para quem pesa
Novos emplacamentos
A troca não seria automática para toda a frota já registrada no país.

Por que o projeto das placas com cidade e estado ganhou força

O argumento central dos defensores é que a identificação regional visível pode facilitar a leitura imediata por agentes públicos em abordagens, fiscalizações e investigações envolvendo infrações de trânsito, roubos e furtos. O parecer favorável na comissão também sustenta que a proposta resgata um componente simbólico das placas brasileiras: a percepção de origem do veículo.

placa mercosul com cidade e estado sao paulo brasil em destaque no carro
Placa veicular com identificação de cidade e estado destaca possível mudança no padrão adotado no Brasil

Na prática, porém, a mudança não se limita a um detalhe gráfico. O retorno das placas com cidade e estado significaria revisar o padrão adotado com o Mercosul, o que abre discussões sobre compatibilidade técnica, custo operacional e necessidade real diante dos sistemas eletrônicos já usados hoje por órgãos de trânsito e segurança.

Tramitação

Onde o projeto está e o que ainda falta

Etapa 1
Aprovação em comissão
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara deu parecer favorável ao texto.
Etapa 2
Análise na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça ainda vai avaliar constitucionalidade e juridicidade.
Etapa 3
Congresso e sanção
Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa de aprovação legislativa completa e sanção presidencial.

Especialistas contestam a utilidade operacional da medida

O ponto mais delicado da discussão está justamente no uso prático das placas com cidade e estado. Segundo a avaliação técnica citada pela reportagem, agentes de trânsito e forças de segurança já operam com bases integradas de consulta, sistemas estaduais e recursos de leitura automática de placas, o que reduz a dependência da identificação visual impressa.

Esse contraponto enfraquece a tese de que a medida, sozinha, traria ganho expressivo de eficiência. Ao mesmo tempo, o relator do projeto acrescenta um argumento que vai além da fiscalização: a volta da identificação regional também teria valor cultural, identitário e de percepção local sobre veículos “de fora”.

Argumento favorável

Leitura regional visível

Defensores afirmam que a exibição de cidade e estado pode facilitar abordagens rápidas, reforçar a identificação de origem e recuperar um sentido de pertencimento regional nas ruas.

Dúvida técnica

Sistemas já entregam esses dados

Críticos sustentam que a informação já está disponível de forma instantânea em bancos de dados e tecnologias como OCR, o que reduz o ganho concreto da alteração física na placa.

Quando as placas com cidade e estado poderiam afetar motoristas

Se a proposta avançar, a nova regra não atingirá automaticamente todos os veículos em circulação. O texto indica que a obrigatoriedade valeria para veículos emplacados após um prazo de 12 meses da publicação da lei, sem impor substituição imediata das placas atuais para quem já está regularizado.

veiculos trafegam em rodovia brasileira em meio a debate sobre placas com cidade e estado
Fluxo de carros e caminhões em rodovia reforça o alcance nacional da discussão sobre placas com cidade e estado

Mesmo assim, a mudança pode alterar rotinas futuras de registro e transferência. Como o modelo Mercosul não admite a inclusão da cidade, do estado e da bandeira na forma antiga, a implementação exigiria nova regulamentação técnica do Contran e possivelmente abriria novos custos logísticos em situações de propriedade, emplacamento e mudança de município.

Impacto prático

Quem pode ser afetado se a regra sair do papel

1
Novos veículos e novos registros
São os primeiros a sentir a mudança caso a lei seja aprovada e regulamentada.
2
Detrans, emplacadoras e fiscalização
A cadeia operacional teria de se adaptar a novo padrão visual e técnico.
3
Motoristas em futuras trocas cadastrais
Mudanças de propriedade ou município podem ganhar nova complexidade dependendo da regulamentação final.

O debate, portanto, não gira apenas em torno de nostalgia ou estética. A volta das placas com cidade e estado envolve uma escolha entre reforçar a identificação regional visível e manter a lógica atual baseada em integração eletrônica, padrão internacional e menor necessidade de substituições físicas na frota.

Enquanto o texto segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça, o tema continua mobilizando dois campos bem definidos: de um lado, a defesa da visibilidade territorial nas placas; de outro, a avaliação de que o sistema atual já entrega as informações necessárias com mais precisão e menor impacto estrutural.

Fonte da notícia:
CNN Brasil

Em 2025, maioria das agressões contra mulheres aconteceu dentro de casa

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Mulher em ambiente doméstico escuro, em posição de vulnerabilidade, ilustrando violência doméstica e agressões contra mulheres
Cena simbólica mostra mulher em silêncio dentro de casa, contexto que concentra a maior parte das denúncias de violência contra mulheres.

