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domingo, outubro 25, 2026
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Governo cobra YouTube por vídeos com falsos médicos criados por IA

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Tela exibe avatar de médico gerado por inteligência artificial em vídeo sobre saúde
Imagem editorial representa o uso de inteligência artificial para criar falsos profissionais de saúde em vídeos on-line.

Os falsos médicos por IA entraram na mira do governo federal depois que um levantamento do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, identificou 97 perfis que usavam inteligência artificial para simular médicos ou especialistas no YouTube. A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a plataforma em 4 de setembro e pediu a retirada dos conteúdos identificados ou, conforme o caso, rotulagem e contextualização que deixem clara a natureza artificial dos personagens.

O prazo informado na notificação foi de 72 horas, mas não há confirmação pública de que os 97 perfis tenham sido removidos. Em reportagem publicada na noite de 8 de setembro, o YouTube informou que não comentaria a notificação. Portanto, prazo transcorrido não significa cumprimento integral confirmado, nem autoriza afirmar que todos os vídeos saíram do ar.

Como funcionam os falsos médicos por IA

Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos analisados entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026 usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou outros profissionais de saúde. Os personagens recebem qualificações profissionais fictícias e aparecem em vídeos com linguagem alarmista, promessas de cura e tratamentos sem comprovação científica.

Parte dos perfis mira especialmente a população idosa. Em alguns casos, a suposta autoridade médica também é usada para vender produtos, e-books e serviços pagos. O levantamento não informa que os 97 perfis sejam de Rondônia nem identifica vítimas no estado.

O que está confirmado
LEVANTAMENTO: 97 perfis identificados
MEDIDA: notificação administrativa da AGU
REMOÇÃO TOTAL: sem confirmação pública
POLÍCIA FEDERAL: recebeu informações do levantamento

O que o governo pediu ao YouTube

No caso dos falsos médicos por IA, a notificação foi elaborada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), da AGU. O pedido é para que o YouTube torne indisponíveis os conteúdos especificamente identificados pelo Ministério ou adote, conforme o caso, medidas de rotulagem e contextualização.

A plataforma também foi instada a avaliar canais e vídeos listados no relatório segundo suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético. A notificação administrativa não equivale a ordem judicial, e o prazo de 72 horas não comprova remoção integral.

As informações do levantamento foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina. Esse envio não significa indiciamento, prisão ou reconhecimento judicial de crime pelos responsáveis pelos perfis.

Faixa editorial sobre falsos médicos por IA em vídeos de saúde
Conteúdos com personagens médicos artificiais entram em alerta por risco de desinformação em saúde.

Falsos médicos por IA: quais riscos o Ministério da Saúde aponta

O Ministério relaciona os falsos médicos por IA a riscos como automedicação, uso de terapias sem eficácia comprovada, atraso na procura por atendimento profissional e interrupção ou substituição de tratamentos. O problema é a aparência de autoridade: um avatar com jaleco, linguagem técnica e título profissional inventado pode parecer confiável para quem assiste rapidamente ao vídeo.

A existência de uma recomendação em vídeo também não comprova que o tratamento seja seguro, eficaz ou autorizado. A Anvisa também alerta para personagens criados por IA que se apresentam com autoridade na área de saúde e podem prejudicar tratamentos.

Personagem artificial não é profissional real
Jaleco, linguagem técnica, aparência humana e título profissional exibidos em um vídeo não comprovam identidade, registro ou formação. A verificação precisa ser feita em fontes oficiais.

Como verificar uma orientação de saúde antes de seguir

O alerta sobre falsos médicos por IA exige atenção antes de seguir uma orientação de saúde. Ao encontrar um vídeo com alguém que se apresenta como médico ou especialista, procure o nome completo, a formação e o registro profissional informado. Confirme esses dados em fontes oficiais e desconfie quando não houver identificação verificável ou quando o personagem parecer excessivamente artificial.

Compare a orientação com informações do Ministério da Saúde, Anvisa, secretarias de saúde e sociedades científicas reconhecidas. Diagnóstico e tratamento devem ser discutidos com profissional habilitado.

Diante de falsos médicos por IA, quem já segue tratamento prescrito não deve interrompê-lo ou substituí-lo por causa de vídeo em rede social. Promessas de cura, venda agressiva ou indicação sem comprovação exigem confirmação com profissional qualificado e, quando necessário, denúncia à própria plataforma.

Fonte: AgoraRO

Via: Ministério da Saúde

Bem na Foto permite conferir dados da urna até dia 11 em Rondônia

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Bem na Foto nas Eleições 2026 com conferência de dados eleitorais em computador ao lado de urna eletrônica
Imagem editorial representa a conferência de dados destinados à urna eletrônica por meio do serviço Bem na Foto.

Candidatas e candidatos aptos nas Eleições 2026 em Rondônia têm até 11 de setembro para usar o Bem na Foto e conferir os dados que serão exibidos na urna eletrônica. A ferramenta da Justiça Eleitoral permite visualizar previamente informações como foto, nome de urna, número, partido e outros dados vinculados ao registro da candidatura.

O Bem na Foto é um serviço voltado às candidaturas aptas, não ao eleitor em geral. A consulta é individual e intransferível. Se houver divergência, a orientação oficial é requerer o ajuste no respectivo processo de registro de candidatura pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe), e não editar livremente a informação dentro da ferramenta.