As agressões contra mulheres continuam avançando no Brasil e os dados de 2025 mostram um retrato duro da violência: o lugar mais perigoso para muitas vítimas segue sendo a própria casa. O novo balanço do Ligue 180, divulgado pelo Ministério das Mulheres, reforça que o ambiente doméstico permanece como principal cenário das denúncias registradas no país.

Ao longo do ano, a central recebeu 1.088.900 atendimentos, quase 3 mil por dia, e contabilizou 155.111 denúncias de violência. Mais do que o volume, chama atenção a repetição dos casos: quase um terço das mulheres relatou sofrer agressões diariamente, enquanto uma parcela expressiva convive com essa situação há mais de um ano.

Ponto central da matéria

Onde as agressões contra mulheres acontecem

Residência da vítima
40,76%
É o local mais citado nas denúncias recebidas pelo Ligue 180.
Casa compartilhada
28,58%
O convívio com o suspeito reforça o peso do ambiente doméstico.
Casa do agressor
5,39%
Também aparece entre os cenários apontados nos registros.
Via pública
2,96%
Percentual bem menor do que o registrado dentro de casa.
Somados, os ambientes domésticos concentram quase 70% das denúncias, o dado mais forte do balanço.

Esse recorte torna a leitura da matéria mais clara: o problema não está disperso. As agressões contra mulheres se concentram justamente no espaço em que deveria existir proteção, privacidade e segurança. Isso ajuda a explicar por que tantas vítimas enfrentam dificuldade para pedir socorro, romper o ciclo de violência e acessar a rede de apoio.

Mulher com hematoma no rosto e mão cobrindo a boca, imagem que simboliza agressões contra mulheres e violência doméstica
Imagem simbólica retrata mulher com sinais de agressão e silêncio forçado, em referência à violência doméstica contra mulheres.

Além da localização das ocorrências, o balanço mostra crescimento do uso da central. O número total de atendimentos subiu 45% em comparação ao ano anterior, enquanto as denúncias de violência tiveram alta de 17,4%. Em média, foram 425 denúncias por dia, um volume que pressiona os canais de acolhimento e reforça a dimensão cotidiana do problema.

Escala do atendimento
1,08 milhão
Foi o total de atendimentos realizados pela central em 2025, quase 3 mil por dia.
155.111 denúncias de violência contra mulheres foram registradas.
66,3% das denúncias partiram da própria vítima.
16,9% chegaram de forma anônima, enquanto 16,8% vieram de terceiros.

Persistência transforma agressões contra mulheres em rotina

Os dados ganham ainda mais gravidade quando o foco se volta para a frequência das ocorrências. Em 31,86% das denúncias, a violência acontece todos os dias. Já em 20,91% dos registros, a vítima informou conviver com as agressões há mais de um ano. Isso mostra que as agressões contra mulheres seguem menos como episódios isolados e mais como uma rotina marcada por medo, controle e repetição.

Ritmo das agressões
31,86% ocorrem diariamente
8,10% acontecem semanalmente
1,82% foram registradas como mensais
20,91% das vítimas relataram viver essa violência há mais de um ano

O perfil das vítimas também ajuda a entender quem está mais exposta. Mulheres negras, somando pretas e pardas, concentraram mais de 43% das denúncias. A faixa de 26 a 44 anos reuniu 37,19% dos registros. Esse recorte indica que a violência atravessa a vida adulta de forma intensa e atinge com mais força grupos historicamente mais vulneráveis.

Entre os tipos de violação, a violência psicológica liderou com quase metade dos registros, seguida pela violência física. Também apareceram casos de violência patrimonial, sexual, sequestro e cárcere privado. Como uma única denúncia pode reunir mais de uma forma de abuso, o sistema registrou 679.058 violações a partir das 155,1 mil denúncias recebidas em 2025.

O balanço ainda destacou a violência vicária, quando o agressor usa filhos, parentes ou pessoas próximas para causar sofrimento psicológico à mulher. Somente em 2025, foram mais de 7 mil denúncias desse tipo. Nos primeiros meses de 2026, a participação desses casos já aumentou, o que mostra como as agressões contra mulheres também se adaptam e assumem formas mais cruéis.

Como denunciar e buscar ajuda

Canal principal
Ligue 180
Atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Outros caminhos
190, Disque 100, Deam e Casas da Mulher
A denúncia pode ser feita pela vítima ou por qualquer pessoa que presencie a violência.

Os números do primeiro trimestre de 2026 indicam que o problema segue pressionando a rede de proteção, com aumento nas denúncias e nos atendimentos. Por isso, acompanhar as agressões contra mulheres por meio do Ligue 180 ajuda não só a medir a dimensão do problema, mas também a orientar políticas públicas, ações preventivas e respostas mais rápidas.

No fim das contas, o balanço deixa uma mensagem difícil de ignorar: quando a casa se transforma em cenário recorrente de medo, a violência deixa de ser apenas um caso individual e passa a exigir mobilização permanente do Estado e da sociedade. Enquanto as agressões contra mulheres continuarem se repetindo no cotidiano, denunciar, acolher e interromper esse ciclo seguirá sendo uma urgência pública.

Fonte da notícia: Agência Brasil

Doenças cardiovasculares: Vida Plena explica como proteger o coração

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Doenças cardiovasculares em debate no programa Vida Plena com especialistas e coração em destaque
Especialistas do Vida Plena explicam como prevenir doenças cardiovasculares com checkup, atividade física e mudança de hábitos.

Doenças cardiovasculares estão entre as principais ameaças à saúde no Brasil e podem avançar de forma silenciosa antes de provocar sintomas graves.

No programa Vida Plena, especialistas explicam como proteger o coração com informação, acompanhamento médico, atividade física e mudanças possíveis na rotina. Participam do debate o cardiologista Dr. João Paulo Furcin, o cirurgião vascular Dr. George Kalil e o profissional de educação física Dani Ferreira.

▶️ Ative o som e assista ao primeiro bloco

Entenda o que são doenças cardiovasculares, quais sinais merecem atenção e por que a prevenção começa antes da dor aparecer.

Doenças cardiovasculares podem ser silenciosas

No primeiro bloco, os especialistas explicam que as doenças cardiovasculares atingem o coração e os vasos sanguíneos, podendo afetar carótidas, pernas e circulação geral. O alerta principal é que muitos sinais começam discretos, como cansaço, perda de resistência, dor ao caminhar ou desconforto no peito.

Fatores de risco exigem mudança de atitude

O segundo bloco aborda os fatores que mais aumentam o risco cardiovascular, como cigarro, hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, obesidade e histórico familiar. Os convidados destacam que o tratamento médico é fundamental, mas não substitui a responsabilidade diária com alimentação, movimento e checkups regulares.

▶️ Assista também ao segundo bloco

Veja como cigarro, pressão alta, diabetes, colesterol e sedentarismo podem antecipar complicações graves.

Jovens também precisam cuidar do coração

No terceiro bloco, o programa mostra que os riscos não estão restritos aos idosos. Estresse, cigarro eletrônico, má alimentação, álcool, uso de substâncias e exercícios sem orientação também podem afetar jovens. A mensagem central é que saúde cardiovascular depende de constância, acompanhamento e escolhas repetidas todos os dias.

▶️ Assista ao terceiro bloco

Entenda por que atividade física, caminhada e reabilitação ajudam na prevenção e no tratamento.

Prevenção começa com escolhas simples

Ao longo do programa, os especialistas reforçam que prevenir doenças cardiovasculares envolve abandonar o cigarro, controlar pressão, glicemia e colesterol, buscar orientação médica e incluir atividade física moderada na rotina. Caminhada, organização e disciplina podem fazer diferença real na qualidade de vida.

Leia também

Para mais informações oficiais sobre prevenção e cuidado com a saúde, veja também conteúdos do Ministério da Saúde.

Viaturas blindadas de RO são expostas em feira internacional de segurança

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viaturas blindadas de rondônia
Veículo semi-blindado da Polícia Militar de Rondônia é exibido em ambiente de feira internacional com foco em tecnologia e segurança.

As viaturas blindadas de Rondônia passaram a ocupar vitrine internacional nesta semana com a exposição dos novos veículos semi-blindados na LAAD Security & Defence / LAAD Security Milipol Brazil 2026, realizada em São Paulo. A apresentação reforça a estratégia do governo estadual de associar investimento em tecnologia, proteção policial e modernização institucional em um dos principais eventos do setor na América Latina.

Ao levar as viaturas blindadas de Rondônia para a feira, o estado busca projetar sua política de segurança para além do território local. O material divulgado aponta que o evento reúne governos, forças policiais, Forças Armadas e empresas nacionais e internacionais, criando um ambiente de demonstração tecnológica, troca de experiências e apresentação de soluções voltadas à proteção da sociedade.

Evento
LAAD 2026
Feira internacional de segurança e defesa realizada em São Paulo.
Frota
46 SUVs
Veículos com blindagem parcial adquiridos para operações sensíveis.
Investimento
R$ 16,3 mi
Aporte informado pelo governo para reforçar capacidade de resposta policial.
Função
Alto risco
Uso pensado para ocorrências complexas e áreas com maior sensibilidade operacional.

Viaturas blindadas de Rondônia entram no radar regional

A participação na LAAD 2026 dá às viaturas blindadas de Rondônia um papel simbólico importante. Mais do que exibir veículos, o estado tenta se posicionar como referência regional em investimento estratégico na área de segurança. O discurso oficial sustenta que a exposição fortalece a inovação, valoriza a segurança pública e projeta boas práticas que podem ser observadas por outros estados brasileiros e países latino-americanos.