Bem na Foto mostra os dados destinados à urna

Segundo o TRE-RO, a ferramenta permite conferir partido, número, nome de urna, nome fonético, fotografia e data de nascimento. A data de nascimento também pode ser utilizada como critério de desempate na totalização, conforme as regras eleitorais aplicáveis.

A função do Bem na Foto é permitir a conferência prévia. Isso não significa que todos os campos possam ser alterados diretamente no sistema ou que qualquer pedido de mudança seja automaticamente aceito pela Justiça Eleitoral.

Conferência não é edição direta
Identificar uma divergência não produz correção automática. O pedido deve seguir o processo de registro da candidatura e ainda depende da análise correspondente.

Acesso é individual e exige autenticação

O acesso ao Bem na Foto é individual e intransferível. A identificação pode ser feita por meio do e-Título ou por conta gov.br, com autenticação em dois fatores. No caso do e-Título, a orientação oficial informa a necessidade de fotografia e biometria registradas no Cadastro Eleitoral.

O procedimento de autenticação existe para vincular a consulta à própria candidatura. Por isso, credenciais pessoais não devem ser compartilhadas. A ferramenta integra o ambiente oficial da Justiça Eleitoral e deve ser acessada pelos meios indicados pelo TRE-RO e pelo TSE.

O TRE-RO também descreve uma hipótese excepcional em que partido ou federação pode auxiliar na validação quando a candidatura não possui biometria, dispositivo móvel ou aplicativo instalado. Essa possibilidade específica não significa acesso geral das legendas aos dados de todas as candidaturas.

Bem na Foto com urna eletrônica e conferência de dados eleitorais até dia 11 nas Eleições 2026
Imagem editorial representa a conferência de dados destinados à urna eletrônica. Arte editorial / TVdoPOVO.

Divergência deve ser levada ao processo de registro

Se a candidatura encontrar informação em desacordo, o procedimento indicado é requerer o ajuste no respectivo processo de registro pelo PJe. O Bem na Foto funciona como etapa de conferência, enquanto a alteração depende do trâmite processual adequado.

A manifestação deve apontar a divergência observada e seguir os canais previstos no processo de registro. O simples envio de um pedido não equivale a deferimento, e a matéria não antecipa resultado de análise judicial ou administrativa.

Pedido de ajuste e correção deferida são situações diferentes. Da mesma forma, candidatura apta a usar a ferramenta não significa candidatura eleita ou favorecida pela Justiça Eleitoral. A matéria trata exclusivamente de serviço e calendário eleitoral.

Prazo regular termina em 11 de setembro

O período regular de conferência e manifestação pelo Bem na Foto termina em 11 de setembro de 2026. Essa data não corresponde ao prazo para registro de candidatura. O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.

Se não houver manifestação até o fim desse período, o TRE-RO informa que os dados remanescentes são validados de ofício pela Secretaria Judiciária e de Gestão da Informação, com base nas informações disponíveis.

O Bem na Foto deve ser usado apenas para a finalidade de conferência prevista pela Justiça Eleitoral. O serviço não cria preferência eleitoral, não representa validação política de candidatura e não substitui os demais atos do processo eleitoral.

O fim do prazo regular não deve ser tratado como impossibilidade jurídica absoluta de eventual ajuste excepcional posterior. O ponto objetivo do serviço é permitir que candidatas e candidatos façam a conferência dentro da janela informada pela Justiça Eleitoral.

Rondônia publica plano contra o câncer com metas até 2030

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Paciente recebe atendimento em unidade oncológica com profissional de saúde em ambiente hospitalar
Atendimento em unidade oncológica representa a rede de cuidado prevista no plano estadual contra o câncer em Rondônia.

O plano contra o câncer em Rondônia foi publicado pela Secretaria de Estado da Saúde em 8 de setembro de 2026 e reúne metas distribuídas entre 2027, 2028 e 2030. O documento organiza objetivos para prevenção, diagnóstico, regulação, vacinação e acompanhamento da rede oncológica.

A publicação do plano contra o câncer em Rondônia não significa que as metas já estejam executadas. O texto funciona como roteiro de responsabilidades para Estado, municípios e serviços habilitados, com etapas que ainda dependerão de implantação e monitoramento.

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Quais metas o plano fixa até 2030

O documento usa como referência cerca de 2.930 novos casos de câncer por ano em Rondônia, incluindo câncer de pele não melanoma. Esse número é estimativa anual e não deve ser tratado como total de diagnósticos confirmados em 2026. No plano contra o câncer em Rondônia, a ideia é organizar a linha de cuidado com metas graduais.

Entre os objetivos confirmados estão a criação de um painel da linha de cuidado até 2027, fluxos regulatórios pactuados nos 52 municípios até 2027, navegação em 100% dos serviços habilitados em oncologia até 2028 e contrarreferência registrada para pelo menos 80% dos pacientes em tratamento até 2030.

Metas com prazo definido
2027: painel da linha de cuidado e fluxos regulatórios nos 52 municípios
2028: navegação em 100% dos estabelecimentos habilitados em oncologia
2030: contrarreferência mínima de 80% e cobertura de HPV igual ou superior a 90%

Como a rede de cuidado deve ser organizada

Uma das frentes centrais do plano contra o câncer em Rondônia é a navegação do paciente. A meta é implantar essa estratégia em 100% dos estabelecimentos habilitados em oncologia até 2028, ajudando casos de alta suspeição ou diagnóstico confirmado a percorrer os serviços da rede com mais continuidade.

O plano contra o câncer em Rondônia também prevê monitoramento dos intervalos entre suspeita, regulação, autorização, exame, laudo, confirmação diagnóstica, primeira consulta oncológica e início do tratamento. Esse painel deve ser implantado até 2027 e depois servir como base para acompanhamento periódico.