Leitura estratégica
Por que a exposição importa
Visibilidade institucional: o estado usa a feira para mostrar capacidade de investimento e presença no debate nacional de segurança.
Demonstração técnica: os veículos são apresentados como solução voltada a operações com maior risco e exigência de proteção.
Sinal político: a vitrine internacional reforça a narrativa de modernização das forças de segurança em Rondônia.

Segundo o material oficial, o investimento nas viaturas blindadas de Rondônia soma R$ 16.340.580 para a aquisição de 46 veículos do tipo SUV com blindagem parcial, chamados de “viaturas escudo”. A proposta é ampliar a segurança em operações de alto risco, elevar a eficiência das ações e reduzir a exposição de policiais em ocorrências mais complexas.

O secretário da Sesdec, Hélio Pachá, destacou que o processo de compra passou por validação de protótipo, testes balísticos e avaliações dinâmicas, com acompanhamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Esse trecho ajuda a sustentar a narrativa de que as viaturas blindadas de Rondônia não foram tratadas apenas como aquisição patrimonial, mas como equipamento submetido a critérios técnicos antes de entrar na linha de frente.

Processo técnico

Como as viaturas passaram da validação à vitrine internacional

A apresentação oficial destaca uma sequência de etapas técnicas usadas para certificar os veículos antes da exposição e da futura atuação em operações sensíveis.

Etapa 1
Protótipo validado

O modelo inicial passou por validação para confirmar aderência às exigências do projeto e às condições previstas para uso operacional.

Etapa 2
Testes balísticos

A blindagem parcial foi submetida a verificações balísticas para medir o nível de proteção prometido para ocorrências de maior risco.

Etapa 3
Avaliações dinâmicas

Os veículos também passaram por avaliações em movimento para observar desempenho, estabilidade e resposta em condições de uso tático.

Etapa 4
Acompanhamento federal

Segundo a divulgação oficial, o processo contou com acompanhamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o que reforça o peso técnico e institucional atribuído à aquisição. 

Modernização e proteção como discurso central

Na prática, a exposição das viaturas blindadas de Rondônia funciona em duas frentes. De um lado, comunica reforço estrutural para a atuação policial. De outro, transforma a compra em ativo de imagem para o governo estadual, que passa a associar segurança pública à inovação, à capacidade de resposta e à preservação da vida. Em um ambiente de feira internacional, esse tipo de sinalização ganha peso político e institucional.

Impacto operacional
Mais proteção em ocorrências complexas e maior presença em áreas estratégicas

O conteúdo oficial aponta que os veículos ampliam a capacidade de resposta, reduzem riscos operacionais e elevam a eficiência das ações. Com isso, as viaturas blindadas de Rondônia passam a ser apresentadas não só como reforço de frota, mas como parte de um movimento de modernização das forças de segurança.

Ao final, a mensagem central da divulgação é clara: Rondônia quer ser vista como estado que investe em proteção para os agentes, melhora suas condições de atuação e busca reconhecimento por isso. A presença das viaturas blindadas de Rondônia na LAAD 2026 amplia esse alcance e transforma uma entrega de equipamentos em vitrine institucional para a política estadual de segurança.

 

Programa do governo para reforma de moradias amplia acesso ao crédito

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reforma casa brasil
Ampliação do crédito e redução dos juros devem facilitar reformas em moradias populares atendidas pelo programa.

Reforma Casa Brasil ganhou novas regras e passou a oferecer crédito maior, juros menores e prazo ampliado para famílias que precisam reformar a moradia. O anúncio do governo federal feito nesta quarta-feira (15) aumenta o alcance da linha voltada a obras em casas populares e tenta facilitar o acesso de quem precisa melhorar a estrutura do imóvel sem recorrer a modalidades mais caras de financiamento.

Pelas mudanças anunciadas, o programa eleva o teto de renda familiar de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil, aumenta o valor máximo financiado de R$ 30 mil para R$ 50 mil e alonga o prazo de pagamento de 60 para 72 meses. Além disso, o governo reduziu as taxas de juros e informou que o Fundo Garantidor da Habitação Popular passará a cobrir todos os contratos realizados dentro da iniciativa.

Teto de renda
R$ 13 mil
Limite sobe e amplia o grupo de famílias aptas a pedir o financiamento.
Valor máximo
R$ 50 mil
Crédito maior dá mais fôlego para obras mais amplas ou estruturais.
Prazo
72 meses
Pagamento mais longo tende a reduzir a pressão das parcelas no orçamento.
Juros
0,99% ao mês
Nova taxa passa a valer tanto para a faixa menor quanto para a renda acima de R$ 3,2 mil.

O que muda no Reforma Casa Brasil

Na prática, o Reforma Casa Brasil passa a atender um público mais amplo. Antes, a linha estava restrita a uma renda menor e a um limite de financiamento mais curto para quem precisava reformar telhado, piso, instalações elétricas, hidráulica ou ampliar pequenos espaços da casa. Agora, com o novo teto de renda, mais famílias entram no grupo apto a buscar o crédito.

Antes e depois
Renda familiar
Antes
Até R$ 9,6 mil
Agora
Até R$ 13 mil
Financiamento
Antes
R$ 30 mil
Agora
R$ 50 mil
Prazo
Antes
60 meses
Agora
72 meses
Juros
Antes
1,17% ou 1,95% ao mês
Agora
0,99% ao mês 

O governo informou ainda que o fundo garantidor passará a cobrir todos os financiamentos do programa. Esse ponto tende a dar mais segurança para a operação do crédito. Mesmo assim, o desenho operacional completo ainda não foi detalhado, o que significa que etapas, exigências e fluxo de contratação devem ser explicados mais adiante pela Caixa.

Como o Reforma Casa Brasil pode ser usado

Segundo o material divulgado, o Reforma Casa Brasil foi criado a partir do diagnóstico de que o problema habitacional não envolve apenas a falta de moradia, mas também a inadequação das casas já existentes. Por isso, o crédito pode ser usado tanto para comprar materiais quanto para pagar mão de obra e serviços técnicos ligados à obra.

Onde o crédito pode entrar na reforma
Materiais
Compra de itens para melhorar estrutura, acabamento e funcionalidade do imóvel.
Mão de obra
Pagamento de profissionais responsáveis pela execução dos serviços na residência.
Serviços técnicos
Projetos e acompanhamento de obra, quando a reforma exigir apoio especializado.

Esse desenho reforça o caráter social do programa. Em vez de focar só na construção de novas unidades, o governo também mira a recuperação de imóveis que já existem, mas que precisam de melhorias para oferecer mais segurança, conforto e habitabilidade. Em ano eleitoral, a medida amplia o alcance de uma política com forte apelo popular e grande visibilidade.

Ponto de atenção
O anúncio avançou, mas faltam regras operacionais

O governo confirmou a ampliação do Reforma Casa Brasil, mas ainda não detalhou como a nova etapa vai funcionar no dia a dia da contratação.

Para quem pretende buscar o crédito, a expectativa agora recai sobre os procedimentos da Caixa Econômica Federal, que opera o programa e deverá esclarecer documentação, fluxo de análise e liberação dos recursos.

No cenário atual, o Reforma Casa Brasil chega com potencial para ampliar o acesso ao crédito habitacional de pequena e média escala. A combinação de juros menores, valor mais alto e prazo estendido pode tornar a reforma viável para famílias que, até aqui, estavam fora da linha ou não conseguiam encaixar as parcelas no orçamento.

O efeito concreto, porém, dependerá da regulamentação prática e da velocidade de implementação. Até lá, o anúncio já sinaliza uma guinada importante: o Reforma Casa Brasil deixa de ser uma linha mais restrita e passa a ocupar espaço maior na estratégia federal voltada à melhoria das moradias populares.

Fonte da notícia: G1

Estudo revela falhas graves de IA em consultas médicas

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IAs falham em consultas de saúde
Estudo aponta que IAs falham em consultas de saúde e levantam preocupação entre especialistas sobre uso em diagnósticos

IAs falham em consultas de saúde em cerca de 50% dos casos analisados por pesquisadores que avaliaram respostas de chatbots usados para orientar usuários sobre sintomas, prevenção e tratamento. O estudo, publicado na revista científica BMJ Open, reforça o alerta sobre o uso crescente dessas ferramentas em decisões médicas que exigem precisão e contexto clínico.

Tela de notebook com perguntas sobre saúde feitas a inteligência artificial, representando dúvidas médicas e uso de chatbot
Perguntas comuns sobre sintomas e saúde feitas a IA mostram como usuários recorrem a chatbots para orientação médica

Com a popularização das inteligências artificiais generativas, milhões de pessoas passaram a recorrer a plataformas como ChatGPT, Gemini, Meta AI, Grok e DeepSeek para tirar dúvidas de saúde. No entanto, quando IAs falham em consultas de saúde, o risco vai além de um erro simples: a resposta pode induzir decisões inadequadas e criar falsa sensação de segurança.

Leitura rápida

Os números centrais do estudo

A análise avaliou o desempenho de diferentes IAs em perguntas sobre saúde.

Resultado central
50%
respostas problemáticas

Metade do conteúdo analisado apresentou falhas relevantes.

Faixa crítica
20%
alto potencial de dano

Parte das respostas foi classificada como altamente problemática.

Base da análise
250
perguntas avaliadas

Os pesquisadores compararam a qualidade das respostas produzidas pelas ferramentas.