Os prazos legais de até 30 dias para conclusão de exames e de até 60 dias para início do primeiro tratamento aparecem como referência de monitoramento. Eles não comprovam que todos os casos atuais já estejam dentro desses limites.

Faixa editorial sobre plano contra o câncer em Rondônia e atendimento oncológico
Atendimento oncológico e organização da rede de cuidado prevista no plano estadual.

O que muda na meta de vacinação contra HPV

Na parte de prevenção, o plano contra o câncer em Rondônia fixa cobertura vacinal contra HPV de pelo menos 90% em ambos os sexos até 2030. A linha de base de 2026 é de 77,09% no público feminino e 69,18% no masculino, o que mostra que a meta ainda depende de avanço.

O documento também prevê estratégia de resgate para adolescentes de 15 a 19 anos até 31 de dezembro de 2026. Nesse ponto, o plano contra o câncer em Rondônia reforça a responsabilidade compartilhada entre municípios, atenção primária e coordenação estadual.

O que o plano não comprova hoje
O plano contra o câncer em Rondônia não significa novo hospital, novas vagas automáticas, recurso já desembolsado ou metas já entregues na prática.

O que o plano não significa na prática

A regionalização descrita no plano contra o câncer em Rondônia reconhece a concentração dos serviços de maior complexidade em Porto Velho e Cacoal e aponta necessidade de fortalecimento da Macrorregião II. Em Cacoal, a pactuação sobre Hospital Regional e ASSDACO não equivale a habilitação federal concluída.

Para pacientes e famílias, a leitura principal é que o estado publicou um planejamento oficial com metas e indicadores. O plano contra o câncer em Rondônia deve ser acompanhado como compromisso de organização da rede, e não como prova de que todos os serviços já estejam disponíveis.

Fonte: Sesau / Governo de Rondônia

Documento oficial: Plano de Prevenção e Controle do Câncer do Estado de Rondônia

Via: Governo de Rondônia

Prêmio MPRO de Jornalismo recebe inscrições até 15 de outubro

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Prêmio MPRO de Jornalismo 2026 com equipamentos de reportagem em ambiente institucional de Rondônia
Imagem editorial representa profissionais de imprensa e equipamentos de reportagem relacionados ao Prêmio MPRO de Jornalismo.

O Prêmio MPRO de Jornalismo está com inscrições abertas em Rondônia desde esta quarta-feira, 9 de setembro. Profissionais e estudantes têm até 15 de outubro de 2026 para enviar trabalhos; nas categorias profissionais, o primeiro lugar recebe até R$ 12 mil.

O concurso foi lançado em 3 de agosto, mas essa data não corresponde ao início das inscrições. No Prêmio MPRO de Jornalismo, podem concorrer trabalhos publicados ou veiculados entre 15 de outubro de 2025 e 15 de outubro de 2026, desde que cumpram também as demais condições previstas no Edital nº 6/2026/PGJ.

Prêmio MPRO de Jornalismo recebe inscrições pela internet

A inscrição é feita pela página oficial do concurso. Cada profissional pode inscrever até três trabalhos e ainda aparecer como coautor em outros. O material precisa ter sido publicado em veículo sediado no Brasil e estar em língua portuguesa.

Prazos principais
INSCRIÇÕES: 9 de setembro a 15 de outubro de 2026
TRABALHOS: publicados ou veiculados de 15/10/2025 a 15/10/2026

O envio dentro do prazo não encerra a análise. Depois da inscrição, os trabalhos ainda passam pelas etapas previstas no regulamento, e o candidato precisa manter documentos, links e materiais acessíveis conforme as exigências de cada categoria.

Profissionais e estudantes podem participar

O Prêmio MPRO de Jornalismo contempla profissionais com atuação reconhecida em veículos de comunicação e estudantes de graduação em Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, na categoria Destaque Acadêmico.

O tema de 2026 é “Por meninas e mulheres livres de todas as formas de violência”, dentro da agenda relacionada aos 20 anos da Lei Maria da Penha. Isso não significa que todo trabalho concorrente precise tratar exclusivamente desse assunto: o edital admite outras áreas de atuação do MPRO, desde que as exigências sejam atendidas.

Quatro categorias têm regras e premiações diferentes

O Prêmio MPRO de Jornalismo reúne Webjornalismo, Telejornalismo, Cinegrafia e Destaque Acadêmico. Nas três categorias profissionais, o primeiro lugar recebe R$ 12 mil, o segundo R$ 7 mil e o terceiro R$ 5 mil. No Destaque Acadêmico, o prêmio em dinheiro é de R$ 5 mil somente para o primeiro colocado.

Inscrição não significa premiação
O valor de R$ 12 mil é destinado ao primeiro lugar das categorias profissionais. Inscrever um trabalho não transforma o participante em finalista, e ser finalista também não equivale a ser vencedor.
Prêmio MPRO de Jornalismo 2026 com câmera, microfone e inscrições abertas até outubro
Imagem editorial representa equipamentos de reportagem e o período de inscrições do concurso. Arte editorial / TVdoPOVO.

Trabalhos precisam cumprir as regras do edital

Em Webjornalismo, o link da reportagem precisa permanecer disponível durante o julgamento, até 31 de dezembro de 2026. Telejornalismo e Cinegrafia exigem material on-line, separado da programação e com acesso público e gratuito. No Telejornalismo, a duração máxima informada é de 30 minutos.