IAs falham em consultas de saúde com excesso de confiança

Um dos pontos mais preocupantes é o tom adotado pelos sistemas. Mesmo quando erram ou simplificam demais uma questão médica, os chatbots costumam responder de forma segura, direta e aparentemente definitiva. Isso reduz a percepção de risco e pode levar o usuário a confiar no conteúdo sem checagem adicional.

Das 250 perguntas feitas pelos pesquisadores, apenas duas não foram respondidas, ambas pela Meta AI. Na prática, isso mostra que a maioria das plataformas prefere responder mesmo quando não tem base sólida suficiente para orientar uma dúvida sensível.

⚠️ Quatro riscos no uso da IA para saúde

O problema não está só no erro, mas no modo como a resposta é entregue ao usuário.

Risco 1
Diagnóstico sem base clínica

A ferramenta pode sugerir condutas sem examinar o paciente nem conhecer seu histórico.

Risco 2
Fontes inventadas

O estudo encontrou referências incompletas ou fabricadas, o que compromete a credibilidade da resposta.

Risco 3
Excesso de confiança

Mesmo quando erra, a IA tende a soar convincente e segura.

Risco 4
Linguagem difícil

Respostas complexas podem dificultar escolhas mais seguras para o público comum.

Por que IAs falham em consultas de saúde

Segundo os pesquisadores, parte do problema está na base de dados usada no treinamento. As plataformas aprendem com grandes volumes de textos públicos da internet, incluindo fóruns e redes sociais, onde nem toda informação tem validação científica rigorosa.

Esse cenário favorece o chamado falso equilíbrio: opiniões sem comprovação podem aparecer ao lado de informações médicas sustentadas por evidências. Quando IAs falham em consultas de saúde, essa mistura de fontes ajuda a explicar por que respostas frágeis podem ganhar aparência de orientação confiável.

🧬 Onde a IA vai melhor e onde falha mais

O desempenho não é igual em todos os temas avaliados.

Melhor desempenho
Temas consolidados

Perguntas sobre câncer e vacinas tiveram respostas mais estáveis.

Maior imprudência
Temas sensíveis

Nutrição, performance atlética e células-tronco aparecem entre os pontos mais frágeis.

Falha estrutural
Sem discernimento clínico

A IA não examina o paciente nem interpreta individualidades médicas com segurança.

Expansão do mercado amplia o alerta

Apesar das limitações, o mercado de IA aplicada à saúde segue em rápida expansão. A reportagem destaca que mais de 200 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde e bem-estar ao ChatGPT semanalmente, enquanto empresas lançam novos recursos voltados ao setor.

Esse avanço, porém, não elimina os limites técnicos e éticos. As IAs generativas não são licenciadas para fornecer aconselhamento médico e não substituem a avaliação humana. Se IAs falham em consultas de saúde com essa frequência, o uso isolado dessas respostas exige cautela redobrada.

Uso responsável

📌 Como o leitor deve agir diante dessas respostas

O uso mais seguro é tratar a IA como apoio inicial de informação, nunca como decisão final em saúde.

Leitura prática
1. Verifique a origem
Desconfie de respostas sem referência clara.
2. Não trate como diagnóstico
A IA não substitui exame, histórico clínico nem avaliação médica.
3. Procure um profissional
Sintomas persistentes e decisões de tratamento exigem acompanhamento qualificado.

IAs falham em consultas de saúde porque não possuem discernimento clínico nem responsabilidade profissional. Elas podem organizar informações e explicar conceitos, mas continuam inadequadas para substituir a consulta médica em situações reais.

Fonte da notícia:
Metrópoles

PF prende criador da Choquei em ação contra esquema bilionário

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Operação Narco Fluxo colocou a Polícia Federal no centro de uma ofensiva contra uma organização criminosa suspeita de movimentar ilegalmente mais de R$ 1,6 bilhão em diferentes estados do país. A Operação Narco Fluxo desta quarta-feira ampliou a repercussão do caso ao atingir nomes conhecidos nas redes sociais e no meio artístico, incluindo o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

Segundo as informações disponíveis no material-base, a Operação Narco Fluxo apura um esquema de lavagem de dinheiro com uso de criptoativos e também de transporte de valores em espécie. A ação cumpre 84 mandados em nove estados e no Distrito Federal, o que dá dimensão nacional ao caso e reforça o peso da investigação federal. O texto também cita o empresário e influenciador Chrys Dias entre os alvos mencionados.

Raio x da operação
Mandados
84
Ação simultânea em vários pontos do país, com buscas e prisões.
Valor sob apuração
R$ 1,6 bi
Montante que teria sido movimentado ilegalmente, segundo a investigação.
Abrangência
9 estados e DF
O alcance territorial mostra uma investigação de escala nacional.
Métodos citados
Cripto e espécie
A suspeita envolve movimentação com criptoativos e transporte de dinheiro vivo.