O edital não aceita documentários ou entrevistas isoladas como trabalho concorrente, publicações apenas internas, conteúdo somente institucional nem reprodução integral de release do MPRO como produção jornalística autoral elegível.

No Destaque Acadêmico, o trabalho segue critérios de Webjornalismo e deve utilizar ao menos uma fonte bibliográfica, como pesquisa reconhecida, anuário oficial, base científica, órgão governamental, livro ou publicação científica.

Quem pretende participar do Prêmio MPRO de Jornalismo deve conferir o Edital nº 6/2026/PGJ antes do envio. Estar dentro do período de publicação não garante habilitação automática, porque o trabalho ainda precisa atender às demais exigências do regulamento.

O Prêmio MPRO de Jornalismo mantém regras próprias para cada categoria e para a habilitação dos trabalhos. A leitura do edital antes da inscrição reduz o risco de envio fora do formato exigido ou de perda de alguma condição específica.

A notícia oficial do MPRO detalha a abertura das inscrições e o Prêmio MPRO de Jornalismo segue com prazo até 15 de outubro. Inscrição, avaliação, classificação e premiação são etapas distintas.

Plano do ChatGPT prevê barreiras contra recomendação de voto em 2026

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ChatGPT nas Eleições 2026 representado por inteligência artificial, urna eletrônica e ambiente institucional brasileiro
Imagem editorial representa o uso de inteligência artificial sob regras eleitorais durante as Eleições 2026 no Brasil.

O plano do ChatGPT nas Eleições 2026 prevê barreiras para evitar que a ferramenta favoreça candidaturas ou recomende voto a usuários. O documento de conformidade foi apresentado pela OpenAI ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e descreve medidas que a empresa afirma adotar para reduzir riscos de abuso durante o processo eleitoral brasileiro.

As medidas valem nacionalmente e alcançam também Rondônia. O plano não significa que o TSE tenha certificado a eficácia do sistema ou garantido neutralidade absoluta; ele integra uma obrigação regulatória de prevenção e mitigação de riscos eleitorais.

O que o plano prevê para o ChatGPT nas Eleições 2026

Segundo o resumo publicado pelo TSE, a OpenAI prevê mecanismos para impedir respostas que favoreçam candidaturas, partidos, federações ou coligações e para evitar recomendações de voto.

O plano também cita restrições ao uso das ferramentas para gerar ou distribuir em larga escala mensagens de campanha favoráveis ou contrárias a candidatos, partidos ou propostas submetidas a votação. As políticas da OpenAI também tratam de interferência eleitoral, desmobilização de eleitores e campanhas políticas em escala.

Entre os mecanismos descritos pelo TSE estão recusas automáticas, revisão humana e monitoramento de sinais que possam indicar uso abusivo da ferramenta. Essas medidas são salvaguardas previstas e não garantem ausência total de erros ou tentativas de contorno.

O que as regras do TSE proíbem

A obrigação não depende apenas das políticas internas da empresa. A Resolução TSE nº 23.610/2019, alterada pela Resolução nº 23.755/2026, criou regras específicas para provedores que oferecem sistemas de inteligência artificial.

A norma proíbe, mesmo quando solicitado pelo usuário, ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidaturas, campanhas, partidos, federações ou coligações.

Também proíbe emitir opinião ou preferência eleitoral, recomendar voto e promover favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral de forma direta ou indireta, inclusive por respostas automatizadas.

Na prática, as regras aplicáveis ao ChatGPT nas Eleições 2026 se somam às exigências específicas para propaganda e conteúdo sintético. A resolução também estabelece regras para identificar material fabricado ou manipulado por inteligência artificial.

ChatGPT nas Eleições 2026 e barreiras contra recomendação de voto
Imagem editorial sobre regras eleitorais aplicáveis a sistemas de inteligência artificial nas Eleições 2026. Arte editorial / TVdoPOVO.

Que sinais de abuso podem acionar alerta

No ChatGPT nas Eleições 2026, o plano apresentado pela OpenAI prevê um mecanismo de alerta antecipado voltado ao processo eleitoral.

No plano do ChatGPT nas Eleições 2026, o TSE destaca como sinais de atenção mudanças incomuns de atividade relacionada ao pleito, tentativas de produzir materiais eleitorais oficiais falsificados e conteúdos apresentados como evidência enganosa de fraude eleitoral.

Também entram nesse acompanhamento aumentos de tentativas de personificação de candidaturas, autoridades eleitorais ou outras figuras públicas, além de consultas consideradas anômalas sobre procedimentos de votação.

O que o plano não permite concluir
A expressão monitoramento de sinais de abuso não deve ser interpretada como afirmação de que o TSE tenha acesso automático às conversas privadas dos usuários. O material público consultado não sustenta essa conclusão.

O que isso significa para eleitores e campanhas

Para quem utiliza o ChatGPT nas Eleições 2026, a principal diferença é que pedidos para escolher, ranquear ou recomendar candidaturas entram diretamente na área de restrição prevista pelas regras eleitorais.

Isso não impede usos informativos da ferramenta, como explicar conceitos, organizar informações públicas ou resumir documentos, desde que a resposta não se transforme em recomendação político-eleitoral vedada.

Para campanhas e organizações políticas, as políticas da OpenAI também estabelecem limites para geração ou distribuição em grande escala de mensagens destinadas a defender ou atacar candidaturas, partidos ou propostas eleitorais.