Operação Narco Fluxo expõe o alcance nacional da investigação

A Operação Narco Fluxo ganhou repercussão imediata porque a lista de nomes citados reúne artistas e influenciadores com grande alcance digital. No caso de Raphael Sousa Oliveira, o arquivo informa que ele foi preso em Goiânia e também é alvo de mandado de busca e apreensão. O material destaca ainda que ele administra um perfil com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram, o que ampliou o interesse público em torno da ofensiva da PF.

Raphael Sousa Oliveira criador da página Choquei durante registro pessoal em ambiente externo
Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, citado na Operação Narco Fluxo da Polícia Federal.

Ao mesmo tempo, o texto-base traz um cuidado importante: até o momento, não há informações sobre o grau de envolvimento dele no esquema investigado. Esse ponto é essencial porque separa o fato confirmado da etapa ainda em apuração. Em uma cobertura de forte impacto, a cautela com esse tipo de distinção ajuda a manter a notícia ancorada no que foi efetivamente informado e evita conclusões precipitadas antes de novos detalhes oficiais.

Nomes mencionados
Raphael Sousa Oliveira, MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Chrys Dias
O que amplia o impacto do caso: quando a investigação atinge figuras de grande visibilidade pública, o caso deixa de ser apenas policial e passa também a ocupar o centro do debate nas redes, na imprensa e entre os seguidores dessas personalidades.

Operação Narco Fluxo mira suspeita de lavagem com criptoativos

O núcleo da apuração está na suspeita de que a organização usava mecanismos financeiros para dificultar o rastreamento do dinheiro. A referência a criptoativos e ao transporte de valores em espécie indica uma estrutura que, segundo a investigação, poderia combinar circulação digital e física de recursos. Esse tipo de engrenagem costuma ampliar a complexidade do trabalho policial, porque exige cruzamento de dados, rastreio patrimonial e análise de conexões entre pessoas e movimentações financeiras.

Nesse contexto, a Operação Narco Fluxo não chama atenção apenas pelos nomes conhecidos entre os alvos, mas pela escala do esquema sob suspeita. O valor citado no material-base, superior a R$ 1,6 bilhão, sugere uma investigação de grande porte. Além disso, a execução simultânea dos mandados em várias unidades da federação reforça a hipótese de uma rede com atuação ampla, articulada e interestadual.

⏱️

Sequência factual do caso

Deflagração: a PF realiza a operação na manhã desta quarta-feira.

Escala: são 84 mandados cumpridos em nove estados e no Distrito Federal.

Suspeita central: movimentação ilegal superior a R$ 1,6 bilhão com uso de criptoativos e dinheiro em espécie.

Ponto de cautela: o material não detalha, até agora, o grau de envolvimento atribuído ao criador da Choquei.

Caso mistura investigação federal, fama digital e pressão por respostas

A Operação Narco Fluxo também ganhou dimensão pública por atingir nomes com milhões de seguidores e grande circulação de conteúdo nas plataformas digitais. Isso aumenta a pressão por esclarecimentos rápidos, mas também exige atenção redobrada com os fatos já confirmados. Até aqui, o que o material-base sustenta é a existência da operação, o porte bilionário do esquema sob suspeita, a abrangência nacional da ação e a citação dos nomes ligados aos mandados e prisões relatados na notícia.

Nos próximos desdobramentos, a tendência é que a cobertura se concentre em três frentes: o detalhamento sobre a participação individual de cada investigado, a explicação sobre a engrenagem financeira apontada pela PF e os efeitos judiciais da operação. Enquanto essas respostas não chegam, a Operação Narco Fluxo já se consolida como um dos casos policiais de maior repercussão do dia, justamente por reunir investigação financeira, crime organizado e personagens de forte apelo popular.

Próximos desdobramentos
O que ainda precisa ser esclarecido
Papel de cada alvo
A cobertura deve avançar conforme surgirem detalhes sobre a participação atribuída a cada nome citado.
Fluxo do dinheiro
A apuração deve mostrar como os recursos circularam entre ativos digitais e transporte físico de valores.
Efeitos judiciais
Buscas, apreensões e medidas futuras podem ampliar a compreensão sobre a estrutura investigada.

Fonte da notícia:
O Globo

TSE elege Nunes Marques presidente e André Mendonça vice

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Nunes Marques presidente do TSE durante sessão no plenário com urna eletrônica em destaque
Nunes Marques, novo presidente do TSE, durante sessão no plenário onde foi realizada a eleição com urna eletrônica

Nunes Marques presidente do TSE foi a definição tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (14), em sessão que também elegeu o ministro André Mendonça para a vice-presidência da Corte. A nova direção terá papel central na condução das Eleições Gerais de 2026, em um dos momentos institucionais mais sensíveis do calendário político brasileiro.