O plano apresentado ao TSE descreve como a empresa pretende cumprir essas obrigações. No ChatGPT nas Eleições 2026, essas salvaguardas convivem com uma regra jurídica independente do plano da empresa: sistemas de IA não podem indicar preferência eleitoral nem dizer ao usuário em quem votar.

O ChatGPT nas Eleições 2026 continua sujeito às regras eleitorais brasileiras independentemente das salvaguardas internas descritas pela empresa.

Bônus de 1,03% para milho passa a valer em operações do Pronaf em Rondônia

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Milho colhido em propriedade rural de Rondônia com produtor e colheitadeira ao fundo
Produção de milho em propriedade rural representa o crédito agrícola ligado ao PGPAF em Rondônia.

O bônus do milho no PGPAF será de 1,03% para Rondônia na nova tabela do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar. O percentual passa a valer em 10 de setembro de 2026 e pode ser aplicado em parcelas de operações de crédito enquadradas nas regras do programa.

A medida não significa pagamento em dinheiro ao agricultor nem redução de 1,03% no preço do milho. Também não vale automaticamente para todo produtor. O benefício depende de a operação de financiamento estar enquadrada no PGPAF e no Pronaf, conforme as condições previstas para o crédito contratado.

Bônus do milho no PGPAF é de 1,03% em Rondônia

A tabela publicada para o período de setembro e outubro inclui o milho de Rondônia com bônus de 1,03%. A informação consta da Portaria SAF/MDA nº 373, de 4 de setembro de 2026, e foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na prática, o bônus do milho no PGPAF funciona como um redutor aplicado sobre parcela de financiamento elegível. O percentual não altera o preço recebido na venda do grão e não representa desconto comercial sobre a produção rural.

Resumo do bônus para Rondônia
PRODUTO: milho
UF: Rondônia
BÔNUS: 1,03%
VIGÊNCIA: 10 de setembro a 9 de outubro de 2026

Como o bônus do milho no PGPAF funciona no financiamento

O PGPAF foi criado para proteger agricultores familiares quando o preço de mercado de determinados produtos fica abaixo do preço de garantia do programa. Quando há bônus para um produto e uma unidade da federação, o agente financeiro aplica o percentual previsto na parcela de operação elegível.

Por isso, o bônus do milho no PGPAF não cria uma nova linha de crédito. Ele atua dentro de contratos que já atendem aos critérios do Pronaf e do programa de garantia de preços. A instituição financeira responsável é quem verifica o enquadramento e aplica o bônus correspondente.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar explica que o mecanismo busca reduzir o impacto de preços de mercado inferiores aos preços de garantia sobre as parcelas de financiamentos da agricultura familiar.

Faixa editorial sobre bônus do milho no PGPAF em Rondônia
Percentual do PGPAF para o milho vale em Rondônia no período definido para operações enquadradas.

Quem pode ter o bônus aplicado na parcela

Ser produtor de milho em Rondônia, por si só, não garante o benefício. Para que o bônus do milho no PGPAF seja aplicado, a operação precisa estar enquadrada nas regras do programa e do Pronaf, além de atender aos requisitos do financiamento contratado.

Isso significa que o agricultor não precisa interpretar a portaria como um pagamento a receber. O efeito ocorre na própria operação de crédito elegível, mediante aplicação do percentual pela instituição financeira responsável.

Em caso de dúvida sobre o enquadramento, o caminho é procurar o banco ou cooperativa responsável pelo financiamento e confirmar se a parcela está dentro das condições do PGPAF. A existência do milho na tabela não transforma toda operação rural em operação bonificada.

O que o percentual de 1,03% não significa
Não é pagamento em dinheiro, não é redução do preço do milho, não é desconto comercial e não se aplica automaticamente a qualquer produtor ou financiamento rural.

Bônus vale de 10 de setembro a 9 de outubro

A vigência correta da nova rodada é de 10 de setembro a 9 de outubro de 2026. O recorte temporal é importante porque o bônus do milho no PGPAF é atualizado por tabelas periódicas, de acordo com os preços de mercado e os parâmetros do programa.

A notícia da Conab traz uma referência textual inconsistente ao “mês de agosto”, mas a tabela e a vigência informadas para esta rodada correspondem a setembro e outubro. Por isso, a matéria considera apenas o período confirmado na portaria e nos dados divulgados para o ciclo atual.

Para o produtor com financiamento elegível, a orientação é verificar a parcela e o enquadramento junto ao agente financeiro. O bônus do milho no PGPAF deve ser tratado como mecanismo de proteção dentro do crédito rural, e não como benefício financeiro separado do contrato.

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Anvisa amplia vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas

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Vacina contra meningite em ambiente pediátrico com frasco e seringa para vacinação infantil
Imagem editorial representa a ampliação da indicação da vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas.

A vacina contra meningite MenQuadfi passou a ter indicação ampliada pela Anvisa para uso adulto e pediátrico a partir de 6 semanas de idade. A decisão alcança a prevenção da doença meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

A mudança regulatória não significa automaticamente que a MenQuadfi passe a ser oferecida pelo SUS para bebês em Rondônia ou no restante do país. Também não confirma alteração imediata do Calendário Nacional de Vacinação, que depende de decisões próprias do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações.

O que muda na vacina contra meningite

O que mudou foi o registro sanitário da MenQuadfi. Segundo a Anvisa, a vacina contra meningite passa a ter indicação a partir de 6 semanas de idade, além do público adulto. O imunizante é aplicado por via intramuscular e atua contra doença meningocócica invasiva dos sorogrupos A, C, W e Y.

Essa ampliação de faixa etária não deve ser confundida com recomendação automática para toda criança nem com substituição imediata das vacinas já adotadas pelo SUS. Aprovação regulatória e incorporação ao calendário público são etapas diferentes.

O que a decisão não significa
Indicação ampliada pela Anvisa não significa incorporação automática ao SUS, oferta imediata em postos ou recomendação individual para qualquer bebê. A disponibilidade na rede pública depende de decisões posteriores do Ministério da Saúde e do PNI.

Anvisa avaliou dados de mais de 11 mil crianças

A análise integrada de segurança reuniu dados de 6.060 lactentes entre 6 semanas e menos de 12 meses, expostos a pelo menos uma dose em esquemas primários. Também foram considerados dados de 5.373 crianças que receberam dose de reforço a partir dos 12 meses.

A agência informou que os resultados apontaram perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem novas preocupações relevantes. Esse resultado faz parte da avaliação regulatória da vacina contra meningite e não substitui orientação individual de profissionais de saúde.

Vacina contra meningite com indicação ampliada para bebês em ambiente pediátrico
Imagem editorial representa a ampliação regulatória da indicação da MenQuadfi para bebês. Arte editorial / TVdoPOVO.

Calendário do SUS segue regras próprias

No recorte congelado pelo handoff, o Calendário Nacional de Vacinação continuava prevendo meningocócica C aos 3 e 5 meses e meningocócica ACWY aos 12 meses, além da previsão de ACWY na adolescência. A ampliação da MenQuadfi não altera sozinha esse esquema.

Por isso, não há base para afirmar que a vacina contra meningite MenQuadfi já esteja sendo oferecida a bebês nos postos de Rondônia. Registro sanitário, compra pública, estratégia nacional e definição do PNI são etapas distintas.

Pais devem seguir o calendário oficial de vacinação

Para pais e responsáveis, a orientação é não interpretar a decisão da Anvisa como convocação imediata para buscar MenQuadfi na unidade de saúde. O caminho é manter a caderneta em dia e conferir na UBS quais vacinas estão previstas para a idade da criança.

Dúvidas sobre a vacina contra meningite ou sobre o esquema infantil devem ser levadas ao serviço de vacinação ou aos profissionais de saúde. A indicação individual depende da idade, do histórico vacinal e das orientações oficiais vigentes.

A vacina contra meningite continua sujeita às regras de indicação, disponibilidade e incorporação definidas pelas autoridades de saúde.

A decisão da Anvisa amplia as possibilidades regulatórias da MenQuadfi no país, mas o efeito prático na rede pública depende de etapas posteriores. A informação mais importante é separar o que já foi autorizado pela agência do que efetivamente já faz parte da oferta do SUS.

Serviços de Rondônia podem inscrever boas práticas contra câncer do colo do útero

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Médica orienta paciente sobre saúde do colo do útero durante consulta ginecológica
Consulta ginecológica representa ações de cuidado e prevenção relacionadas ao câncer do colo do útero no SUS.

O câncer cervical no SUS é o foco de uma seleção nacional do Ministério da Saúde que poderá receber experiências desenvolvidas por serviços de saúde de Rondônia. As inscrições ainda não estão abertas nesta quarta-feira (9): o período começa em 15 de setembro e segue até 14 de outubro, às 23h59, no horário de Brasília.

A iniciativa voltada ao câncer cervical no SUS é conduzida pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) e pelo Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN). Podem participar secretarias de saúde, unidades do SUS e prestadores privados vinculados formalmente ao sistema, desde que cumpram os critérios do edital. A seleção reconhece experiências exitosas e poderá levar até 15 delas a um seminário nacional; não há anúncio de prêmio em dinheiro.

Quem pode inscrever experiências

O Edital nº 15/2026 aceita experiências de secretarias municipais e estaduais de saúde, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e de unidades do SUS. Unidades privadas prestadoras de serviços ao SUS também podem participar, mas precisam comprovar vínculo formal vigente com o gestor municipal, estadual ou distrital correspondente.

A inscrição deve ser feita por profissional da secretaria ou da unidade participante e exige anuência formal da autoridade indicada no edital. A experiência pode já ter sido concluída ou estar em andamento, desde que tenha pelo menos seis meses de execução contínua na data da submissão. Cada trabalho pode indicar até oito autores.

Que tipos de boas práticas serão avaliados

As propostas devem se enquadrar em uma das áreas definidas pelo Ministério da Saúde: organização e ampliação da detecção precoce; inovações na testagem para rastreamento; navegação do cuidado e seguimento das usuárias; ou estratégias transversais para fortalecer a linha de cuidado.

A divulgação do Ministério cita ainda experiências com teste molecular DNA-HPV, autocoleta, encaminhamento, tratamento, acompanhamento, tecnologias, integração de dados e promoção da equidade. O uso desses temas no edital não significa que todas essas estratégias já estejam implantadas de forma uniforme nas unidades de Rondônia.

Faixa editorial sobre câncer cervical no SUS e saúde da mulher em Rondônia
Imagem editorial representa cuidado e orientação relacionados à saúde do colo do útero.

Câncer cervical no SUS: por que o tema importa em Rondônia

O INCA estima 160 novos casos de câncer do colo do útero em Rondônia em 2026. A taxa bruta estimada é de 18,30 casos por 100 mil mulheres e a taxa ajustada, de 16,23 por 100 mil. Para Porto Velho, a estimativa é de 60 novos casos no mesmo ano.