A escolha ocorreu por meio de votação na urna eletrônica, dentro do próprio plenário do tribunal. Antes da votação, foi impressa a zerésima, confirmando a inexistência de votos registrados. Em seguida, os ministros escolheram entre os números atribuídos aos candidatos, e o resultado final confirmou a eleição de Nunes Marques por 6 votos a 1.

Cenário institucional

O que a nova direção do TSE passa a definir

Definição central

Comando da Corte para o pleito de 2026

A eleição interna define quem ficará à frente da estrutura máxima da Justiça Eleitoral no país durante a preparação e a realização das próximas eleições gerais.

Resultado

6 votos a 1

Impacto

A presidência do TSE concentra liderança administrativa, coordenação eleitoral e forte visibilidade pública.

Nunes Marques presidente do TSE comandará a Corte em ano eleitoral

Nesse contexto, a escolha de Nunes Marques presidente do TSE ganha relevância porque o cargo reúne funções de direção administrativa, representação pública e liderança estratégica em um ciclo eleitoral de alcance nacional. A definição de Nunes Marques presidente do TSE também reforça o protagonismo institucional da Corte no processo que antecede as eleições gerais de 2026.

Por isso, a eleição de Nunes Marques presidente do TSE tem efeito que vai além da rotina administrativa do Judiciário. A escolha projeta desde já a nova liderança da Corte como referência central no debate sobre estabilidade institucional, preparo técnico e credibilidade da eleição de 2026.

Rito da sessão

Como a eleição foi conduzida no plenário

1ª etapa

Impressão da zerésima

O procedimento comprovou que a urna eletrônica iniciou a votação sem qualquer registro prévio.

2ª etapa

Escolha dos números pelos ministros

Os integrantes do tribunal votaram entre os números atribuídos a Nunes Marques e André Mendonça.

3ª etapa

Leitura do boletim de urna

A ministra escrutinadora anunciou o resultado final, com vitória de Nunes Marques por ampla maioria.

Após a votação, a ministra Cármen Lúcia, atual presidente do tribunal, destacou a experiência dos sucessores e a responsabilidade institucional envolvida na nova fase da Corte. Em sua manifestação, ressaltou a confiança na continuidade do trabalho da Justiça Eleitoral e no compromisso histórico do órgão com a cidadania e com a democracia brasileira.

André Mendonça vice-presidente do TSE durante sessão no plenário do tribunal eleitoral
André Mendonça, eleito vice-presidente do TSE, durante sessão no plenário da Corte Eleitoral

Ao agradecer a escolha dos colegas, Nunes Marques afirmou que presidir o TSE representa uma das maiores honras de sua vida. André Mendonça, por sua vez, reforçou o compromisso de colaborar com a gestão e disse que atuará com empenho para que o tribunal tenha uma condução exitosa ao longo do processo eleitoral.

Nova direção

Quem assume o comando do tribunal

A presidência e a vice-presidência passam a ser exercidas por dois ministros do Supremo Tribunal Federal que atualmente integram o TSE.

Presidente eleito

Kassio Nunes Marques

STF desde 2020

Natural de Teresina, foi advogado, juiz do TRE do Piauí, desembargador do TRF-1 e ministro efetivo do TSE desde 2023.

Vice-presidente eleito

André Mendonça

STF desde 2021

Natural de Santos, foi advogado-geral da União, ministro da Justiça e ministro efetivo do TSE desde 2024.

Nunes Marques presidente do TSE amplia peso institucional da Corte

O TSE é composto por, no mínimo, sete ministros. Três são oriundos do STF, dois vêm do Superior Tribunal de Justiça e dois representam a classe dos juristas. Cada integrante exerce mandato de dois anos, com limitação à recondução após dois biênios consecutivos. Essa estrutura reforça o caráter técnico e institucional das decisões adotadas pela Corte.

Nesse contexto, a escolha de Nunes Marques presidente do TSE ganha relevância porque o cargo reúne funções de direção administrativa, representação pública e liderança estratégica em um ciclo eleitoral de alcance nacional. A presidência do tribunal, portanto, não é apenas simbólica: ela se conecta diretamente ao funcionamento do sistema eleitoral e à percepção de estabilidade democrática no país.

Peso da decisão

Por que a eleição interna tem impacto nacional

A nova presidência liderará a preparação institucional das eleições gerais de 2026.

A Corte ficará no centro das decisões sobre organização, segurança jurídica e confiança pública.

O comando do tribunal será acompanhado de perto no calendário político e eleitoral do país.

Com isso, a eleição realizada no plenário do TSE projeta a nova cúpula da Justiça Eleitoral como um dos centros de atenção institucional do Brasil nos próximos meses. A definição da presidência e da vice-presidência organiza desde já a linha de comando da Corte e antecipa o protagonismo do tribunal no processo que culminará no pleito de 2026.

Fonte da notícia: Tribunal Superior Eleitoral

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