Esses números são projeções epidemiológicas, não registros de mulheres já diagnosticadas. O próprio INCA informa que as estimativas de casos são arredondadas para múltiplos de dez. Por isso, os dados servem para dimensionar a relevância do tema e planejar políticas de saúde, mas não permitem afirmar quantos diagnósticos efetivamente ocorreram no estado ou na capital em 2026.

No câncer cervical no SUS, o Ministério da Saúde também adota diretrizes nacionais para rastreamento com teste molecular DNA-HPV. A implementação depende da organização da rede e dos fluxos locais; portanto, a existência da diretriz nacional não comprova que o exame esteja disponível de forma uniforme em todas as unidades de Rondônia.

Calendário da seleção

O cronograma prevê publicação do edital no Diário Oficial da União em 14 de setembro. As inscrições serão recebidas de 15 de setembro a 14 de outubro. Depois vêm a análise de admissibilidade, de 15 a 21 de outubro, e a avaliação de mérito, de 22 de outubro a 6 de novembro.

O resultado preliminar está previsto para 9 de novembro, com recursos entre 10 e 12 de novembro e resultado final homologado em 18 de novembro. Até 15 experiências poderão ser selecionadas para o seminário nacional de 1º e 2 de dezembro, em Brasília, informado pelo Ministério como híbrido.

Para serviços que atuam com câncer cervical no SUS em Rondônia, esta etapa permite verificar se existe experiência elegível, reunir a documentação e observar as regras de anuência antes da abertura do formulário. Até a checagem desta quarta-feira (9), não há confirmação oficial de que a Sesau, a Semusa de Porto Velho ou outra unidade do estado já tenha inscrito experiência — e o período de inscrições ainda nem começou.

Fonte: AgoraRO

Rio Madeira entra no foco de relatório sobre peixes da Amazônia

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Peixes do rio Madeira em cena subaquática com dourada na Amazônia
Imagem editorial representa os peixes do rio Madeira, com destaque para a dourada e a conectividade dos rios amazônicos.

Um novo relatório internacional sobre os peixes do rio Madeira recolocou Rondônia no debate sobre conectividade dos rios, migração de espécies e transformação da pesca. O documento usa o Madeira como exemplo ao discutir barreiras enfrentadas pela dourada e mudanças ligadas à antiga Cachoeira do Teotônio, em Porto Velho.

A quarta edição de Peixes Esquecidos da Amazônia, liderada pela The Nature Conservancy, reúne e atualiza evidências sobre mais de 2,7 mil espécies de peixes de água doce na Bacia Amazônica. Esse número não representa espécies descobertas agora: trata-se de conhecimento científico e ecológico já acumulado sobre a biodiversidade regional.

Peixes do rio Madeira entram em debate sobre conectividade

O relatório relaciona rios saudáveis à alimentação, renda e cultura na Amazônia. Entre as pressões citadas estão barragens, fragmentação, poluição, sobrepesca e mudanças climáticas.

Em Rondônia, os peixes do rio Madeira ganham relevância porque espécies migradoras dependem da conexão entre diferentes trechos. O relatório aponta proteção de rios livres, recuperação da conectividade, qualidade da água e manejo comunitário.

Leitura correta dos dados
2,7 MIL ESPÉCIES: diversidade reunida e atualizada no relatório, não descoberta de hoje
RIO MADEIRA: exemplo de conectividade e migração de longa distância
PRESSÕES: barragens, fragmentação, poluição, sobrepesca e clima

Dourada percorre grandes distâncias na Bacia Amazônica

A dourada (Brachyplatystoma rousseauxii) aparece como uma das espécies de destaque por realizar migrações de milhares de quilômetros ao longo do ciclo de vida. A conectividade entre os rios é, portanto, parte central da dinâmica dessa espécie.

O relatório e a cobertura associada ao tema relacionam as barragens do Madeira a mudanças nas antigas rotas migratórias. Isso não significa que todos os peixes do rio Madeira tenham desaparecido, mas ajuda a explicar por que a perda de conectividade é analisada como pressão sobre espécies que dependem de deslocamentos extensos.

Dourada e outros peixes do rio Madeira em imagem panorâmica subaquática
Imagem editorial representa a vida aquática, a migração e a conectividade do ambiente fluvial amazônico.

Estudo mediu queda nos desembarques pesqueiros

Um estudo publicado em 2025 na revista River Research and Applications analisou desembarques entre 2000 e 2019 em Guajará-Mirim, a montante das barragens, e Humaitá, a jusante.

No recorte estudado a montante, os desembarques totais caíram 60,76%. Para migradores de longa distância, a redução foi de 81,45%; para migradores regionais, de 85,50%. A dourada apresentou queda de 91,01% nos desembarques analisados.

Esse último percentual precisa ser interpretado com precisão: os 91,01% se referem aos desembarques de dourada registrados no estudo. O dado não significa que 91% da população total da espécie tenha desaparecido nem permite transformar os resultados sobre os peixes do rio Madeira em uma estimativa de extinção populacional.

91,01% não é perda da população total
O percentual corresponde à redução dos desembarques de dourada dentro do recorte analisado pelo estudo. Desembarque pesqueiro e tamanho total da população de peixes são medidas diferentes.

Pesca tradicional do Teotônio foi profundamente transformada

Pesquisas sobre a antiga Cachoeira do Teotônio descrevem uma pesca especializada, construída a partir do conhecimento de correntezas, pedrais, áreas de passagem e comportamento das espécies. Técnicas e saberes eram transmitidos entre gerações de pescadores.

Com a submersão da cachoeira e a transformação do ambiente, locais e práticas tradicionais precisaram ser substituídos ou adaptados. É mais preciso dizer que a pesca ligada aos antigos pedrais do Teotônio foi profundamente desestruturada e transformada do que afirmar que toda a pesca no Madeira acabou.

O debate sobre os peixes do rio Madeira também passa pela ciência produzida em Rondônia. Pesquisadores ligados à Universidade Federal de Rondônia aparecem em estudos sobre desembarques e na documentação da pesca tradicional, aproximando o tema internacional da realidade local.

A The Nature Conservancy é a referência principal do relatório. O estudo sobre Teotônio está disponível na Canoa do Tempo/UFAM.

Os peixes do rio Madeira também mostram como dados biológicos e conhecimento tradicional precisam ser lidos em conjunto para entender mudanças de longo prazo.

Assim, o novo relatório amplia o contexto, mas o recorte de Rondônia permanece concreto: os peixes do rio Madeira ajudam a discutir conectividade, migração, desembarque pesqueiro, conhecimento tradicional e a adaptação de comunidades a um ambiente que mudou.

Caixa chama nova negociação antes de greve prevista em Rondônia

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Greve da Caixa em Rondônia com bancários reunidos diante de agência em Porto Velho antes da paralisação
Imagem editorial representa mobilização de bancários diante de agência da Caixa antes da paralisação prevista em Rondônia.

A greve da Caixa em Rondônia continua prevista para começar nesta quinta-feira, 10 de setembro, enquanto uma nova rodada de negociação ocorre nesta quarta-feira (9), em São Paulo. Até a manhã desta quarta, não havia confirmação pública de acordo, cancelamento ou suspensão da paralisação anunciada pelos empregados.

Em Porto Velho, o Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia informou concentração a partir das 8h na agência Madeira-Mamoré, no Centro. A mobilização anunciada não permite afirmar antecipadamente que a unidade estará fechada nem quantas agências poderão aderir.

Greve da Caixa em Rondônia segue prevista antes da nova mesa

A Caixa encaminhou ofício à Contraf-CUT convocando representantes dos empregados para uma reunião nesta quarta-feira. A negociação foi reaberta depois das assembleias que rejeitaram a proposta apresentada para renovação do acordo específico do banco.

A convocação para conversar novamente não significa que a greve da Caixa em Rondônia tenha sido suspensa. A própria comunicação sindical orientou os empregados a acompanhar as atualizações e manteve a organização da paralisação prevista para quinta-feira.

Situação até a manhã de 9 de setembro
NEGOCIAÇÃO: convocada para esta quarta-feira (9)
GREVE: prevista para começar quinta-feira (10)
ACORDO: sem confirmação pública até este recorte
SUSPENSÃO: não confirmada

Concentração está prevista para 8h em Porto Velho

O SEEB-RO informou que, em Porto Velho, a concentração está marcada para as 8h na agência Madeira-Mamoré, localizada no Centro. O sindicato anunciou a mobilização após a decisão dos empregados de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

A existência de uma concentração, porém, não significa fechamento automático da agência. Também não há base para antecipar quantas unidades participarão da greve da Caixa em Rondônia ou como ficará o funcionamento efetivo de cada ponto de atendimento.

Bancários em mobilização diante de agência da Caixa durante impasse sobre greve em Rondônia
Imagem editorial representa mobilização de trabalhadores durante o impasse que antecede a greve anunciada.

84,9% rejeitaram a proposta; 56% aprovaram a greve

Segundo o sindicato, 84,9% dos participantes rejeitaram as propostas do acordo específico da Caixa e, no mesmo processo de assembleia, 56% aprovaram a greve. Os dois números medem decisões diferentes e não devem ser tratados como se fossem o mesmo resultado.

Assim, é incorreto dizer que 84,9% aprovaram a greve da Caixa em Rondônia. O percentual informado para a decisão de paralisação foi 56%, enquanto 84,9% corresponde à rejeição das propostas colocadas em votação.

Negociação reaberta não encerra o movimento
Enquanto não houver comunicação formal de acordo ou mudança na decisão das assembleias, a redação correta é manter a greve como prevista para o dia 10, com possibilidade de alteração conforme o resultado da nova mesa.

Saúde Caixa, carreira e condições de trabalho estão entre os temas

As negociações específicas incluem temas como Saúde Caixa, promoção por mérito, carreira, condições de trabalho, direito à desconexão, licenças e jornada. A presença desses itens na proposta não significa que o conjunto tenha sido aceito pelos empregados.

A proposta econômica nacional também previa reposição pelo INPC acrescida de 0,6% de aumento real em 2026 e 2027. Na Caixa, entretanto, o impasse envolve também cláusulas específicas do banco e pontos ligados ao plano de saúde e às relações de trabalho.

O desfecho da reunião desta quarta é o ponto que poderá definir se a greve da Caixa em Rondônia será mantida, alterada ou suspensa antes do início previsto.

As informações sobre a nova mesa foram divulgadas pelo SEEB-RO, com conteúdo da Contraf-CUT. O sindicato também mantém a publicação sobre a greve prevista para quinta-feira.

A greve da Caixa em Rondônia ainda pode ter o cenário alterado caso a negociação produza uma nova proposta aceita pelos empregados.

Até que haja resultado oficial da negociação desta quarta-feira, a greve da Caixa em Rondônia deve ser tratada como paralisação prevista, e não como greve já iniciada ou movimento oficialmente suspenso.

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